Gropius, Mies van der Rohe, Albers, Klee, e Breuer são todos os nomes que lembram o excepcional talento artístico da escola Bauhaus. Mas um aspecto excepcional, ainda que menos conhecido da Bauhaus é que a escola de arte alemã experimental do início do século XX foi uma das primeiras instituições educacionais a aceitar abertamente mulheres qualificadas no programa.
Uma vez inseridas no programa, as mulheres não eram exatamente tratadas como iguais aos seus pares masculinos, mas em 1919 a aceitação dessas mulheres apaixonadas foi o início de uma onda de artesãs modernas que fizeram significativas contribuições, ainda que não tão reconhecidas, ao movimento Bauhaus. Uma introdução a sete dessas mulheres pode ser encontrada abaixo:
A historiadora e crítica de projetos Laura Martínez de Guereñu foi selecionada na primeira edição da Bolsa Lilly Reich, tal como anunciou a Fundação Mies van der Rohe e a prefeitura de Barcelona nessa terça-feira.
"Queremos contribuir com esse grão de areia para corrigir a desigualdade das mulheres e sua invisibilidade. É uma obrigação e uma dívida de justiça que queremos materializar colocando o nome de Lilly Reich à essa iniciativa", declarou Janet Sanz, presidenta da Fundação Mies van der Rohe, no ato realizado nesta terça-feira com a presença de diretora Anna Ramos e da própria Laura Martínez de Guereñu.
Historicamente relegadas à esfera do privado, foi somente a partir do século XX que a mulher passou, de fato, a exercer seu direito à cidade e sua dinâmicas. Até hoje, no entanto, esta apropriação é cerceada. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva deste ano, oito em cada 10 mulheres brasileiras têm medo de andar sozinhas à noite.
Além da questão da violência, se colocam como entraves para o pertencimento, circulação e ocupação livre do espaço público pelas mulheres a ausência de políticas que visem contemplar necessidades urgentes do gênero feminino, além de suas identidades e olhares.
Há algo irresistível no romance arquitetônico de Robert Venturi e Denise Scott Brown. Eles se conheceram quando ambos eram jovens professores da Universidade da Pensilvânia; Scott Brown realizava seminários em planejamento urbano e Venturi dava palestras sobre teoria da arquitetura. Como diz a história, Scott Brown argumentou em sua primeira reunião do corpo docente que a magistral biblioteca gótica veneziana de Frank Furness não deveria ser demolida para se construir uma praça (então uma opinião dissidente). Venturi se aproximou dela após a reunião, oferecendo seu apoio. Como Paul Goldberger escreveu sobre o casal em 1971, “à medida que seus pontos de vista estéticos se aproximavam cada vez mais, o mesmo acontecia com os seus sentimentos.” Nós, amantes da arquitetura, não podemos fazer nada a não ser esse casal de arquitetos.
A Fundación Arquia, junto à arquiteta Ana Asensio, nos convida a pensar em como foram desenhadas -até agora- as cidades; espaços de fricção que foram concebidos sem igualdade de participação na tomada de decisões e que, portanto, nos levam a falar de feminismo.
Há uma série de velhos conselhos que as pessoas costumam dar para aqueles que um dia revelaram o desejo de estudar arquitetura: um curso extenso e exaustivo, noites em claro e um restrito mercado de trabalho extremamente concorrido. Depois da graduação, quando finalmente começa-se a trabalhar, as coisas não costumam ser menos difíceis, muito pelo contrário. Geralmente, arquitetos e arquitetas passam meses ou até mesmo anos desenvolvendo estudos e mais estudos antes de ter qualquer projeto construído. Se existem alguém no mundo que conhece bem o significado da palavra resiliência, existe uma grande chance de que esta pessoa seja um(a) arquiteto(a).
É por isso que muitos dos nossos colegas estão encontrando outros caminhos na profissão. Horários flexíveis, trabalhos mais interessantes ou apenas a possibilidade de sair da frente da tela de um computador. Oportunidades não faltam para aqueles que desenvolveram habilidades tão variadas e abrangentes durante os anos de estudo. Arquitetos costumam desenvolver uma ampla sensibilidade espacial e são capazes de compreender rapidamente o contexto sócio-cultural dos lugares. Neste ensaio, três dos nossos editores do ArchDaily falam sobre o que significa ser um arquiteto, por que deixaram de projetar edifícios e o que eles fazem em seus trabalhos atualmente.
O jornal New York Times detalhou as acusações de assédio sexual de cinco mulheres contra Richard Meier. As denúncias foram feitas por quatro mulheres que trabalharam com o arquiteto, incluindo duas mulheres que descrevem assédios ocorridos nos últimos dez anos. Uma quinta mulher, que não trabalhou na empresa, detalha um assédio com ele na década de 1980.
Em resposta às denúncias feitas pelo New York Times, o arquiteto de 83 anos disse que se ausentará por seis meses de sua empresa e emitiu a seguinte declaração: "Estou profundamente incomodado e envergonhado pelos relatos de várias mulheres que se ofenderam com minhas palavras e ações. Embora nossas lembranças possam diferir, peço sinceras desculpas por qualquer pessoa que tenha se ofendido pelo meu comportamento".
https://www.archdaily.com.br/pt/890687/richard-meier-e-acusado-de-assedio-sexual-por-5-mulheres-e-afasta-se-temporariamente-de-seu-escritorioAD Editorial Team
A disparidade entre homens e mulheres em locais de trabalho tem sido motivo de preocupação dentro e fora do campo da arquitetura. Para aumentar a conscientização sobre a necessidade de igualdade salariam entre homens e mulheres, o governo britânico exigiu em 2017 que companhias do Reino Unido com mais de 250 funcionários publicassem relatórios anuais sobre as diferenças de remuneração entre os gêneros em seus escritórios.
Uma das maiores empresas de arquitetura do mundo, a Foster + Partners, com sede em Londres, divulgou seu relatório sobre questões de remuneração de gênero, tornando-se uma das primeiras empresas de arquitetura a fazer isso. O relatório revela que há pouca representatividade feminina em cargos superiores, resultando em uma diferença de remuneração em toda a empresa, e destaca o compromisso de incentivar a diversidade de gênero em todos os níveis da companhia.
https://www.archdaily.com.br/pt/890399/mulheres-ganham-menos-no-escritorio-foster-plus-partnerNiall Patrick Walsh
No ArchDaily, queremos ver mais mulheres mostrando seus projetos ao mundo e recebendo o reconhecimento que merecem por seu trabalho. Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher e, junto a nossas leitoras e leitores, queremos continuar dando visibilidade à valiosa contribuição que todos os dias milhares de companheiras de profissão oferecem ao campo da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/890397/ajude-nos-a-descobrir-a-nova-geracao-de-mulheres-que-esta-redefinindo-a-arquitetura-mundialPola Mora
Site Museum of Paracas Culture / Barclay & Crousse. Courtesy of Barclay & Crousse. Image
Duas arquitetas sul-americanas foram selecionadas como vencedoras dos prêmios The Architectural Review e The Architects 'Journal's 2018 Women in Architecture. O primeiro prêmio deste ano, Arquiteta do Ano, foi entregue à peruana Sandra Barclay, enquanto a arquiteta paraguaia Gloria Cabral foi selecionada como vencedora do Prêmio Moira Gemmill para Arquitetura Emergente, sendo ambas reconhecidas pelo júri pelo seu domínio de materiais.
A exposição "Arquitetas XIX-XX" sobre o papel das mulheres na história da profissão, montada na Universidade da Beira Interior em Portugal, foi vandalizada na noite de sexta-feira para sábado da semana passada. Realizada no Mestrado Integrado em Arquitetura do Departamento de Engenharia Civil da universidade, a mostra ocupava o átrio do edifício e foi destruída, provavelmente, a murros e pontapés, segundo informa uma matéria publicada pelo jornal português Expresso.
Com o objetivo de refletir sobre o fato da "visibilidade das mulheres arquitetas, no contexto da História da Arquitetura consolidada, ser diminuta e não fazer justiça à sua presença efetiva e real no fazer cidade e arquitetura", a exposição, organizada por Patrícia Santos Pedrosa, tratou de exibir os resultados de uma pesquisa sobre a produção e presença de arquitetas dos últimos dois séculos que contribuíram para ampliar "o modo de fazer, pensar e questionar a arquitetura".
A arquiteta britânica Amanda Levete foi escolhida como vencedora do Prêmio Jane Drew 2018 para mulheres na arquitetura, em reconhecimento "a uma arquiteta que, através do sério compromisso com o exercício profissional, tem fortalecido o importante papel que as mulheres sempre desempenharam na prática da arquitetura."
Amanda Levete é fundadora do escritório de arquitetura de Londres, AL_A. A generosa arquiteta chegou a dividir com o seu antigo escritório metade do Prêmio Stirling, que ganhou na época em nome do escritório Future Systems, o qual dirigia com seu então marido, Jan Kaplický. Juntos, projetaram edifícios que mudaram paradigmas na arquitetura e foram amplamente aclamados pela crítica, como o Birmingham Selfridges e o Media Center, vencedor do Prêmio RIBA Stirling em 1999.
via Flickr User: Timothy Brown Licensed Under CC BY 2.0
Elsa Mäkiniemi – Elissa Aalto, foi uma arquiteta finlandesa que a partir de 1949 trabalhou junto a seu marido Alvar Aalto. Depois do falecimento de Alvar, ela comandou o escritório Alvar Aalto & Co. até a sua morte, em 1994.
Ela concluiu os projetos inacabados de Alvar Aalto e defendeu seus trabalhos já prontos contra alterações injustificáveis.
Há algum aspecto ou marca recorrente que distingue, na essência, o olhar de fotógrafas e fotógrafos de arquitetura? Essa talvez seja mais uma daquelas perguntas de caráter retórico frequentemente usadas como argumento ao lançar luz sobre obras produzidas por mulheres e para a qual não se tem resposta precisa.
Carla Juaçaba é uma arquiteta que trabalha no Rio de Janeiro, onde se dedica ao desenho de diversos espaços com um olhar disciplinado que destaca o particular e exuberante contexto brasileiro.
O ano de 2017 já passou, mas deixou-nos uma série de aprendizados e novos conhecimentos que nos permitirá enfrentar com melhores ferramentas o desafiante 2018. Que surpresas este ano nos trará?
Em um espécie de jogo de previsões, pedimos a nossos editores do ArchDaily em espanhol, que projetem, com base em suas reflexões de 2017, quais serão os temas em que ouviremos falar entre arquitetos durante no ano de 2018, que acaba de começar.
https://www.archdaily.com.br/pt/886754/os-9-temas-de-arquitetura-que-voce-deve-conhecer-em-2018Pola Mora
Cortesia de Beverly Willis Architecture Foundation
A Beverly Willis Architecture Foundation lançou um novo site chamado "Pioneering Women of American Architecture". O site procura promover e documentar mulheres importantes para a história da arquitetura, sendo o resultado de numerosas entrevistas, pesquisas e documentação fotográfica. Desde 2012, Beverly Willis e Wanda Bubriski têm trabalhado para trazer visibilidade à obra de arquitetas dos EUA.