Rua Joel Carlos Borges, em São Paulo. Foto: Pedro Mascaro/WRI Brasil
A implementação de uma Rua Completa é uma conquista a ser celebrada em uma cidade. Um projeto que chega a se tornar realidade é uma indicação de que a mobilidade urbana da região está sendo pensada em prol do uso mais democrático do espaço e da segurança de todos os seus usuários. Mesmo assim, medir o impacto dessas intervenções é de vital importância para orientar futuras ações no local.
A primeira Rua Completa de São Paulo, a Rua Joel Carlos Borges, no Brooklin, passou por uma avaliação dois meses após sua implantação, a qual concluiu que 92% dos usuários da via aprovam o projeto e acreditam que as mudanças são benéficas.
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Um mês após o evento, os diversos indicados ao World Architecture Festival de 2018 já retornaram às suas cidades de origem, deixando para trás a efervescência do encontro deste ano em Amsterdã. No entanto, isso não significa que o festival não tenha deixado um impacto duradouro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116763/vencedor-a-do-world-architecture-festival-compartilha-sua-experiencia-no-eventoKatherine Allen
A arquitetura não ilustra nem imita ideias nascidas da filosofia, da literatura, da pintura ou de qualquer outra forma de representação artística; mas, sim, constitui um modo de pensamento por direito próprio: o pensamento arquitetônico. Esse modo de discorrer, de fazer, necessita de suas próprias ferramentas como único meio para traduzir todas essas ideias em algo concreto, em algo real, capaz de se comunicar por si mesmo. Uma dessas ferramentas, talvez a mais indispensável, é o desenho.
O premiado arquiteto Steven Holl expressou seu descontentamento com a arquitetura contemporânea em entrevista à Metropolis Magazine. Embora o escritório Steven Holl Architects (SHA) tenha vencido recentemente o concurso de projeto para um edifício de acesso na University College Dublin e concluído novas obras em Londres, Houston, Virgínia e Richmond somente no último ano, o arquiteto está convencido de que, apesar de todo esse sucesso, “não é um grande momento, há muitos profissionais ruins na arquitetura”.
O nome de Jorn Utzon está, para a maioria das pessoas, indissociavelmente ligado à sua obra mais famosa: a Ópera de Sydney. Concluído em 1973, o projeto foi declarado Patrimônio Mundial em 2007, tornando Utzon apenas o segundo arquiteto (depois de Oscar Niemeyer) a receber tal honra em vida. Trata-se, indiscutivelmente, de uma das obras de arquitetura mais reconhecíveis e significativas do século XX, que continua à frente de seu tempo. No entanto, o detalhamento intransigente e o caráter futurista de seus projetos fizeram com que muitas de suas obras permanecessem não construídas ou desconhecidas até sua morte, em 2008.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117460/concurso-utzon-unbuilt-lanca-nova-luz-sobre-as-obras-do-mestre-dinamarques-e-convida-o-publico-a-participarKatherine Allen
Com mais de quatro mil projetos publicados em 2018, nossos editores fecham este ano estimulante para a arquitetura com uma seleção dos melhores projetos de uma tipologia cara a todos nós: casas.
De paisagens remotas a ambientes urbanos; projetos vernaculares a automação e alta tecnologia, esta seleção de 100 casas destaca os exemplos mais instigantes de 2018 em termos de projeto arquitetônico, inovação em materiais e construção, topografias desafiadoras e desejos do cliente. Veja as melhores casas de todo o mundo. a seguir.
O ano de 2018 foi repleto de conquistas e surpresas no campo da arquitetura. À medida que este ano chega ao fim, percebemos a importância dos concursos para fortalecer a imagem que cada região ou país projeta para o mundo. O México não foi exceção, destacando-se com cerca de 18 reconhecimentos internacionais (incluindo bolsas de estudo, concursos, indicações, etc.) que mostraram ao resto do mundo quais são os temas de interesse e as metas para os próximos anos. Nessa seleção, destacamos a importante participação das arquitetas mexicanas Frida Escobedo e Rozana Montiel — que foram convidadas e premiadas em diversas ocasiões em alguns dos eventos mais importantes do setor —, bem como de projetos marcantes como o Centro Cultural Teopanzolco, de Isaac Broid + Productora, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.
Há alguns meses o arquiteto Filipe Vasconcelos compartilhou conosco suas colagens digitais, que exploram a similaridade entre arquiteturas e objetos, criando cenas em que as obras são ressignificadas em situações absolutamente deslocadas de seus contextos e usos originais.
Com a missão de fornecer ferramentas e inspiração para arquitetos em todo o mundo, os curadores do ArchDaily estão constantemente em busca de novos projetos, ideias e novas formas de expressão. Nos últimos três anos, o ArchDaily apresenta as melhores descobertas do nosso ano e, nesta oportunidade, queremos compartilhar os melhores desenhos de arquitetura publicados durante este ano.
Qual é o papel do desenho contemporâneo na arquitetura? Abordamos a definição de desenho como projeto em si. Desenhos são usados para explicar princípios, fornecer idéias, para construir nova arquitetura e para documentar processos criativos.
Abaixo, você verá a seleção dos desenhos organizados em seis categorias: Contexto, Desenhos Arquitetônicos, Croquis e Desenho à Mão, Colagens Digitais, Desenhos e Diagramas Conceituais e Gifs Animados. Cada desenho escolhido reforça a construção proposta ou aprimora o trabalho construído.
Você também pode revisar as coleções de anos anteriores aqui ou outras postagens relacionadas a desenhos selecionadas pelos nossos editores no link a seguir.
O escritório chileno Biourban Arquitectos venceu a licitação para o projeto do novo terminal rodoviário de Castro, no extremo sul do Chile. O projeto será implantado no centro histórico da principal cidade da Ilha Grande de Chiloé e contará com estacionamento, supermercado, centro comercial e um mirante urbano.
"Parte do desafio da nova concessão é aproveitar os benefícios sociais e urbanos de estar em pleno centro da cidade, com boa acessibilidade a todos os serviços básicos", afirma a equipe de projeto.
O arquipélago catalão está conformado, em quase toda sua extensão, por uma pequena serra que o acompanha crescendo desde a linha da costa, tangente ao mar, formando falésias, até as poucas dúzias de quilômetros que conformam sua máxima expressão.
A própria arquitetura desta porção costeira tende a ser catalogada, recorrentemente, como arquitetura catalã; obviando e contaminando a arquitetura própria de terra, escura, sombria, pesada. Uma arquitetura - a interior - de digestões lentas, de luz de fundo e ar imóvel, que soa diferente.
Ao noroeste, encontramos uma região onde as faias permanecem imóveis e crescem a uma altura inferior a qualquer outra área do país. Onde a luz é mais suave, turva, onde as sombras são mais tênues e mais profundas. Onde chove diferente. Onde se fala diferente. Onde os campos são diferentes. Aqui vivem. Aqui trabalham. Falamos de Olot. Falamos de RCR.
A partir de um interesse comum entre as cidades, a arquitetura e a fotografia, o grupo de pesquisa FORM+ da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC) em colaboração com o ArchDaily em espanhol, realizaram neste ano de 2018 um importante acordo editorial, divulgando as pesquisas realizados pelo FORM+ em relação à recente exposição realizada na capital colombiana: Bogotá pelas lentes de 10 fotógrafos
Assim, nossos leitores agora podem conhecer o trabalho de alguns dos precursores da fotografia de arquitetura e da paisagem graças à pesquisa desenvolvida pelos responsáveis pelo projeto: María Pía Fontana (UdG), Miguel Mayorga (UPC) e Margarita Roa (USB, Cali), todos integrantes do grupo FORM+. "A fotografia é uma forma de mediação intelectual e sensível para com o mundo, que abrange a nossa experiência perceptiva e renova a nossa sensibilidade visual: um instrumento que educa o olhar, um recurso da criatividade que ensina a reconhecer o espaço e o entorno construído", explicaram os responsáveis pelo projeto.
A seguir apresentamos os perfis dos 10 fotógrafos incluidos neste pacto editorial:
Em uma pequena faixa de terra entre o rio Emscher e o canal Rhine Herne, na Alemanha, há um ponto de parada cuja aparência colorida desmente seu propósito radical. O projeto engenhoso da estrutura consiste em tubos condutores de dois banheiros e do Emscher (o rio mais poluído da Alemanha) e que convergem em um pequeno jardim comunitário e fonte. O jardim é, na verdade, um pântano artificial que recolhe, trata e limpa a efluência dos sanitários e do rio - tornando potável.
As águas do canal Gowanus, na região do Brooklin, em Nova York, continuam não cheirando bem, embora o problema tenha sido muito pior. São resquícios de anos de poluição industrial e de esgoto não tratado.
O local, que nos séculos 19 e 20 era formado basicamente por fábricas, passou por uma revitalização nos últimos anos com investimento federal (veja aqui). Novas áreas verdes foram instaladas e comércios exclusivamente de serviços chegaram ao bairro. O preço dos imóveis residenciais também foi elevado, o que acabou por expulsar antigos moradores.
Em foi um ano repleto de novidades e é normal que muitas delas tenham passado em branco, mas nós estamos aqui para lembra-los. Em meio à este mar de projetos, prêmios, concursos e eventos, algumas tendências parecer ter se consolidado neste ano de 2018 - tendências que refletem as principais inquietações dos arquitetos e sugerem o caminho que a arquitetura está tomando.
https://www.archdaily.com.br/pt/907952/as-principais-tendencias-arquitetonicas-de-2018Katherine Allen
A mostra dedicada a Mario Merz (Milão, 1925-2003) exibe, pela primeira vez, a maior reunião e interação de iglus vindos de diversas coleções privadas e museus, com o objetivo de destacar a profunda exploração entre a humanidade e a natureza proposta pela Arte Povera – movimento artístico que surgiu na Itália na segunda metade da década de 1960, batizado por Germano Celant (historiador da arte, crítico e diretor artístico da Fondazione Prada desde 1993) –, no qual se destaca o uso de materiais simples e geralmente não industriais que, com o passar do tempo, se deterioram e, consequentemente, transformam a obra de maneira natural.
A Gran Vía de Madri é iluminada por lâmpadas LED ao longo de 1.300 metros graças à intervenção luminosa do Brut Deluxe. A instalação foi encomendada pela prefeitura da cidade e se inspira em nebulosas e galáxias. A mostra, instalada para o Natal deste ano, foi fotografada pelas lentes do Imagen Subliminal
Dedicado a famílias afetadas por desastres naturais e aquelas que vivem em zonas costeiras à espera de alternativas ou mudanças em seu habitat.
As encostas são como um manto que nos rodeia, mas de uma forma tendenciosa. A neblina de Lima esconde esse esquecimento. Falar em habitar as encostas ainda pode ser sinônimo de não-habitável por conta das más condições em que se encontram tantas casas vulneráveis pertencentes aos 70% da autoconstrução da cidade. No entanto, as encostas, devido à sua condição geográfica, oferecem qualidades habitáveis que devemos reconhecer e repensar, a fim de nos colocarmos sabiamente no território, e assim reabitar com novos ares. Nem todas as casas auto-construídas são "sem conhecimento", algumas delas têm suas próprias lições. Outras, em sua maioria, não. A verdade é que ainda é uma área a ser explorada.
Em um artigo recente no New York Times, a escritora Allison Arieff propõe a recorrente pergunta que a comunidade da arquitetura insiste em se fazer: "Onde estão todas as arquitetas?". Não se tratando mais de uma disparidade de gênero na formação acadêmica, a persistência de um número reduzido de mulheres em cargos de liderança e direção em escritórios simplesmente não condiz com a realidade. Ela argumenta que, talvez ainda mais importante do que as estatísticas, o real problema resida na própria definição de sucesso.
É a época das festas de fim de ano, e com isso recebemos as saudações criativas de arquitetos, instituições, fotógrafos e colaboradores em todo o mundo. Veja nossos favoritos a seguir - ou confira os melhores cartões enviados por leitores.
A cidade de Lima e o rio Rímac parecem em conflito, embora este a atravesse (e nutra) de leste a oeste. Por isso, destacamos o uso do termo “amizade” como um valor agregado para abordar este tema. Uma forma de compreender essa relação com a solidez e a integralidade que ela deveria ter. É o que propõe o projeto que apresentamos aqui, o qual resgatamos de nossos arquivos para trazer a público. Com o início do verão, a proximidade do fenômeno El Niño e o consequente aumento na vazão do rio Rímac, torna-se inevitável recordar os desastres causados pelos huaycos (deslizamentos de terra) há um ano. Pouco ou nada foi feito diante dessa ausência de relação da cidade com o rio; portanto, vale a pena refrescar a memória.
Por meio da Empresa de Desarrollo Urbano (EDU) e da Sociedad Colombiana de Arquitectos (SCA), Medellín lançou em novembro passado uma chamada internacional para projetar um espaço de memória e reflexão sobre o período entre 1983 e 1994 no demolido Edifício Mónaco, local que foi a residência do narcotraficante Pablo Escobar.
Nesta ocasião, apresentamos a proposta do Taller Síntesis, que propõe uma nova forma de contar a história a partir do espaço, convidando à reflexão sobre o passado e homenageando as vidas das vítimas do narcotráfico. Segundo os/as autores/as da proposta, "com o tempo, esta edificação se tornou um destino turístico para os visitantes que chegam a Medellín desejando conhecer a história do protagonista de programas que não refletem fielmente a realidade dessa época de narcotráfico".
Os seres humanos são “máquinas de ver”. Exceto no caso de quem não possui essa condição, os olhos são o nosso maior produtor de informação. Posteriormente, o cérebro de cada pessoa interpreta essas imagens conforme o caso… Não se deve confundir o "olhar" com o ato de "ver" algo. O olhar, uma resposta automática e passiva, deve se converter no ato de ver, de processar todos esses bits de informação em algo concreto, tangível. Sherlock Holmes observava o lóbulo de uma orelha a fim de deduzir um parentesco; Proust, a bainha de um vestido ou a nuca para compreender profundamente uma mulher… Onde se oculta o signo? Como saber, em uma imagem, seja ela verbal, visual ou sonora, qual é a parte significante e qual é o fundo neutro e vazio, o ruído que se deve descartar?
Nossos olhos são responsáveis por captar e absorver essa informação; nosso cérebro, por tratá-la e traduzi-la; mas é a fotografia, mais especificamente a nossa câmera, que consegue retê-la, congelando-a sob a forma de foto, para que, uma vez que nossos olhos tenham deixado de olhar, comecem a ver. Como dizia Le Corbusier, de forma simples, “é preciso ver o que se olha”.
O Museu Castagnino consolidou-se, desde meados do século XX, como um dos mais importantes espaços culturais da nação argentina. A histórica obra do escritório de arquitetura Hernández Larguía-Newton (1937) foi construída em um entorno privilegiado, interpretado como a porta de entrada para a cidade — situação que será ainda mais enfatizada com a nova intervenção.