Respondendo a debates recentes sobre como big data afetarão nossos ambientes construídos, Synthesis Design + Architecture associou-se à Watson Analytics da para projetar uma parede interna para o Watson Experience Center em San Francisco. O projeto, chamado Data Moiré, por conta dos padrões vertiginosos criados por conjuntos de linhas sobrepostas, usa dados da influência dos telefones celulares sobre o gasto mensal dos consumidores para criar um padrão preciso que define a parede.
Para ajudar a projetar a escultura, Watson aprendeu sobre a história e estilo de Gaudí e a arquitetura de Barcelona através de milhares de imagens, obras literárias, artigos e até música. A partir destas referências. Watson ajudou a revelar teorias críticas das padronagens de Gaudí - como caranguejos, aranhas e paletas de cores - que a equipe de projeto inicialmente não associava com o arquiteto catalão. A escultura resultante possui 4 metros de altura e uma superfície feita de 1200 elementos únicos de alumínio, e lembra de forma inequívoca o trabalho de Gaudí, tanto na aparência como na sensação, mas ainda sim completamente distinta.
A escultura estava exposta de 27 de fevereiro a 2 de março no Mobile World Congress em Barcelona, onde interagiu com os visitantes ao mudar sua forma em tempo real, respondendo aos sentimentos da rede social twitter. Para aprender mais sobre a escultura, o Archdaily teve a oportunidade de conversar com o diretor do Watson, Jonas Nwuke, da IBM.
Esta é coluna inaugural "Valores Práticos", uma nova série bimensal pelo arquiteto e tecnólogo Phill Bernstein. A coluna irá focar no papel evolutivo do arquiteto na intersecção do projeto e construção, incluindo temáticas como sistemas de entrega alterativos e geração de valores. Bernsstein já foi vice presidente da Autodesk e agora leciona na Escola de Arquitetura de Yale.
Este semestre estou dando uma aula chamada “Explorando Novas Proposições de Valores para a Prática que é baseada na premissa que o papel dos arquitetos na indústria da construção requer que pensemos criticamente sobre nosso valor como projetistas neste sistema. Depois de estudar a estrutura e dinâmica de modelos de negócio práticos, a cadeia de fornecimento e outros exemplos de empresas de design inovadoras, os alunos terão que criar um plano de negócios para um escritório de arquitetura da "próxima geração". Sou agnóstico quanto ao que essa prática faz per se, desde que funcione em algum lugar na constelação de coisas que os arquitetos podem fazer, mas há uma restrição - a empresa proposta não pode receber em pagamentos fixos ou taxas cobradas por hora. Têm de criar valor (e lucro) através de alguma outra estratégia.
Hoje, o desenvolvedor de aplicativos Morpholio divulgou a mais recente adição à sua coleção. Ava, abreviatura de Automated Visual Assembly, visa simplificar o processo de projeto de interiores, permitindo que o usuário navegue sem problemas entre painéis de apresentação visualmente atraentes e planilhas de dados detalhadas e editáveis.
Ava procura reformar o status quo para projetos de interiores, que muitas vezes envolve a criação separada de placas de apresentação visual para clientes, folhas e especificações para conjuntos de desenho e listas de produtos para compras. Ava foi inventada para reunir imagens e informações de forma mais inteligente, otimizando a beleza, clareza e facilidade, permitindo que os projetistas naveguem perfeitamente do processo, à apresentação, à entrega do projeto.
FAAB Architektura projetou uma academia de música que combate a poluição do ar no terreno de uma antiga base militar em Cracóvia, na Polônia. Em uma cidade que luta constantemente contra a poluição do ar, FAAB incorporou um "purificador de ar" de 1300 metros quadrados na sua proposta, combatendo os níveis de CO2 tão eficazmente quanto 33.000 árvores da cidade. Este sistema, no entanto, é apenas um elemento em uma academia de música inteiramente integrada com seu ambiente natural.
O New York Times publicou um artigo intitulado "How China Built iPhone City With Billions in Perks for Apple’s Partners’", revelando um tesouro de benefícios públicos para a maior fábrica de iPhone do mundo em Zhengzhou, na China. Em uma cidade de seis milhões de habitantes em uma região empobrecida da China, o governo local contribuiu com US$ 1,5 bilhão para a Foxconn, a fabricante dos iPhones da Apple. O dinheiro é usado, em parte, para melhorar a infra-estrutura local, reduzir os custos de exportação da Foxconn e construir moradias para os 350.000 trabalhadores da fábrica (cinco vezes o número de pessoas empregadas diretamente pela Apple nos Estados Unidos).
https://www.archdaily.com.br/pt/805703/conheca-o-funcionamento-da-iphone-city-na-chinaNiall Patrick Walsh
Tecnologias de imersão espacial estão se tornando cada vez mais populares e acessíveis no campo da arquitetura. Isso é visto no crescente número de ferramentas disponíveis que proporcionam experiências de realidade virtual (VR), hologramas e videos/fotografias em 360°. À transmissão do conhecimento essencialmente passiva, estas tecnologias dão um passo em direção a experiências ativas que oferecem a possibilidade de apreensão espacial -- logo, acesso ao conhecimento de arquitetura -- com o corpo, e não apenas com os olhos.
Com capacidade para até três pessoas e acessíveis para cadeirantes, os elevadores — chamados Pneumatic Vacuum Elevators (PVE) — são autoportantes e não necessitam de sala de máquinas ou outros espaços técnicos. O equipamento é completamente independentes e não se apoia na estrutura da edificação, podendo, assim, ser relocado facilmente.
Uma equipe de jovens (Bar Smith, Hannah Teagle e Tom Beckett) lançou uma campanha Kickstarter para a Maslow, uma máquina de corte CNC de 1,2 por 2,4 metros pensada para auxiliar os esforços de construção cortando formas projetadas pelo usuário em madeira ou qualquer outro material plano. Projetada para ser acessível (com um custo menor que U$ 500), fácil de usar, inclusiva e poderosa, o projeto visa compartilhar desenhos digitalmente para que seja possível construir sobre o trabalho dos outros ou criar os seus próprios a partir do zero.
Com base no desenho do plotter de suspensão, a Maslow "utiliza motores DC com redutores de engrenagens com encoders e um sistema de retroalimentação em ciclo fechado para obter alta precisão e torque".
O Self-Assembly Lab da Escola de Arquitetura do MIT se uniu com a Google para criar o Transformable Meeting Spaces, um projeto faz uso de estruturas trançadas de madeira e fibra de vidro que descem do forro, transformando um grande espaço em pequenos ambientes. Concebidas como uma intervenção em pequena escala para reconfigurar plantas livres, as cápsulas não exigem nenhum sistema eletro-mecânico para funcionar -- a mudança de forma ocorre devido a um esqueleto flexível e um contrapeso.
O esqueleto é composto por 36 hastes de fibra de vidro, que foram tecidas de modo a formar um tecido ou trança cilíndrica. Assim, a estrutura se comporta "como uma armadilha para dedos chinesa: a circunferência da cápsula diminui quando esta é estendida e aumenta quando é solta."
Hoje, a Microsoft anunciou o mais recente produto da família Surface. Batizado de Surface Studio, o dispositivo é, basicamente, uma tela touch de desenho de 28 polegadas voltada para profissionais da indústria criativa, dentre os quais, arquitetos e designers.
O empreendimento imobiliário mais criativo de Porto Alegre não poderia ter uma estreia mais surpreendente e inovadora. Para lançar o Cine Teatro Presidente, o primeiro coliving da Capital gaúcha, a incorporadora wikihaus promove a 1ª Convenção Digital do Mercado Imobiliário. Voltado exclusivamente para corretores de imóveis, o encontro online acontece no dia 18 de outubro, às 19h.
O estúdio londrino de design Caventou projetou uma série de objetos cotidianos feitos com um tipo de vidro que transforma a iluminação natural em eletricidade, mesmo em ambientes internos.
Com células fotovoltaicas integradas, a Current Table e aCurrent Window são ambas fontes de energia independentes e inteligentes que funcionam como itens domésticos.
A ideia de "cabana primitiva" tem feito parte do discurso da arquitetura há décadas; com efeito, a história sugere que ela ofereceu inspiração direta para a ordem Dórica dos gregos antigos. Mas como construir uma cabana de madeira e terra, ou criar uma cobertura de telhas, ou ainda desenvolver um sistema de aquecimento primitivo, nos dias de hoje?
https://www.archdaily.com.br/pt/793796/video-como-construir-uma-cabana-primitivaAD Editorial Team
Desde 2015, Gramazio Kohler Research vem desenvolvendo o projeto "Mesh Mould Metal", incorporando o reforço do concreto e sua fôrma em um único sistema fabricado por robôs. O projeto se baseia numa primeira fase de pesquisas, Mesh Mould, que entre 2012 e 2014, desenvolveu um processo de extrusão robótico para conformar uma malha de polímero.
Agora, em uma segunda fase, "Mesh Mould Metal" concentra-se na tradução do processo de extrusão a base de polímeros em um sistema de construção de suporte de cargas, ao replicar o processo em metal. A pesquisa atualmente se concentra em desenvolver um "processo de dobra e soldas de malhas totalmente automatizado, trabalhando a partir de um arame de aço de 3 milímetros".
Em 2015, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) foi contemplada pelo programa Keeping It Modern da Getty Foundation, que oferece apoio financeiro a projetos cujo objetivo seja a conservação de ícones arquitetônicos do século XX. O projeto apresentado pela FAU-USP prevê o desenvolvimento de um Plano de Gestão da Conservação para o Edifício Vilanova Artigas, sede da faculdade.
Desenvolvido por Current, e powered byGE, LightGrid™, trata-se de um sistema de controle exterior wireless para iluminar ruas, avenidas e estradas. A tecnologia interna do sistema permite sua utilização de forma remota e a supervisão de todas as luminárias é feita através de um sistema de gestão central controlado pela rede, possibilitando a medição do consumo de energia utilizada e, assim, consequentemente, o pagamento é feito exclusivamente pelo o que é consumido.
Graças a um robô chamado Hadrian X, poderemos em breve construir uma casa inteira em apenas dois dias. Desenvolvido pela empresa australiana T Robotics, o gigantesco robô montado sobre um caminhão pode assentar até mil tijolos em apenas uma hora. A inovação consiste no braço telescópico de 30 metros de comprimento, que permite que a base permaneça fixa na mesma posição enquanto os tijolos são assentados.