Johann David Steingruber foi um arquiteto e designer alemão com mais de 100 edifícios de sua autoria, incluindo diversas igrejas, prefeituras, escolas e até mesmo cervejarias. No entanto, ele é talvez mais conhecido hoje pelas detalhadas ilustrações de seu Alfabeto Arquitetônico de 1773, no qual converteu as letras em plantas para uma série de excêntricos palácios barrocos.
Concebido mais como um "trabalho de amor à arte" do que por qualquer razão prática, o livro de Steingruber é uma compilação de relações espaciais lúdicas e complexas, em que cada letra apresenta seu próprio conjunto de desafios únicos. Embora as letras naturalmente ofereçam formas mais complexas do que as que normalmente usaríamos em plantas, de algum modo os espaços fazem sentido. O estilo barroco das antecâmaras ovais, cúpulas e abóbadas é evidente não apenas nas plantas, mas também nas elevações.
O Centro de Documentação do Son Jarocho é um espaço cultural localizado na cidade de Jáltipan de Morelos que remonta a 1998. Sua antiga sede sofreu graves danos estruturais em decorrência dos terremotos de 2017 no México, os quais afetaram diversas regiões do país, levando as autoridades municipais a determinarem a necessidade de reconstrução do local.
Para viabilizar este projeto, foi necessária a participação de diferentes instituições e eventos que ajudaram a financiar a campanha. Um deles foi a iniciativa liderada pela cantora mexicana Natalia Lafourcade, intitulada "Un canto por México", em Anaheim, Califórnia.
Há algo de incrivelmente fascinante em mapas 3D que desperta o desejo de percorrer ruas e rios com os dedos, navegando pela paisagem urbana. Quase como curvas de nível, os mapas minimalistas da CityWood são construídos a partir de camadas de compensado, cortadas a laser com precisão de um centésimo de milímetro e montadas à mão para garantir um acabamento de alta qualidade.
A mostra dedicada a Mario Merz (Milão, 1925-2003) exibe, pela primeira vez, a maior reunião e interação de iglus vindos de diversas coleções privadas e museus, com o objetivo de destacar a profunda exploração entre a humanidade e a natureza proposta pela Arte Povera – movimento artístico que surgiu na Itália na segunda metade da década de 1960, batizado por Germano Celant (historiador da arte, crítico e diretor artístico da Fondazione Prada desde 1993) –, no qual se destaca o uso de materiais simples e geralmente não industriais que, com o passar do tempo, se deterioram e, consequentemente, transformam a obra de maneira natural.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencionada, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e a vida urbana de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, dentro de sua ampla produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são os protagonistas das cenas.
E se aquilo que transformou o BIG no “BIG” fosse subitamente retirado justamente no ápice de seu potencial? Essa é a questão central trazida pelo trailer de “BIG TIME”, documentário do diretor Kaspar Astrup Schrøder que sugere que Bjarke Ingels estaria enfrentando sérios problemas de saúde.
O documentário de Schrøder destaca a trajetória de altos e baixos de Bjarke Ingels, fundador do BIG (Bjarke Ingels Group), nos últimos anos. Este vislumbre dos bastidores sobre o que significa ser um dos arquitetos mais influentes do mundo propõe um questionamento a quem deseja remodelar o planeta por meio do design: como lidar com a responsabilidade de projetar o futuro desejado?
O arquiteto Antonio Miranda, do Coletivo ARKRIT, nos convida a refletir em seu artigo contra o subjetivismo romântico na crítica, apresentando um exemplo simples em defesa da crítica objetiva do objeto, que nos fala de maneira muito mais honesta e sincera do que o/a próprio/a autor/a da obra. Ele coloca à prova essa afirmação ao comparar dois edifícios famosos da Plaza España, em Madri: o Edificio España e a Torre de Madrid.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117050/falsas-criticas-edificio-espanha-versus-torre-de-madriAntonio Miranda
Quando os gregos esculpiram degraus de pedra na encosta de uma colina, o objetivo era criar uma área de assentos onde as pessoas pudessem descansar e ter uma vista excelente do palco no centro do anfiteatro. Mais de dois milênios depois, esses objetivos ainda são fundamentais para os princípios de projeto de estádios; no entanto, com um alcance global cada vez maior e a necessidade de múltiplos usos, os critérios para o que define uma arena de sucesso estão em constante evolução. Enquanto você se prepara para assistir à Copa do Mundo de 2018, sediada na Rússia, confira esta lista de projetos notáveis de estádios na história das Copas que influenciaram a evolução da arquitetura esportiva.
Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.
A Fundação Bancária “la Caixa” apresentou recentemente o projeto do CaixaForum Valência, proposta a cargo de Enric Ruiz-Geli e seu escritório Cloud 9. O nono espaço cultural da fundação na Espanha será implantado no interior do Ágora, na Cidade das Artes e das Ciências, obra projetada por Santiago Calatrava.
O CaixaForum Valência terá uma área de 6.500 metros quadrados, abrigando duas salas de exposição, um auditório com 300 assentos, duas salas multiuso, um bar-restaurante, uma loja-livraria e um espaço familiar e educativo CaixaForum Família, além de espaços para recepção, escritórios, depósitos e zonas técnicas.
Desta vez, apresentamos a proposta do MIAS Architects, escritório liderado por Josep Miàs, uma das nove firmas convidadas pela fundação a participar do concurso. "O novo CaixaForum [deve] integrar-se de maneira explícita ao edifício Ágora, estabelecendo uma relação não apenas volumétrica, mas também de percepção entre ambos os edifícios", aponta a equipe de autoria do projeto.
Não é segredo que, em muitas regiões, a integração entre áreas internas e externas se torna ainda melhor com a transição do verão para o outono. Os insetos desaparecem, a umidade diminui e as noites mais frescas pedem o aconchego de uma lareira ou fogueira. A seguir, apresentamos cinco de nossos espaços integrados favoritos para o outono de 2018.
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Vista noturna da Europa Ocidental: Inglaterra (canto superior direito), Paris (cidade brilhante perto do centro da imagem) e Bélgica e Holanda (centro-direito do quadro). Imagem cortesia da Earth Science and Remote Sensing Unit, NASA Johnson Space Center
Imagens de satélite da Terra à noite resultam em fotos fascinantes e belas. No entanto, elas também nos confrontam com uma forma crescente de poluição. Por que desperdiçamos tanta energia para iluminar o espaço sideral quando só precisamos de luz no chão? Dados de satélite de alta resolução agora oferecem análises detalhadas sobre como os seres humanos têm moldado a noite, e esses sistemas de observação da Terra estão prestes a reformular nosso planejamento urbano. Eles podem se tornar parte integrante do desenvolvimento e controle de projetos, já que muitos fenômenos ecológicos, políticos e sociais peculiares se tornam evidentes com um olhar mais atento às imagens noturnas do nosso planeta.
Plastic Island. Imagem cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Kanye West é, segundo o próprio Kanye West, um homem transformado. Após meses nas manchetes por conta de suas visões políticas excêntricas, ele declarou na quarta-feira que “meus olhos agora estão bem abertos e percebo que fui usado para espalhar mensagens nas quais não acredito. Estou me afastando da política e me concentrando totalmente em ser criativo!!!”
Embora isso muito provavelmente signifique um retorno à sua carreira musical, a declaração também pode indicar um interesse renovado em seus projetos de design. O interesse do rapper pela arquitetura está longe de ser passageiro; ele já colaborou com arquitetos e arquitetas de renome, como Jacques Herzog e Rem Koolhaas, e declarou em várias ocasiões seu desejo de que tudo seja “arquitetado”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116993/esta-semana-na-arquitetura-um-pouco-menos-de-conversaKatherine Allen
O renomado arquiteto espanhol Sáenz de Oiza [1918 - 2000] era um ciclista fervoroso. Como ele próprio confessava, sua vida mudou completamente após se mudar com a família de Navarra para Madri para iniciar seus estudos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri [E.T.S.A.M.], em meio a uma Espanha em efervescência política e social após o estopim da guerra civil em 1936. Com a morte de seu pai em 1938, coube a ele, de certa forma, o sustento da família. Essas lembranças e as dificuldades emocionais e financeiras de seus primeiros anos fizeram com que, após seu posterior sucesso como arquiteto, ele gastasse parte do patrimônio acumulado em caprichos materiais dos quais não pôde desfrutar na juventude: carros de luxo ou bicicletas, as quais gostava de colecionar.
Outra lembrança curiosa do arquiteto remete ao momento em que, após disputar uma corrida espontânea com um ciclista desconhecido no trajeto de volta de La Granja a Madri, o outro lhe perguntou na altura de Puerta de Hierro: “Escuta... Em que equipe você corre?”. Acabou-se descobrindo que o oponente misterioso era ninguém menos que Federico Ezquerra, um lendário ciclista basco. Aquele deve ter sido um momento muito gratificante para ele.
Com o encerramento do Burning Man 2018, alguns dos momentos e registros mais marcantes do festival começam a repercutir na mídia. Entre os destaques mais memoráveis está a instalação "Orb", uma esfera flutuante concebida de forma proporcional à própria Terra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117035/a-melhor-instalacao-do-burning-man-2018-a-grande-esfera-orb-de-bjarke-ingels-e-a-mais-memoravelKatherine Allen
A história do desenvolvimento da habitação de massa na Rússia pode ser dividida em vários períodos distintos, cada um caracterizado por um tipo específico de edifício residencial. Essas edificações revelam o estilo de vida, o nível de conforto, o custo de construção e os traços distintivos que eram priorizados em cada década. Cada nova etapa trouxe seus próprios experimentos e conquistas, que em conjunto constituem um legado de lições, descobertas e experiências fundamentais para a compreensão do caráter específico da habitação padronizada russa.
O Bairro Cívico em Boca Sur, projetado por Smiljan Radic, funciona como um suporte para programas públicos, incluindo em seu interior a Quarta Companhia de Bombeiros de San Pedro de la Paz, salas multiuso, uma faixa de pequenos estabelecimentos comerciais, uma biblioteca, uma passarela que serve como arquibancada sobre a quadra, uma torre de alarme com relógio, áreas de areia, árvores, entre outros elementos.
Inserido no programa de desenvolvimento comunitário ‘Quiero Mi Barrio’ (2008), o projeto buscou revitalizar espaços deteriorados e de grande vulnerabilidade, abordando a relação entre o contexto imediato e as situações que nele acontecem. Com esse objetivo em mente, o processo de projeto foi alimentado por reuniões de trabalho e por um diálogo permanente com a comunidade.
Os grandes nomes da arquitetura colombiana no século XX destacaram-se por um interesse genuíno pelo tijolo. A tal ponto que, hoje, suas principais cidades são marcadas pelo uso do tijolo em seus principais bairros.
Convidamos você a conhecer obras projetadas e construídas em tijolo no país sul-americano (e lembre-se de que elas estão disponíveis em esta pasta pública no MyArchDaily).
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação de 20 escolas de arquitetura distribuídas por 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
São projetos de todo o país e de diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
A seguir, apresentamos os projetos premiados do terceiro ano:
Localizado no setor leste da cidade, o antigo Parque Intercomunal de La Reina ocupa o posto de segundo maior parque urbano de Santiago — atrás apenas do Parque Metropolitano —, com uma área total de aproximadamente 500.000 metros quadrados.
O projeto atende ao desejo de criar áreas verdes por parte da Junta de Prefeitos de Providencia, Las Condes e La Reina, constituída em 1967, que adquiriu parte da propriedade Santa Rosa de lo Coo para implantar a área verde. Hoje, o espaço é considerado um importante pulmão verde para Santiago, oferecendo um cenário diversificado para o encontro de seus habitantes.
Bogotá é amplamente conhecida por abrigar diversos mercados públicos, que acolhem não apenas a venda de produtos de origem animal, grãos, frutas e verduras, mas que também constituem, em seu próprio espaço, uma representação da cultura colombiana.
Trata-se de espaços tradicionais cujo crescimento acompanhou o aumento da população, sofrendo, assim, transformações no âmbito espacial. Para os moradores locais, representam o lugar ideal para fazer compras e, para turistas, uma atração onde é possível degustar a ampla oferta de sabores, aromas e texturas típicos da Colômbia.
Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
Barcelona é uma cidade ideal, com uma surpreendente e extensa oferta cultural, bairros coloridos e cheios de vida, quilômetros de praias e um clima idílico durante o ano todo. Contudo, sem dúvida alguma, é a sua arquitetura que se torna uma visita obrigatória tanto para visitantes quanto para moradores: a Sagrada Família, o Parque Güell ou a Casa Milà são alguns dos exemplos arquitetônicos mais conhecidos e, portanto, os mais visitados pelos turistas que chegam diariamente a esta magnífica cidade.
Embora seja cada vez maior o interesse em conhecer a arquitetura que se esconde por trás dos grandes ícones e símbolos arquitetônicos da cidade, muitos turistas deixam de visitar ou simplesmente desconhecem obras contemporâneas brilhantes. É o caso do Museu Can Framis, do arquiteto Jordi Badia, ou da recente restauração da Sala Beckett, desenvolvida pela equipe de arquitetura do Flores i Prats, que obteve uma menção do júri no recente Prêmio de Arquitetura Espanhola 2017.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116982/explore-os-tesouros-arquitetonicos-ocultos-de-barcelona-nestas-rotas-guiadas-por-arquitetos-e-arquitetasJavier García Librero