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Entre algoritmos e saberes ancestrais: expandindo o conceito de inteligência arquitetônica

A presença da inteligência artificial (IA) na arquitetura não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade concreta que transforma radicalmente o modo de projetar. Em questão de segundos, sistemas computacionais são capazes de processar e validar múltiplas variáveis — formais, programáticas, contextuais, normativas — conduzindo arquitetos a soluções altamente otimizadas. Contudo, enquanto celebramos essa revolução algorítmica, emerge uma inquietação crítica: será que a inteligência arquitetônica pode ser limitada a uma operação lógica de dados? Em resposta, ganham força abordagens que revalorizam modos de construir baseados na experiência sensível, na adaptação ao território e na transmissão intergeracional de conhecimento. Nesse diálogo entre inteligências artificiais e ancestrais, emerge uma compreensão mais profunda. A verdadeira inteligência não reside nas ferramentas em si, mas na intencionalidade e na sensibilidade com que as utilizamos para responder às complexidades do contexto.

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A arquitetura como ferramenta para a inovação social: design centrado no ser humano para combater a solidão

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A arquitetura detém um poder que vai além da criação de edifícios — trata-se de uma prática que molda a maneira como as pessoas vivem, interagem e prosperam em suas comunidades. Ela também pode funcionar como uma ferramenta de inovação social. A partir da compreensão de processos centrados no ser humano, do design participativo e das ciências sociais, profissionais da área conseguem abordar desafios societários como a solidão, a desigualdade e a saúde pública, transformando espaços em vetores de equidade social e engajamento. O papel da arquitetura na definição do futuro das comunidades responde diretamente às necessidades humanas e à promoção de transformações sociais ativas.

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Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero

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Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.

Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.

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Harmonia através de vozes globais e futuros materiais na ICFF 2025

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A ICFF retorna ao Javits Center de Nova York de 18 a 20 de maio deste ano com um senso de propósito renovado e uma perspectiva global. Sob o tema de 2025, 'Designing in Harmony' (Projetando em Harmonia), a feira se propõe a explorar como o design pode construir pontes — entre materiais e métodos, culturas e climas, passado e futuro.

Em uma época na qual o equilíbrio parece difícil de alcançar, a ICFF busca criá-lo por meio de uma curadoria de mobiliário, iluminação, objetos e debates sobre regeneração, resiliência e colaboração, apresentados como diretrizes práticas. A Architonic conversou com as diretoras de marca da ICFF, Odile Hainaut e Claire Pijoulat, antes da feira, para detalhar essa linha condutora e antecipar o que mais esperar do evento.

Da floresta à estrutura: LEVER Architecture sobre design regenerativo e fornecimento de materiais

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Há um interesse renovado em como o alimento é produzido e em como sua criação afeta o bem-estar tanto da terra quanto das comunidades que ela sustenta. Uma mudança semelhante está ocorrendo na arquitetura, onde a cultura material surge como a espinha dorsal da inovação em design. A LEVER Architecture exemplifica esse movimento com seu modelo pioneiro "forest-to-frame" (da floresta à estrutura), uma abordagem que reimagina a arquitetura não como um processo extrativista, mas como uma força regenerativa com impactos positivos que se estendem muito além dos limites de qualquer canteiro de obras individual.

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Sente-se com as melhores cadeiras assinadas por arquitetos da Buildner

A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da terceira edição anual do seu concurso The Architect's Chair, que recebeu propostas excelentes de todas as partes do mundo. A Buildner publicou dois livros sobre o tema, destacando ideias fundamentais e projetos de destaque de suas edições anteriores. Com as inscrições já abertas, convidamos você a compartilhar sua visão da cadeira ideal até o dia 18 de setembro — envie sua proposta aqui.

O design de cadeiras exemplifica a natureza interdisciplinar da arquitetura, demonstrando a capacidade de arquitetos e arquitetas de adaptar habilidades e sensibilidades em diferentes escalas e contextos, atenuando as fronteiras entre arquitetura, design e arte. Essa versatilidade permite que esses e essas profissionais explorem novas ideias e desafiem noções convencionais sobre a estética, os materiais e a tecnologia das cadeiras.

Novas narrativas: mulheres jovens na arquitetura brasileira e o papel da comunicação

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A arquitetura se constitui tanto na materialidade dos espaços quanto na forma como é percebida, discutida e registrada. O discurso arquitetônico, suas mediações e representações são partes inseparáveis do ato de projetar, pois definem o alcance e a permanência da obra no tempo.

A partir dessa compreensão, a Vestigare Agency surge como uma agência de mídias sociais direcionada para arquitetura e design, mas também como um espaço de curadoria arquitetônica e uma ponte entre arquitetos e um público mais amplo. A plataforma, criada e liderada por Luiza Giurni, se estabelece como uma nova instância de comunicação na arquitetura contemporânea e destaca, entre suas parcerias, uma construção coletiva estabelecida a partir da colaboração com arquitetas mulheres.

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Três continentes, uma missão: repensando o futuro das cidades com o Norman Foster Institute

O programa de mestrado em Cidades Sustentáveis combina experiência prática com reflexões acadêmicas da rede global de especialistas da Norman Foster Foundation. Codirigido por Norman Foster, presidente da fundação, e pelo professor Kent Larson, diretor do City Science Group no MIT Media Lab, o programa coloca estudantes na vanguarda da inovação urbana. A cada ano, estudantes vivenciam uma imersão em três cidades-piloto, colaborando diretamente com planejadores/as e gestores/as locais para enfrentar desafios urbanos urgentes.

Após o sucesso das cidades-piloto deste ano na África, a edição de 2026 do programa expande seus horizontes geográficos para abranger três continentes: Ásia, Europa e América Latina. As cidades-piloto serão anunciadas nos próximos meses.

Projetando para as Artes Cênicas: A Arquitetura como Palco para a Experiência

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Teatros, salas de concerto e casas de ópera são muito mais do que simples locais de apresentação — constituem ambientes meticulosamente orquestrados onde arquitetura, tecnologia e emoção humana convergem. Ao contrário de edifícios convencionais, esses espaços precisam acomodar uma interação dinâmica entre acústica, linhas de visão, engenharia de palco e engajamento do público, mantendo ao mesmo tempo uma identidade arquitetônica capaz de ressoar tanto com os artistas quanto com o público. Seja no acolhimento imersivo de uma sala de concerto em estilo "vinhedo" (vineyard) ou na imponência de um palco italiano, cada decisão de projeto molda a maneira como as apresentações são vivenciadas e lembradas.

A publicação recente SET PIECES: Architecture for the Performing Arts in Fifteen Fragments , do escritório Diamond Schmitt Architects, explora essas complexidades por meio de estudos de caso e reflexões. Inspirado nessas perspectivas, este artigo examina considerações fundamentais de projeto para espaços de apresentação, desde a engenharia acústica até o papel em evolução dos teatros na vida urbana.

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Celebrando visões ousadas para sítios históricos — Vencedores do Concurso Peja da Buildner

Buildner, em parceria com a Collective Action for Culture (C.A.C), a Prefeitura de Peja e o Ministério da Cultura do Kosovo, divulgou os resultados do concurso Peja Culture Pavilion – um concurso internacional de arquitetura que convidou arquitetos/as e designers a reimaginar um local de grande relevância histórica no coração de Peja, no Kosovo.

O concurso buscou propostas de projeto inovadoras e respeitosas que revitalizassem uma praça urbana negligenciada, que tem como ponto central uma fonte de água do século XV. Solicitou-se aos/às participantes que integrassem esse elemento do patrimônio cultural a um pavilhão multifuncional que pudesse servir de espaço para apresentações, reflexão, encontros e celebrações.

Silêncio compartilhado, diálogos vibrantes: estratégias de design para espaços negligenciados no ambiente de trabalho

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Qual é o sentido do espaço arquitetônico se ele não for usado e vivenciado? Essa reflexão ampla toca no propósito essencial e na sustentabilidade da própria arquitetura. Trata-se de uma questão que talvez seja ainda mais relevante hoje para escritórios que correm o risco de ficarem vazios em uma era de trabalho remoto e híbrido. Diante disso, um desafio fundamental para o design contemporâneo é aprimorar o ambiente de trabalho de modo a incentivar a presença física das pessoas.

Aprender, Criar e Conectar: Uma Jornada Educacional Abrangente na Yacademy

Como o primeiro instituto de pós-graduação em ensino de arquitetura nascido de conexões com algumas das figuras mais influentes do design contemporâneo, a Yacademy oferece a quem passa por suas portas a chance de crescer — tanto profissional quanto pessoalmente. Aqui, jovens profissionais da arquitetura vivenciam uma jornada abrangente projetada para aprimorar suas habilidades, aguçar sua sensibilidade e cultivar relações significativas. Um pilar dessa jornada é o workshop de construção.

As cicatrizes da COVID-19 nos espaços coletivos

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Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.

Reimaginando espaços de escritório com cabines como ferramentas de adaptação

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O trabalho sempre evoluiu, adaptando-se às ferramentas, tecnologias e estruturas sociais de sua época. Nas primeiras sociedades humanas, a sobrevivência básica era a força motriz do trabalho, com caçadores-coletores dividindo tarefas essenciais para atender às necessidades mais elementares. A Revolução Agrícola marcou um ponto de inflexão, introduzindo assentamentos permanentes e a especialização, o que levou ao surgimento da divisão do trabalho nas civilizações antigas. Com o passar do tempo, a Idade Média viu o surgimento do sistema feudal, enquanto o comércio e as corporações de ofício lançaram as bases para uma mudança monumental: a Revolução Industrial. Essa era transformou o trabalho de uma produção artesanal e doméstica em sistemas de manufatura centralizados e em grande escala.

Antes da industrialização, muitas pessoas prestavam serviços a partir de suas próprias casas. No entanto, à medida que as fábricas cresceram, a força de trabalho centralizou-se, transformando a relação entre profissionais e o local de trabalho. A ascensão do setor de serviços e das corporações modernas deu origem a espaços de escritório que eram frequentemente rígidos e compartimentados, como as icônicas baias do século XX. Hoje, à medida que o trabalho se torna cada vez mais digital e descentralizado, os escritórios se transformam novamente. Layouts abertos, zonas especializadas e cabines modulares (pods) estão substituindo configurações estáticas, promovendo flexibilidade, foco, colaboração e bem-estar. Mas de que forma as inovações nos ambientes de trabalho modernos respondem às demandas de profissionais de hoje?

O Jardim Secreto: Um refúgio sereno no coração da Casa Gessi Milano

Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.

De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear

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Por meio de seus projetos não construídos, obras executadas e pesquisas, as ideias de Amancio Williams surgem como resultado de uma profunda compreensão das tendências mais avançadas de seu tempo, refletindo sobre o projeto de arquitetura, o urbanismo e o planejamento urbano. Ao explorar diversos temas, conceitos e até mesmo materiais, ele busca criar um universo pessoal que interpreta o presente com um olhar voltado para o futuro, ao mesmo tempo internacional e marcadamente argentino. Sua proposta "La ciudad que necesita la humanidad" apresenta edifícios lineares e em camadas suspensos a 30 metros do solo, incorporando desde espaços de escritórios até vias e trens magnéticos em diferentes níveis de uma única estrutura. O arquivo de Amancio Williams no Canadian Centre for Architecture (CCA), em Montreal, documenta sua carreira como arquiteto e designer desde a década de 1940 até o final dos anos 1980. O acervo registra sua produção em mais de 80 projetos de arquitetura, urbanismo e design, bem como a administração de seu escritório de arquitetura e suas atividades profissionais. Composto por desenhos e esboços, maquetes de apresentação, registros fotográficos — incluindo fotos de maquetes, obras concluídas, imagens de referência, reproduções fotográficas de plantas e fotos de canteiros de obras —, o arquivo está disponível para consulta, oferecendo mais detalhes.

De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear - Image 1 of 4De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear - Image 2 of 4De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear - Image 3 of 4De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear - Image 4 of 4De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear - Mais Imagens+ 5

Uma alma escandinava em uma metrópole mexicana: a visão da BoConcept para o Riga Bosques

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Quando as sementes que floresceriam na BoConcept foram plantadas pelos marceneiros Tage Mølholm e Jens Ærthøj na pequena cidade dinamarquesa de Herning, em 1947, seus fundadores dificilmente poderiam prever que a recém-criada empresa de mobiliário se tornaria, com o tempo, uma líder global em design escandinavo contemporâneo.

E, de fato, foi o que aconteceu. Atualmente, a BoConcept opera 300 lojas exclusivas em mais de 65 países, e muitas de suas peças – da minimalista, orgânica e ergonômica cadeira Adelaide, desenhada por Henrik Pedersen, à mesa de jantar Santiago com tampo de cerâmica e traços clássicos, de Morten Georgsen – tornaram-se referências tanto para profissionais de design de interiores quanto para consumidores atentos à estética. Seu alcance global é respaldado por franqueados dedicados, como Carlos Salamonovitz, que recentemente trouxe a visão da BoConcept para um novo projeto residencial na Cidade do México.

Vagas em Guangzhou | O-office Architects: Arquiteto/a de Projeto, Arquiteto/a, Arquiteto/a Assistente, Especialista em Mídia e Pesquisa, Estagiário/a

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Fundado em Guangzhou em 2007 por He Jianxiang e Jiang Ying, o escritório O-office Architects (源计划建筑师事务所) busca, por meio de uma prática projetual baseada em pesquisa, construir um novo discurso espacial que conecte o crescimento acelerado e a cultura regional. Mantendo o rigor e a contenção profissional, o escritório persegue a essência do espaço interior e da vida urbana, amplamente perdidos na atualidade. O O-office compreende o projeto de arquitetura como uma construção e uma jornada dentro de uma urbanização difusa, buscando estabelecer um conjunto de estratégias integradas que transitam por diferentes escalas e disciplinas. A preservação da história e da memória urbana no Delta do Rio das Pérolas, aliada à investigação sobre novas formas de habitação urbana, constituem o foco recente de projeto e pesquisa do escritório. A prática regional singular do O-office tem atraído ampla atenção da mídia especializada nacional e internacional, com obras e ensaios publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como The Architecture Review (Reino Unido), Architectural Record (EUA), L'Architecture d'Aujourd'hui (França), CASABELLA (Itália) e Architectural Journal (China), além de diversas publicações internacionais dedicadas ao estudo e a estudos de caso da arquitetura contemporânea chinesa.

Os projetos do O-office receberam inúmeros prêmios nacionais e internacionais de arquitetura e design, destacando-se a indicação do Museu de Fotografia de Lianzhou como um dos três finalistas do Prêmio Internacional RIBA (RIBA International Prize) de 2024, concedido pelo Royal Institute of British Architects. Além disso, o portfólio de reconhecimentos do escritório inclui a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia) em 2020 e 2022, o Prêmio Internacional de Excelência do RIBA em 2021 (RIBA International Award for Excellence), o Prêmio de Arquitetura de Cidade Humanista Sanlian em 2020, uma menção honrosa (Highly Recommended) no prêmio New into Old de 2017 da revista The Architecture Review, e a indicação ao Prêmio Suíço de Arquitetura BSI em 2016. Em 2015, o escritório foi nomeado pela revista norte-americana Architectural Record como uma das dez principais firmas de arquitetura de vanguarda do mundo (Design Vanguard) e, em 2020, foi eleito pela prestigiosa revista domus como um dos 50 melhores escritórios de arquitetura do mundo.

Entre as obras concluídas do O-office, destacam-se o Centro de Artes e Esportes da Escola Secundária Hongling em Shenzhen, a Escola Experimental Hongling, a Plantação de Chá de Duichuan em Gaoming (Foshan), a Comunidade Artística iD Town em Shenzhen, o Colégio Mingde em Shenzhen, o Museu de Fotografia de Lianzhou, além de uma série de projetos de pesquisa e prática em habitação coletiva desenvolvidos em parceria com a Vanke (como o complexo residencial Songshan Lake, os apartamentos Base Bo Yu em Guangzhou e a Comunidade Criativa de Tianhe). Destacam-se também os centros culturais desenvolvidos em colaboração com a Fundação Cultural e Artística EMGdotART em Guangzhou, Pequim e Xangai, bem como o Pavilhão Palazzo Zen em Veneza, Itália, concluído em 2014. Atualmente, os projetos em andamento incluem o complexo integrado do corpo de bombeiros e terminal de ônibus de Dongjiao em Liwan (Guangzhou), centros de arte rural em Linhai (Zhejiang) e Kaiping (Guangdong), e a renovação da Escola Primária de Langtou em Huadu (Guangzhou).

Escritórios de arquitetura no Porto pelas lentes de Marc Goodwin

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O legado arquitetônico do Porto é moldado há muito pelo peso da história e pela clareza da forma. Da obra de Álvaro Siza à densa rede de escritórios que emergem das escolas da cidade, o Porto oferece uma mistura única de continuidade e reinvenção. Aqui, a arquitetura não é apenas uma questão de projeto, mas muitas vezes de resistência — de trabalhar sob restrições, desenhar com precisão e navegar por um ambiente construído marcado pela permanência e pela aversão ao espetáculo.

No entanto, diante desse contexto persistente, uma nova geração de profissionais da arquitetura vem redefinindo o campo com discreta determinação. Frequentemente atuando em espaços compartilhados, esses escritórios equilibram autonomia com colaboração, além de um detalhamento meticuloso com preocupações urbanas mais amplas. Seus estúdios costumam refletir esse ethos: modestos em escala, definidos pelo reuso adaptativo e enraizados na realidade material da cidade. Nesses espaços de trabalho, a arquitetura se desdobra como um processo — às vezes especulativo, às vezes pragmático —, mas sempre reflexivo de uma prática profundamente local e cada vez mais global.

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Insights da Comissão de Arquitetura e Design da Arábia Saudita e da Iniciativa Designathon

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Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globais e prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.

Vencedores do Desafio de Habitação com Escada Única de Denver revelados pela Buildner

A Buildner divulgou os resultados do seu Denver Single Stair Housing Challenge, um concurso internacional de projeto que convidou profissionais de arquitetura, design e planejamento urbano a explorar soluções inovadoras para a habitação multifamiliar de alta densidade. Os/as participantes tiveram como tarefa reimaginar a tipologia comum de blocos com acesso por ponto único (point access block) — frequentemente caracterizada por circulação vertical concentrada em um núcleo compacto — e transformá-la em um ambiente residencial mais sustentável, voltado para a comunidade e adaptável. Embora o concurso tenha focado em terrenos em Denver, Colorado, suas discussões são relevantes para contextos urbanos em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo.

A Economia da Verticalização na Índia: Abordando a Densidade e a Dispersão Urbana

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A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.

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Realismo de alto nível: Renderização cinematográfica impulsionada por Path Tracing em tempo real

A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.

Impulsionando uma nova era de colaboração em design com as ferramentas da BoConcept

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As origens modestas da BoConcept – empresa de mobiliário fundada em 1947 pelos jovens marceneiros Jens Ærthøj e Tage Mølholm na pacata cidade de Herning, na Jutlândia – contrastam fortemente com sua posição como um ícone do design dinamarquês. Ao resgatar e refinar os pilares da tradição, simplicidade, marcenaria artesanal, funcionalidade e qualidade ao longo de 70 anos, a marca tornou-se o nome de mobiliário dinamarquês mais reconhecido globalmente. Esse sucesso se materializa em peças atemporais como a poltrona Imola, de estilo mid-century (inspirada na forma de uma bola de tênis desconstruída), e no minimalismo acolhedor de seu sofá Bellagio – sem mencionar a presença de mais de 300 lojas em mais de 65 países.

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