
Nesta oportunidade, o Coletivo ARKRIT nos apresenta três hipóteses que poderiam dar estabilidade e sustentar a possível lógica liberal em que se inscreve o projeto Quinta Monroy, do escritório ELEMENTAL, diante da realidade atual vivida pelo conjunto de habitações de interesse social 15 anos após sua construção — o que abre a pergunta: teria este projeto de fato solucionado a desigualdade no Chile?
‘País de contrastes’ — pelo menos é o que sustenta o dito popular entre os chilenos. Um país onde a desigualdade de renda é uma das mais altas da OCDE, onde existem comunas (municípios) com mais de um milhão de habitantes que não têm hospital, onde as redes de farmácias fazem conluio para manipular os preços, onde há a maior quantidade de m² de shopping centers por pessoa na América Latina, onde um presidente em exercício declara que «a educação é um bem de consumo» — essa educação universitária com uma das mensalidades mais caras da OCDE, tanto que até a Presidenta do FMI admite serem necessárias reformas para trazer mais inclusão, equidade e coesão a um tecido social hiperdeteriorado pelo consumismo, pelo classismo e por tantos outros males.

