As its name implies, the Antakya Museum Hotel is an unlikely hybrid in its program and architecture. As to the latter, the structure combines prefabricated concrete blocks with steel—a lot of it.. Image Courtesy Cemal Emden
Projetado pelo EAA – Emre Arolat Architecture, o hotel de 199 quartos em Antakya, na Turquia, foi construído com módulos pré-fabricados encaixados em uma enorme trama de vigas e colunas de aço.
Caminhamos todos os dias por calçadas e ruas, vagando pela superfície da terra sem saber os mistérios que ela oculta. Em algumas cidades, o passado permanece protegido e esquecido, enterrado em baixo do solo. Em outras porém, seus segredos brotam da terra como as flores da primavera. Escavar é redescobrir a história. Na cidade de Antakya, por exemplo, quando removemos uma pedra de lugar, revelam-se relíquias inestimáveis de um passado glorioso. Como aconteceu durante as obras do recém-inaugurado Antakya Museum Hotel, projetado pelo escritório de Emre Arolat (EAA). O projeto transformou este desafio em uma nova e ousada estratégia de preservação histórica.
Os/as arquitetos/as chineses/as contemporâneos/as podem ser divididos/as em duas categorias principais. De um lado, há uma enorme rede de institutos de projeto governamentais e universitários; de outro, escritórios de arquitetura independentes e privados — um fenômeno iniciado pelo arquiteto Yung Ho Chang quando ele abriu a primeira prática desse tipo em 1993. Embora tenham sido esses/as arquitetos/as independentes os/as responsáveis por produzir muitas obras originais, em sua maioria de pequena escala, que coletivamente estabeleceram uma nova identidade arquitetônica inconfundivelmente chinesa, são os institutos de projeto que produzem a maior parte do ambiente construído no país. Por essa razão, quis conversar com Weiping Shao, arquiteto-chefe executivo do Beijing Institute of Architectural Design (BIAD). De certa forma, Shao é o arquiteto-chefe da capital chinesa. Ele também atua como diretor executivo da Architectural Society of China. Shao formou-se na Universidade de Tongji, em Xangai, em 1984, com mestrado. Além de liderar as frentes de projeto do BIAD, o arquiteto é o diretor e principal projetista de seu escritório de 30 arquitetos/as, chamado UFo, fundado em 2003. Encontramo-nos no escritório de Shao, repleto de revistas internacionais e com uma ampla vista do centro de Pequim, e conversamos com o auxílio do/a tradutor/a e arquiteto/a Zewo Zhou, que trabalha no escritório.
À medida que os habitantes urbanos se conscientizam mais dos impactos ambientais da produção e transporte dos alimentos, além da origem e a segurança do que consomem, a agricultura urbana está fadada a crescer e atrair os olhos públicos e políticos. Trazer a produção de alimentos para mais perto é, além de sustentável, pedagógico. No entanto, geralmente com dimensões reduzidas e outras restrições, as preocupações do cultivo de alimentos em cidades difere um pouco da agricultura tradicional.
Hortas urbanas podem ocupar uma infinidade de locais e ter escalas variadas - peitoris de janelas e varandas, lajes e terrenos baldios, pátios de escolas, parques públicos e até em locais improváveis, como em túneis de metrô. Também podem ser comunitárias ou individuais. Seja qual for o caso, é importante considerar algumas variáveis:
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office, que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo da arquitetura em constante evolução. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as discutem suas reflexões e experiências sobre a arquitetura sob a ótica de cada um desses recortes. O primeiro episódio do projeto contou com 11 profissionais da Itália e dos Países Baixos, enquanto o Episódio II traz entrevistas com 13 arquitetos e arquitetas da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
A recente tragédia que resultou na destruição parcial da Catedral de Notre Dame estimulou a reflexão sobre o valor do nosso patrimônio arquitetônico. Situações mobilizadoras como esta trazem ao debate temas de alta relevância e nos convidam a pensar qual é o papel da arquitetura na construção da memória coletiva de uma cidade.
Este ano, o Prêmio Pritzker anunciou o japonês Arata Isozaki como laureado de 2019. O arquiteto, desde a década de 1960, é considerado como um visionário pelos seus pares e tem seu trabalho vinculado a uma articulação entre as culturas ocidental e oriental, reinterpretando influências globais em sua arquitetura. Neste episódio #71, nossa conversa abrange tanto o campo multicultural pelo qual passou Isozaki em mais de 100 obras construídas, quanto pela peculiaridade do conceito de “Ma”, interpretação dos espaços intersticiais de uma obra arquitetônica.
Quando pensamos em uma combinação perfeita entre acústica e bons projetos, isso pode não ser tão fácil quanto parece. Uma série de decisões técnicas para tornar um espaço interior acusticamente eficiente - e para alcançar sua finalidade programática corretamente - pode fazer com que algumas das intenções projetuais do arquiteto diminuam e sejam substituídas por painéis padrão e pré-fabricados.
Neste artigo, apresentamos uma seleção de projetos de arquitetura capazes de criar um impacto visual memorável, bem como uma solução interior impecável para a acústica. Estes são os nossos 14 locais favoritos de música que fascinam por dentro e por fora.
Uma casa provavelmente da década de 50, com varal próximo ao tanque de três bocas, banheiro de azulejos grandes cobertos de tapetes e cozinha cheia de comida. Uma casa de uma família de classe média em Barretos, no interior do estado de São Paulo. Uma casa que figura como protagonista na narrativa proposta pelo trabalho "Maria, José e menino" da fotógrafa paulistana Marina Schiesari.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen de 2019 (UABB), intitulada "Urban Interactions", o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para propor uma discussão sobre como as novas tecnologias — e, em particular, a Inteligência Artificial — podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o texto curatorial da seção “Eyes of the City”, escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT. Caso tenha interesse em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a convocatória aberta da seção “Eyes of the City” até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net
O desenvolvimento urbano intensificou o avanço de uma paisagem nacional de produção de energia – um território que poderia ser chamado de ‘rede de infraestrutura de extração’. Essa paisagem existe fora do campo de visão comum, ofuscada por uma complexa distribuição de bancos de dados corporativos, governamentais e ambientais. A cidade se beneficia dessa rede energética, ao mesmo tempo em que desvia o olhar das consequências sociais e ambientais do fluxo de energia que corre dos territórios de extração rumo às metrópoles.
“O prédio mais verde é aquele que já está construído.” (Carl Elefante, FAIA)
A população urbana mundial dobrará até 2050, e as cidades precisam encontrar formas sustentáveis de acomodar esse movimento de massa. Muitas vezes vemos projetos sendo construídos o mais rápido possível para apoiar o crescimento. No entanto, o crescimento rápido geralmente leva a cidades e prédios sem originalidade.
Uma solução mais inteligente e sustentável é aumentar a densidade dos centros existentes, bem como recuperar as estruturas existentes através de reformas e reaproveitamentos. Mas transformar algo antigo em algo novo é um processo desafiador - requer uma visão ousada e um compromisso rigoroso com o projeto.
A apresentação visual de um projeto, pela qual os arquitetos são responsáveis, deve efetivamente comunicar a organização dos elementos materiais do projeto. Este processo criativo essencial permite aos envolvidos identificar e mesmo modificar aspectos e componentes chave do edifício durante todas as fases da sua concepção.
Devido aos desafios inerentes à seleção de materiais e outras questões práticas, o desenvolvimento do que exatamente será construído tende a ser relegado até o final do processo de projeto. Mas uma compreensão profunda dos pequenos detalhes é um dos aspectos mais interessantes e importantes dos melhores projetos arquitetônicos.
Em nossa busca pelos exemplos recentes mais notáveis de representações de detalhes construtivos, compilamos uma série de dez desenhos que mostram diferentes estilos e abordagens.
Passado, Presente, Futuro é um projeto de entrevistas do Itinerant Office, que possibilita aos arquitetos aclamados compartilharem suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os entrevistados discutem seus pensamentos e experiências de arquitetura através de cada uma dessas lentes. O primeiro episódio do projeto contou com a participação de 11 arquitetos da Itália e Países Baixos, já o segundo episódio é composto por entrevistas com 13 arquitetos da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
"O edifício mais verde é aquele que já está construído." (Carl Elefante, FAIA)
A população urbana mundial duplicará até 2050, e as cidades precisam encontrar formas sustentáveis de acomodar esse movimento de massa. As obras de arquitetura são construídas de maneira cada vez mais rápida para responder a tempo às demandas desse crescimento acelerado. Muitas vezes, essa velocidade gera edifícios sem personalidade, resultando em cidades totalmente genéricas.
A fachada ventilada é uma solução construtiva perimetral que considera um duplo fechamento distanciado um do outro por meio de uma estrutura de suporte, gerando uma câmara de ar que permite a sua ventilação. Esta operação cria o chamado efeito chaminé, que ativa as correntes de ar por convecção, melhorando o isolamento acústico e térmico do edifício e aumentando sua eficiência energética.
Devido à sua natureza e fabricação de prensagem laminada, o porcelanato de 3,5 mm é uma excelente escolha para revestimentos de fachadas ventiladas. Sua alta resistência às intempéries, estabilidade dimensional e leveza reduzem os requisitos da estrutura de suporte. Pesa 3 vezes menos que um porcelanato tradicional e permite grandes formatos, até 3,6 metros, reduzindo o número de juntas. Também oferece alta estabilidade de cor, resistência a impactos e baixa manutenção ao longo do tempo.
Carnaval em Olinda, PE. Foto: Ralph Fernandes, via Flickr de Circuito Fora do Eixo; licença CC BY-SA
Cultura popular constitui um conceito impreciso, que se presta a definições diversas. Para apreender os traços que caracterizam as diversas acepções de cultura popular, é preciso acompanhar a dinâmica da transformação dessa expressão ao longo dos estudos voltados para esse campo.
O artista italiano Federico Babina compartilhou conosco sua mais recente série de ilustrações. "Planimal" explora uma ligação entre a arquitetura e o mundo natural, traduzindo diferentes animais em plantas arquitetônicas. Babina reimagina os espaços arquitetônicos como “objetos narrativos que nos abrigam e conduzem em um fantástico labirinto de uma realidade onírica; arquiteturas imaginadas como esculturas zoomórficas."
Casas, museus e igrejas são representados como leões rugindo, cobras rastejantes e baleias no mar, com espaços dinâmicos compostos por curvas e retas, sólidos e vazios, sons e silêncios, luzes e sombras.
Na pesquisa apresentada para em 2014, Eduardo Gurian começa a introdução colocando as seguintes perguntas: "A grandiosidade de uma obra de arquitetura poderia ser definida apenas pelo gesto genial e a capacidade de síntese de seu autor? Ou deveríamos levar em conta a utilidade e a capacidade dela em atender as necessidades para a qual foi designada? Ou até mesmo ouvir quem realmente usufrui do espaço e contestar sua satisfação?". Com essas questões colocadas, o pesquisador analisa a evolução dos usos e ocupação da Marquise do Parque Ibirapuera, projetada por Oscar Niemeyer. A dissertação de mestrado teve como orientadora a Profa. Dra. Helena Aparecida Ayoub Silva no programa de pós-graduação da FAUUSP. Veja abaixo o resumo enviado pelo autor.
https://www.archdaily.com.br/pt/916187/marquise-do-ibirapuera-suporte-ao-uso-indeterminadoPedro Vada
O Festival Internacional de Arquitetura e Desenho de Logroño, na Espanha, se caracteriza pela realização de uma série de intervenções efêmeras espalhadas pela cidade. Para esta última edição do Concéntrico, como é chamado o festival, foram realizados dezesseis pavilhões que buscam explorar as potencialidades dos espaços urbanas desta pequena cidade medieval espanhola.
Projeto com Rodapé e Guarnição 3454 Pátina Branca - Santa Luzia. Image Cortesia de Santa Luzia
Em pleno século XXI qualquer solução sustentável deve ser exaltada! Neste post serão abordadas soluções arquitetônicas que utilizam o isopor reciclado como matéria-prima de acabamentos decorativos (resistentes à água) e como preenchimento de paredes de EPS, com diversas vantagens que vão desde isolamento termoacústico até economia com os custos da obra.
Historicamente, após o declínio da Igreja Católica e a crescente diminuição no número de fiéis em várias regiões da Europa e América do Norte, os custos de manutenção dos espaços sagrados levaram ao eventual abandono de igrejas, santuários e mosteiros - frequentemente obras de grande valor histórico e arquitetônico.
Isso abre uma nova oportunidade para profissionais da arquitetura resgatarem e recontextualizarem o patrimônio histórico representado por estes edifícios. A seguir, apresentamos 15 exemplos de reuso adaptativo em igrejas antigas que foram transformadas em hotéis, casas, museus, bibliotecas e outros espaços culturais.
José Luis Fernández del Amo (1914-1995) inscreve-se no panorama da arquitetura espanhola do pós-guerra com projetos e obras distanciados da aura acadêmica. Seus trabalhos circulam como mensagens clandestinas que revelam caminhos, insinuam verdades, apoiam vontades e desaparecem em meio a uma multidão repleta de interesses diversos. Em sua figura, como na de muitas pessoas de sua geração, há a circunstância de ter que iniciar sua biografia profissional em meio aos conflitos de uma decepção e de uma mudança de atitude espiritual perante a vida. Decepção diante da crueldade dilacerante de uma guerra civil que provoca, em quem a sofre, uma transformação interna frente ao drama desencadeado por tais conflitos.
O dia 3 de maio é uma festividade que se origina na Invenção da Santa Cruz, Cruz de Maio ou também Festa das Cruzes, cujas origens remontam ao rito romano para celebrar o culto à Cruz de Cristo. Esta comemoração evoluiu ao longo do tempo, sendo adotada em cidades do México, Chile, Espanha, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Argentina, Colômbia e Venezuela, onde parte da celebração consiste em decorar com flores, realizar procissões e danças.
Como temos visto ao longo da história da arquitetura, as instalações efêmeras e os pavilhões são elementos fundamentais para retratar um momento específico da disciplina e das manifestações sociais de forma quase imediata. Se é verdade que alguns pavilhões se mostraram tão relevantes que romperam com sua condição efêmera para permanecer definitivamente e se tornar uma expressão exemplar de algum momento da história — como o Pavilhão Alemão de Barcelona, projetado por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich como pavilhão da Alemanha para a Exposição Internacional de Barcelona realizada em Montjuïc —, outros tantos ficam documentados em fotografias, desenhos e experiências para serem reescritos em projetos futuros.