Apesar da pandemia em andamento, IE University encontrou uma maneira de receber de volta 7.000 estudantes de 140 nacionalidades em seus campi físicos e digitais. Desde o início da crise, a instituição tem trabalhado para proteger a saúde de sua comunidade de estudantes, docentes e colaboradores/as. A universidade garantiu a continuidade das atividades acadêmicas por meio de plataformas on-line durante as semanas de isolamento social, incorporando novas metodologias e soluções interativas.
Quantos/as docentes de arquitetura nos Estados Unidos sabem que existe um tratado chinês equivalente aos Dez Livros de Arquitetura de Vitrúvio? Pouquíssimos, suspeito. Lecionei história da arquitetura por mais de 20 anos antes de descobrir o maravilhoso Yingsao Fashi, um livro da Dinastia Song escrito por um proeminente funcionário da corte que, até onde sabemos, não era arquiteto/a nem construtor/a. De fato, antes da Dinastia Ming, nenhum templo, palácio ou santuário de destaque na China era projetado por um/a arquiteto/a, pois o conceito de uma mente mestra única encarregada de um projeto de construção era alheio à maneira do Leste Asiático de conceber ambientes de qualquer tipo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126085/por-que-nao-ensinamos-arquitetura-chinesa-nos-estados-unidosMark Alan Hewitt
O pesquisador britânico Darmon Richter concluiu uma série de visitas à Zona de Exclusão de Chernobyl. Registrada no livro Chernobyl: A Stalkers’ Guide, a documentação de Richter explora uma área do tamanho de um pequeno país e vai mais fundo do que qualquer relato já publicado. Por meio de uma série de fotografias, seu trabalho revela cidades fantasmas esquecidas e monumentos perdidos nas profundezas das florestas.
Frequentemente, a arquitetura é definida por sua capacidade de permanência. Embora os trabalhos mais celebrados de nossa disciplina sejam usualmente aqueles construídos para durar, há uma certa beleza e valor inerente à impermanência. Mais além do que apenas edifícios convencionais e considerando os impactos ambientais e sociais da construção civil, estruturas temporárias têm o potencial de transcender os limites da própria arquitetura, sendo considerados, muitas vezes, obras de arte.
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Jardim de Infância Chuon Chuon Kim 2 / KIENTRUC O
Há quase duas décadas, Wienerberger AG sedia o prêmio internacional Brick Award a cada dois anos, servindo de palco para a excelência na arquitetura de tijolos e seus/suas profissionais. Arquitetos/as de todo o mundo apresentam seus conceitos inovadores com materiais cerâmicos: 644 projetos de 55 países foram submetidos para a premiação deste ano. Os projetos vencedores do Brick Award 20 impressionaram o júri com conceitos arquitetônicos ousados e criativos para espaços sustentáveis e voltados para o futuro.
A partir da indignação moral expressa na palestra de 1910 de Adolf Loos, “Ornamento e Crime”, e no livro de 1925 de Le Corbusier, A Arte Decorativa de Hoje, a decoração passou a ser atacada por todos os ângulos possíveis. Impulsionados pela figura heroica do arquiteto masculino, os ditames modernistas do bom design — funcionalismo, fidelidade aos materiais, pureza da forma — rapidamente se impuseram e continuam sendo a ideologia dominante na maneira como a arquitetura e os interiores são ensinados e praticados hoje. Se a arquitetura moderna era racional, masculina e estrutural, a decoração era considerada emocional, feminina e superficial. Ou, de acordo com Loos, era simplesmente degenerada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126558/a-decoracao-merece-ser-celebrada-pelo-que-e-em-vez-de-descartada-pelo-que-nao-eLeilah Stone
Em 2012, os desenvolvedores de software belgas Peter Eerlings and Jerry De Paepe foram procurados por um escritório de arquitetura que buscava uma solução para simplificar seus relatórios de visita à obra. Elaborar esses relatórios era uma atividade extremamente demorada: primeiro, anotava-se tudo em papel e tiravam-se fotos durante a visita. De volta ao escritório, vinha a transferência das fotos para o computador por meio de um cabo. Em seguida, era preciso fazer anotações nas imagens usando o Paint, decifrar e digitar as notas manuscritas, lutar com a diagramação ao inserir as fotos no Word, e assim por diante. Um ciclo repetitivo. Tratava-se de um gargalo administrativo que consumia facilmente mais de uma hora por relatório — por vezes, duas ou três.
Em 1926, Le Corbusier formula os cinco pontos que se tornariam os fundamentos para a arquitetura moderna. Concretizados em 1929 no emblemático projeto da Villa Savoye, os atributos apresentados por Corbusier — pilotis, planta livre, fachada livre, janelas em fita e terraço jardim — foram muito explorados na produção arquitetônica modernista e até hoje estão presentes nos mais variados projetos de arquitetura contemporâneos.
Os cinco pontos se tornaram uma espécie de diretriz para a "nova arquitetura", como anunciava Corbusier. Com o passar das décadas, as novas tecnologias, materiais e necessidades da sociedade continuaram e continuam a atualizar aquelas soluções arquitetônicas prenunciadas há quase um século como rumos para uma nova arquitetura.
Definitivamente, as fundações não são os elementos estruturais em que os arquitetos investem mais tempo durante o projeto. Uma vez que geralmente estão abaixo da terra e apresentam somente função técnica, essa é uma decisão geralmente deixada aos engenheiros estruturais. Mas as fundações desempenham um papel importante na obra, já que são os elementos estruturais que transmitem as cargas da edificação para o terreno onde ela está apoiada.
Não há nada como uma crise para aproximar as pessoas. Depois da desastrosa passagem do furacão Katrina pelo sul dos Estados Unidos em agosto de 2005, os moradores de Nova Orleans—uma das cidades mais afetadas pelo desastre natural daquele ano—se uniram para colaborar no processo de tomada de decisões, participando ativamente no desenvolvimento do novo projeto de planejamento urbano unificado da cidade, o qual foi coordenado pela nossa empresa Concordia e contou com a participação de outras 12 equipes multidisciplinares.
Por todo o sul dos Estados Unidos, centenas de “escolas de equalização” de meados do século — escolas públicas construídas na década de 1950 após a histórica decisão do caso Brown v. Board of Education em um esforço desesperado para manter escolas segregadas sob o pretexto de “separados, mas iguais” nos estados do sul — estão vazias, abandonadas e em ruínas.
É difícil encontrar alguém que não se encante com a estética da madeira. Com uma enorme diversidade de espécies e variações de cores, pesos e texturas, é um dos materiais mais apreciados desde sempre. Entretanto, a exploração massiva de florestas para a utilização na construção civil traz enormes impactos ambientais, se precauções como o manejo sustentável, certificações sérias ou ações de reflorestamento não forem tomadas. Mas sendo um material orgânico, ao ser utilizada para a construção civil, a madeira sempre se adapta às condições de umidade, calor e às cargas, e suas fibras acabam por se adaptar e deformar com o tempo. Além disso, trata-se de um material que não responde bem a ambientes em que são encharcadas e secas repetidas vezes, o que pode causar o seu apodrecimento após algum tempo, se não estiverem muito bem impermeabilizadas. Portanto, há algumas situações em que utilizar a madeira pode não ser uma boa ideia.
"Making Markets" Pesquisa Pós-pandemia do AMDL CIRCLE
Inoltre, um novo projeto do Grupo Unipol, visa revitalizar as periferias de Milão com arte e beleza. Três áreas periféricas, pertencentes aos distritos 5, 8 e 9 de Milão, serão o foco do projeto. A Unipol conduzirá pesquisas, além de promover eventos e intervenções para iniciar a reabilitação de um contexto que, tipicamente, tende a ser complexo e de difícil gestão. O projeto terá escopo internacional, com coordenação da Universidade de Pavia e intervenções lideradas pela YAC. Estas incluirão a realização de três intervenções de microarquitetura e urbanismo tático, destinadas a levar a arquitetura de autor a locais onde ela geralmente não é vista; qualidade onde costumam prevalecer decisões puramente econômicas; e beleza onde raramente se costuma procurar por ela.
O BIM e a modelagem 3D são essenciais no campo da arquitetura contemporânea. No entanto, eles estão longe de ser estáticos ou prescritivos. A forma como o BIM é integrado varia não apenas de acordo com o escritório, mas também com cada projeto individual. O tamanho do edifício, a estrutura da equipe de projeto ou até mesmo exigências governamentais podem ditar como uma empresa utiliza seus recursos em BIM. O escritório belga Osar Architects descobriu que o Vectorworks é a solução ideal para a forma como gerenciam seu escritório. Especificamente, Vectorworks Architect se adapta perfeitamente ao tipo e à escala de modelagem que realizam, pois oferece a flexibilidade necessária para atender às demandas de cada projeto.
Cerrado é o nome dado ao bioma caracterizado por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, que ocupa uma área de mais de 2 milhões de km² – cerca de 23% do território nacional – e se estende pelo estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Piauí, o Distrito Federal, Tocantins e parte dos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, São Paulo, Paraná e Rondônia.
Convidamos você a conhecer as paisagens do Cerrado por meio da arquitetura. Veja, a seguir, 10 projetos inseridos em regiões diversas do segundo maior bioma da América do Sul.
The Louvre Pyramid. Photo by Daniele D'Andreti on Unsplash
Não são poucos os edifícios históricos ao redor do mundo que necessitam, não sem certa urgência, de um projeto de reforma, restauro ou reaproveitamento. Ao longo das últimas décadas, centenas de estruturas obsoletas foram reinventadas, expandidas ou re-significadas para acolher novos usos e programas, permitindo-as a seguir existindo em um mundo onde tudo aquilo que não é mais útil, desaparece. Museus são as principais entidades que "adotam" este tipo de edifícios, trazendo-os de volta à vida. Alguns edifícios históricos insistem em não se render às agruras do tempo, muitos deles passam a ser re-significados para abrigar novos usos. Eles se transformam, evoluem para assumir novas formas que dão voz a resiliência do legado histórico da humanidade. Projetos de intervenção e adaptação tem demonstrado que até mesmo diferentes estilos de arquitetura, ou diferentes camadas temporais sobrepostas, são muito bem vindas quando se trata de proteger o nosso patrimônio arquitetônico.
A seguir, listamos dez projetos que ilustram este tipo de intervenção arquitetônica, onde passado, presente e futuro se sobrepõe para recriar e dar novo significado a estruturas históricas que um dia, estiveram ameaçadas de desaparecimento.
Trang Keo Park - Vietnam. Image Cortesia de UN-Habitat
A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centradas na participação ativa da comunidade. O ArchDaily se associou a UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam este trabalho, com conteúdo direto da fonte, desenvolvido por nossos editores.
Nesta segunda colaboração com UN-Habitat, descubra diferentes exemplos de como projetar com e para crianças em áreas marginalizadas. Na verdade, o planejamento responsivo à criança leva a uma cidade inclusiva vibrante e animada. Com foco em espaços para crianças, destacam-se casos em Bangladesh, Níger e Vietnã. Esses projetos de implantação de espaços públicos buscam promover cidades habitáveis, ecologicamente corretas, assumindo abordagens participativas e envolvendo os jovens desde o início do processo.
Vista aérea do acampamento de obras de Hanford. Imagem cortesia de National Archives and Records Administration
In 1942, menos de um ano após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA começou a adquirir, de forma rápida e silenciosa, grandes extensões de terra em áreas remotas de três estados. Pouco tempo depois, milhares de jovens designers, engenheiros/as, planejadores/as, cientistas e suas famílias começaram a chegar a esses locais, que eram rigidamente protegidos dos olhos do público. Ali, os/as trabalhadores/as construíram centenas de edifícios — incluindo habitações, estruturas industriais, laboratórios de pesquisa e instalações de teste — em uma velocidade e escala sem precedentes.
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, então coordenada pelo professor José Guilherme Pereira, em conjunto o Baque Cidade e com o Coletivo Feminista Carmen Portinho, recebeu a Mestra Joana Cavalcante, da Nação do Maracatu Encanto do Pina, para uma conversa a respeito do que é o Maracatu e do quanto ele, em suas localidades de atuação e usando a cidade de Recife (PE) como um exemplo emblemático, resiste enquanto organização social ao mesmo tempo que evidencia problemáticas como o racismo, o machismo, a especulação imobiliária e a segregação sócio espacial.
https://www.archdaily.com.br/pt/947832/maracatu-cultura-e-espaco-mestra-joana-fala-sobre-a-cultura-negra-nas-dinamicas-urbanas-de-recifeEscola da Cidade
Quando as coisas mudam, mudamos nossa maneira de viver.
Questionar onde moramos, mesmo em uma era de teletrabalho, ensino pelo Zoom e aversão ao transporte público, é um empreendimento complexo e de alto risco. Nossas casas são únicas. Quer paguemos aluguel ou tenhamos casa própria, para a maioria das pessoas, o lugar onde moramos consome a maior parte dos nossos rendimentos.
Um dos aspectos mais essenciais do design de interiores é a iluminação - um elemento que pode melhorar ou piorar um espaço interno de quaisquer dimensões ou materiais. Ainda assim, uma boa iluminação pode ser especialmente importante para espaços menores ou abarrotados, fazendo-os parecer maiores e mais abertos, mesmo quando suas dimensões literais não se alteram. Por sua vez, espaços maiores com pouca iluminação podem parecer menores e menos acolhedores do que poderiam ser. Para fazer com que os interiores pareçam grandes e bem iluminados, designers contam com vários métodos testados e comprovados que aproveitam ao máximo o espaço, desde usar as sombras e tipos de luzes certos até colocá-los nos melhores locais e integrar outros elementos que melhor complementam iluminação existente. Essas estratégias, bem como vários exemplos de sua aplicação, estão listados abaixo.
https://www.archdaily.com.br/pt/947691/como-ampliar-os-espacos-atraves-de-uma-boa-iluminacaoLilly Cao
A acessibilidade é frequentemente abordada como um campo relacionado à deficiência, física ou mental. Quando se trata de projetos arquitetônicos, ela sempre surge como uma consideração periférica e não como algo fundamental. No entanto, existem outras barreiras.
Nesta edição do Editor's Talk, os editores do ArchDaily Brasil compartilham seus pensamentos sobre o que entendem como acessibilidade e se é possível criar uma arquitetura neutra.
Em praticamente todas as cidades do mundo, sempre encontraremos algum tipo de espaço residual: terrenos vazios, áreas abandonadas, lacunas deixadas entre uma obra e outra, espaços em branco, sem uso. Nestas circunstancias, uma série de lotes urbanos acabam se tornando inadequados ou inaptos à construção de tipologias convencionais. Entretanto, estas mesmas limitações podem se tornar um terreno fértil para a nossa imaginação. Ressignificar um espaço esquecido, uma esquina desocupada, becos sem saída ou terrenos de formatos estranhos pode nos abrir uma nova frente de trabalho, criando novas oportunidades para o desenvolvimento urbano como um todo. Seja ampliando os espaços existentes de moradia ou acrescentando novas atividades e programas em áreas densamente povoadas, ocupar terrenos residuais pode ser uma valiosa contribuição para a ativação do espaço urbano.
O espaço público deve ser uma prioridade na agenda de planejamento urbano de todas as cidades e, dado o contexto mundial atual, representam elementos fundamentais de cidades e bairros. Praças e parques, necessidades inegáveis do tecido urbano, tornaram-se, hoje, mais vitais do que nunca.