Diante das diferentes topografias e condições naturais presentes ao longo do território argentino, as obras de Luciano Kruk propõem uma arquitetura que trabalha em unidade com o entorno, a paisagem e a natureza onde se inserem, seja imersas em um bosque, sobre um terreno em declive ou uma planície rural, entre outras geografias. Tendo o concreto como material principal na maioria de seus trabalhos, sua intenção centra-se em potencializar a relação do interior da arquitetura com o exterior.
A evolução de novas tecnologias, aplicações inovadoras e a transição para soluções sustentáveis são fundamentais na arquitetura hoteleira contemporânea. Esses avanços buscam conscientizar sobre a preservação ambiental, ao mesmo tempo que elevam o conforto interno e o bem-estar. De resorts de grande porte e complexos turísticos a cabanas e refúgios remotos, o projeto de áreas comuns incorpora mobiliário essencial para o desenvolvimento de atividades, equipamentos de climatização adequados e acabamentos de pisos e paredes alinhados a necessidades específicas.
As greenways (ou rotas verdes), como tipologia de desenho urbano, tornaram-se um elemento essencial no planejamento das cidades modernas. Elas surgem em resposta à crescente fragmentação das paisagens urbanas por elementos como rodovias. Geralmente, integram espaços naturais e construídos, proporcionando conexões necessárias entre várias partes da cidade. Ao mesmo tempo, promovem a acessibilidade de pedestres, a recreação e a interação social. A Rose Kennedy Greenway, no centro de Boston, nos Estados Unidos, exemplifica essa abordagem de projeto centrada nas pessoas. O projeto, cujas obras começaram em 1991, demonstra o potencial das greenways para reconectar ambientes urbanos e melhorar a vida comunitária. Sendo uma série de parques projetados por diversos escritórios de arquitetura, seu objetivo é criar vínculos físicos e espaços significativos que promovam o desenvolvimento social e o sentido de lugar.
"Provavelmente, em outras épocas, o conhecimento era um segredo, e isso fez com que não se avançasse muito. À medida que o conhecimento se torna público, o conhecimento avança." - Juan Baixas
Este microdocumentário da HOLDER é o resultado de uma iniciativa dedicada a dar visibilidade ao design contemporâneo latino-americano por meio de suas histórias e criações. Neste primeiro episódio, relata-se, em primeira pessoa, a criação e o desenvolvimento da cadeira Puzzle de Juan Baixas, peça que em 2015 foi incluída na coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, destacando sua importância no design moderno.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140648/holder-archive-number-01-juan-baixas-cadeira-puzzle-1975ArchDaily Team
A linha tênue entre arte e ofício, criatividade e funcionalidade, expressão pessoal e demandas sociais ou industriais é um limite que a arquitetura navega com extremo cuidado. Essa dualidade é cada vez mais moldada pela necessidade urgente de enfrentar os desafios ambientais. Na vanguarda dessa evolução estão os materiais e sistemas construtivos, os blocos de construção essenciais do projeto e da execução. Historicamente, a arquitetura dependia de matérias-primas naturais como madeira, pedra e metais, que definiam os espaços construídos, mas frequentemente sobrecarregavam os ecossistemas. Hoje, a disciplina parece passar por uma transformação profunda, indo além da mitigação de impactos negativos para promover ativamente a regeneração do planeta.
De materiais regenerativos que integram biologia e engenharia a princípios de economia circular que redefinem o uso de recursos, passando por abordagens híbridas que mesclam métodos tradicionais com tecnologia de ponta, essas inovações estão redesenhando as bases do ambiente construído. Neste artigo, recapitamos os principais avanços do ano em materiais e sistemas construtivos, mostrando como estão conduzindo a arquitetura em direção a um futuro sustentável. Seja por meio de materiais que sequestram carbono, de sistemas projetados para desmontagem e reutilização, ou de tecnologias que fundem a natureza à engenharia, esses desenvolvimentos ressaltam o papel essencial que os materiais e sistemas construtivos desempenham na criação de um mundo regenerativo, resiliente e consciente de seus recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140443/adaptar-respirar-regenerar-vislumbrando-um-novo-capitulo-nos-materiais-arquitetonicosArchDaily Team
A manipulação e a combinação de materiais são buscas constantes na arquitetura. Isso não apenas ampliou as possibilidades construtivas, mas também permitiu a criação de formas e estéticas singulares a partir de uma mesma materialidade. Um exemplo disso é o cimento Portland, elemento essencial na mistura de água e agregados que compõem o concreto, que viabiliza a criação tanto de elementos estruturais quanto decorativos. Paralelamente, como resultado da pesquisa por materiais inovadores, o fibrocimento surgiu (inventado por Ludwig Hatschek) no final do século XIX, combinando cimento Portland, materiais de origem mineral e fibras de celulose.
Atualmente, o fibrocimento — caracterizado por qualidades técnicas fundamentais como esbeltez, leveza, durabilidade e flexibilidade estética — destaca-se em diversas aplicações ligadas ao design, que vão do mobiliário a sistemas de fachadas. É nestas últimas que o material assume expressões notáveis, graças às suas texturas, incombustibilidade, resistência à chuva e maleabilidade. Por esse motivo, elaboramos um guia de projeto que aborda o uso do fibrocimento, explorando os princípios a serem considerados no detalhamento de fachadas, no que diz respeito à sua materialidade, dimensões, paginação, detalhes e aplicações especiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140445/guia-de-projeto-trabalhando-com-fachadas-de-fibrocimentoEnrique Tovar
A arquitetura residencial em ambientes naturais apresenta um distanciamento claro em relação ao desenho urbano. Diferentemente dos contextos densamente povoados e artificiais das cidades, aqui o cenário se desloca para uma paisagem natural preexistente, muitas vezes sutil. Isso exige uma abordagem mais sensível e integrada, que prioriza a harmonia com o entorno em vez do domínio sobre ele. A exploração de projetos conceituais nesse campo pode ajudar a promover uma compreensão mais profunda de práticas construtivas sustentáveis, da escolha de materiais adequados ao contexto ecológico e da integração delicada da habitação humana em ecossistemas preexistentes.
A cada mês, a equipe de curadoria do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais enviados por nossos leitores e leitoras, organizados em torno de um tema ou programa. Esses projetos são desenvolvidos por escritórios de arquitetura de pequeno e grande porte de todo o mundo e enviados abertamente para a plataforma ArchDaily, formando assim uma comunidade global de profissionais que compartilham seus trabalhos — sejam eles puramente conceituais, propostas de concursos ou fases iniciais de projeto. As submissões estão abertas a todas as pessoas. Se quiser contribuir, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
Bali costuma ser mais associada às suas praias e ao setor de lazer. E com razão, já que a província indonésia recebeu mais de 2,9 milhões de turistas apenas este ano. Além dos visitantes temporários, Bali também abriga residentes de longo prazo e nômades digitais, o que contribuiu para o seu rápido crescimento populacional. Isso, naturalmente, impactou a densidade urbana e a demanda por novos alojamentos e serviços, abrindo espaço para propostas arquitetônicas criativas e para a exploração de novos materiais.
Essa tendência se manifesta frequentemente em projetos construídos em bambu, com a ilha servindo de palco para algumas das construções vernáculas mais antigas e complexas com o material. Esse conhecimento pode ser transmitido a arquitetos/as e profissionais de todo o mundo que desejam compreender como esse material versátil pode ser aplicado em seus próprios países. Diversos escritórios locais e globais de renome, como IBUKU e Bamboo U, têm defendido essa arquitetura ecologicamente consciente em seus projetos, sempre focados na preservação da natureza e no resgate e otimização das técnicas construtivas tradicionais.
Robert Wilson encarna as funções de direção, cenografia, design de iluminação e arquitetura em uma única figura. Internacionalmente aclamado como pioneiro da iluminação cênica e agraciado com inúmeros prêmios de prestígio, incluindo o Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Praemium Imperiale, Wilson, atualmente com mais de oitenta anos, continua a viajar pelo mundo encenando produções extraordinárias. Seu uso da luz e da cor é marcado pela precisão e pelo minimalismo, criando cenas que oscilam habilmente entre a quietude e o drama. Durante os ensaios no Düsseldorf Schauspielhaus, ele detalha a relação entre palco e arquitetura, seu processo criativo e o profundo impacto da luz sobre a escuridão.
Com a aceleração da urbanização global, a demanda por estratégias inovadoras de desenvolvimento urbano e construção é mais urgente do que nunca, visto que se estima que 80% da população mundial viverá em cidades até 2080 — especialmente no Oriente Médio, na África e no Sul da Ásia. De 26 a 29 de novembro, o Big 5 Global, em conjunto com os eventos integrados LiveableCitiesX, GeoWorld e Future FM, sediará cinco cúpulas estratégicas, reunindo 1.500 líderes dos setores público e privado para moldar o futuro das comunidades urbanas.
Água e iluminação natural? À primeira vista, parecem conceitos distantes: um é tangível, enquanto o outro — embora intangível — se manifesta através de seus efeitos e qualidades perceptíveis. Ambos são recursos potentes e recorrentes no projeto de arquitetura, muitas vezes empregados apenas com fins compositivos. No entanto, no contexto de piscinas cobertas, essa combinação costuma ser orientada de forma estritamente funcional, priorizando a "proteção" contra estímulos externos. Essa abordagem unidimensional pode limitar a interação dinâmica entre a água e a luz natural, resultando em desafios estéticos, funcionais e operacionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140438/veja-como-elevar-o-nivel-de-piscinas-cobertas-com-solucoes-de-iluminacao-naturalEnrique Tovar
O Concurso MICROHOME 2025 da Buildner está de volta, oferecendo uma premiação recorde de 100.000 EUR para celebrar soluções sustentáveis e inovadoras em habitação compacta. Patrocinado pela Kingspan, este concurso global convida arquitetos/as, designers e mentes criativas a redefinirem o conceito de microcasas.
Inscreva-se antes do prazo final em 13 de fevereiro de 2025.
Gazeley Regional Distribution Centre. Imagem cortesia de Kingspan
O isolamento desempenha um papel essencial nas edificações atuais — seja para proporcionar eficiência térmica visando reduzir a demanda de energia e mitigar as emissões de carbono, seja para atenuar a transmissão de ruídos e garantir o conforto acústico. Cada edificação apresenta requisitos específicos em relação ao tipo de isolamento necessário para pisos, coberturas, tetos e paredes. Para atender a essas diferentes demandas, a Kingspan desenvolveu uma gama de soluções holísticas de isolamento adequadas ao futuro do ambiente construído.
De produtos com menor pegada de carbono incorporado a materiais de base biológica, a redução do impacto ambiental é uma área de crescente importância. Ao mesmo tempo, a necessidade urgente de melhorar a eficiência térmica de edifícios existentes muitas vezes exige tecnologias de isolamento que possam se integrar às estruturas atuais sem demandar espessuras excessivas. Para sistemas de revestimento, a reação ao fogo pode ser tão importante quanto a condutividade térmica, enquanto para painéis acústicos que integram a decoração interna, a estética é tão crucial quanto a absorção sonora.
O conceito de arquitetura de baixa tecnologia reconhece o impacto das tecnologias e práticas construtivas intensivas em carbono e propõe uma alternativa: a redescoberta de soluções práticas, racionais e localmente adaptadas que dependem de estratégias de projeto inteligentes, em vez de sistemas de alto consumo energético, para garantir um ambiente seguro e confortável. Longe de ser um retrocesso, o conceito permanece aberto a inovações, mas busca reequilibrar a dependência da indústria em relação à mecanização. Dessa forma, privilegia-se uma arquitetura de menos componentes, com dependência minimizada de soluções de alta tecnologia e preferência por materiais com baixo carbono incorporado.
Guarda-corpos e quebra-ventos desempenham um papel fundamental na arquitetura contemporânea, combinando segurança, funcionalidade e apelo estético. Esses sistemas são cruciais para proteger espaços elevados, como varandas, terraços e escadas, incorporando materiais como vidro laminado temperado, aço inoxidável, alumínio e sistemas inovadores de fixação. Isso garante transparência e vistas desobstruídas sem comprometer a segurança. Além disso, contam com opções personalizáveis, incluindo perfis de acabamento superior, corrimãos e iluminação integrada, permitindo que arquitetos e arquitetas criem espaços únicos e de forte impacto visual que atendem a objetivos tanto práticos quanto estéticos.
Em essência, um sistema de guarda-corpo consiste em um conjunto de componentes cuidadosamente projetados, em que cada elemento desempenha um papel vital para garantir a segurança e a estética. Para além do impacto visual desejado, esses sistemas devem ser altamente confiáveis e seguros para cumprir sua função primordial. No cerne do sistema estão os componentes de fixação, que fornecem suporte e direcionamento, com opções de preenchimento — como painéis de vidro, barras, tubos ou cabos — que equilibram segurança e estilo. Os perfis de base (base shoes), uma tipologia de guarda-corpo, fixam os painéis de fechamento de vidro diretamente à estrutura, garantindo durabilidade e precisão. Os corrimãos opcionais podem ser montados em montantes ou fixados diretamente no vidro, enquanto os perfis superiores (top rails) oferecem um toque estético, ao mesmo tempo em que protegem a borda superior do vidro e auxiliam no seu alinhamento.
Diante das rápidas transformações do cenário profissional contemporâneo, o escritório deixou de ser um ambiente estático. À medida que as empresas consolidam modelos de trabalho híbridos e equipes flexíveis, a demanda por espaços de trabalho adaptáveis e focados nas pessoas nunca foi tão premente. Em colaboração com a Foster + Partners Industrial Design, a UniFor respondeu a essa transição com a coleção XYZ, uma série de mobiliários modulares e versáteis projetados para atender às necessidades dinâmicas dos escritórios atuais.
A coleção é composta por três produtos principais: o X Shelving System, a Y Table, e a Z Desk — cada um deles desenvolvido para dar suporte a diferentes modos de trabalho, mantendo uma linguagem visual coesa e harmoniosa.
O júri do International VELUX Award selecionou dez vencedores regionais entre os 468 projetos inscritos, provenientes de 220 escolas de arquitetura de todo o mundo. O prestigiado júri, composto por Song Yehao (CN), Jenni Reuter (FI), Ewa Kurylowicz (PL) e Kent Holm, da VELUX A/S (DK), reuniu-se em Copenhague.
O IR Arquitectura não é apenas um escritório, mas se define como uma plataforma de exploração que integra a prática arquitetônica a temas tangenciais, como a cidade, a paisagem, a tecnologia e a sustentabilidade. Fundado por Luciano Intile e Enrico Cavaglià, com sede em Buenos Aires, Argentina, o IR Arquitectura é um coletivo interdisciplinar formado por profissionais de arquitetura, design e diversas outras áreas, que abordam projetos de diferentes escalas e naturezas, aproveitando cada oportunidade para explorar novas soluções e estratégias no que se refere ao habitar contemporâneo, urbano e em estreita relação com o entorno.
As pedras e os mármores continuam se consolidando como materiais fundamentais na arquitetura e no design, tanto em interiores quanto em exteriores em diferentes partes do mundo. A CHC oferece uma seleção que convida a criar espaços com um caráter atemporal e elegante. Descubra como incorporar mármore e pedra em seus projetos para trazer um toque de modernidade e estilo.
Com o crescimento da população urbana e a evolução dos padrões de consumo, as cidades enfrentam desafios complexos relacionados à gestão de resíduos. Abordagens tradicionais, focadas na coleta e no descarte, mostram-se hoje inadequadas diante das graves preocupações ambientais e da escassez de recursos. A gestão de resíduos tornou-se um tema central de debate, sendo apresentada como uma estratégia fundamental para a transição rumo a economias circulares. O conceito Lixo Zero busca transformar a maneira como as cidades gerenciam seus resíduos urbanos e construir culturas de apoio em torno dessa prática.
Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.
Durante o período de agosto a novembro, foram realizados os trabalhos de reconstrução de três salas de aula na escola primária Guadalupe Victoria, localizada no bairro Vicente Guerrero, em Villa Corzo, Chiapas, que havia sido fortemente afetada por um terremoto em 7 de setembro de 2017. As paredes sofreram falhas estruturais graves, o que forçou a desocupação completa do edifício. Com a ajuda de pais, mães, responsáveis e professores/as, foram construídas pequenas salas de aula provisórias para que as aulas pudessem continuar. A associação civil un Hogar para Chiapas, em parceria com a organização Arquitetos Técnicos Sem Fronteiras, assumiu a tarefa de elaborar uma proposta de reconstrução da escola. O projeto baseou-se em um sistema híbrido de pórticos rígidos de concreto e paredes autoportantes de pau a pique (sistema construtivo de terra e taquara frequentemente utilizado na região). Reconstrução de salas de aula pela e para a comunidadeOs materiais foram obtidos na região e, por meio de oficinas e diálogos de saberes, foi possível aprimorar tecnicamente os conhecimentos das famílias. Previamente, realizou-se uma análise estrutural e dos materiais disponíveis. Dessa forma, pôde-se recuperar parte das placas que compunham a laje e o aço da estrutura de suporte, os quais foram reutilizados nas novas salas de aula. Com isso, o investimento financeiro pôde ser reduzido de maneira significativa. A iniciativa gerou um impacto positivo na comunidade, uma vez que o processo de construção não contou apenas com mão de obra técnica qualificada; cerca de 20 pais, mães e responsáveis também participaram ativamente dos trabalhos de carpintaria e do revestimento de barro das paredes. Além disso, 30 crianças, em tom de brincadeira, aprenderam e colocaram em prática suas habilidades na construção dos espaços onde agora poderão estudar. Por meio da mobilização dos pais, mães e responsáveis, foram organizados mutirões de trabalho para apoiar a construção, gerando emprego para pessoas da comunidade com habilidades em carpintaria, alvenaria e instalações elétricas. Por parte da associação Un Hogar para Chiapas, priorizamos os/as recém-formados/as no curso de arquitetura. Esse foi o caso de Paola Rojas Díaz, que ficou responsável pela direção da obra, sob a coordenação e a assessoria técnica da arquiteta Mariajose Aguilar e de Erick Ordoñez. Por se tratar de um projeto social, parte do financiamento foi viabilizada pela prefeitura de Villa Corzo, enquanto grande parte da logística, captação de recursos e convênios ocorreu graças à sinergia e colaboração com a Fundación Toledo. O projeto também contou com o apoio de um grupo de engenheiras civis e empresárias coordenadas pela Eng. Alejandra Narcia. Este artigo faz parte de uma colaboração com o site coolhuntermx e foi publicado originalmente sob o título "Reconstrução de salas de aula em Chiapas".
Na arquitetura e no design, as tendências surgem devido a diversos fatores, como avanços tecnológicos, mudanças culturais, preocupações ambientais e considerações estéticas. Elas se manifestam por meio de preferências na escolha de materiais, cores e texturas, bem como nas formas de conceber e organizar os espaços.
No caso dos materiais, a presença de elementos naturais como o mármore dá vida ao estilo marmorizado, uma tendência versátil e atemporal que se destaca por conferir uma sensação de aconchego, naturalidade e sofisticação aos espaços. Alinhada às tendências contemporâneas de design de interiores, a Daltile desenvolve soluções de porcelanato polido como uma alternativa que conserva a versatilidade estética do mármore, porém com maior durabilidade e resistência.