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Mulheres na arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetas falam sobre diferenças de gênero em artigo do New York Times

Diferenças de gênero na arquitetura continuam a ser motivo de preocupação e uma recente pesquisa realizada pelo AIA mostra que as mulheres sentem que muito pouco ou nenhum progresso aconteceu para superar estes obstáculos. Após o recente falecimento de Zaha Hadid, pioneira e inspiração para muitas arquitetas e designers, o New York Times lançou uma pesquisa online perguntando a arquitetas sobre suas experiências na profissão. Leia alguns trechos das mais de duzentas respostas recebidas, a seguir.

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Comic Break: "Sexismo na Arquitetura"

Temos o prazer de anunciar uma nova parceria com o Archtexts! Neste primeiro artigo de suas contribuições bimestrais, o tema - embora abordado através do humor - é bastante sério: sexismo e desigualdade de gênero na arquitetura.

Desde o falecimento de Zaha Hadid há três semanas, o mundo da arquitetura tem refletido sobre seu legado. Suas realizações na arquitetura são impressionantes não apenas por seus projetos inovadores, mas também por terem obtido reconhecimento em uma profissão dominada por homens; mas não sem ter experienciado várias formas de sexismo ao longo de sua jornada profissional. A página Architexts, especializada quadrinhos sobre arquitetura, usa o humor para abordar aspectos e estereótipos frequentes na profissão da arquitetura, incluindo alguns negativos.

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Por que a representação igualitária para mulheres na arquitetura é melhor para todos

No atual debate sobre as mulheres na profissão de arquitetura, é difícil ouvir um argumento do porque da representação igualitária é importante, geralmente é assumido como um imperativo moral inquestionável. No entanto, neste artigo originalmente publicado no Huffington Post como "Why Women's Leadership Is Essential for Architects," Lance Hosey argumenta que, independente de sua posição na igualdade como um imperativo moral, a melhor representação de mulheres na arquitetura poderia beneficiar todos na profissão - e de maneiras bastante tangíveis.

Recentemente, no Dia Internacional das Mulheres, o Instituto Americano de Arquitetos, (AIA em sua sigla em inglês) publicou "Diversity in the Profession of Architecture," seu primeiro relatório de diversidade em uma década. Esta publicação acompanhou a criação no mês de dezembro da "Comissão da Igualdade na Arquitetura," um painel de vinte arquitetos, educadores, e profissionais da diversidade para pesquisar sobre diversidade e inclusão na profissão. O novo relatório documenta uma pesquisa com mais de 7.300 profissionais de arquitetura e estudantes, incluindo homens e mulheres, 79% deles brancos e 21% de outras etnias.

Odile Decq recebe o Prêmio Jane Drew de 2016

Odile Decq ganhou o Prêmio Jane Drew de 2016 através da anual Premiação Mulheres na Arquitetura realizada pela Architectural Review's (AR). Co-fundadora do Studio Odile Decq, a arquiteta francesa foi homenageada por ser um "uma criativa fonte de energia, que rompe paradigmas e defensora da igualdade". Seu diversificado portfólio varia de galerias de arte e museus, à habitações sociais e infraestruturas. Ficou conhecida pelo edifício incubadora Cargo em Paris e pelo Museu Nacional do Parque Geológico de Fangshan Tangshan em Nanjing, China.

O que pode ser feito para eliminar a desigualdade entre gêneros na arquitetura

Nos últimos anos, muita atenção tem sido dada ao debate de gênero na arquitetura e muitos se perguntam por que, em pleno século XXI, nossa profissão se mostra ainda tão desafiadora para as mulheres. De muitas maneiras, o foco lançado sobre o tema "mulheres na arquitetura" parece bem sucedido: em 2014, Julia Morgan se tornou a primeira mulher a ser premiada com a AIA Gold Medal e embora Denise Scott-Brown possa (ainda) não ter sido retroativamente premiada com o Prêmio Pritzker, a decisão do AIA de abrir sua premiação para mais de uma pessoa por vez finalmente permitiu que Scott-Brown se juntasse a Morgan na (pequeníssima) lista de mulheres premiadas. No Reino Unido, Zaha Hadid foi condecorada com a RIBA Gold Medal este ano, fazendo dela a primeira mulher na história a receber o prêmio sem dividi-lo com um sócio homem. No entanto, apesar destes aparentes avanços por igualdade na arquitetura, ainda vemos notícias como a recente pesquisa elaborada pelo AR, que mostra que as desigualdades entre gêneros estão, de fato, aumentando.

Hoje, no Dia Internacional da Mulher, queremos abrir a discussão entre nossos leitores para saber o que pode ser feito. O que os escritórios, as instituições e a mídia podem fazer para diminuir a desigualdade entre os gêneros em nossa profissão? Deixe suas opiniões na seção de comentários a seguir; as melhores respostas farão parte de um próximo artigo relacionado.

Jeanne Gang é eleita a arquiteta do ano pelo "AR 2016 Women in Architecture Awards"

A página The Architectural Review anunciou as vencedoras do 2016 Women in Architecture Awards, que reconheceu este ano a arquiteta mexicana Gabriela Etchegaray com o Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture e Jeanne Gang com o Architect of the Year Award. Ao premiar Gang e Etchegaray, o AR nota que ambas "demonstraram excelência em projeto e comprometimento em trabalhar de forma sustentável e democrática com as comunidades locais".

Lina Bo Bardi, a representação da mulher no espaço público

Oito de março, Dia Internacional da Mulher. A data transmite muito mais do que uma reflexão acerca do universo feminino, pois traz a compreensão da importância do papel da mulher na sociedade e lembra sua luta política em prol de direitos. Para refletir sobre esta temática, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faz uma homenagem às mulheres, relembrando a obra da arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi, marcada por ideias revolucionárias e humanistas.

AR seleciona 15 finalistas para o Women in Architecture Awards

O Architectural Review (AR) revelou as candidatas para seus prêmios Woman Architect of the Year 2016 e Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture. Tatiana Bilbao, Jeanne Gang, Kazuyo Sejima e Charlotte Skene Catling estão entre as finalistas do Woman of the Year por seus respectivos impactos na profissão e habilidades de inspirar mudanças no campo da arquitetura.

Onze mulheres estão entre as finalistas do Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture, selecionadas pelo "uso de inovações na arquitetura para catalisar mudanças sociais positivas." Veja, a seguir, a lista completa.

Primeira edição da revista Arquitetas Invisíveis será lançada em abril

A primeira edição da Revista Arquitetas Invisíveis, iniciativa de um coletivo feminino formado por cinco jovens arquitetas e urbanistas de Brasília, será lançada em abril deste ano. A publicação será possível graças ao envolvimento de 366 colaboradores que doaram recursos para a realização do projeto. O custo estimado era R$ 46.835. Porém, com a participação voluntária de simpatizantes foi possível atingir a marca de R$ 53.416, superando a meta estipulada.

Pesquisa internacional AD Women in Architecture 1975-2015 para a Revista Architecture Design

Há 40 anos a revista Architectural Design publicou uma edição especial sobre Mulheres na Arquitetura, em agosto de 1975. Na época, a diretora Monica Pidgeon enviou cartas para 100 arquitetas perguntando: o que uma mulher pode fazer de contribuição para a arquitetura que um homem não pode (e vice versa) e quais são as vantagens ou desvantagens em ser uma mulher nessa carreira.

Agora em 2016 uma nova versão da pesquisa pretende verificar e repetir a iniciativa de Pidgeon através de um questionário on-line com perguntas semelhantes.

Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016

O American Institute of Architects (AIA) anunciou Denise Scott Brown e Robert Venturi como vencedores da AIA Gold Medal 2016. O AIA selecionou a dupla por seus "projetos construídos e literários que definiram o curso do pós-modernismo e quase toda a evolução formal na arquitetura", Scott Brown e Venturo são a primeira dupla a receber a Gold Medal após o AIA aprovar em 2013 uma mudança em seu regulamento, que passou a permitir que a honraria seja concedida a duplas que trabalham juntas.

Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016 - Image 1 of 4Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016 - Image 2 of 4Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016 - Image 3 of 4Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016 - Image 4 of 4Denise Scott Brown e Robert Venturi são premiados com a AIA Gold Medal 2016 - Mais Imagens+ 2

10 fatos sobre Teresa Borsuk, eleita a Arquiteta do Ano de 2015 pelo AJ

O Architects’ Journal elegeu Teresa Borsuk, do escritório Pollard Thomas Edward, como Arquiteta do Ano de 2015. O prestigioso título, concedido ano passado a Francine Houben, do Mecanoo, está sendo conferido a Borsuk por sua "notável" habilidade de proporcionar uma maior igualdade dentro de seu escritório.

Borsuk foi escolhida dentre uma concorrida lista de arquitetas. Descubra, a seguir, dez fatos sobre Borsuk e veja porque o júri a considera um exemplo para as futuras gerações.

#wikiD: Ajude o ArchiteXX a inscrever arquitetas na Wikipedia

Inspirado no ensaio de Despina Stratigako intitulado "Unforgetting Women Architects: From the Pritzker to Wikipedia", o ArchiteXX lançou o #wikiD, um evento global que coincidirá com o Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março. Com o slogan "Women. Wikipedia. Design", #wikiD convida as pessoas a "inscreverem na Wikipedia mulheres designers, arquitetas e todas aquelas envolvidas na criação de nosso ambiente."

Saiba mais sobre o evento e como participar, a seguir.

Diferença de salário entre homens e mulheres na arquitetura está diminuindo, diz pesquisa do AJ

Em sua quarta edição, a pesquisa Women in Architecture, realizada pelo Architect's Journal, está fortemente inserida na discussão de gênero na profissão da arquitetura. Utilizando dados de oriundos de diversas partes envolvidas - clientes, consultores, engenheiros, construtores e acadêmicos - o levantamento de 2015 focou apenas no Reino Unido e viu o número de participantes aumentar para inéditos 1.104 entrevistados, 20% dos quais eram homens.

Os resultados das edições anteriores da pesquisa levantaram a discussão no meio arquitetônico e na mídia,  tendo sido citados pelo RIBA e pelo governo britânico. A pesquisa cobre quatro tópicos principais - pagamento, prática, educação e filhos - começando com questões mais amplas sobre discriminação antes de se aprofundar em temas mais específicos. Veja a seguir os resultados do levantamento de 2015.

Architects’ Journal divulga lista de finalistas do prêmio "Arquiteta do Ano"

Architects’ Journal divulga lista de finalistas do prêmio "Arquiteta do Ano" - Imagem de Destaque
© Pollard Thomas Edwards

O Architects’ Journal divulgou a lista de finalistas do seu prêmio anual Women in Architecture, nomeando 17 profissionais estabelecidas e emergentes que contribuíram com a profissão "em uma área em que as mulheres ainda sofrem uma alarmante discriminação." Honradas com a escolha, as nomeadas compartilharam alguns conselhos às arqui tetas.

Veja quem foram as selecionadas e saiba o que elas acreditam ser necessário para que as mulheres sejam bem sucedidas na profissão, a seguir.

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Porque a arquitetura tem que ouvir suas mulheres esquecidas

Porque a arquitetura tem que ouvir suas mulheres esquecidas - Image 2 of 4
Cortesia de Women in Architecture, via Metropolis Mag

Publicado por Alexandra Lange originalmente na Metropolis Magazine como "Architecture's Lean In Moment."

"As mulheres são os fantasmas da arquitetura moderna, sempre presentes, cruciais, mas estranhamente invisíveis", escreveu a historiadora Beatriz Colomina em "With, Or Without You", ensaio do catálogo de 2010 do museu de Arte Moderna: Modern Women. "A arquitetura é altamente colaborativa, mais como a cinematografia do que a arte visual, por exemplo. Mas ao contrário dos filmes, isto é raramente reconhecido".

Colomina prossegue, registrando a história das mulheres esquecidas do modernismo, reconhecidas, quando muito, por ter trabalhado "com" Mies van der Rohe, Le Corbusier, Alvar Aalto, ou Charles Eames. Para se colocar no lugar de Lilly Reich, Charlotte Perriand, e Aino Aalto, simplesmente assista o casal Eames no Home Show em 1956, quando Ray é apresentada indignamente como a "mulher hábil por trás de Charles", que entra após ele gracejar com a apresentadora Arlene Francis.

Neste semestre, esses fantasmas voltaram para nos assombrar: Arielle Assouline-Lichten, estudante da Faculdade de Design de Harvard, divulgou trechos de uma entrevista com Denise Scott Brown no qual ela menciona a própria omissão do Prêmio Pritzker do parceiro Robert Venturi em 1991. "Me devem não um Prêmio Pritzker, mas sim uma cerimônia de inclusão no Pritzker", Scott Brown diz. "Saudemos a noção de trabalho colaborativo".

Leia mais a seguir...

Prêmio Pritzker rejeita o pedido de Denise Scott Brown de conceder o prêmio de forma retroativa

O Prêmio Pritzker finalmente divulgou um comunicado oficial em resposta ao pedido dos estudantes de Harvard Arielle Assouline-Lichten e Caroline James,propondo que Denise Scott Brown receba de forma retroativa o Prêmio Pritzker de Arquitetura de 1991, que foi concedido somente ao seu marido Robert Venturi.

Lord Palumbo, que está à frente deste prêmio, respondeu que essa ação seria impossível dada a forma em que o júri do Pritzker delibera: "O júri do Pritzker, ao longo dos anos, é composto de pessoas diferentes, cada qual faz o seu melhor para encontrar os candidatos mais qualificados. Um júri atual não pode reabrir o processo, ou questionar o trabalho de um júri anterior."

A carta sugere que Scott Brown é, no entanto, uma candidata que ainda poderia receber um próximo Prêmio Pritzker, além disso, agradece a Assouline-Lichten e James por " chamar a nossa atenção diretamente sobre um problema mais geral, ou seja, o de garantir um lugar justo e igual para as mulheres na profissão. Entregar esta garantia é, naturalmente, uma obrigação adotado por todas as partes da profissão, das escolas que podem incentivar os alunos a ingressar na profissão, assim como os escritórios que devem fomentar a capacidade das mulheres para desenvolverem seu potencial como arquitetos.Acreditamos que o papel especial que o júri do Prêmio Pritzker deve cumprir neste aspecto é  ter em mente o fato de que certas recomendações e discussões em relação ao projeto arquitetônico geralmente são um reflexo de tempos e lugares determinados, os quais podem refletir preconceitos culturais que minimizam o papel das mulheres no processo criativo. Quando isso acontece, nós devemos e faremos com que o assunto seja tratado com toda a consideração que merece."

Leia a carta na íntegra, após o intervalo ...