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Revitalização urbana: O mais recente de arquitetura e notícia

Guia de Arquitetura de Tallinn: 13 projetos em uma capital que reconquista sua frente marítima

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Vista a partir da água, Tallinn apresenta o perfil urbano de uma cidade mercantil hanseática. Durante o período soviético, a maior parte da orla era uma zona militar restrita, restando o porto como um dos poucos pontos de encontro entre a cidade e o mar. Até mesmo o Linnahall, a imensa arena de concreto construída para as competições de vela dos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980, foi implantado, em parte, de modo a preservar a vista da cidade antiga para as embarcações que se aproximavam do porto. Durante meio século, Tallinn cresceu de costas para a água que outrora a transformara em uma cidade comercial. Desse modo, quando a independência foi restaurada em 1991, algumas das áreas mais valiosas da capital estavam também entre as menos familiares para a sua população.

A arquitetura recente de Tallinn é, em grande medida, uma arquitetura de reconexão. A cidade vem reabrindo o que havia sido isolado e adaptando o que perdeu sua função, ao mesmo tempo em que constrói novas estruturas onde os limites entre cidade, infraestrutura e paisagem ainda estão sendo negociados. As fábricas ao redor do centro medieval — dos moinhos de Rotermann, próximos ao porto, aos estaleiros de submarinos em Noblessner — haviam perdido seu propósito original. Desde então, sua conversão gradual tornou-se uma das narrativas definidoras da Tallinn contemporânea. Grande parte dessa arquitetura é deliberadamente discreta, extraindo seu impacto da maneira como estruturas antigas, novos usos e a orla marítima foram reintegrados à vida da cidade.

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A Nova Paisagem Arquitetônica da Hungria: Construindo a Partir do Passado

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A paisagem arquitetônica da Hungria passou pelas décadas socialistas sendo redesenhada de cima para baixo, com suas fazendas cooperativas consolidadas a partir de propriedades familiares e seus blocos habitacionais padronizados distribuídos pelo território de uma forma que teria sido idêntica em qualquer outro lugar. A socióloga Virág Molnár, cujo livro Building the State traça os usos políticos da arquitetura na Hungria e na Alemanha Oriental do pós-guerra, defende que essa reconfiguração do ambiente construído foi um dos principais instrumentos do projeto político, e não um subproduto dele — uma mobilização que se estendeu pela modernização socialista e avançou pela transição que se seguiu. O crítico britânico Owen Hatherley, cuja obra Landscapes of Communism explora os conjuntos habitacionais de Budapeste ao lado dos de Varsóvia e Kyiv, descreve o extremo dessa mesma herança, em que os edifícios sobreviveram à ideologia que os encomendou e continuam ocupados por pessoas que têm pouco interesse em defender a lógica por trás deles.

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Estratégias materiais para atualizar e reutilizar clássicos modernistas

Park Hill, um amplo complexo de habitação social em Sheffield, se destaca como um dos exemplos mais ambiciosos de arquitetura modernista na Grã-Bretanha do pós-guerra. Projetado em 1961 por Jack Lynn e Ivor Smith, seu conceito inovador de "ruas no céu" buscava combinar habitação de alta densidade com o espírito comunitário de bairros tradicionais. No final do século XX, o complexo enfrentava uma profunda negligência, marcada por problemas sociais e degradação estrutural que comprometeram tanto sua funcionalidade quanto sua reputação. Gradualmente, Park Hill tornou-se sinônimo de fracasso do modernismo, carregando um pesado estigma social e marginalizando seus moradores. A partir dos anos 2000, começaram esforços significativos para reverter essa narrativa por meio de um processo de revitalização em duas fases. Na primeira fase, liderada pela Urban Splash, em colaboração com os escritórios Hawkins\Brown e Studio Egret West, a abordagem focou na preservação e valorização dos elementos históricos do edifício, introduzindo intervenções modernas para criar um espaço habitável, funcional e atrativo. Essa etapa demonstrou o potencial da reutilização adaptativa em revitalizar comunidades e resgatar ícones arquitetônicos. A segunda fase da renovação, conduzida pelo escritório Mikhail Riches, buscou expandir esse trabalho inicial, introduzindo novos elementos que aprofundaram a conexão entre os espaços existentes e a vida contemporânea. Com uma abordagem que uniu sensibilidade histórica e inovação arquitetônica, Mikhail Riches deu continuidade ao processo de transformar Park Hill em um exemplo emblemático de como a arquitetura modernista pode ser adaptada às necessidades atuais sem perder sua identidade original.

A fachada de concreto exposta foi cuidadosamente restaurada, janelas com eficiência energética substituíram unidades obsoletas e paineis de alumínio de cores vivas animaram o exterior. Os apartamentos foram reconfigurados para atender aos padrões modernos com plantas abertas, enquanto espaços compartilhados como pátios e centros comunitários foram revitalizados para promover a interação social. Medidas de sustentabilidade, incluindo cobertura verde e isolamento aprimorado minimizaram a pegada ambiental, mantendo o caráter brutalista icônico do projeto ao mesmo tempo em que criavam uma vibrante comunidade de uso misto de unidades residenciais, escritórios, espaços de varejo e locais culturais. O projeto destaca o potencial de reutilização adaptativa de projetos modernistas, algo que também carrega enormes desafios, sobretudo em termos programáticos e de materiais e soluções construtivas.

Foster + Partners inicia construção do complexo One Beverly Hills

Foster + Partners anunciou o início da construção do One Beverly Hills, revitalizando 7 hectares (17,5 acres) no centro da cidade. O projeto propõe duas edificações residenciais, um novo hotel, e um pavilhão de restaurantes e varejo, com previsão de inauguração em 2025. Desenvolvido em colaboração com o arquiteto paisagista RIOS, o projeto destaca-se pelos 4 hectares (10 acres) de jardins e espaços abertos. O masterplan, concebido pela Foster + Partners, integra ainda marcos existentes, como o Beverly Hilton e o Waldorf Astoria Beverly Hills.

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Revitalizando bairros com agricultura urbana nos Estados Unidos

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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) registra que mais de um décimo da população global, cerca de 800 milhões de pessoas, pratica a agricultura urbana em todo o mundo. Nos Estados Unidos, milhões de cidadãos enfrentam dificuldades de acesso a supermercados. Os agricultores urbanos desempenham um papel crucial ao abordar questões de segurança alimentar nas cidades americanas.

A distância entre áreas rurais e urbanas nunca foi tão grande, tornando as fontes de alimentos tradicionalmente rurais inacessíveis. Inicialmente, as cidades se desenvolviam em torno de mercados centralizados que traziam produtos das áreas agrícolas para os centros urbanos. Hoje, a agricultura urbana está revitalizando essa conexão entre os habitantes das cidades e os produtos agrícolas.

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Distrito projetado por Heatherwick Studio em Tóquio é aberto ao público

O novo distrito do Heatherwick Studio, no coração de Tóquio, foi aberto ao público pelo Primeiro-Ministro do Japão. Denominado Azabudai Hills, o projeto representa o ápice de uma iniciativa de requalificação que já dura 30 anos. Com 2,4 hectares de área verde acessível, o bairro oferece uma variedade de atividades de uso misto que se integram harmoniosamente ao entorno natural.

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MAD Architects apresenta proposta para antiga fábrica de cimento em Xangai

O escritório MAD Architects apresentou o plano de renovação para o depósito "Wanmicang" localizado no extremo sul da Fábrica de Cimento Zhangjiang, em Xangai. Esta transformação converterá o edifício em um espaço público multifuncional à beira-mar destinado à cultura, criatividade e comércio. Embora o projeto preserve a essência do antigo local industrial, adiciona um elemento inovador na forma de um volume metálico em forma de arca "flutuante", criando um contraste distinto entre as estruturas antigas e as novas. A conclusão do projeto está programada para o ano de 2026.

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Henning Larsen projeta requalificação de distrito industrial de Bolzano, na Itália

O escritório Henning Larsen divulgou um projeto de requalificação para a zona industrial de Bolzano. A proposta visa restaurar e reconectar parte da cidade através de estratégias de reuso adaptativo, mineração urbana e construção em madeira. O projeto transformará a área em um novo distrito chamado Ponte Roma Quartier, um bairro convidativo e multigeracional que priorizará o uso misto como uma solução para a crise habitacional da cidade.

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Prêmio Aga Khan de Arquitetura anuncia vencedores do ciclo 2020-2022

O Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou os vencedores da edição de 2022. Entre 463 projetos indicados ao 15º Ciclo de Prêmios (2020-2022), os seis vencedores apresentam exemplos de excelência arquitetônica nas áreas de design contemporâneo, habitação social, melhoria e desenvolvimento comunitário, preservação histórica, reutilização e conservação de áreas, bem como paisagismo e melhoria do meio ambiente. Dois projetos de Bangladesh e um da Indonésia, Irã, Líbano e Senegal dividirão o prêmio de 1 milhão de dólares, um dos maiores da arquitetura.

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MVRDV transformará o edifício Centraal Beheer de Herman Hertzberger em conjunto residencial

Projetado para uma seguradora, o edifício Centraal Beheer de Herman Hertzberger em Apeldoorn, Holanda, é amplamente reconhecido como um dos pontos altos do movimento estruturalista. MVRDV, em consulta com o escritório de Herman Hertzberger AHH, está transformando o célebre edifício, tornando-o peça central de um novo bairro residencial sustentável, preservando sua estrutura e princípios fundamentais. O projeto faz parte de uma intervenção maior em um terreno de três hectares próximo à estação de trem da cidade. A proposta do MVRDV apresenta aproximadamente 650-800 apartamentos, mantendo o foco na preservação, ecologização e inovação.

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Regeneração de espaços urbanos: o trabalho de Jan Kattein Architects

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O premiado escritório londrino Jan Kattein Architects usa seus projetos arquitetônicos para concretizar oportunidades cívicas e espaciais. Desta forma, busca estabelecer um legado social e físico, alcançado ao adotar um processo de design aberto e interativo que responde positivamente às necessidades e aspirações dos clientes.

Ao permitir que o processo conduza cada projeto individualmente, seu método estimula uma arquitetura inovadora, buscando agregar benefícios através da educação, do crescimento econômico, das atividades culturais e uma maior coerência comunitária.

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130 Lixões de Medellín são transformados em jardins públicos

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Alguns terrenos de Medellín que não tinham uso definido começaram a ser usados como lixões informais, trazendo consigo doenças e diversos problemas ambientais.

Por esse motivo, foram reconhecidos como pontos críticos da cidade pela Secretaria do Meio Ambiente, que os incluiu em um novo programa de regeneração urbana.

Três ideias para recuperar os espaços públicos e fomentar a vida urbana

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A importância dos espaços públicos na vida urbana é um assunto presente desde a Grécia antiga até os nossos dias. As possibilidades de encontro e de debate nesses espaços são capazes de influenciar a forma como os habitantes participam no desenvolvimento de suas cidades, contando com maiores espaços disponíveis para todos.

Porém, nas sociedades modernas, o papel estratégico dos espaços públicos foi limitado, sendo a massificação dos automóveis um dos principais fatores, segundo o blog de planejamento urbano e mobilidade sustentável, The City Fix. De fato, segundo uma pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente do Brasil, cerca de 70% dos espaços públicos dos centros urbanos são consistem nas vias para automóveis, por onde deslocam-se apenas de 20% a 40% da população da cidade.

Como os espaços públicos podem ser recuperados para fomentar a vida urbana? Apresentamos a seguir três ideias.

Galeria de arte a céu aberto em Salvador

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Galeria de arte a céu aberto em Salvador - Arte E ArquiteturaGaleria de arte a céu aberto em Salvador - Arte E ArquiteturaGaleria de arte a céu aberto em Salvador - Arte E ArquiteturaGaleria de arte a céu aberto em Salvador - Arte E ArquiteturaGaleria de arte a céu aberto em Salvador - Mais Imagens+ 10

Projeto cultural contribui para a revitalização de espaços pouco valorizados da capital baiana e vira vitrine para artistas da cidade, ocupando com mais de 2400m² de arte a região do Comércio de Salvador. 

Saiba mais, a seguir.

Cinco ideias para aproveitar os espaços subterrâneos das cidades

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Um jardim, um aquário, um parque, um estacionamento, um centro de pesquisas...no subsolo. A ideia é aproveitar os espaços nas cidades que não estão sendo utilizados para transforma-los em locais habitáveis.

The Underline, o parque linear de 16 km que será construído sob o metrô de Miami

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O metrô de Miami conta com duas linhas de 40 km de extensão e 23 estações. Como se trata de um metrô de superfície, apresenta espaços livres sob sua infraestrutura que, em certos trechos, foram aproveitados para a construção de ciclovias.

No entanto, o desenho destas ciclovias são é mais eficiente, tampouco seguro, apresentando diversas curvas, grandes cruzamentos, pouca distinção dos espaços destinados a ciclistas e pedestres, falta de sinalização e iluminação e pontos cegos, entre outros inconvenientes mostrados no vídeo acima.

“Pavilhão de Pallets”: Cidadãos conseguem revitalizar um espaço público na Nova Zelândia

No início de dezembro do ano passado foi construído, em uma área vazia de Christchurc (Nova Zelândia), um espaço público para a realização de concertos e eventos abertos. Inicialmente estava programado que funcionasse durante seis meses, ou seja, até maio deste ano. Mas, por demonstrar ser capaz de reativar um espaço urbano e, por meio de uma campanha de crowdfunding organizada pelas pessoas que não queriam que ele fechasse, o espaço ficará permanecerá aberto por mais um ano.

O que faz deste local chamativo às pessoas, chamado de “Pavilhão de Pallets”, não é somente sua gestão comunitária, mas o fato de ter sido construído com materiais de construção sustentáveis. Feito com mais de 3.000 pallets de madeira reutilizados - e com a ajuda de 250 voluntários - o pavilhão não funciona somente como um centro comunitário ao ar livre, mas como um jardim em meio à cidade.

A seguir mais informações e fotografias do pavilhão.

#Encaja_dos: Uma galeria de arte efêmera em uma esquina de Barcelona

Em uma esquina do bairro Born, em Barcelona, havia um terreno vazio completamente abandonado que já não era mais valorizado pelos vizinhos. Por este motivo, a equipe de lagaleriademagdalena e o fotógrafo Joan Tomás conceberam, em junho de 2012, a intervenção #Encaja_dos que, a partir de retratos de pessoas incorporados às paredes, converteu o espaço em uma galeria de arte ao ar livre.

Entretanto, no início deste ano o espaço voltou a ter um aspecto descuidado, em parte pelo lixo que se acumulou e porque foram pregados cartazes publicitários sobre as fotos sorridentes das pessoas. Assim, a equipe responsável pela primeira intervenção decidiu lançar uma segunda, em junho deste ano, junto a uma campanha de financiamento coletivo.

A seguir mais imagens e detalhes.

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