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Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana

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A cada mês de junho, a cidade espanhola de Logroño se transforma em um espaço de diálogo arquitetônico, abrindo suas ruas, praças, margens de rios e rotatórias para estruturas temporárias que redefinem como as cidades são habitadas. Ao longo de dez edições, o Concéntrico tem funcionado não como uma feira especializada ou uma bienal de arquitetura, mas sim como um museu portátil — um gesto curatorial que leva uma coleção dispersa de arquitetura contemporânea para o espaço público. Situado em uma cidade suspensa entre planícies áridas e montanhas distantes, longe dos circuitos das capitais e das grandes instituições culturais, o Concéntrico se apresenta como uma promessa temporária. É um lembrete de que mesmo cidades frequentemente negligenciadas podem acolher uma arquitetura atual, diversa e especulativa. Nesse sentido, o festival trata menos de celebração e mais de ativação.

Contudo, para além de sua lógica curatorial, o Concéntrico opera como uma estrutura política. No sentido clássico da polis, o festival convida cidadãos/ãs, arquitetos/as e instituições a reavaliarem o que o espaço público pode ser. As intervenções oferecem propostas especulativas para a vida urbana que revelam o que falta, o que é possível e o que deve ser questionado. Uma piscina temporária sobre uma fonte, uma casa de banho em uma rotatória ou uma refeição compartilhada em uma grande avenida não são meros gestos espaciais — são manifestações políticas que questionam como a infraestrutura urbana pode ser redirecionada do controle para o cuidado, da eficiência para o encontro. Dessa forma, o festival torna-se não apenas um reflexo da cidade, mas um instrumento para sua transformação.

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Vozes do ArchDaily: Romullo Baratto

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A trajetória de Romullo Baratto na arquitetura começou cedo, influenciada por um ambiente familiar imerso na prática da engenharia e da arquitetura. Crescendo cercado de plantas e maquetes, ele desenvolveu um apreço fundamental pelos aspectos técnicos e criativos do ambiente construído. Embora seu percurso acadêmico o tenha levado a explorar o cinema e a escrita em paralelo à arquitetura, esses interesses multidisciplinares convergiram naturalmente para o trabalho editorial. Tendo começado como tradutor freelancer para o ArchDaily, a sintonia de Romullo com a missão da plataforma o levou a ingressar como Editor do site brasileiro, onde conduziu a publicação a se tornar o primeiro veículo de comunicação a receber o prestigiado Prêmio FNA.

Atualmente Editor-Chefe no ArchDaily Global, Romullo lidera iniciativas de destaque como o Building of the Year Awards, o ArchDaily New Practices e o ArchDaily Topics. Ele aborda o trabalho editorial com o compromisso de destacar projetos e narrativas que ofereçam novas perspectivas e provoquem discussões profundas—evitando a mera busca por tendências passageiras em favor de uma narrativa crítica e repleta de nuances que aprofunde o entendimento profissional.

Quando os/as arquitetos/as projetam o tempo: Tadao Ando e o significado da juventude

Tadao Ando uniu forças com a Cauny para desenhar o mais recente relógio da série The Architects of Time. Trata-se de uma coleção de relógios desenhada por alguns dos principais nomes da arquitetura de nosso tempo—uma iniciativa que a marca quase centenária lançou em 2019 com ninguém menos que Álvaro Siza. De lá para cá, a coleção provou ser uma verdadeira consagração de laureados pelo Prêmio Pritzker: Siza, Rafael Moneo, Eduardo Souto de Moura e, este ano, Tadao Ando.

Sala dentro de sala: espaços acústicos que se adaptam às necessidades contemporâneas

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Os ambientes de trabalho e de aprendizado passaram por profundas transformações nas últimas décadas. Nos escritórios, as estações de trabalho fechadas e as salas compartimentadas deram lugar a layouts abertos e colaborativos. Em escolas e universidades, as salas de aula tradicionais, com configurações rígidas, lousas e fileiras de carteiras, foram substituídas por espaços mais dinâmicos, flexíveis e interativos. Em ambos os contextos, o objetivo era incentivar a integração, a criatividade e a troca constante. No entanto, essa abertura também trouxe novos desafios: o aumento das distrações, a sobrecarga sensorial e a dificuldade de encontrar momentos de foco ou introspecção. Quanto mais removemos barreiras em prol da fluidez e da colaboração, mais essencial se torna oferecer momentos de quietude, intimidade e equilíbrio sensorial para quem precisa se autorregular. O desafio é tanto espacial quanto psicológico, levantando uma questão fundamental para a arquitetura: como podemos apoiar a conexão e o recolhimento, a atividade e o silêncio, ao mesmo tempo?

Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry

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No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.

Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.

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Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental

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À medida que os países da África se libertavam do colonialismo em meados do século XX, muitos expressaram suas identidades independentes por meio da arquitetura. Esse processo continua várias décadas depois, exemplificado por diversos novos museus na África Ocidental, recém-concluídos ou em fase de planejamento. Embora variem em propósito e forma, essas instituições compartilham objetivos comuns: responder à necessidade de restituição de inúmeros artefatos saqueados durante o período colonial e mantidos majoritariamente em museus europeus; e definir um modelo de museu com identidade local, em contraposição a uma importação descontextualizada.

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A Temperatura da Desigualdade: Repensando as Superfícies Urbanas para um Clima em Transformação

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As cidades reúnem o melhor e o pior da condição humana. Elas concentram oportunidades de trabalho, redes sociais e produção cultural, mas também expõem profundas desigualdades sociais. Entre as muitas formas de exclusão urbana estão o acesso limitado ao transporte, à moradia, ao lazer ou a questões de segurança. Uma vertente raramente debatida é a desigualdade térmica. Em bairros de menor renda, onde há menos árvores, parques e superfícies permeáveis, o calor se acumula e o desconforto térmico predomina, resultando em maior consumo de energia e riscos à saúde. À medida que cresce a preocupação com a crise climática, essa discussão se torna mais urgente: o calor extremo já não é apenas um fenômeno climático, mas também uma expressão espacial da desigualdade.

Além da Imagem: Repensando a Arquitetura na Era da IA

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© Ulises (@ulises.studio)

A inteligência artificial está se tornando uma presença inegável em nosso cotidiano. Ela ensina, gera conteúdo e rompe as frágeis fronteiras—tanto visuais quanto imaginativas—que antes governavam nossas interações nas redes sociais. Em plataformas como o Instagram, testemunhamos uma enxurrada de imagens onde todo tipo de exercício especulativo é compartilhado livremente, recalibrando nossa compreensão da relação entre arquitetura e imagem. Em meio a essa transformação, profissões inteiras se veem em terreno incerto, à medida que a IA passa a desafiar áreas antes definidas pela expertise humana.

No entanto, sob essa aparente abundância reside o núcleo opaco da IA de código fechado: uma caixa-preta algorítmica que sistematicamente oculta as origens dos dados que consome. Como resultado, suas produções estão inevitavelmente sujeitas a distorções fatuais, anacronismos e vieses sutis ou manifestos. Esse mesmo mecanismo pode esvaziar o significado por trás das linguagens e assinaturas estilísticas de nomes canônicos da arquitetura—manifestando-se, por exemplo, em visões geradas por IA que especulam como projetistas renomados, vivos ou falecidos, poderiam ter reimaginado a Torre Eiffel. Compartilhamos uma dessas imagens para observar e compreender melhor como as pessoas—especialmente arquitetos e arquitetas—respondem às possibilidades e limitações atuais da IA, e às maneiras como ela mimetiza a intenção arquitetônica. A reação foi fascinante, revelando uma mistura de curiosidade, preocupação e reflexão crítica.

Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho

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O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.

A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.

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Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025

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O risco climático é uma condição global compartilhada, marcada pelo agravamento do calor, escassez de água, inundações e perdas ecológicas que nenhuma fronteira pode conter. Em 2025, essas pressões aguçaram uma consciência coletiva de que os compromissos governamentais e os acordos internacionais não estão acompanhando a realidade vivida. Nos mais diversos contextos geopolíticos, a tensão é imediata e estrutural, revelando lacunas entre a ambição das políticas públicas e a mudança material. Este momento expôs uma dependência crescente de disciplinas fora das estruturas formais para responder de forma rápida, inteligente e com responsabilidade.

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Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024

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Já consolidada internacionalmente, a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2024) realizou sua mais recente edição em novembro de 2024, no centro histórico da capital equatoriana. O evento reuniu especialistas do campo da arquitetura de todas as partes do mundo em um espaço de diálogo e reflexão sobre o futuro de nossas cidades, a arquitetura e a paisagem urbana contemporânea. Esta última edição, sob o tema CONVERGÊNCIAS: arquiteturas paisagem, propôs uma reflexão profunda sobre o papel da arquitetura na transformação da paisagem urbana — um debate especialmente relevante em tempos de desafios ambientais, urbanos e sociais.

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Buildner anuncia os vencedores do Kinderspace 2025 e a próxima chamada para inscrições

A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.

Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.

Buildner anuncia os vencedores do 5º Concurso Anual do Memorial da Última Bomba Nuclear

A Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No.5. A competição é realizada anualmente em apoio à proibição universal de armas nucleares. Em 2017, por ocasião do 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Nagasaki e Hiroshima, que ceifaram a vida de mais de 100.000 pessoas, as Nações Unidas adotaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Em reconhecimento a este tratado, a Buildner convida propostas conceituais para um memorial a ser implantado em qualquer local conhecido de testes de armas nucleares já desativado. O memorial conceitual busca refletir sobre a história e a constante ameaça das armas nucleares, com o objetivo de promover a conscientização pública sobre o desarmamento nuclear. 

O desafio busca direcionar a atenção para a história e os perigos das armas nucleares. Os/as participantes têm como tarefa projetar um espaço que homenageie as vítimas da guerra nuclear e transmita a necessidade de um futuro livre de armas nucleares. Por se tratar de um concurso "silencioso", as propostas não podem incluir textos, títulos ou anotações.

A próxima edição deste concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No. 6, já foi lançada, com prazo de inscrição antecipada até 12 de junho de 2025.

Como a arquitetura promove a interação social no cuidado: 9 instalações de cuidados para idosos no Japão

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O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.

Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.

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Isto não é arquitetura: resistindo à ilusão do design por IA

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No passado, as imagens geradas por inteligência artificial costumavam se assemelhar a experiências psicodélicas — repletas de formas e cores estranhas, por vezes inquietantes. No entanto, avanços recentes na inteligência artificial transformaram esse panorama. Hoje, estamos cercados por imagens cujas origens muitas vezes desconhecemos. De colagens lúdicas a retratos transformados em obras de arte, é inegável que a inteligência artificial se consolidou como parte integrante de nossa paisagem visual. Como Yuval Noah Harari observou em uma entrevista de 2023 à revista *The Economist*, "a IA adquiriu habilidades notáveis para manipular e gerar linguagem — seja por meio de palavras, sons ou imagens. Ela, com efeito, hackeou o sistema operacional da nossa civilização."

A arquitetura, naturalmente, não ficou imune a isso. Geradores de imagem baseados em comandos (*prompts*) inundaram o ambiente virtual com renderizações que variam do surreal ao hiper-realista: cidades futuristas, arranha-céus orgânicos e cabanas utópicas empoleiradas em penhascos idílicos. A maior parte dessas criações é gerada por ferramentas de uso geral que priorizam o ineditismo visual em detrimento da lógica projetual. Contudo, nem todas as plataformas seguem esse caminho. O Gendo, por exemplo, foi desenvolvido especificamente para arquitetos/as e designers, oferecendo um controle mais refinado sobre parâmetros como escala, materialidade e intenção espacial. Seu objetivo não é apenas gerar imagens, mas apoiar o pensamento projetual. Ainda assim, essas ferramentas mais intencionais continuam sendo exceções em um vasto oceano de imagens genéricas e descontextualizadas.

Janelas como limiares que fundem os espaços interno e externo

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Em A Poética do Espaço, o filósofo francês Gaston Bachelard propõe ler a arquitetura como uma experiência vivida, na qual cada ambiente carrega um significado emocional e simbólico. Ao refletir sobre a casa, ele atribui particular importância aos limiares (janelas, portas, escadas, sótãos, porões) como zonas de transição e ruptura entre o íntimo e o aberto, o conhecido e o desconhecido. Para ele, a janela não é meramente uma abertura funcional, mas um ponto de devaneio e contemplação: é através dela que o/a habitante se projeta no mundo. Essa perspectiva inspira uma abordagem sensível da prática arquitetônica, na qual as fronteiras não se limitam à separação, mas articulam imaginação, memória e desejo.

Acústica Interna: Técnicas Eficazes de Mitigação de Ruído na Arquitetura

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O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.

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German Design Awards 2026: Em busca do novo vocabulário global do design

As inscrições para o German Design Awards 2026 estão abertas globalmente. Sob o tema Connecting Global Excellence, a premiação faz um convite não apenas para participar, mas para se engajar — com ideias, com lugares e com pessoas. A convocatória deste ano é acompanhada por uma nova série de Design Masterclasses em Zurique e Copenhague, criadas em colaboração com as plataformas DAAily, oferecendo espaços para compartilhar, aprender e conectar. No momento em que a região de Frankfurt RheinMain se prepara para assumir o palco global como Capital Mundial do Design 2026, o German Design Awards 2026 reflete todo o espectro do design contemporâneo — da inovação visionária à continuidade cultural. O prêmio funciona tanto como um espelho de nosso diverso panorama do design quanto como um catalisador para transformações inovadoras em todas as disciplinas.

Aproveitando a luz vertical: estratégias para profundidade espacial e conforto

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A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência do/a usuário/a, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial na conexão entre interior e exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de luz natural e ventilação. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.

Casas de hóspedes e lições de generosidade: espaços de hospitalidade na América rural

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Os espaços de hospitalidade refletem a forma como diferentes culturas articulam generosidade, cuidado, pertencimento e identidade. Em contextos urbanos dinâmicos, isso se traduz em hotéis, sistemas de serviços e comodidades selecionadas que moldam diretamente a experiência de quem os visita. Esses espaços traduzem o cuidado em formas mensuráveis, onde o sucesso está associado à eficiência, ao luxo e à identidade da marca.

Na América rural, no entanto, a hospitalidade opera sob outra lógica. Nesses ambientes, o cuidado se fundamenta no trabalho e na comunidade, ao mesmo tempo que responde diretamente às geografias ecológicas e culturais específicas. A distância, a infraestrutura limitada e as redes sociais estreitas exigem formas de arquitetura que sejam flexíveis e autossuficientes. Os projetos respondem às variações climáticas, aos materiais locais e a uma cultura onde o apoio mútuo costuma começar entre vizinhos. Nessa paisagem, os limiares arquitetônicos da hospitalidade emergem de maneiras adaptativas e, ainda assim, inesperadas.

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O futuro das cidades: como podemos construir de forma diferente para promover ambientes resilientes e de baixo impacto?

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Como o setor da construção molda o futuro das cidades? Quais desafios ele enfrenta? No cruzamento de pressões demográficas, sociais, energéticas e climáticas, o setor da construção está mudando rapidamente. Profissionais, instituições e cidadãos/as trabalham em conjunto para construir ambientes que promovam a saúde e o bem-estar, incentivem soluções duráveis e sensíveis ao contexto local, reduzam as emissões de carbono, resistam aos riscos climáticos e ofereçam moradia acessível e de alta qualidade.

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Cultura pop encontra o design universal na coleção Barbie x HEWI

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Barbie™ deixou a Dreamhouse para entrar no banheiro nesta colaboração inédita. A Mattel e a especialista alemã em acessórios arquitetônicos HEWI revelaram a coleção Barbie x HEWI – uma linha de produtos para banheiros com foco em design que mescla a cultura pop aos princípios do desenho universal. Lançada em 2025, a coleção reinventa a icônica série 477/801 da HEWI através da estética inconfundível da Barbie, unindo acessibilidade inclusiva a um design lúdico e funcional. Com cerca de 40 produtos, que vão de barras de apoio e bancos para banho a espelhos de LED e toalheiros, a linha promete marcar presença em diversos espaços, de hotéis-boutique a maternidades, banheiros infantis e residências particulares.

Arquitetura para um mundo em transformação: reflexões da Bienal de Versalhes 2025

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A Bienal de Arquitetura e Paisagismo de Versalhes de 2025 (BAP! 2025) reúne líderes globais de pensamento em arquitetura para discutir o papel fundamental que a disciplina desempenha no enfrentamento das mudanças climáticas, na sustentabilidade e nas demandas urbanas em constante evolução. Por meio de uma série de entrevistas aprofundadas com curadores/as, arquitetos/as e designers de Paris, Cidade do México e Espanha, o evento oferece uma plataforma para diversas perspectivas sobre como a arquitetura pode responder aos desafios contemporâneos.

A curadoria de Sana Frini e Philippe Rahm lidera a apresentação de uma exposição que explora como a arquitetura pode se adaptar às mudanças ambientais previstas para o futuro próximo. De práticas sustentáveis à integração de contextos culturais, as conversas registradas nestas entrevistas destacam abordagens inovadoras para a criação de espaços que não são apenas funcionais, mas profundamente sensíveis às transformações climáticas e às demandas da sociedade.

Entre reutilização e novas formas de trabalhar: lições dos vencedores latino-americanos do Design Awards 2025 da Shaw Contract

Um prêmio de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias começam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract consolidou-se como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e como um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.

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