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Arquitetos: Vincent Callebaut Architectures
- Área: 8209 m²
- Ano: 2026



A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas por escritórios de arquitetura consagrados, apresentando trabalhos conceituais, propostas de concursos e projetos em diferentes fases de desenvolvimento. De um parque de polinizadores projetado para uma iniciativa da União Europeia a um projeto residencial com estufa na Alemanha, passando por um museu no Ártico ou uma proposta inovadora para captação de energia renovável nos Países Baixos, a seleção a seguir apresenta uma variedade de abordagens projetuais, programas e escalas.
Contando com escritórios como Vincent Callebaut Architectures, 10 Design, Antonio Citterio Patricia Viel ou Sweco, a seleção desta semana de projetos não construídos destaca intervenções globais que ilustram uma diversidade de ideias, desde novos modelos de habitação coletiva e vida comunitária até projetos voltados para a ecologia e a sustentabilidade, além de arquiteturas culturais orientadas à comunidade.

A arquitetura, com seus/suas profissionais, acadêmicos/as e teóricos/as, há muito tempo explora ideias utópicas na esperança de transformá-las em algo concreto em prol de um mundo melhor. Contudo, à medida que o mundo caminha para uma polarização ainda maior do que a atual, a prática da arquitetura viu-se obrigada a se adaptar aos sistemas vigentes do planeta, limitada por condicionantes em constante crescimento. Aos poucos, quem atua na área percebeu que a utopia não pode ser vista de fato como a solução ideal, necessitando ser readaptada ou fundida a outros conceitos para que realmente funcione. A mais recente monografia da DETAIL, BIG. Architecture and Construction Details / BIG. Architektur und Baudetails — uma relação entre as utopias imaginativas e não construídas do BIG e sua arquitetura construída e funcional —, explora 20 projetos desenvolvidos pelo escritório.

O escritório Vincent Callebaut Architectures projetou a "The Rainbow Tree", uma torre residencial modular de madeira engenheirada (mass timber) em Cebu, nas Filipinas. Revelando o patrimônio cultural e natural filipino, o projeto — batizado em homenagem ao eucalipto-arco-íris, uma árvore icônica e colorida das Filipinas — foi totalmente concebido para reduzir a pegada de carbono do edifício.
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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Nos últimos meses, dois acontecimentos causaram mais danos à "marca" da arquitetura perante a percepção pública do que qualquer outra coisa que presenciei nos meus 40 anos de profissão.

Primeiro, houve a grande inauguração do Hudson Yards, em Nova York, um empreendimento colossal de 20 bilhões de dólares no extremo oeste de Manhattan. Esta primeira fase foi aberta após sete anos de obras e incluiu uma reunião obrigatória de arquitetos/as de "classe mundial" — Kohn Pedersen Fox, Diller Scofidio + Renfro, SOM, The Rockwell Group —, além de uma *folly* do designer Thomas Heatherwick.
O que poderia dar errado?

O governo francês, que em um primeiro momento havia se prontificado a organizar um concurso de arquitetura para a reconstrução da Catedral de Notre-Dame, parece agora estar tomando uma postura mais conservadora. Conforme relatado pelo site local de notícias The Local, o orçamento para o projeto de restauração já foi aprovado pelo Senado, mas com uma nova cláusula: a Catedral de Notre-Dame deverá ser restaurada ao seu estado original, tal e qual era antes do grande incêndio da semana santa.
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A pouco mais de um mês do trágico incêndio na Notre-Dame de Paris, a comunidade arquitetônica segue se perguntando o que foi que aconteceu naquele fatídico dia 15 de Abril de 2019. Mas a pergunta mais importante não encontra-se no tempo passado, e sim no futuro: e agora? Um impressionante quantidade de imagens tomou de assalto as redes sociais e a internet ao longo das últimas semanas, propostas que aproveitam a oportunidade para discutir o futuro de Notre-Dame de uma maneira mais ampla. Alguns imaginam a cobertura de Notre-Dame sendo transformada em uma fazenda urbana, outros em uma piscina pública ou um edifício garagem. As respostas são tão variadas quanto imprevisíveis.

A Vincent Callebaut Architectures revelou imagens de sua homenagem à Catedral de Notre-Dame após o incêndio que danificou gravemente a estrutura histórica. Um projeto transcendente que gera um símbolo de um futuro resiliente e ecológico, inspirado pela biomimética e uma ética comum para uma relação simbiótica mais justa entre os seres humanos e a natureza.

Em seu mais recente projeto de arquitetura, a Vincent Callebaut Architectures desenvolveu uma espécie de utopia ecológica, um edifício de 8.225 metros quadrados destinado a abrigar a sede da Soprema na cidade de Estrasburgo, na França. O edifício, chamado de Semaphore, é descrito pelos arquitetos como um “amplo espaço verde e flexível para o trabalho em equipe”, voltado especialmente ao bem-estar dos funcionários e à agricultura urbana.
Através de sua arquitetura eco-futurista, os arquitetos buscaram inspiração na biomimética com o principal objetivo de transformar o edifício do Semaphore em um ícone da arquitetura eco-futurista, além de servir como uma vitrine para a empresa e toda a sua linha de produtos de isolamento, impermeabilização e tecnologias voltadas à sustentabilidade na construção civil. O projeto desenvolvido pela equipe de Vincent Callebaut será um protótipo ecológico da cidade verde do futuro a medida que busca encontrar o equilíbrio perfeito entre o homem e a natureza.

Vincent Callebaut Architectures divulgou detalhes de seu projeto ganhador Metamorphosis of the Hotel Des Postes em Luxemburgo. A proposta do escritório francês está centrada em impulsionar o sítio histórico para uma era contemporânea e “revelar as qualidades patrimoniais intrínsecas ao edifício”.
A abordagem foi norteada pela materialidade do Hotel Des Postes projetado por State Architect Sosthène Weis, entre 1905 e 1910. As antigas pedras e o concreto serão transformados com a adição de um volume em cúpula no pátio do edifício.

Para o concurso internacional de projetos "Imagine Angers", o escritório Vincent Callebaut Architectures trabalhou em colaboração com o grupo Bouygues Immobilier para apresentar uma proposta para a cidade francesa na interseção da inovação social e tecnológica, com foco em ecologia e hospitalidade. Batizado de Arboricole — uma fusão das palavras “árvore” e “cultivo” —, este ambiente de uso misto retribui ao meio ambiente tanto quanto aos seus usuários e usuárias. Embora a proposta da WY-TO tenha vencido o concurso, o projeto de Callebaut conquistou o voto popular.

Vincent Callebaut Architectures desenvolveram um projeto que reimagina a margem do rio Yeouhido Park, Seul. O parque é concebido como um espaço urbano experimental dedicado ao desenvolvimento sustentável através de uma série de intervenções - incluindo um terminal de ferry. Nomeado "Manta Ray", a ambição da proposta é transformar o parque em uma floresta, aumentando a irrigação natural e fortalecendo os bancos contra inundações. O "paisagismo permeável" busca reduzir inundações e reabilitar os ecossistemas urbanos que se fragmentaram através da expansão rápida de Seul. A estratégia dominada pela vegetação também busca reduzir o efeito urbano da "ilha de calor" que Seul tem experimentado devido às mudanças climáticas nas últimas décadas.

Vincent Callebaut Architectures divulgou imagens em andamento de sua torre sustentável Tao Zhu Yin Yuan, em construção no Distrito de Xinyi, na cidade de Taipei, em Taiwan. A forma rotacionada da torre foi inspirada na estrutura de dupla hélice do DNA e será coberta em 23.000 árvores, com o objetivo de se tornar uma eco-construção residencial sustentável que encontre "a simbiose certa entre o ser humano e a natureza".