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O lugar da maquete física em tempos de BIM

Certa vez, uma colega arquiteta comentou comigo que haviam contratado um novo estagiário no escritório do qual ela era sócia. Rapaz competente, dedicado que estava cursando os semestres intermediários do curso de arquitetura. Sua admissão se deu, principalmente, pelo fato de ter apresentado boas habilidades em softwares de modelagem BIM (Building Information Model), com um portfólio repleto de projetos de escala média bem resolvidos.

Entretanto, o fato interessante da conversa foi quando ela comentou que um dia qualquer, em meio a alguns estudos de projeto, pediu a ele que representasse à mão o corte de uma parede. Algo que deveria indicar reboco, pintura, alvenaria, nada muito mais detalhado do que isso. Acontece que, nesse dado momento, o então recém-admitido estagiário a observou pensativo demonstrando um misto entre “invento alguma coisa agora ou assumo que não sei?”. 

Na época, lembro que esse episódio rendeu uma boa reflexão, não sobre as habilidades do novo estagiário, mas sobre a dependência que está se criando das ferramentas digitais, nesse caso, especificamente, dos softwares que utilizam a tecnologia BIM. Uma dependência que parece se instaurar principalmente nas novas gerações as quais, desde o início da sua formação, são educadas com base nos modelos digitais.

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Sobre este autor
Cita: Camilla Ghisleni. "O lugar da maquete física em tempos de BIM" 18 Fev 2020. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/933807/o-lugar-da-maquete-fisica-em-tempos-de-bim> ISSN 0719-8906

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