O escritório Foster + Partners publicou um vídeo mostrando sua proposta para uma futura infraestrutura de transporte de alta velocidade que tira proveito dos avanços recentes da tecnologia de hyperloop. Projetado para a DP World Cargospeed, uma colaboração entre a gigante de carga DP World e a Virgin Hyperloop One, a proposta de Foster + Partners para esta rede de infraestrutura busca criar um novo ecossistema onde os centros urbanos e paisagens rurais estejam interconectados.
https://www.archdaily.com.br/pt/893633/video-apresenta-proposta-de-foster-plus-partners-para-uma-rede-hyperloop-de-transporte-de-cargaNiall Patrick Walsh
Skyline de Mumbai. Imagem via Pixabay usuário PDPics (domínio público)
A Missão Cidade Inteligente do governo indiano, lançada em 2015, prevê o desenvolvimento de cem "cidades inteligentes" até 2020 para apresentar soluções para a rápida urbanização do país;trinta cidades foram adicionadas à lista oficial na semana passada, levando o número total atual de iniciativas planejadas para noventa. A missão de US$ 7,5 bilhões abrange o desenvolvimento geral de infraestrutura básica — abastecimento de água, eletricidade, mobilidade urbana, habitação a preços acessíveis, saneamento, saúde e segurança — ao mesmo tempo que incluem "soluções inteligentes" baseadas em tecnologia para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.
Em um país imerso em corrupção, a missão foi elogiada pelo uso transparente e inovador de um nacional "Desafio Municipal" para dar financiamento às melhores propostas dos órgãos municipais locais. Seu manifesto utópico e implementação, no entanto, são motivos de grande preocupação entre os planejadores urbanos e tomadores de decisão hoje, que questionam se a própria ideia de cidade inteligente indiana é inerentemente falha.
O escritório de arquitetura Humphreys and Partners, com sede em Dallas, apresentou no início deste ano durante a exposição 'International Buiders', uma perspectiva particular daquilo que poderá vir a ser a arquitetura residencial em um futuro próximo. A proposta considera questões importantes na arquitetura como a habitação social e a sustentabilidade na construção, além de como a tecnologia tem transformado a maneira como habitamos nossas cidades. Este projeto futurístico composto de dois arranha-céus chamados de Pier 2: Apartment of the Future, não poderiam estar situados em um lugar mais sugestivo: a orla Manhattan.
Em um mundo onde a tecnologia ocupa a linha de frente de nossas vidas, é difícil imaginar que muitos dos empregos de hoje em dia não existiam há 10 anos; motoristas de uber, gerentes de redes sociais, desenvolvedores de aplicativos e até o trabalho de um editor do ArchDaily pareceriam ideias abstratas num passado bastante próximo. À medida que a tecnologia avança, mais postos de trabalho serão criados, enquanto outros serão deixados para trás, dando margem a especulações sobre o que virá a seguir.
É quase impossível prever o futuro, mas a agência digital AKQA e a Mish Global tentaram o impossível e vislumbraram vários empregos potenciais no setor de arquitetura e construção em 2030, a partir das inspirações de várias apresentações do Fórum Econômico Mundial. Com a velocidade das mudanças na última década, esses novos empregos não parecem muito longe da realidade.
Estamos vivendo uma era de inovações de magnitude global. A Arquitetura e Engenharia vêm sendo transformadas - também - por essas inovações, tendo como grande frente um novo conceito de projeto chamado BIM. BIM (Building Information Modeling) segundo Bilal Succar é um conjunto de políticas inter-relacionadas, processos e tecnologias criados para gerenciar a construção de um edifício a partir de um banco de dados, desde a fase de projeto até o final de sua vida útil.
Pequenos veículos aéreos não tripulados (UAVs), comumente chamados de drones, estão ganhando popularidade não só entre o público e consumidores em geral, mas também entre os profissionais que trabalham na indústria da arquitetura e construção. Nesse sentido, temos visto propostas ambiciosas para seu uso, seja como veículos de transporte ou como ferramentas de marketing.
Embora esta nova tecnologia, como a impressão 3D e a fabricação robotizada em geral, prometa revolucionar a profissão arquitetônica, é importante saber até que ponto sua aplicação prática pode afetar o modo como trabalham os arquitetos. Parece que, por enquanto, os drones têm grandes potenciais quando se trata de vários aspectos dessa profissão.
https://www.archdaily.com.br/pt/886954/como-os-drones-podem-ser-usados-na-arquitetura-sem-infringir-a-leiLidija Grozdanic for Archipreneur.com
Mesmo com tecnologias como a realidade virtual, realidade aumentada, impressão 3D, design computacional e robótica já reformulando a prática de arquitetura, a comunidade de projeto está apenas riscando a superfície do potencial dekas. Projetistas que reconhecem isso e investem na construção de habilidades e experiência para maximizar o uso dessas ferramentas no futuro se tornarão inerentemente melhores arquitetos e posicionando-se aos novos caminhos da carreira à medida que nossa profissão evolui. Mesmo há apenas uma década atrás, os projetistas com interesses em arquitetura e tecnologia eram essencialmente obrigados a prosseguir em um ou outro campo. Agora, com a arquitetura começando a aproveitar o poder das tecnologias de ponta, esses campos não são mais mutuamente exclusivos.
Boa comunicação é fundamental para o sucesso de qualquer projeto, especialmente na arquitetura e construção. A indústria passou de desenhos 2D para modelos 3D em BIM feitos com softwares como SketchUp e Revit. No entanto, mesmo com modelos 3D a comunicação pode não ser muito fácil as vezes. A solução vem como o InsiteVR.
A mais recente inovação do InsiteVR é semelhante à função "compartilhar tela" dos computadores, porém, em 3D. Ao passo que a realidade virtual (VR) se torna mais acessível e portátil, modelos colaborativos de VR tem o potencial de se tornarem tão comuns quando uma reunião com telas compartilhadas. Juntos ou em partes distantes do mundo, InsiteVR permite que arquitetos e profissionais da construção civil avaliem seus projetos em realidade virtual. As ferramentas disponíveis permitem eleger alguém para apresentar o modelo, microfone, marcações colaborativas, modelos sincronizados na nuvem e escala.
Podem a arquitetura e o design reverter a mudança climática? O arquiteto Stefano Boeri acredita que sim. A Floresta Vertical de Boeri, projeto que combina as esferas naturais e urbanas através da biodiversidade e do reflorestamento, já se concretizou em Milão, está atualmente em construção em Pequim e logo será construída em Xangai. (Assista ao vídeo para saber mais sobre os projetos de florestais verticais de Boeri).
Uma cidade é inteligente quando toma melhores decisões, e há apenas dois tipos de decisão: a estratégica e a tática. As decisões estratégicas determinam a coisa certa a fazer. As decisões táticas escolhem a maneira certa de fazê-la. A tecnologia inteligente não é inteligente se nos faz confundir, enquanto cidadãos, as decisões estratégicas com as táticas. Em outras palavras, há muitas decisões sobre o funcionamento de uma cidade que felizmente podemos delegar à tecnologia. Mas há questões de governança, de determinação de nosso destino, de decidir o que é certo fazer enquanto sociedade que, se delegarmos, abdicaremos. "Governar é escolher", disse uma vez John F. Kennedy.
Os vários consultores e representantes de empresas de alta tecnologia que vieram conversar comigo quando eu era o Diretor de Urbanismo da cidade de Nova York me prometiam uma cidade inteligente como um lugar onde os semáforos ficaram sempre verdes e as portas dos elevadores estavam sempre abertas, prontas para a nossa chegada. Eles prometiam uma cidade que antecipa nossas necessidades a cada passo, dada a tentadora forma com que, hoje, nossos dispositivos pessoais estão conectados, com aplicativos que parecem nos conhecer melhor que nós mesmos. Agora, com o advento da internet das coisas no horizonte próximo, estamos preparados para tornar as cidades inteligentes uma realidade. Imagine o incrível poder de uma cidade inteira sincronizada com nossas preferências e nosso movimento!
O VÉRTICE - Arquitetura e Design tem como foco repensar esses segmentos no estado da Paraíba e fomentá-los como expressão artística, cultural e social para provocar insights criativos no público presente.
As viagens de elevador podem oferecer uma experiência inspiradora, mas mesmo sendo indispensáveis nos edifícios modernos, os usuários enfrentam espaços extremamente compactos, os quais são projetados para se adequarem apenas aos edifícios. Os estranhos olhares para o chão ou para o rosto de outras pessoas revelam nosso desconforto com a multidão anonima dos elevadores. Não seria possível uma experiência espacial mais emocionante? As telas e projeções estão começando a ser utilizadas em elevadores, mas representam apenas o início de uma revolução na atmosfera criada durante o transporte vertical.
Inovações tecnológicas podem modernizar o planejamento urbano e tornar políticas públicas e diretrizes mais eficientes e precisas. Foto: Steve Juvertson/Flickr-CC. Image Cortesia de TheCityFix Brasil
Ao longo das últimas décadas, o mundo viveu o crescimento da população urbana, que até 2050 deve chegar a dois terços da população mundial. Em paralelo, novos avanços tecnológicos facilitaram, otimizaram e/ou automatizaram uma série de atividades do nosso dia a dia. No entanto, mesmo com o número cada vez maior de pessoas vivendo nas cidades e a evolução da tecnologia, o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios ao nosso bem-estar e felicidade.
A priorização do transporte motorizado, entre outros fatores, continua a gerar ambientes urbanos prejudiciais à saúde física e mental e sem a resiliência necessária para se adaptar ao futuro. Em uma de suas citações mais famosas, Jan Gehl comentou que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o homo sapiens”. Apesar de vivermos hoje na era do big data, a qualidade dos dados que possuímos sobre as cidades ainda é consideravelmente pobre. São dados que carecem de substancialidade e são, em sua maioria, desatualizados – e mesmo assim é a partir dessas informações que ainda formulamos as normas e políticas que orientam a construção de nossas cidades.
Uma visão do trabalho de Sean Gallagher como se dentro do Aplicativo do Morpholio's Trace. Imagem Cortesia de Morpholio
Se você visitar um escritório de arquitetura hoje, talvez sinta uma leve mudança. Os dias de enormes desktops, mouse-pads ergonômicos e grandes pilhas de papéis estão lentamente dando espaço à canetas digitais, tablets e toneladas de desenhos de arquitetura à mão - ambos físicos e digitais. Arquitetos ao redor do mundo estão limpando suas mesas, literalmente, e utilizando ferramentas touchscreen emergentes e programas de desenhar, compartilhar e colaborar. Parece possível que, pela primeira vez em anos, a profissão de arquitetura poderia revisitar o "estúdio sem papel" de Bernard Tschumi que consistiu em uma parte fundamental de sua gestão como reitor da Escola de Arquitetura da Universidade de Columbia em meados da década de 1990. No entanto, desta vez, "sem papel" começa com uma caneta, ao invés de um click.
Imagine que você faz parte de uma equipe construindo um novo edifício comercial: no meio do processo, você está no local inspecionando a instalação de sistemas de climatização. Você colocou um capacete de aparência engraçada e saiu do elevador de serviço. À medida que você olha para cima há um teto sendo instalado, mas você quer saber o que está acontecendo por trás dele.
Através da viseira em seu capacete você acessa o Building Information Model (BIM), que é instantaneamente projetado em seu campo de visão. Existem canos de aquecimento, canos de água e caixas elétricas se movendo e se deslocando juntamente com seu ponto de vista enquanto você anda pelos corredores. Apague as camadas do modelo para ver a estrutura de aço do edifício, o isolamento e os acabamentos. É como ter uma visão de raio-X como nas histórias em quadrinhos e, em breve, pode ser a realidade em uma obra perto de você.
Neste vídeo, o YouTuber britânico Tom Scott explora o novo sistema de elevadores "MULTI" da Thyssenkrupp, divulgado recentemente pela empresa. Embora esteja ainda em estágio beta de desenvolvimento, tendo sido testado apenas na torre de "inovação" de ThyssenKrupp, de 246 metros de altura, localizada em Rottweil, Alemanha, o sistema MULTI pretende transformar o projeto de edifícios em altura com cápsulas de deslocamento horizontal.
O sistema sem cabo da empresa alemã utiliza trilhos montados verticalmente, sistemas de frenagem na cabine e barras pivotantes para transportar os ocupantes para cima, baixo e para os lados de modo mais seguro e rápido que os elevadores convencionais.
'Carrara Robotics' foi apresentada no ano de 2014 por Jelle Feringa (Odico) e Lucas Terhall (Hyperbody), e nos mostra um robô que corta o mármore com tal flexibilidade e liberdade de movimento que cria formas únicas de grande beleza. O robô utiliza a tecnologia de corte abrasivo e através de um software permite cortar o mármore e diferentes tipos de espuma, entregando como resultado peças de alta complexidade geométrica.
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