O projeto Storkeengen (Stork Meadow), do escritório CF Møller, é uma solução paisagística que aproxima a cidade de Randers do rio mais longo da Dinamarca, o rio Gudenå, para mitigar a ameaça de enchentes. Com esse objetivo, a proteção contra tempestades utiliza os prados úmidos como um atraente parque natural para gerenciar a elevação do nível das águas pluviais, ao mesmo tempo em que uma trilha recreativa amplia o acesso às áreas naturais do outro lado do rio.
A proposta do escritório Space 4 Architecture (S4A) para uma livraria em Chengdu, China, reflete a beleza poética de lírios-d'água flutuando sobre a água. A equipe de arquitetura descreve o projeto como um “contêiner cultural permeável” que permite e incentiva a interação dos visitantes com a paisagem circundante. O projeto consiste em uma série de espaços internos e externos que articulam uma intervenção sutil, refletindo e valorizando o cenário natural no qual se insere.
American Copper Building de SHoP Architects. Image Cortesía de SHoP Architects
Nesta quarta e última de suas crônicas nova-iorquinas, Kosme de Barañano, do Coletivo ARKRIT, nos propõe uma dupla questão: por um lado, um novo “tipo” arquitetônico que surgiu em um nicho “ecológico” extraordinariamente limitado — o arranha-céu ultraesbelto destinado a residências de luxo no entorno do Central Park — e, por outro, a construção de “instalações” nas quais alguns/as arquitetos/as experimentam em um novo campo em que a arquitetura compartilha território com a escultura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116728/reflexoes-sobre-as-mudancas-na-cidade-de-nova-york-arquitetos-as-e-escultores-asKosme de Barañano
A equipe liderada por Oscar Luengo e Álvaro Parraguez conquistou o primeiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e para a geração de propostas para o Bairro San Borja".
Intitulada Corredores San Borja, a proposta vencedora "propõe as passarelas como corredores espaciais integradores entre torres, praças e atividades perimetrais, permitindo a fluidez e a articulação entre os espaços desconexos internos e externos do conjunto".
Projetado por Milena Lara Silva, o projeto Rota das aves foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio.
As constantes ameaças industriais que colocam em risco o delicado ecossistema das áreas úmidas são, principalmente, resultado da deficiente legislação existente no Chile para esses casos. No setor rural de Trumao, a 11 km da cidade de La Unión, tem ocorrido uma degradação gradativa de sua área úmida florestal, ameaçando não apenas sua biodiversidade, mas também comunidades que resistem desde tempos remotos graças ao dinamismo de sua paisagem e dos recursos naturais oferecidos, os quais são essenciais para sua sobrevivência, economia e, sobretudo, sua cultura.
O Museu Castagnino consolidou-se, desde meados do século XX, como um dos mais importantes espaços culturais da nação argentina. A histórica obra do escritório de arquitetura Hernández Larguía-Newton (1937) foi construída em um entorno privilegiado, interpretado como a porta de entrada para a cidade — situação que será ainda mais enfatizada com a nova intervenção.
Para celebrar as constantes inovações da cidade em termos de arranha-céus imponentes, Orbitz ilustrou 20 dos exemplares mais icônicos da arquitetura de grande altura de Chicago.
Veja a seguir o conteúdo republicado da lista da Orbitz, acompanhado por uma linha do tempo interativa dos edifícios mais altos de Chicago.
Kate Wagner cresceu na zona rural da Carolina do Norte. Quando criança, sua mãe, que nunca frequentou a faculdade, trabalhou na fiambreria de um supermercado e, mais tarde, com cuidados infantis. Seu pai tinha um emprego público estável com aposentadoria garantida, e seu tempo no exército lhe garantiu os recursos e benefícios necessários para obter um diploma universitário. Wagner descreve sua origem econômica como tendo "um pé na classe trabalhadora e outro na classe média, sendo sempre uma negociação entre essas duas classes". Eles eram, diz ela, "apenas pessoas norte-americanas absolutamente comuns".
Uma ótima fotografia costuma ser tão importante quanto uma grande obra — às vezes, até mais. Das páginas de revistas impressas às galerias de publicações digitais e portfólios online, a fotografia de alta qualidade é crucial para profissionais da arquitetura contemporânea. No entanto, a variedade de opções de câmeras, equipamentos, acessórios e jargões técnicos (abertura, ISO, velocidade do obturador, etc.) pode ser estonteante, quando não intimidadora. O que fazer, então, quando a câmera do seu iPhone já não é suficiente?
Para garantir que tanto novos profissionais quanto especialistas da área consigam o clique perfeito, Eric Reinholdt detalha minuciosamente o equipamento fotográfico utilizado em sua própria prática neste vídeo de duas partes de 2016. O primeiro episódio no canal do arquiteto, escritor e fotógrafo, o 30X40 Workshop, deixa claro que sua preferência é por uma câmera digital SLR. A qualidade de imagem de mais de 20 megapixels, bem como a variedade de lentes de maior abertura com versatilidade adicional, são recursos cruciais para a impressão em grande formato e para a publicação digital. Canon e Nikon estão entre as marcas sugeridas por serem consolidadas no mercado e oferecerem um amplo catálogo de produtos, além de garantirem compatibilidade para futuros upgrades à medida que novos equipamentos são lançados.
Nesta ocasión, o Blog da Fundación Arquia, junto com a arquiteta Sabrina Gaudino Di Meo, nos traz uma conversa com a arquiteta Nerea Calvillo sobre como surge o projeto 'In the Air', um trabalho multidisciplinar que se articula entre a informação e a ecologia, no qual são visualizados os componentes do ar das cidades, com o objetivo de compreender o funcionamento de seus agentes microscópicos e as implicações que suas concentrações têm na navegação pela cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116805/transformar-a-partir-do-intangivel-o-projeto-in-the-airSabrina Gaudino Di Meo
A arquitetura da mesquita do futuro foi o tema de um seminário especial organizado pelo “Prêmio Abdullatif Al Fozan de Arquitetura de Mesquitas” (AFAMA) e pela “Biblioteca de Alexandria” na última quarta-feira, 25 de julho de 2018, em Alexandria, no Egito.
Além de anunciar o processo de indicação de mesquitas para o AFAMA, que se encerrará em setembro de 2018, a secretaria-geral apresentou os objetivos da premiação e os três principais projetos científicos do AFAMA: a “Mosqupedia”, o “portal e banco de dados AFAMA” e o próprio “prêmio”. O seminário abordou diferentes questões de projeto sobre as mesquitas do futuro, desde o conceito arquitetônico até estilos, tipologias, ornamentações e técnicas construtivas.
Considerada um dos materiais de construção mais nobres — e também uma das favoritas de muitos profissionais da arquitetura em todo o mundo —, a madeira oferece valor estético, estrutural e prático das maneiras mais versáteis. Por meio de diferentes técnicas, como o trabalho artesanal ou a pré-fabricação, a construção em madeira permanece relevante não apenas historicamente, mas também na vanguarda da arquitetura e do design (graças a novas tecnologias que expandiram suas possibilidades).
De pavilhões temporários a residências unifamiliares e edifícios institucionais de grande porte em múltiplos pavimentos, a madeira tem demonstrado seu valor no mesmo patamar de outros materiais estruturais, como o aço, o tijolo ou até mesmo o concreto. Esse protagonismo é especialmente evidente nos Estados Unidos, onde arquitetos e arquitetas de renome utilizam novas técnicas para aprimorar as soluções que o material pode oferecer. Além disso, novas regulamentações estão permitindo que esses(as) profissionais explorem ainda mais a diversidade e as possibilidades da construção em madeira.
Com o apoio do ThinkWood, reunimos 100 exemplos das melhores estruturas de madeira nos Estados Unidos.
Como arquitetos e arquitetas, costumamos usar um vocabulário de nicho que, às vezes, é desnecessariamente complexo e confuso para quem é de fora da área. Em 2015, reunimos uma lista desses termos, que iam de “tipologia” a “Blobitecture”. Desta vez, selecionamos 50 termos de planejamento urbano que podem ser um pouco menos familiares, mas são igualmente importantes.
De neologismos curiosos como “Boomburb” a siglas de sonoridade simpática como “YIMBY”, apresentamos a seguir um divertido glossário de A a Z do vocabulário do planejamento urbano que facilitará colaborações futuras.
Se você está lendo este texto, é provável que seja arquiteto/a ou que esteja namorando um/a. Caso pertença ao primeiro grupo, deixamos nossa homenagem a você e a todo o seu esforço. Mas, se faz parte do segundo, esta lista pode servir de lembrete sobre a sua sorte em estar com alguém que possui os talentos e características singulares da arquitetura — sem mencionar, claro, a possibilidade real de acabar morando em uma casa espetacular com o mobiliário mais incrível de todos.
Neste período de férias, uma nova turma de aspirantes à arquitetura se prepara para iniciar sua trajetória no design em escolas de arquitetura pelo mundo todo. Ingressar em um ambiente de ateliê pela primeira vez traz um conjunto empolgante de novos desafios criativos; contudo, esse fascinante universo da arquitetura muitas vezes pode ser difícil de prever para quem ainda vai começar a jornada, fazendo com que os/as novos/as estudantes se sintam despreparados/as e ansiosos/as no primeiro dia de aula.
Por ocasião da terceira edição do Workshop EA USS, do qual o ArchDaily é parceiro de mídia, Ernesto Silva, diretor da Escola de Arquitetura da Universidade San Sebastián, reflete sobre as origens desta iniciativa, que teve sua primeira edição em 2016 com a participação internacional de Juan Herreros e, um ano mais tarde, ao lado de Alberto Veiga, sócio fundador do Estudio Barozzi Veiga.
A ideia de realizar um workshop no Chile surgiu em 2015, durante um encontro com Juan Herreros. A princípio, parecia uma iniciativa extremamente difícil de concretizar, mas logo, e após a inclusão de Enrique Walker na conversa, a ideia começou a tomar forma. O projeto se concretizou em outubro de 2016 graças ao apoio e generosidade da Faculdade de Arquitetura da Universidade San Sebastián, quando Juan Herreros e Enrique Walker lideraram na EAUSS o primeiro workshop desta série: Correções Tipológicas.
O fotógrafo de arquitetura Iwan Baan celebra a obra de Balkrishna (B.V.) Doshi, laureado com o Prêmio Pritzker de 2018. Mais de um mês se passou desde que o júri do Pritzker selecionou o arquiteto indiano como o mais recente vencedor, e seu trabalho continua repercutindo amplamente na internet. Em diversos projetos na Índia, Baan captura a materialidade autêntica e a complexa experiência espacial intrínsecas ao trabalho de Doshi. O Instagram de Baan (@iwanbaan), que já conta com quase 120 mil seguidores, serve como seu “diário de viagem no iPhone”.
A música é uma importante conexão com a cultura. Além de ser uma fonte de entretenimento, é também um canal para comunicar ideias e expressar a criatividade de artistas. Com conteúdos românticos, sociais, políticos e históricos, cada peça musical desperta lembranças e sensações.
Embora atualmente exista uma infinidade de gêneros em comparação a algumas décadas atrás, a música nos permite viajar pelo mundo sem sair de casa, seja por meio de suas letras ou de suas imagens nos videoclipes. Por isso, elaboramos uma lista com 10 canções que não apenas trazem nomes de cidades em seus títulos, mas que, graças à sua lírica e estética visual, nos transportam para cada uma dessas localidades — que, sendo capitais ou não, transbordam magia em sua arquitetura e em suas ruas.
Qual processador escolher? Quantas placas de vídeo? Quanta memória RAM? Para profissionais de arquitetura, engenharia, engenharia civil, gerência de BIM e outras especialidades em CAD, navegar pelo mercado de estações de trabalho pode ser uma tarefa árdua, dificultada por equipes de vendas sem conhecimento técnico, informações imprecisas e outras armadilhas.
O ArchDaily tem o prazer de anunciar nossa parceria com a SPACE10 no lançamento de IMAGINE, uma temporada única de exploração sobre o admirável mundo novo da vida compartilhada. Você pode ouvir mais episódios deste podcast (produzido em colaboração com a Unsinkable Sam) no site da SPACE10.
Vista de un espacio colectivo en la actualidad. Image Cortesía de Ninoska Nazor
Nesta oportunidade, o Coletivo ARKRIT nos apresenta três hipóteses que poderiam dar estabilidade e sustentar a possível lógica liberal em que se inscreve o projeto Quinta Monroy, do escritório ELEMENTAL, diante da realidade atual vivida pelo conjunto de habitações de interesse social 15 anos após sua construção — o que abre a pergunta: teria este projeto de fato solucionado a desigualdade no Chile?
https://www.archdaily.com.br/pt/1116839/a-desigualdade-e-elemental-conjecturas-ideologicas-para-uma-critica-a-quinta-monroyFabián B. Di Giammarino
Para estudantes recém-ingressantes de arquitetura, a “banca”, “avaliação” ou “crítica” está longe de ser algo glorioso—soando mais como uma sentença de morte do que como uma sessão rotineira de feedback. O conceito, como Kathryn Anthony explora em DesignJuries on Trial: The Renaissance of the Design Studio, remonta à década de 1980, quando a École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, em Paris, tornou-se a primeira escola de arte e arquitetura a experimentar um formato que logo seria adotado por faculdades de arquitetura em todo o mundo. Embora algumas instituições tenham tomado medidas para flexibilizar as hierarquias tradicionais, outras continuam a reforçá-las, para o terror de estudantes do primeiro ano que não estão acostumados/as a passar por esse tipo de “julgamento”.
O que se pode fazer, então, para encarar com mais tranquilidade esse aspecto bastante desconfortável do ensino de arquitetura? Abaixo, apresentamos uma lista simples de recomendações práticas sobre o que fazer e o que evitar que podem ser de grande ajuda.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116847/como-sobreviver-a-sua-primeira-banca-na-faculdade-de-arquiteturaZoya Gul Hasan
Na década de 1920, o pintor holandês Piet Mondrian começou a produzir suas obras mais emblemáticas e estilizadas: telas estruturadas sobre uma malha preta irregular, pontuadas por planos dinâmicos nas três cores primárias (vermelho, amarelo e azul). Aparentemente desvinculado de elementos da realidade figurativa, o artista simplificou a linguagem de linhas e planos no que chamou de Neoplasticismo (Neo-Plasticism), explorando a dinâmica entre cor e forma. Embora suas pinturas de blocos de cores primárias tenham se tornado um marco do movimento De Stijl no início do século XX, os elementos abstratos de sua obra continuam, um século depois, a inspirar os/as arquitetos/as em todo o mundo.
Afinal, o que há na obra de Mondrian que tanto fascina pintores/as e designers, levando-os/as a transpor seus conceitos para a exploração do espaço?