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Maquete: O mais recente de arquitetura e notícia

Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade

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Historicamente, a forma como projetamos esteve intimamente ligada à maneira como construímos. A arquitetura avançava por meio de testes físicos, tentativa e erro, desenhos de projeção, maquetes em escala real e modelos físicos: cada um introduzindo uma nova camada de abstração, mas mantendo-se atrelado à materialidade, à escala e à construção. A introdução do CAD alterou significativamente essa dinâmica. No início, ele era compreendido sobretudo como a computadorização de geometrias precisas para a construção. Com o tempo, contudo, as ferramentas digitais passaram a ser incorporadas em etapas mais precoces do processo projetual, substituindo o croqui, a tentativa e erro física, a confecção de maquetes e outras formas de pensamento que outrora mantinham a escala e a matéria sempre próximas.

A linhagem do projeto de arquitetura pode, portanto, ser compreendida em parte como uma evolução de abstrações. Algumas delas revelaram-se extraordinariamente produtivas. Plantas e cortes, por exemplo, isolam dimensões específicas da arquitetura e, ao mesmo tempo, permitem que a mente reconstrua o todo. Elas planificam, cortam e reduzem, mas não abandonam o edifício. Pela combinação desses desenhos, é possível compreender ambientes, circulação, estrutura, aberturas e relações espaciais sem se perder na complexidade do projeto. Sua abstração é disciplinada porque permanece vinculada a uma realidade arquitetônica que, eventualmente, precisará ser medida, construída e habitada.

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Cantinas, vestiários-máquinas e rampas

Em setembro de 2000, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha propôs algo possível e impossível: cobrir a Praça da República, no centro de São Paulo, com uma piscina-praia suspensa. Essa atitude provocativa coloca em xeque questões latentes para a sociedade: o direito ao lazer, à ociosidade, à celebração, à higiene, ao autocuidado, à sociabilidade, ao entretenimento e ao corpo. "Cantinas, vestiários-máquinas e rampas" são quase todas as palavras que permeiam esse projeto-narrativa e que inspiram nossa oficina.

Por que as maquetes são tão atraentes?

Ambiciosas e diversas, as maquetes são ferramentas representativas não exclusivas dos arquitetos. O fascínio peculiar pelas miniaturas – e o que elas nos dizem sobre nosso mundo – se estende a todas as idades, culturas e propósitos. Sejam templos de argila feitos em escala em 200 a.C. encontrados no México, modelos de cerâmica carregados durante as viagens islâmicas medievais, casas de bonecas vitorianas e LEGOS, os modelos são mais do que construções infantis. As miniaturas revelam o essencial, explicam conceitos muito mais amplos, contêm dados íntimos e históricos e nos convidam a desafiar nossa subjetividade e a perspectiva daquilo que conhecemos.

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As melhores maquetes de arquitetura de 2022

Em uma época na qual passamos de renderizações hiper-realistas para modelos digitais e o reino do metaverso, os modelos arquitetônicos físicos quase se tornaram uma coisa do passado. No entanto, seja para mostrar o projeto final ou como uma ferramenta para explorar diferentes soluções para o mesmo problema durante a fase de criação, alguns arquitetos ainda consideram os modelos físicos como parte de seu processo de projeto.

Com o final de 2022 chegando, decidimos rever todas as maquetes arquitetônicas dos projetos publicados este ano no ArchDaily. A seleção a seguir, separada por maquetes em corte, maquetes abstratas, maquetes detalhadas, maquetes interativas e maquetes que usam materiais não convencionais, lista os melhores modelos físicos deste ano na nossa comunidade.

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O ensino da arquitetura através da tela: será o fim das maquetes e do desenho à mão?

O ensino da arquitetura através da tela: será o fim das maquetes e do desenho à mão? - Imagem de Destaque
Render simulando ser una maqueta física. Image © Arq. Julio Andrés Pinedo Agudelo

Durante o ano de 2020, a passagem do sistema presencial ao remoto–tanto em escolas quanto universidades—, permitiu que jovens e adultos pudessem seguir seus planos de estudo durante as fases mais críticas da pandemia. Entretanto, é evidente que esta repentina mudança transformou substancialmente as antigas dinâmicas de ensino e aprendizado. Nas escolas de arquitetura, por exemplo, onde os alunos muitas vezes trabalham em grupos e utilizam objetos físicos como maquetes e modelos tridimensionais para desenvolver seus estudos, eles tiveram que adaptar-se a esta nova realidade muito rapidamente. Em se tratando de disciplinas de caráter projetual e de desenho, onde o engajamento entre os alunos e a colaboração com os professores são fatores fundamentais para o desenvolvimento do trabalho prático, a transição direta e completa para o ambiente virtual—com aulas, apresentações, discussões, revisões e entregas sempre em modo remoto—privou os alunos de explorar qualquer outro método alternativo de expressão que não a representação digital.

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Construção em miniatura: maquetes da estrutura aos acabamentos

Todos amam maquetes, mas nem todos amam fazê-las. Para alguns, precisar iniciar uma traz à tona a lembrança de dedos cheios de cola seca, cortes de estilete, materiais desperdiçados e grandes doses de frustração. Para outros, com a habilidade de materializar o que pensaram nos desenhos, confeccionar um modelo em escala reduzida pode ser até uma diversão. Mas, é claro, na internet sempre chegaremos a alguém que leva qualquer atividade a níveis inacreditáveis. É o caso do canal OUROBOROS ARQ, com quase 2 milhões de inscritos no Youtube, que documenta o processo construtivo de edificações em miniatura.

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Tombamento da maquete de Salvador: o “modelo reduzido” de Assis Reis

No dia 20 de agosto teve início o processo de tombamento da maquete de Salvador, que se encontra em exposição na Associação Comercial da Bahia, na capital baiana [1]. A maquete, que estará aberta à visitação por meio de agendamento até 18 de setembro de 2020 [2], começou a ser idealizada no começo da década de 70 pelo arquiteto Assis Reis. Desde então, continua a ser atualizada por uma equipe de artesãos da Prefeitura Municipal de Salvador com o objetivo de representar as mudanças urbanas na cidade, mantendo, assim, a ideia original da sua criação.

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O lugar da maquete física em tempos de BIM

Certa vez, uma colega arquiteta comentou comigo que haviam contratado um novo estagiário no escritório do qual ela era sócia. Rapaz competente, dedicado que estava cursando os semestres intermediários do curso de arquitetura. Sua admissão se deu, principalmente, pelo fato de ter apresentado boas habilidades em softwares de modelagem BIM (Building Information Model), com um portfólio repleto de projetos de escala média bem resolvidos.

Abertura: Rooms, etc.

A entrada é uma esquina. O escritório, um museu.
O banheiro, cemitério. O quintal é Deserto.
No estar, um castelo. No salão, o banquete.
Em um porão, o vulcão. O teatro, o jardim, a piscina
e a torre.

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As melhores maquetes de arquitetura feitas pelos nossos leitores

Maquetes são objetos bastante singulares. Por um lado, como às representações em 2D, modelos são representações de outras coisas - um edifício existente por exemplo - mas na maioria dos casos são projetos hipotéticos. Por outro lado, são representações de si mesmo, objetos que impressionam por seus detalhes e complexidade. Talvez seja por isso que as maquetes tanto fascinam os arquitetos; elas podem significar tanto um objeto em si como uma representação de algo maior.

No início deste ano, pedimos aos nossos leitores que nos enviassem imagens de seus melhores modelos. A enorme quantidade de respostas assim como a qualidade das imagens mostrou claramente essa espécie de fascínio que desenvolvemos com as maquetes de arquitetura. Recebemos imagens de todos os tipos de modelos, desde pequenos objetos meticulosos e sensíveis até maquetes enormes de cair o queixo. Com mais de 300 mensagens recebidas, fizemos uma dificílima seleção de apenas 21 dos exemplos mais inspiradores, dividindo-os em 5 categorias que representam a incrível variedade de modelos apresentados.

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WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO

Arquitetos sempre buscam as formas mais inovadoras de apresentar seus projetos, explorando desde maquetes físicas elaboradas até tecnologias de realidade virtual, motivados por uma paixão pelo desenho e construção. Talvez essa paixão pela arquitetura tenha despertado na infância, através de jogos e brinquedos como LEGO.

Desde que a LEGO criou uma coleção temática de arquitetura, permitiu aos entusiastas da arte de construir explorar edifícios famosos e recriar suas estruturas com blocos geométricos básicos. Nesse sentido, o escritório WAY Studio descobriu as possibilidades de modelagem com LEGO e usou seus blocos como ferramenta de concepção para uma série de projetos.

WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO - Image 1 of 4WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO - Image 2 of 4WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO - Image 3 of 4WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO - Image 4 of 4WAY Studio explora o aspecto lúdico das maquetes com uma série de modelos em LEGO - Mais Imagens+ 7

Goma Oficina constrói seis maquetes das vanguardas russas para exposição no Sesc Rio Preto

A exposição “Vkhutemas: O Futuro em construção 1918-1930” com curadoria de Neide Jallageas e Celso Lima abre suas portas no Sesc Rio Preto, onde fica até 21 de julho de 2019. A anti-mostra recria cerca de 300 projetos de 75 artistas e tem como proposta abordar a pedagogia da escola soviética de arte, design e arquitetura como uma possibilidade de futuro. Acrônimo de Ateliês Superiores Técnico-Artisticos Estatais, o Vkhutemas abriu em 1928 logo após a revolução soviética, e foi fechado em 1930 por Stálin.

Maquetes detalhadas capturam a beleza do brutalismo e do Art Déco na arquitetura irlandesa

John Donnelly, arquiteto da Irlanda do Norte, abriu recentemente um escritório dedicado à produção de maquetes detalhadas que explorem a diversidade do ambiente construído de Belfast. Model Citizen foi fundado buscando promover um maior entendimento apreciação da arquitetura e dos trabalhos manuais das cidades irlandesas.

O escritório vê suas esculturas e maquetes como um “mecanismo para enfatizar a beleza e o significado do nosso patrimônio”, traduzindo os estilos art déco, brutalista e internacional em objetos esculturais tangíveis que podem ser manuseados e explorados.

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Lumion 9: renderizando ambientes melhor e mais rápido

 | Artigo patrocinado

A Lumion sempre definiu o que a renderização deveria ser: rápida e sem estresse, com resultados excepcionais. Agora, com a mais recente versão de seu software de renderização 3D, o Lumion 9, será mais fácil do que nunca apresentar seus modelos 3D em um ambiente vibrante,com céus fantásticos e reais, uma infinita variedade de paisagens e iluminação e materiais excepcionais. Ah, e a renderização leva minutos, não horas.

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Os melhores materiais para fazer suas maquetes de estudo

Durante o desenvolvimento projetual em Arquitetura, estudantes e profissionais adotam uma série de metodologias como experimentação às soluções do objeto arquitetônico a ser materializado. Um suporte importante de muitas dessas metodologias é modelo físico que, do ponto de vista projetual, tem por objetivos simular relações espaciais considerando volumes e planos dispostos no desenho, entender setorizações e ainda ensaiar sistemas construtivos.

Vitrine Revit: plataforma online disponibiliza famílias BIM gratuitamente

Já não faz mais muito sentido dizer que a tecnologia BIM é o futuro dos projetos de arquitetura; ela é o presente e se tornará cada vez mais difundida. No entanto, não é raro ouvir de profissionais e estudantes que as complexidades da tecnologia a tornam pouco amigável, sobretudo em relação às famílias de elementos parametrizados.

Há alguns sites que disponibilizam famílias prontas, no entanto, a grande maioria deles é voltada à engenharia e outros sistemas complementares - sendo raras as opções de elementos arquitetônicos e de projeto de interiores.

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Envie fotos de seus melhores modelos arquitetônicos!

Maquetes têm um lugar especial no coração dos arquitetos. Enquanto que um edifício leva anos para ser concluído e é geralmente muito alterado ao longo do processo de construção, um modelo em escala proporciona a rapidez e flexibilidade necessárias ao processo criativo, além de causarem a sensação de que estamos de fato fazendo alguma coisa - um sentimento que a modelagem digital raramente causa. 

As maquetes desempenharam papeis decisivos na carreira de muitos arquitetos mundialmente aclamados. Peter Zumthor, por exemplo, é conhecido por preferir a tateabilidade dos modelos em vez de outras formas de representação; já Steven Holl ganhou reconhecimento por sua proposta visionária "Bridge of Houses" para o Highline em Nova Iorque, apresentada por meio de uma provocadora série de maquetes. Além disso, maquetes físicas serviram de alavanca para muitos avanços na profissão: no início dos anos 1990, o trabalho pioneiro de Frank Gehry com projeto digital envolveu o escaneamento e conversão de seus modelos físicos para modelos eletrônicos do software CATIA, enquanto que as maquetes de bolha de sabão de Frei Otto do início dos anos 1960 foram fundamentais para suas pesquisas sobre estruturas tensionadas.

Workshop Maquetes Projetivas

O workshop propõe centrar o processo de crítica arquitetônica na elaboração de maquetes físicas em diferentes materiais, através de diferentes técnicas, em múltiplas escalas, e a partir de diferentes propósitos. A busca é por reconhecer as problemáticas projetuais subjacentes à obra através de maquetes, fazendo uso do desenho como meio auxiliar. Para levá-la a cabo, serão exercitadas diferentes técnicas de modelagem, associadas a materiais específicos. Técnicas e materiais serão tomados como possibilidades projetuais que podem vir a contribuir ao entendimento da obra. A postura do workshop é que cada parte, peça ou fragmento da obra deve voltar a ser projetado para que possa ser efetivamente entendido. Trata-se, assim como na música, de uma interpretação criativa.