1. ArchDaily
  2. Utopia

Utopia: O mais recente de arquitetura e notícia

Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana

Áudio disponível

Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.

Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.

Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 1 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 2 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 3 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 4 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - Mais Imagens+ 5

Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa

Áudio disponível

"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.

No folclore, no cinema e na arte, o mesmo movimento se repete: a arquitetura traduz um "outro lugar" — seja ele ancestral, espiritual ou especulativo — em uma forma que pode ser vista ou adentrada. As seções a seguir acompanham essa tradução, dos Túmulos de Kasubi a Kizazi Moto, mostrando que esse "outro lugar" é uma forma de ler o presente.

Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa - Image 1 of 4Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa - Image 2 of 4Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa - Image 3 of 4Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa - Image 4 of 4Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa - Mais Imagens+ 7

Acesso exclusivo

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência

Áudio disponível

Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagen 1 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagen 2 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagen 3 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagen 4 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Mais Imagens+ 35

Acesso exclusivo

Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025

O arquiteto e educador chinês Liu Jiakun é o vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025, a maior honraria no campo da arquitetura. O prestigioso prêmio reconhece Jiakun, fundador do escritório Jiakun Architects, por sua habilidade em mesclar elementos tradicionais chineses com design contemporâneo e por seu compromisso com a equidade social no ambiente construído. Nascido em Chengdu, China, onde continua a viver e trabalhar, tornou-se o segundo arquiteto chinês a receber a honraria, após Wang Shu (2012). Jiakun junta-se a uma distinta lista de laureados que inclui Riken Yamamoto em 2024, David Chipperfield em 2023 e Francis Kéré em 2022. A cerimônia de premiação acontecerá ainda na primeira metade do ano no Louvre Abu Dhabi, projetado por Jean Nouvel.

Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025 - Imagen 1 de 4Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025 - Imagen 2 de 4Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025 - Imagen 3 de 4Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025 - Imagen 4 de 4Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025 - Mais Imagens+ 32

7º Premio Félix Candela

O Prémio Félix Candela é um concurso internacional de ideias arquitectónicas em espanhol, com duas fases. É organizado anualmente pelo Instituto Espanhol de Arquitetura (IESARQ) e destina-se a estudantes de arquitetura, arquitetura paisagista, urbanismo e design, bem como a jovens arquitectos, arquitectos paisagistas, urbanistas e designers, individualmente ou em equipas de dois ou até três elementos.

Acesso exclusivo

Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia

Áudio disponível

Muito provavelmente, a maioria de nós já se imaginou vivendo em um castelo em algum momento da vida, seja na infância embalada pelos contos de fadas, seja na fase adulta estudando sobre a monarquia europeia. Levando em conta esse fascínio, o que você acharia se tivesse a possibilidade de comprar o seu próprio castelo? Por 370 mil dólares, isso era possível na Turquia em meados de 2014. Seriam 325 metros quadrados de puro luxo, com torres azuladas e escadas em caracol. A única questão é que ao lado do seu castelo haveria outros 731 idênticos. Mas quem se importa com exclusividade diante da possibilidade de viver um conto de fadas da Disney?

Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 1 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 2 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 3 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Image 4 of 4Disneylândia Distópica: a história por trás da cidade fantasma de castelos na Turquia - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous

Depois de receber o prestigioso Leão de Prata por sua contribuição na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o artista do Brooklyn, Olalekan Jeyifous, não mostra sinais de desaceleração. Desde então, participou da Bienal de Arquitetura de Sharjah e inaugurou Climate Futurism, uma exposição coletiva que destaca o poder e a eficácia dos métodos e processos dos artistas para imaginar um futuro mais equitativo.

Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous - Image 1 of 4Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous - Image 2 of 4Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous - Image 3 of 4Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous - Image 4 of 4Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous - Mais Imagens+ 3

6ª Edição do Premio Félix Candela: "Injerto"

O Prémio Félix Candela é um concurso internacional de ideias de arquitetura em espanhol, em duas fases. É convocado anualmente pelo Instituto Espanhol de Arquitectura (IESARQ) e dirige-se a todos os estudantes de arquitetura, arquitetura paisagista, urbanismo e desenho, bem como arquitetos, arquitetos paisagistas, urbanistas e jovens designers, individualmente ou formando equipas de dois ou três membros.

Acesso exclusivo

A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha

A Lei da Polaridade também é válida em relação à sociedade e às culturas humanas: na verdade, tudo tem um oposto. As contraculturas explodiram como forma de condenar os "caminhos do mundo". Um movimento de contracultura é capaz de expressar o ethos e as aspirações de uma população durante um tempo específico e, à medida que novos estilos de vida são explorados, a arquitetura evolui para satisfazer os ideais utópicos das novas sociedades. Desta forma, ela acaba por ser um produto da cultura para a qual é projetada.

A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha - Image 1 of 4A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha - Image 2 of 4A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha - Image 3 of 4A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha - Image 4 of 4A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha - Mais Imagens

A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante

Descrever visualizações arquitetônicas do futuro não é uma tarefa fácil, por isso faz muito sentido que os designers usem aspectos de nossa arquitetura existente como base para estes mundos fictícios. Apesar dos avanços recentes em termos de tecnologias de animação e CGI, ainda há uso substancial da arquitetura existente para fornecer elementos estruturais palpáveis ao filme.

Em termos de reciclagem de estética arquitetônica, elementos do passado e do futuro são frequentemente integrados para criar um estilo hibridizado, uma amálgama de temas retrô, distópicos, modernistas e futuristas. Desde o ressurgimento de antigas pirâmides e templos, até panoramas que lembram a cidade de Nova York, o visual varia de acordo com as diferentes noções de como será nosso futuro.

A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante - Image 1 of 4A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante - Image 2 of 4A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante - Image 3 of 4A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante - Image 4 of 4A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

O que são cidades lineares?

“Do problema da locomoção derivam-se todos os demais da urbanização.” Foi em 1882 que o urbanista espanhol Arturo Soria y Mata proclamou tal afirmação e em resposta a ela criou e implementou o conceito de cidade linear. Baseado em uma doutrina funcionalista, este modelo de cidade renuncia a estruturas tradicionais como praças e quadras, subordinando o desenho aos traçados de circulação na sua configuração espacial mais racional, a reta.

O que são cidades lineares? - Image 1 of 4O que são cidades lineares? - Image 2 of 4O que são cidades lineares? - Image 3 of 4O que são cidades lineares? - Image 4 of 4O que são cidades lineares? - Mais Imagens+ 1

O retorno do Superstudio e da ideologia anti-arquitetura

Nos anos 1960, Cristiano Toraldo di Francia e Adolfo Natalini, então estudantes de arquitetura da Universidade de Florença, assumiram um posicionamento pungente e questionador em relação à disciplina da arquitetura, despertando uma onda revolucionária que viria a se espalhar rapidamente por toda a Europa. Inspirados em histórias de fantasia e ficção científica e buscando encontrar respostas para os principais problemas de sua época, a dupla que se autodenominava Superstudio, buscou continuamente reinventar o próprio significado do que é ser um arquiteto. Os projetos desenvolvidos pelos dois logo chamaram a atenção da comunidade internacional de arquitetos, uma abordagem que ficaria conhecida como “anti-arquitetura”, uma estratégia concebida para direcionar as atenções não para o conteúdo formal dos projetos em si, mas para o campo do debate político, elaborando críticas ferrenhas ao capitalismo e ao idealismo modernista. Em suas propostas, o Superstudio propunha edifícios e cidades onde os seres humanos parecem se desconectar do tempo, do lugar onde vivem e principalmente, das necessidades impostas por uma sociedade baseada em consumo de massa.

Arquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60?

Na medida em que as forças que moldam nosso ambiente construído mudam, envolvendo, nesta mudança, tecnologia, redes e sistemas complexos, profissionais da arquitetura precisam visualizar mais do que o espaço físico; precisam produzir narrativas sobre como operar melhor dentro dessa nova paisagem social. Nesse contexto, a arquitetura especulativa parece nunca ter sido tão crítica. Este artigo examina os meios que atualmente questionam as condições do ambiente construído e explora novas possibilidades arquitetônicas.

Arquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60? - Cinema E ArquiteturaArquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60? - Cinema E ArquiteturaArquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60? - Cinema E ArquiteturaArquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60? - Cinema E ArquiteturaArquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60? - Mais Imagens+ 3

10 Ideias utópicas de planejamento urbano

Construir cidades nos terrenos que ficaram destruídos na Primeira Guerra Mundial foi uma proposta anunciada como a cidade do futuro por Le Corbusier sob o título de Ville Radieuse que contribuiria com a criação de uma sociedade melhor. Embora este master plan tenha sido apresentado pela primeira vez em 1924, nunca chegou a ser concretizado, mas influenciou a construção de habitação de alta densidade.

Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia

Antonio Serrano e o Mad Lab, de Madri, projetaram uma série de objetos cotidianos inspirados no conceito renascentista de “Utopia”. O conjunto de bandejas, caixas e centros de mesa são feitos de madeira de bordo e cedro.

A série, que se manifesta como uma forma de “cidade em escala reduzida”, considera a utopia uma reflexão imaginada sobre a realidade, em vez de um anseio por uma cidade ideal. 

Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia - Image 1 of 4Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia - Image 2 of 4Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia - Image 3 of 4Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia - Image 4 of 4Mad Lab desenha série de objetos cotidianos de madeira inspirados na ideia de Utopia - Mais Imagens+ 4

Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut

Em seu mais recente projeto de arquitetura, a Vincent Callebaut Architectures desenvolveu uma espécie de utopia ecológica, um edifício de 8.225 metros quadrados destinado a abrigar a sede da Soprema na cidade de Estrasburgo, na França. O edifício, chamado de Semaphore, é descrito pelos arquitetos como um “amplo espaço verde e flexível para o trabalho em equipe”, voltado especialmente ao bem-estar dos funcionários e à agricultura urbana.

Através de sua arquitetura eco-futurista, os arquitetos buscaram inspiração na biomimética com o principal objetivo de transformar o edifício do Semaphore em um ícone da arquitetura eco-futurista, além de servir como uma vitrine para a empresa e toda a sua linha de produtos de isolamento, impermeabilização e tecnologias voltadas à sustentabilidade na construção civil. O projeto desenvolvido pela equipe de Vincent Callebaut será um protótipo ecológico da cidade verde do futuro a medida que busca encontrar o equilíbrio perfeito entre o homem e a natureza.

Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut - Imagem 1 de 4Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut - Imagem 2 de 4Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut - Imagem 3 de 4Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut - Imagem 4 de 4Semaphore: uma utopia ecológica proposta por Vincent Callebaut - Mais Imagens+ 18

Acesso exclusivo

As residências de Eduardo Longo: utopia e experimentação

Descrever a obra de um arquiteto é, por vezes, um trabalho árduo. Pontuar a produção pelos diferentes quesitos a qual o conjunto está atrelado é sujeito a categorizações no quadro contextual inserido. No caso de Eduardo Longo, parece haver distinção a este aspecto, uma vez que o trabalho do arquiteto apresenta certa negação aos princípios presentes na época na busca por experimentações. Ingressando em 1961 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, deparou-se com um momento particular da arquitetura brasileira: a formação da chamada “Escola Paulista” e também junto a instabilidade no quadro político nacional, pelo processo inicial da ditadura militar no Brasil e construção da capital do país.

Enquanto estudante, afastou-se dos cânones da Escola Paulista na busca de experimentação e desenvolvimento de novas discussões. É neste cenário que, no quarto ano da academia, Longo desenha a Casa de praia Mar Casado, projeto destinado a seus tios e altamente criticado pelo corpo docente e estudantes, decorrente da “forma independente de interpretar a arquitetura” [1] e conformação estrutural – que incorporava um desenho não ortogonal, com ângulos agudos e obtusos junto à cobertura multifacetada –, não se adequando ao brutalismo paulista. Mesmo em meio às críticas, o projeto viria a ser construído e receber reconhecimento por sua relevância pelo crítico de arte Pietro Maria Bardi em 1967, na Revista Domus em 1968 e instituído ao livro de Yves Bruand em 1981 [2].

Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram

Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 1 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 2 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 3 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 4 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Mais Imagens+ 11

Em arquitetura, a critica sempre vem acompanhada de um conceito utópico. As utopias não são modelos alternativos e também não servem para resolver os problemas existentes, mas para torná-los ainda mais evidentes. Poderíamos dizer que o conceito principal de uma utopia é a esperança. A utopia é o embrião de cada projeto, cada pequeno espaço onde a vida humana acontece. O que é mais revolucionário em uma utopia é a sua capacidade de desenvolver uma reflexão crítica sobre o mundo em que vivemos, devolvendo a sua dignidade através de uma análise racional.