O Urban Sketchers é uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a fomentar uma comunidade global de artistas que praticam o desenho in loco. Sua missão é elevar o valor artístico, narrativo e educativo do desenho, promover sua prática e conectar pessoas de todo o mundo que desenham nos lugares onde vivem e por onde viajam, contando a história de nossos ambientes e dos espaços que habitamos.
No início de março, estudantes, arquitetos/as e designers da Argentina reuniram-se para materializar suas ideias na segunda edição do Hello WoodArgentina, uma experiência internacional trazida pelos parceiros locais TACADI e MANDARiNA.
Nesta edição, o tema escolhido para 2018 foi “CON-TEXTO”. O contexto que construímos conscientemente, no qual o equilíbrio é determinado pela interação de cada uma das partes, e onde a contribuição de cada uma delas é única.
Conheça, a seguir, os projetos construídos nesta edição.
Em 1906, o arquiteto norte-americano Stanford White foi assassinado na cobertura de um edifício que ele próprio havia projetado dezesseis anos antes. A história, hoje bastante conhecida, transcorreu da seguinte forma:
White, sócio-fundador do célebre escritório McKim, Mead & White, conheceu a aclamada modelo e atriz Evelyn Nesbit quando ele tinha quarenta e sete anos e ela, dezesseis. Na primeira vez em que Nesbit visitou o edifício residencial de White, hoje demolido, na rua 24, em Manhattan, ele lhe serviu um almoço do Delmonico's antes de conduzi-la a um quarto que abrigava o que Nesbit descreveu como um "lindo balanço com cordas de veludo vermelho adornadas com folhagens verdes pendendo do teto alto". Dali, ele a levou para seu quarto, cujas paredes eram cobertas de espelhos, e a dopou. Nesbit relembrou: "Quando acordei, todas as minhas roupas haviam sido tiradas". Anos mais tarde, o marido de Nesbit, Harry Kendall Thaw, atirou em White durante uma apresentação na cobertura do Madison Square Garden. Como noticiou o New York Times na manhã seguinte, testemunhas ouviram Thaw dizer sobre White: "ele arruinou minha esposa".
A forma como consumimos conteúdos mais extensos mudou drasticamente nos últimos anos. Cada vez mais aspectos do nosso cotidiano estão migrando para novas mídias digitais a fim de otimizar nosso tempo.
Se você é o tipo de pessoa que gosta de colocar para tocar uma boa playlist de hard rock ou jazz suave enquanto detalha aquelas dez pranchas de corte, por que não aproveitar para adquirir conhecimento sobre automotivação ou as últimas táticas de negócios ao mesmo tempo? Estes seis audiolivros podem ser exatamente o que você precisa ouvir para impulsionar seu espírito empreendedor.
Após avaliar 94 candidaturas de toda a Colômbia, o ArchDaily anunciou os seis projetos vencedores da terceira edição da chamada de Teses de Graduação do ArchDaily na Colômbia. A seleção realizada por nosso júri editorial inclui obras construídas, pesquisas históricas e planos diretores: de um protótipo residencial rural a uma pesquisa aprofundada sobre o *Edificio de Renta*, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Nesta edição, incorporamos uma nova etapa de avaliação: um segundo júri composto por arquitetos e arquitetas de destaque na Colômbia encarregou-se de escolher o Grande Vencedor2018. Os membros do júri foram Lina Toro, Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira).
"Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades de comunicação, ela também requer a consolidação de vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam as ideias transformadoras", comenta Carlos Cano na avaliação do júri, que convidamos você a conhecer a seguir.
Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.
Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.
A arquitetura de Londres hoje, apesar de todos os grandes nomes que dominam as manchetes (Foster, Rogers, Heatherwick), encontra sua riqueza em pequenos escritórios. Peter Barber lidera um desses ateliês, onde, nos últimos 30 anos, vem conduzindo o desenvolvimento de alguns dos projetos de habitação e conjuntos residenciais mais sensíveis da cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116966/a-arquitetura-londrina-audaciosamente-excentrica-de-peter-barberKatherine Allen
A proposta Circuito de Ativação Temporal conquistou o terceiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe autora, a proposta vencedora do terceiro lugar propõe "um sistema mutável e flexível, que represente os tempos atuais".
Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018.
A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.
Paseo de Plátanos Orientales. Image Cortesía de Cynthia Marimán Ramos - Roberto Astete
Formalizado em 1900, após uma arborização de 19 hectares promovida pelo Ministério de Obras Públicas e pela Intendência de Santiago, o Parque Forestal localiza-se na zona norte do centro histórico da cidade, constituindo um dos primeiros parques lineares de Santiago do Chile.
Sob a responsabilidade do paisagista francês George Dubois, o projeto responde à revitalização de suas bordas adjacentes, conseguindo integrar o Rio Mapocho e sua margem desordenada, proporcionando à cidade um novo pulmão verde para o lazer urbano.
Johann David Steingruber foi um arquiteto e designer alemão com mais de 100 edifícios de sua autoria, incluindo diversas igrejas, prefeituras, escolas e até mesmo cervejarias. No entanto, ele é talvez mais conhecido hoje pelas detalhadas ilustrações de seu Alfabeto Arquitetônico de 1773, no qual converteu as letras em plantas para uma série de excêntricos palácios barrocos.
Concebido mais como um "trabalho de amor à arte" do que por qualquer razão prática, o livro de Steingruber é uma compilação de relações espaciais lúdicas e complexas, em que cada letra apresenta seu próprio conjunto de desafios únicos. Embora as letras naturalmente ofereçam formas mais complexas do que as que normalmente usaríamos em plantas, de algum modo os espaços fazem sentido. O estilo barroco das antecâmaras ovais, cúpulas e abóbadas é evidente não apenas nas plantas, mas também nas elevações.
O Centro de Documentação do Son Jarocho é um espaço cultural localizado na cidade de Jáltipan de Morelos que remonta a 1998. Sua antiga sede sofreu graves danos estruturais em decorrência dos terremotos de 2017 no México, os quais afetaram diversas regiões do país, levando as autoridades municipais a determinarem a necessidade de reconstrução do local.
Para viabilizar este projeto, foi necessária a participação de diferentes instituições e eventos que ajudaram a financiar a campanha. Um deles foi a iniciativa liderada pela cantora mexicana Natalia Lafourcade, intitulada "Un canto por México", em Anaheim, Califórnia.
Há algo de incrivelmente fascinante em mapas 3D que desperta o desejo de percorrer ruas e rios com os dedos, navegando pela paisagem urbana. Quase como curvas de nível, os mapas minimalistas da CityWood são construídos a partir de camadas de compensado, cortadas a laser com precisão de um centésimo de milímetro e montadas à mão para garantir um acabamento de alta qualidade.
A mostra dedicada a Mario Merz (Milão, 1925-2003) exibe, pela primeira vez, a maior reunião e interação de iglus vindos de diversas coleções privadas e museus, com o objetivo de destacar a profunda exploração entre a humanidade e a natureza proposta pela Arte Povera – movimento artístico que surgiu na Itália na segunda metade da década de 1960, batizado por Germano Celant (historiador da arte, crítico e diretor artístico da Fondazione Prada desde 1993) –, no qual se destaca o uso de materiais simples e geralmente não industriais que, com o passar do tempo, se deterioram e, consequentemente, transformam a obra de maneira natural.
O Instagram é um aplicativo dedicado ao compartilhamento de imagens e se fortalece cada dia mais em nossa linguagem, tanto que atualmente o Instagram conta com cerca de 800 milhões de usuários ativos por mês. Isso demonstra o crescimento exponencial desta rede social da qual somos fãs e onde buscamos trazer diariamente as notícias e obras mais importantes da arquitetura do México e do mundo. A propósito, você já nos segue em nossa conta @ArchdailyMx?
Para nós, o Instagram não é uma ferramenta nova, pois sabemos que o Instagram deve fazer parte do processo de projeto de todo/a arquiteto/a que vive em tempos millennials, além disso, já realizamos diferentes concursos, como o do nosso quinto aniversário no México. Queremos manter uma relação muito mais direta com nossos/as leitores/as e saber o que inspira você, a fim de continuar gerando conteúdo alinhado aos seus interesses. Por isso, a partir de hoje, realizaremos algumas dinâmicas que nos permitirão estar mais em contato com você.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencionada, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e a vida urbana de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, dentro de sua ampla produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são os protagonistas das cenas.
E se aquilo que transformou o BIG no “BIG” fosse subitamente retirado justamente no ápice de seu potencial? Essa é a questão central trazida pelo trailer de “BIG TIME”, documentário do diretor Kaspar Astrup Schrøder que sugere que Bjarke Ingels estaria enfrentando sérios problemas de saúde.
O documentário de Schrøder destaca a trajetória de altos e baixos de Bjarke Ingels, fundador do BIG (Bjarke Ingels Group), nos últimos anos. Este vislumbre dos bastidores sobre o que significa ser um dos arquitetos mais influentes do mundo propõe um questionamento a quem deseja remodelar o planeta por meio do design: como lidar com a responsabilidade de projetar o futuro desejado?
O arquiteto Antonio Miranda, do Coletivo ARKRIT, nos convida a refletir em seu artigo contra o subjetivismo romântico na crítica, apresentando um exemplo simples em defesa da crítica objetiva do objeto, que nos fala de maneira muito mais honesta e sincera do que o/a próprio/a autor/a da obra. Ele coloca à prova essa afirmação ao comparar dois edifícios famosos da Plaza España, em Madri: o Edificio España e a Torre de Madrid.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117050/falsas-criticas-edificio-espanha-versus-torre-de-madriAntonio Miranda
Quando os gregos esculpiram degraus de pedra na encosta de uma colina, o objetivo era criar uma área de assentos onde as pessoas pudessem descansar e ter uma vista excelente do palco no centro do anfiteatro. Mais de dois milênios depois, esses objetivos ainda são fundamentais para os princípios de projeto de estádios; no entanto, com um alcance global cada vez maior e a necessidade de múltiplos usos, os critérios para o que define uma arena de sucesso estão em constante evolução. Enquanto você se prepara para assistir à Copa do Mundo de 2018, sediada na Rússia, confira esta lista de projetos notáveis de estádios na história das Copas que influenciaram a evolução da arquitetura esportiva.
Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.
A Fundação Bancária “la Caixa” apresentou recentemente o projeto do CaixaForum Valência, proposta a cargo de Enric Ruiz-Geli e seu escritório Cloud 9. O nono espaço cultural da fundação na Espanha será implantado no interior do Ágora, na Cidade das Artes e das Ciências, obra projetada por Santiago Calatrava.
O CaixaForum Valência terá uma área de 6.500 metros quadrados, abrigando duas salas de exposição, um auditório com 300 assentos, duas salas multiuso, um bar-restaurante, uma loja-livraria e um espaço familiar e educativo CaixaForum Família, além de espaços para recepção, escritórios, depósitos e zonas técnicas.
Desta vez, apresentamos a proposta do MIAS Architects, escritório liderado por Josep Miàs, uma das nove firmas convidadas pela fundação a participar do concurso. "O novo CaixaForum [deve] integrar-se de maneira explícita ao edifício Ágora, estabelecendo uma relação não apenas volumétrica, mas também de percepção entre ambos os edifícios", aponta a equipe de autoria do projeto.
Não é segredo que, em muitas regiões, a integração entre áreas internas e externas se torna ainda melhor com a transição do verão para o outono. Os insetos desaparecem, a umidade diminui e as noites mais frescas pedem o aconchego de uma lareira ou fogueira. A seguir, apresentamos cinco de nossos espaços integrados favoritos para o outono de 2018.
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Vista noturna da Europa Ocidental: Inglaterra (canto superior direito), Paris (cidade brilhante perto do centro da imagem) e Bélgica e Holanda (centro-direito do quadro). Imagem cortesia da Earth Science and Remote Sensing Unit, NASA Johnson Space Center
Imagens de satélite da Terra à noite resultam em fotos fascinantes e belas. No entanto, elas também nos confrontam com uma forma crescente de poluição. Por que desperdiçamos tanta energia para iluminar o espaço sideral quando só precisamos de luz no chão? Dados de satélite de alta resolução agora oferecem análises detalhadas sobre como os seres humanos têm moldado a noite, e esses sistemas de observação da Terra estão prestes a reformular nosso planejamento urbano. Eles podem se tornar parte integrante do desenvolvimento e controle de projetos, já que muitos fenômenos ecológicos, políticos e sociais peculiares se tornam evidentes com um olhar mais atento às imagens noturnas do nosso planeta.
Plastic Island. Imagem cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Kanye West é, segundo o próprio Kanye West, um homem transformado. Após meses nas manchetes por conta de suas visões políticas excêntricas, ele declarou na quarta-feira que “meus olhos agora estão bem abertos e percebo que fui usado para espalhar mensagens nas quais não acredito. Estou me afastando da política e me concentrando totalmente em ser criativo!!!”
Embora isso muito provavelmente signifique um retorno à sua carreira musical, a declaração também pode indicar um interesse renovado em seus projetos de design. O interesse do rapper pela arquitetura está longe de ser passageiro; ele já colaborou com arquitetos e arquitetas de renome, como Jacques Herzog e Rem Koolhaas, e declarou em várias ocasiões seu desejo de que tudo seja “arquitetado”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116993/esta-semana-na-arquitetura-um-pouco-menos-de-conversaKatherine Allen