Localizado no setor leste da cidade, o antigo Parque Intercomunal de La Reina ocupa o posto de segundo maior parque urbano de Santiago — atrás apenas do Parque Metropolitano —, com uma área total de aproximadamente 500.000 metros quadrados.
O projeto atende ao desejo de criar áreas verdes por parte da Junta de Prefeitos de Providencia, Las Condes e La Reina, constituída em 1967, que adquiriu parte da propriedade Santa Rosa de lo Coo para implantar a área verde. Hoje, o espaço é considerado um importante pulmão verde para Santiago, oferecendo um cenário diversificado para o encontro de seus habitantes.
PERSA SANTA ROSA / Santiago. Image Cortesía de OH! Stgo 2018
Entre os dias 08 e 09 de setembro, o festival anual de arquitetura Open House – iniciado em Londres e presente hoje em mais de 40 cidades do mundo – terá sua segunda edição em Santiago, Chile.
Dirigido a todas as pessoas interessadas em percorrer a arquitetura e o urbanismo da cidade, sob o lema TENGO GANAS DE CONOCER SANTIAGO, o festival gratuito permitirá, durante um fim de semana de portas abertas, conhecer espaços que habitualmente não são acessíveis ao público e que estão ocultos na cidade, tanto de alto valor arquitetônico quanto de engenharia, meio ambiental, urbanístico, social ou cultural.
A arquitetura não ilustra nem imita ideias nascidas da filosofia, da literatura, da pintura ou de qualquer outra forma de representação artística; mas, sim, constitui um modo de pensamento por direito próprio: o pensamento arquitetônico. Esse modo de discorrer, de fazer, necessita de suas próprias ferramentas como único meio para traduzir todas essas ideias em algo concreto, em algo real, capaz de se comunicar por si mesmo. Uma dessas ferramentas, talvez a mais indispensável, é o desenho.
A Faculdade de Arquitetura da UNAM é uma das instituições mais reconhecidas em nível nacional e internacional, o que se demonstra a cada ano com diversas mostras, festivais, publicações, conferências, colóquios, concursos, entre outros. Nesta ocasião, tivemos a oportunidade de nos aproximar dos/as estudantes do Oitavo Semestre do Taller Jorge González Reyna para convidá-los/as a participar da seleção dos melhores trabalhos do semestre para publicação em nossa plataforma, de modo a motivar o corpo discente e criar vínculos com a comunidade estudantil, que representa as próximas gerações que construirão e questionarão o futuro de nossas cidades.
A arquitetura exige paciência. Conduzir um edifício desde os esboços iniciais até a sua ocupação é um processo que, na maioria dos casos, leva anos, às vezes décadas. Os inúmeros detalhes exigidos ao longo do processo de construção podem, por vezes, ser estressantes, mas o resultado final quase sempre compensa o esforço. A forma final reflete as decisões tomadas ao longo do caminho, tornando-se, assim, um elemento ativo no ambiente ao seu redor.
Se você está em um momento do processo no qual precisa de um alívio rápido para o estresse, reserve um instante para observar o artista de land art Pontus Jansson operar sua magia. O artista sueco utiliza rochas e a natureza circundante para criar obras de arte em equilíbrio.
E se aquilo que transformou o BIG no “BIG” fosse subitamente retirado justamente no ápice de seu potencial? Essa é a questão central trazida pelo trailer de “BIG TIME”, documentário do diretor Kaspar Astrup Schrøder que sugere que Bjarke Ingels estaria enfrentando sérios problemas de saúde.
O documentário de Schrøder destaca a trajetória de altos e baixos de Bjarke Ingels, fundador do BIG (Bjarke Ingels Group), nos últimos anos. Este vislumbre dos bastidores sobre o que significa ser um dos arquitetos mais influentes do mundo propõe um questionamento a quem deseja remodelar o planeta por meio do design: como lidar com a responsabilidade de projetar o futuro desejado?
Desde o final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais, o modelo de expansão urbana utilizado pela Rússia tem sido o Modernismo Soviético. O uso prolongado e a aplicação dos princípios do Movimento Moderno no crescimento urbano trouxeram múltiplas consequências para o desenvolvimento orgânico das cidades e para a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Novas gerações de profissionais buscam promover uma mudança.
A história do desenvolvimento da habitação de massa na Rússia pode ser dividida em vários períodos distintos, cada um caracterizado por um tipo específico de edifício residencial. Essas edificações revelam o estilo de vida, o nível de conforto, o custo de construção e os traços distintivos que eram priorizados em cada década. Cada nova etapa trouxe seus próprios experimentos e conquistas, que em conjunto constituem um legado de lições, descobertas e experiências fundamentais para a compreensão do caráter específico da habitação padronizada russa.
Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.
O arquiteto Antonio Miranda, do Coletivo ARKRIT, nos convida a refletir em seu artigo contra o subjetivismo romântico na crítica, apresentando um exemplo simples em defesa da crítica objetiva do objeto, que nos fala de maneira muito mais honesta e sincera do que o/a próprio/a autor/a da obra. Ele coloca à prova essa afirmação ao comparar dois edifícios famosos da Plaza España, em Madri: o Edificio España e a Torre de Madrid.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117050/falsas-criticas-edificio-espanha-versus-torre-de-madriAntonio Miranda
Não é segredo que, em muitas regiões, a integração entre áreas internas e externas se torna ainda melhor com a transição do verão para o outono. Os insetos desaparecem, a umidade diminui e as noites mais frescas pedem o aconchego de uma lareira ou fogueira. A seguir, apresentamos cinco de nossos espaços integrados favoritos para o outono de 2018.
Quando os gregos esculpiram degraus de pedra na encosta de uma colina, o objetivo era criar uma área de assentos onde as pessoas pudessem descansar e ter uma vista excelente do palco no centro do anfiteatro. Mais de dois milênios depois, esses objetivos ainda são fundamentais para os princípios de projeto de estádios; no entanto, com um alcance global cada vez maior e a necessidade de múltiplos usos, os critérios para o que define uma arena de sucesso estão em constante evolução. Enquanto você se prepara para assistir à Copa do Mundo de 2018, sediada na Rússia, confira esta lista de projetos notáveis de estádios na história das Copas que influenciaram a evolução da arquitetura esportiva.
A Fundação Bancária “la Caixa” apresentou recentemente o projeto do CaixaForum Valência, proposta a cargo de Enric Ruiz-Geli e seu escritório Cloud 9. O nono espaço cultural da fundação na Espanha será implantado no interior do Ágora, na Cidade das Artes e das Ciências, obra projetada por Santiago Calatrava.
O CaixaForum Valência terá uma área de 6.500 metros quadrados, abrigando duas salas de exposição, um auditório com 300 assentos, duas salas multiuso, um bar-restaurante, uma loja-livraria e um espaço familiar e educativo CaixaForum Família, além de espaços para recepção, escritórios, depósitos e zonas técnicas.
Desta vez, apresentamos a proposta do MIAS Architects, escritório liderado por Josep Miàs, uma das nove firmas convidadas pela fundação a participar do concurso. "O novo CaixaForum [deve] integrar-se de maneira explícita ao edifício Ágora, estabelecendo uma relação não apenas volumétrica, mas também de percepção entre ambos os edifícios", aponta a equipe de autoria do projeto.
No mês passado, a Mercer divulgou sua lista anual das Cidades Mais Habitáveis do Mundo. O ranking classifica 231 cidades com base em fatores como índices de criminalidade, saneamento básico, padrões de educação e saúde, com Viena em primeiro lugar e Bagdá em 231º. Os resultados sempre geram debates, o que é natural quando uma cidade que amamos fica de fora do top 20, ou quando vemos uma cidade bem classificada, mas nos lembramos daquela vez em que a visitamos e não víamos a hora de ir embora.
Cabe esclarecer que a Mercer é uma consultoria global de recursos humanos, e seus rankings têm como objetivo atender às corporações multinacionais que são suas clientes. A lista auxilia na definição de pacotes de transferência e remuneração para seus profissionais. No entanto, a primeira opção de uma empresa para enviar sua equipe nem sempre é o lugar que você escolheria para viver por conta própria.
Além disso, esses rankings, devido à forma como são calculados, também variam dependendo de quem realiza a avaliação. A revista Monocle publica sua própria lista, assim como o The Economist. Por isso, os editores e as editoras do ArchDaily resolveram entrar no debate. A seguir, discutimos o que consideramos essencial para tornar uma cidade habitável e o que esperamos ver mais no futuro.
Jean Pierre Crousse e Sandra Barclay acabam de ganhar o Mies Crown Hall Americas Prize – a maior honraria da arquitetura no continente americano – com o recém-inaugurado Edifício E da Universidade de Piura. Por meio de sua obra, a dupla Barclay & Crousse tem abordado o território e as paisagens peruanas sob diferentes perspectivas e em diferentes escalas, aliando essa abordagem a uma reflexão e a uma prática docente na Pontificia Universidad Católica del Perú, na qual explora a dimensão transdisciplinar e multiescalar da arquitetura.
Nesta entrevista, buscamos aprofundar sua relação com o ensino, com o território peruano e com o papel que a arquitetura desempenha hoje em países como o Peru.
O renomado arquiteto espanhol Sáenz de Oiza [1918 - 2000] era um ciclista fervoroso. Como ele próprio confessava, sua vida mudou completamente após se mudar com a família de Navarra para Madri para iniciar seus estudos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri [E.T.S.A.M.], em meio a uma Espanha em efervescência política e social após o estopim da guerra civil em 1936. Com a morte de seu pai em 1938, coube a ele, de certa forma, o sustento da família. Essas lembranças e as dificuldades emocionais e financeiras de seus primeiros anos fizeram com que, após seu posterior sucesso como arquiteto, ele gastasse parte do patrimônio acumulado em caprichos materiais dos quais não pôde desfrutar na juventude: carros de luxo ou bicicletas, as quais gostava de colecionar.
Outra lembrança curiosa do arquiteto remete ao momento em que, após disputar uma corrida espontânea com um ciclista desconhecido no trajeto de volta de La Granja a Madri, o outro lhe perguntou na altura de Puerta de Hierro: “Escuta... Em que equipe você corre?”. Acabou-se descobrindo que o oponente misterioso era ninguém menos que Federico Ezquerra, um lendário ciclista basco. Aquele deve ter sido um momento muito gratificante para ele.
A vertente historicamente expressionista na arquitetura nasce após o desastre humano e social herdado da Primeira Guerra Mundial. Uma guerra enlameada, fétida, de ínfimo valor humano, que espalhou seus estragos por toda a Europa, parte da Ásia e EUA. No entanto, o território mais funestamente desolado foi, sem dúvida, o alemão, onde ela não apenas deixou uma crise econômica e de infraestrutura, mas também perturbou o pensamento de toda uma sociedade. Uma grande depressão emocional. Por essa razão, a luz do expressionismo era tão necessária. A cor, o retorno à natureza, a crueza da reta ao lado da delicadeza da curva, as arestas vivas, texturas, jogos formais... Uma nova linguagem. Uma nova dialética para expressar o olhar sobre o mundo.
Hans Scharoun [1893-1972] bebeu dessa linguagem. Ele, junto a muitos de seus contemporâneos —Mies, Taut, Mendelsohn ou o próprio Häring— formou-se no clima expressionista vivido na Alemanha do pós-guerra, sob a direção de Poelzig e sua Escola de Breslau. Esse expressionismo surge pela primeira vez em uma série de aquarelas que ele enviou para a “Gläserne Kette” (“Corrente de Cristal”), a famosa correspondência entre arquitetos/as e artistas da Alemanha da época. Idealizada originalmente por Bruno Taut, essa correspondência servia como meio de comunicação entre os membros do grupo. Nas cartas, libertos dos limites da viabilidade, os membros descreviam suas visões de uma sociedade ideal e de uma arquitetura benéfica.
Com o encerramento do Burning Man 2018, alguns dos momentos e registros mais marcantes do festival começam a repercutir na mídia. Entre os destaques mais memoráveis está a instalação "Orb", uma esfera flutuante concebida de forma proporcional à própria Terra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117035/a-melhor-instalacao-do-burning-man-2018-a-grande-esfera-orb-de-bjarke-ingels-e-a-mais-memoravelKatherine Allen
Juan Grimm, arquiteto e paisagista chileno, ao longo de seus trinta e nove anos de carreira, destacou-se pela criação de mais de 1.000 hectares de jardins e parques na Argentina, no Peru, no Uruguai e no Chile.
Ediciones Puro Chile, em parceria com a editora Hatje Cantz, reuniu seus trabalhos na América do Sul na publicação "Juan Grimm". Este livro de arte apresenta o desenvolvimento de suas criações por meio de entrevistas, ensaios e um extenso inventário de suas obras, revelando suas fontes de inspiração, desenhos e projetos.
De acordo com um comunicado publicado no site da UNESCO, a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO é um legado de monumentos e sítios de grande riqueza natural e cultural que pertence a toda a humanidade. Os sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial funcionam como marcos no planeta, símbolos da conscientização dos Estados e dos povos sobre o significado desses lugares e emblemas de seu apego à propriedade coletiva, bem como da transmissão desse patrimônio às gerações futuras.
O arquiteto belga Vincent Callebaut propõe a reciclagem de lixo oceânico como material de construção para suas cidades flutuantes futuristas.
A migração decorrente das mudanças climáticas já começou. Embora essa realidade imponha desafios enormes aos governos — particularmente em um momento global que se mostra refratário à imigração e aos imigrantes —, há também a preocupação de que o patrimônio histórico seja inevitavelmente perdido. Em locais como a Escócia, a elevação do nível do mar colocou sítios antigos em risco; o mesmo ocorre em nações insulares no Pacífico. Diante de riscos ambientais cada vez mais inevitáveis a cada dia, cidades de todo o mundo voltam-se para formas mais resilientes de arquitetura e planejamento urbano a fim de combater tanto impactos imediatos quanto pressões de longo prazo, garantindo assim seu futuro.