À medida que a população urbana mundial continua a crescer vertiginosamente, estima-se que até 2050 mais de um bilhão de pessoas, com algum tipo de restrição motora, estarão vivendo em áreas urbanizadas. Infelizmente, a maioria dos centros urbanos mas principalmente aqueles mais antigos - com centenas e até milhares de anos -, não estão preparados para atender a esta preocupante demanda. Existe, portanto, um desafio imediato para nós arquitetos, urbanistas e autoridades locais: abordar com a devida atenção e sensibilidade a questão da acessibilidade em centros urbanos históricos. O grande desafio é, portanto, encontrar maneiras e métodos que possibilitem um convívio saudável entre a crescente demanda por acessibilidade e a manutenção das características específicas do patrimônio histórico urbano de nossas cidades mais antigas.
https://www.archdaily.com.br/pt/924339/como-cidades-antigas-se-tornam-acessiveisNiall Patrick Walsh
O fotógrafo especializado em arquitetura Guilherme Pucci compartilhou conosco seu ensaio da garagem de barcos que integra o complexo Santa Paula Iate Clube, projetada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas no início da década de 1960 e fechada em meados de 1980. Atualmente, o edifício, um dos ícones da arquitetura moderna paulistana, localizado na beira da Represa Guarapiranga, na Zona Sul da cidade de São Paulo, encontra-se em estado de mal conservação e abandono.
Kengo Kuma (nascido em 8 de agosto de 1954) é um dos arquitetos japoneses de maior expressividade atualmente. Suas reinterpretações de elementos tradicionais da arquitetura japonesa envolvem inovações no uso de materiais naturais e novas formas de pensar a relação da luz com o espaço.
Estudantes na balaustrada do terraço da cantina, por volta de 1931 (fotógrafo desconhecido). Imagem Cortesia de Stiftung Bauhaus Dessau
As mulheres são membros imperativos da comunidade arquitetônica, criando trabalhos inovadores e inspiradores nas áreas de arquitetura, design e planejamento urbano. No entanto, mesmo com a ascensão do movimento de mulheres, suas contribuições ainda são questionadas ou comparadas.
A Metropolis Magazine analisou a história do feminismo na arquitetura, lançando luz sobre os momentos em que foi testemunhado um progresso sem precedentes e os momentos em que se perdeu a vantagem.
Solução recorrente em edifícios comerciais e corporativos, as fachadas espelhadas costumam despertar sentimentos variados entre arquitetos, frequentemente negativos. Argumentos contra esta opção não faltam e geralmente fazem sentido, citando desde a falência da arquitetura moderna e massificação de suas fachadas de vidro até aspectos relativos ao clima e a negligência às especificidades locais que transparece nessas superfícies espelhadas.
Crianças brincando na Avenida Paulista, num domingo. Foto: Eduardo Augusto de Carvalho.
A temática da ausência da criança na cidade contemporânea, e a busca por soluções que permitam sua mobilidade com mais autonomia e divertimento, norteou um estudo com cerca de 130 crianças, de 7 a 12 anos, de diferentes classes sociais, moradoras do distrito da Consolação, na cidade de São Paulo. Depois de caminhar, conversar e desenhar com as crianças um percurso ideal entre a praça e a escola, foi desenvolvida uma proposta de intervenção [2], que costura os bairros de Vila Buarque e Higienópolis e pretende trazer os pequenos para brincarem em grupo, ao ar livre, todos os dias.
Santa Maria Annunciata in Chiesa Rossa. Foto de Andrea Pavanello/Creative Commons
Daniel Flavin foi um dos representantes da chamada arte minimalista das décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos. A classificação foi usada pela primeira vez pelo filósofo Richard Wollheim no ensaio “Minimal Art” em 1965 para agrupar obras que, como os ready-mades de Duchamp, não pretendiam representar uma realidade externa: o objeto exposto deveria ser entendido como obra por si e a experiência do espectador não deveria depender de associações a outros fatores.
A forma como encaramos o trabalho mudou, e isso é inegável. Nossa profissão já não nos define tanto quanto as gerações passadas, e novas formas de trabalho vêm sendo incorporadas aos cotidianos. Enquanto a tecnologia revolucionou nossa capacidade de executar uma variedade de tarefas diárias, muitas profissões desapareceram, algumas não devem durar muito e diversas outras foram criadas.
Há três palavras que há muito aguardavam ser reunidas: O Pavilhão Siza. A história começa com a marca de móveis CAMERICH e o Fórum do Aedes Architecture em busca de um visionário da arquitetura e do design de produtos. O vencedor do Prêmio Pritzker de 1992, Álvaro Siza, foi selecionado e contratado para desenhar um pavilhão para a Feira Internacional de Móveis da China (CIFF 2019).
Subjugado por grupos armados à margem da lei e assolado pela maior operação militar urbana da história da Colômbia, o bairro Las Independencias, situado na Comuna 13 da cidade de Medellín, é hoje uma espécie de galeria de grafites a céu aberto, cujo acesso se dá por um sistema de escadas rolantes elétricas – as únicas do mundo implantadas em uma favela.
Em sua quarta edição consecutiva no Chile, Casa FOA 2019 — a mostra internacional que reúne design, design de interiores, arquitetura, paisajismo e arte — revelou talentos consagrados e emergentes que revitalizaram o esquecido Paseo San Damián, em Las Condes.
La mostra busca apresentar ao público as novas tendências do setor de design, sob a premissa de criar, transformar e repensar a maneira como vivemos e trabalhamos. Esta edição foi guiada pelo conceito de Coliving, a expressão atual da evolução social e geracional voltada para a vida colaborativa e a construção de inteligência coletiva, compartilhando espaços de trabalho e áreas de convivência doméstica.
A Filarmônica de Berlim de Hans Scharoun é um dos edifícios mais importantes construídos durante o século XX na capital alemã. A estrutura de estilo expressionista, com sua fachada em cores vivas, é a primeira desse tipo projetada pelo renomado arquiteto alemão, além de ser seu edifício mais famoso. O projeto de Scharoun interpreta ritmo e música como arquitetura, tanto conceitual como fisicamente.
O fotógrafo de arquitetura Bahaa Ghoussainy explora a arquitetura única de Scharoun destacando a dramática geometria angular da sala de concertos, a vibrante fachada em tons de amarelo e o singular jogo de linhas e formas.
A obra do escritório catalão Barozzi Veiga é explorada a partir da tensão entre tradição e invenção na arquitetura, neste artigo de João Paulo Rapagão, publicado através da parceria com a AMAG.
https://www.archdaily.com.br/pt/923718/entre-tradicao-e-invencao-da-arquitetura-a-obra-de-barozzi-veigaJoão Paulo Rapagão
Ao longo do ano passado, vêm ganhando força os conceitos de Smart Homes (+ 160% A / A) e Domótica (+ 450% A / A), termos que definem automação e conectividade entre dispositivos encontrados dentro de residências, e que constituem as unidades básicas do crescente conceito das Cidades Inteligentes.
Já sabemos que, a partir de suas diferentes possibilidades de projeto, uma rampa permite superar as barreiras físicas nas áreas urbanas e arquitetônicas.
Apesar de consistir basicamente de uma superfície contínua que vence uma diferença de altura, com um determinada inclinação, é necessário destacar uma série de especificações construtivas e, como sabemos, as normativas mínimas relativas ao desenho das rampas variam em cada local. Os seguintes esclarecimentos pretendem auxiliar e determinar as dimensões apropriadas para rampas gerais confortáveis e eficientes para todos, a partir de considerações de acessibilidade universal.
Até que ponto a inclinação de uma rampa pode variar? Como determinar sua largura e espaços de manobra? Quais considerações existem para os corrimãos? Revise alguns exemplos de cálculo e desenho para diferentes rampas, abaixo.
REGINO, A.; PERRONE, R. Eduardo Augusto Kneese de Mello: sua contribuição para habitação coletiva em São Paulo. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online), n. 9, p. 56-97, 1 jan. 2009 - Editada.. Image Cortesia de PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
Imaginado como um grande empreendimento residencial numa área de expansão da cidade de São Paulo, o Conjunto Residencial Jardim Ana Rosa iniciou seu projeto de loteamento em 1950, na região da Vila Mariana, em frente ao Largo Ana Rosa. O empreendimento, realizado pelo Banco Hipotecário Lar Brasileiro contava com a participação de vários arquitetos proeminentes em São Paulo no momento, como Abelardo de Souza, Plínio Croce, Roberto Aflalo e Salvador Cândia. Em sua versão inicial, o projeto previa alguns edifícios lindeiros à Av. Vergueiro e a maior parte da área destinada a residências unifamiliares.
https://www.archdaily.com.br/pt/922512/cadernos-de-habitacao-coletiva-edificios-guapira-e-hicatuPC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
Figura 1. Diagrama de estructura de los 10 criterios de diseño para edificios (Fuente: elaboración propia). Image Cortesía de Dra. María Beatriz Piderit M.- Ms. Matías Tapia Maureira
A seguinte pesquisa, desenvolvida no Mestrado em Habitat Sustentável e Eficiência Energética da Universidad del Bío-Bío por C. Matías Tapia Maureira e María Beatriz Piderit M., aborda a integração de critérios de resiliência e sustentabilidade para o projeto de edifícios educacionais no Chile. Leia uma síntese a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/1120521/criterios-de-resiliencia-para-o-projeto-de-edificios-educacionais-no-chileMaría Beatriz Piderit M. y Matías Tapia Maureira
É de vital importância que os arquitetos compreendam de estruturas para tornarem seus desenhos possíveis e, mais importante, para que possam ter subsídios para debater com engenheiros calculistas, em busca das melhores soluções para a obra. Um pré-dimensionamento estrutural torna-se fundamental para o lançamento inicial dos componentes estruturais, observando-se as restrições e possibilidades dos espaços.
https://www.archdaily.com.br/pt/891672/aprenda-a-pre-dimensionar-uma-estrutura-em-concreto-armadoJoão Carlos Souza
Deslocar-se pelas cidades é requisito básico para o acesso e o desenvolvimento da maioria das atividades humanas. São viagens diárias entre residência e trabalho, estudo, lazer, ou outros compromissos cotidianos. E nem sempre são feitas com as melhores condições de conforto, seja em transportes lotados ou congestionamentos. Mobilidade urbana é um tema muito atual e bastante debatido, desde rodas de conversas informais até seminários técnicos e científicos. É difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião formada sobre o assunto ou alguma solução milagrosa para os problemas de sua cidade ou região. Já postamos no site diversos artigos sobre o assunto, sejam de propostas utópicas até questões relacionadas ao cotidiano da maior parte da população.
Oficina em Osasco na comunidade Esperança com plantio de mudas para a futura praça. Foto: Alberto Ricci, maio de 2019.
De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU, 2017), a população mundial atingiu 7,6 bilhões de habitantes, sendo que mais da metade (54%) vive em áreas urbanas. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) são 84,4% de pessoas morando em cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/923775/projetar-para-quem-uma-reflexao-necessariaDébora Sanches e Viviane Manzione Rubio
Quando o renomado arquiteto Michael Graves contraiu um vírus misterioso em 2003, um novo capítulo de sua vida se iniciou. Paralisado do peito para baixo, o pioneiro do pós-modernismo passaria a depender de uma cadeira de rodas pelo resto de seus dias. Seria compreensível pensar que, após lutar pela vida, passar por oito hospitais e quatro clínicas de reabilitação e se deparar com o uso permanente de uma cadeira de rodas, os dias mais influentes de Graves como arquiteto estivessem no passado. Contudo, não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário, ele canalizou sua nova realidade para projetar uma série de hospitais inovadores, centros de reabilitação e outros projetos até sua morte em 2015. Seu objetivo era melhorar a qualidade de vida dos usuários por meio de uma nova compreensão do cotidiano de quem utiliza cadeiras de rodas, focando em detalhes que os/as profissionais da arquitetura antes ignoravam ou simplesmente não percebiam.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070631/quando-o-a-arquiteto-a-passa-a-usar-cadeira-de-rodasNiall Patrick Walsh
O estímulo visual que disparou a presente pesquisa[1] foi a insinuante ambiguidade da letra m/h. Menos glamorosos que os de beira de estrada, os motéis hotéis são um convite econômico para uma experiência de realização sexual. Para dar conta de sua complexidade tanto material como intangível, o trabalho se constrói como uma ficção. Assim, a narradora inventou nos motéis hotéis um potencial de revelar outras partes componentes dela própria ‑ como se estes lugares, por também serem ambíguos e incógnitos, permitissem este encontro. Num processo simultâneo de libertação e frustração, as múltiplas narradoras se agenciam.
https://www.archdaily.com.br/pt/923708/moteis-hoteis-entre-estranhamentos-e-familiaridadesMarian Rosa van Bodegraven
Na última semana, milhares de focos de incêndio na Amazônia brasileira atraíram atenção global na imprensa e nas mídias sociais, onde a hashtag #PrayForAmazonia foi mencionada mais de 150 mil vezes em um único dia. Mas o que os dados de satélite podem nos dizer sobre o que realmente está acontecendo nas florestas brasileiras?
https://www.archdaily.com.br/pt/923850/o-que-os-mapas-revelam-sobre-as-queimadas-na-amazoniaMikaela Weisse e Sarah Ruiz
Proporcionando aconchego e uma estética moderna, mas ainda artesanal, a madeira sempre será uma excelente opção ao escolher revestimentos para espaços internos ou na fabricação de móveis. No entanto, como escolher o revestimento correto para um projeto específico?
Reunimos uma série de revestimentos com diferentes aparências, formatos e sistemas de instalação, identificando suas características e diferenças para ajudar você a selecionar o material correto. Ripas ou painéis? Melamina, Trupán ou Pinus Radiata? Aparência natural ou pigmentos coloridos? Compare 8 opções distintas a seguir.