Newburn Flats, 1941. Imagem via Wikipedia de Enricotjiupek. Licença CC BY-SA 3.0
Mary Turner Shaw teve uma longa e multifacetada carreira, desempenhando ao longo da sua vida diversas funções, como designer (especialista em design de cozinhas), administradora de projetos públicos e privados, historiadora e pioneira em compilar uma coleção sobre livros de arquitetura.
O fato de ter permanecido ao longo da sua vida como uma "eterna aprendiz" a levou a transcender em cada uma das tarefas que desempenhou, até converter-se, inclusive, em uma das primeiras historiadoras a escrever sobre degradação ambiental.
O GT-Mulheres do SASP - Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo e o Centro Universitário Fiam Faam lançaram o projeto São Paulo por Elas, que busca conhecer e dar visibilidade ao trabalho das arquitetas brasileiras.
Segundo as idealizadoras, o projeto é um esforço "contra a invisibilização das arquitetas" e pretende "mapear e expor nossas profissionais". Para contribuir com o projeto, é preciso preencher o formulário com informações sobre a obra que você deseja inserir no mapa.
Table E.1027, desenho de Eileen Gray (ano 1927). Imagem via Wikipedia User: Geheimnisträgerin Licensed under public domain
Eileen Gray - Kathleen Eileen Moray Gray - foi uma das mais importantes designers e arquitetas do início do século XX.
Sua atividade profissional se desenvolveu à parte da corrente geral da modernidade durante toda sua carreira, primeiro dedicada a técnica do laqueado, logo como designer de móveis e, finalmente, como arquiteta autodidata.
Em um período onde os designers eram em sua maioria homens, e quase sempre afiliados a um movimento artístico-intelectual, ela manteve-se incondicionalmente independente. Sua obra não se desenvolveu seguindo padrões claramente estabelecidos, de modo que expressa o resultado de um processo de investigação bastante pessoal.
via Flickr User: Régine Debatty Licensed under CC BY-SA 2.0
Nascida no Rio de Janeiro, Anna Maria Niemeyer foi uma arquiteta, designer e galerista.
Filha única do famoso arquiteto Oscar Niemeyer, trabalhou com seu pai na construção de Brasília depois de ter sido responsável pelo desenho de interiores de vários edifícios públicos na cidade.
Nos anos setenta criou uma linha de móveis, exposta em diferentes instituições no Brasil e outros países. Em 1977 fundou a Galeria Anna Maria Niemeyer, um espaço dedicado à difusão e comercialização de arte contemporânea no Rio de Janeiro.
Apesar de nascida na capital italiana, Lina Bo Bardi tornou-se uma das figuras mais importantes a sintetizar a cultura brasileira ao mundo e ao próprio país, unindo arquitetura, política e cultura popular. Seu perfil inquieto e sua ânsia à quebra de tradicionalismos fez do Brasil o território ideal à aplicação de seus ideais.
Entre os elementos arquitetônicos que Lina trabalhou ao longo de sua obra, a qualidade material e cultural é fundida na busca pela integral poesia dos espaços. Para além dos elementos concretos e solidificados, a arquiteta buscou o desenvolvimento de um trabalho pautado pela presença dos elementos culturais e uma intensa discussão política, idealizando uma arquitetura pautada pelo rompimento de barreiras entre o erudito e o popular.
Franca Helg nasceu em MIlão em 1920. Constituiu parte ativa da geração de arquitetos e intelectuais que protagonizou a reconstrução física e cultural das cidades italianas após a Segunda Guerra Mundial.
Helg trabalhou e desenvolveu um interessante processo de inversão e articulação dos preceitos modernos com modelos tradicionais de produção industrial e preexistências arquitetônicas nas cidades.
No início de outubro aconteceu em Foz do Iguaçu, o I Encontro Internacional do MALOCA Grupo de Estudos Multidisciplinares em Urbanismos e Arquiteturas do Sul, com o objetivo de apresentar os resultados do seu primeiro triênio (2014-2016) e debater os rumos das pesquisas do grupo para o triênio 2017-2019. Sediado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA, em Foz do Iguaçu, o grupo de pesquisa MALOCA tem atuado a partir das necessidades prementes de buscar respostas a questões na área voltadas para o contexto de ensino, hábitos de morar e construir, políticas públicas e direitos humanos, sob uma perspectiva decolonial, com ênfase na América Latina e no Sul global. Com vistas a uma arquitetura da autonomia ou uma arquitetura cidadã no Brasil e na América Latina, o MALOCApossui três linhas de pesquisa: (1) Ensino de Arquitetura e Urbanismo na América Latina; (2) Hábitos de morar e de construir no contexto latino-americano e (3) Políticas públicas, território, direitos humanos e sociais. O grupo de pesquisa forma uma rede internacional de aproximadamente 20 pesquisadores/as de instituições em diversas regiões do Brasil, como as federais do Ceará, Bahia, Ouro Preto, São João del Rei, Tecnológica do Paraná e de São Paulo e ainda pesquisadoras da Bolívia e de Cabo Verde, consolidando o diálogo de saberes a partir do Sul. Originário do quadro docente do curso de arquitetura e urbanismo da UNILA, atualmente está vinculado também com o programa de pós-graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento na mesma instituição.
https://www.archdaily.com.br/pt/884394/arquiteturas-e-urbanismos-do-sul-em-debateAndréia Moassab e Gabriel Rodrigues da Cunha
Residência Shibaura. Imagem via Flickr User: Park Licença CC BY 2.0
Kazuyo Sejima nasceu em Ibaraki, Japão, en 1956. É sócia fundadora do escritório SANAA, junto com Ryue Nishizawa. Trabalhadora incessante, construiu uma sólida trajetória profissional em diversos países.
A escala do necessário calibra uma incessante busca pela persistência experiencial do espaço (micro e coletivo) através do etéreo das formas, das figuras, dos materiais e seus limites. Sua arquitetura propõe habitar entre o material e o abstrato.
Arquiteta, urbanista e teórica, escritora e educadora cujos projetos e ideias influenciaram os arquitetos e pensadores em todo o mundo.
Denise Scott Brown (sobrenome de solteira, Lakofski) trabalhou em colaboração com Robert Venturi no escritório Venturi, Scott Brown and Associates (VSBA) na ampla gama de projetos do escritório de arquitetura e como diretora encarregada pelos projetos de planejamento urbano e urbanismo. Sua experiência com trabalho interdisciplinar, docência e pesquisa contribuiu com a amplitude e profundidade do projeto arquitetônico do VSBA.
https://www.archdaily.com.br/pt/881488/denise-scott-brown-urbanismo-trabalho-interdisciplinar-docencia-e-pesquisaEva Alvarez y Heidy González Gómez
LC4 Chaise Longe disenhada por Le Corbusier e Charlotte Perriand. Image via Flickr user: jeanbaptisteparis Licensed under CC BY-SA 2.0
Charlotte Perriand tornou-se conhecida através de suas colaboração com Le Corbusier e Fernand Léger. Ainda que, em uma época onde era bastante incomum que uma mulher se tornasse arquiteta, desenhista e artista, a carreira de Perriand se estendeu ao longo de três quartos de século e abrangeu lugares tão diversos como o Brasil, Congo, Inglaterra, França, Japão, Papua Nova Guiné, Suíça, e Vietnam.
Para Patricia Llosa Bueno, a arquitetura é “a confluência de circunstâncias intrínsecas ao projeto”. Dentro deste cenário, o arquiteto é apenas um fator, com rumo próprio e inúmeras influências, entre as quais ela destaca os livros que se lê e os projetos referenciais que se visita.
Esta semana completa-se um ano do falecimento de Zaha Hadid, a mulher mais bem sucedida e influente do campo da arquitetura. Nascida em Bagdá, Iraque, em 1950, em 2004 se tornou a primeira mulher a ser laureada com o Prêmio Pritzker e, dois anos mais tare, recebeu a medalha de outro do Royal Institute of British Architects (RIBA).
Seu inesperado falecimento deixou um fascinante e inspirador legado e seu escritório ZHA segue trabalhando simultaneamente em quase uma centena de projetos em todo o mundo. Para recordar seu legado, a empresa espanhola Deimos Imaging compartilhou conosco uma série de fotografias de obras de Zaha em cinco países.
Estas imagens foram registradas pelo satélite Deimos-2, lançado em 2014 e projetado registrar fotografias da Terra em altíssima resolução. Estas incríveis obras de Zaha tomam uma nova perspectiva quando contempladas do céu, ou melhor dizendo, de um satélite.
Decq comentou conosco sobre a intenção por trás do uso da cor nos projetos que caracterizam seu estúdio, a motivação para fundar seu próprio instituto de arquitetura e os desafios que as mulheres ainda enfrentam para se posicionar no campo profissional. A arquiteta está convencida de que, para atingir a igualdade de gênero na arquitetura, é necessário colocar o tema em debate.
Parte da obra de Gabriela Carrillo (direita) e Rozana Montiel (esquerda)
Hoje, 3 de março, a publicação The Architectural Review, junto ao The Architects’ Journal anunciaram as arquitetas mexicanas Gabriela Carrillo e Rozana Montiel como vencedoras do AR Emerging Architecture 2017 nos Prêmios Women in Architecture.
O júri mostrou-se particularmente impressionado com o Tribunal de Pátzcuaro em Michoacán (México), que responde habilmente a uma demanda para projetar espaços flexíveis, cumprindo com estritas regras de segurança e melhorando a transparência nos processos judiciais. Além disso, o júri destacou o sensível compromisso com as comunidades que ativam simples formas arquitetônicas, como se pode apreciar em seus perceptivos projetos como QUADRA, em Veracruz, a Unidade Habitacional San Pablo Xalpa e a Casa Tepoztlan, todos no México.
Sob o título de "A oficina dos Sonhos", as arquitetas Benedetta Tagliabue, Izaskun Chinchilla e Carme Pigem (RCR Arquitectes), junto com Jacob Benbunan, co-fundador de Saffron, foram desafiadas a materializar os sonhos de quatro criadores locais, personalidades inspiradoras no âmbito da arquitetura, da culinária, da literatura e da paleoantropologia, respectivamente.
Em uma iniciativa criada por American Hardwood Export Council (AHEC), a IE School of Architecture & Design e HAY Festival Segovia, os arquitetos e designers convidados trabalharam lado a lado com seus inspiradores, sempre levando em conta a principal condição: as peças deveriam ser desenhadas unicamente em madeira, a partir do amplo catálogo de árvores dispostas pela AHEC e seriam fabricadas pelos artesãos da legendária carpinteira espanhola La Navarra.
Benedetta Tagliabue, inspirada na sabedoria técnica dos shakers de Nova York, desenhou um conjunto de mesas para Martha Thorne. Izaskun Chinchilla criou uma 'nuvem' de utensílios para a dupla de cozinheiros vascos Juan Mari e Elena Arzak. Carme Pigem desenhou uma poltrona especialmente adaptada para as atividades (e o corpo) do escritor Javier Cercas, enquanto Jacob Benbunan concebeu uma cabana móvel para o paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga.
No último dia 30 de junho foi realizada a assembleia-geral ordinária do SASP, que pautou a abertura do processo eleitoral, assim como seu regimento e calendário. Durante o encontro, os presentes acolheram as diretrizes do Grupo de Trabalho Mulheres na Arquitetura (GTMA), aprovando a paridade de gênero na composição da(s) chapa(s) que disputará(ão) a eleição para a diretoria da entidade.
O texto, lançado um dia antes da assembleia, preconizava que “deve-se garantir a paridade de gênero nos espaços de representação do SASP, a saber, na eleição de delegados sindicais, na composição de diretoria, na indicação de representantes de conselhos participativos, nos grupos de trabalho e afins”. Por meio de votação, ficou estabelecido, portanto, que a(s) chapa(s) deverá(ão) ser composta(s) com um mínimo de 50% de mulheres, tanto em sua executiva quanto nas diretorias regionais, nessa próxima eleição para a diretoria do SASP.
O Arquivo Internacional de Mulheres na Arquitetura (International Archive of Women in Architecture Center - IAWA), em colaboração com a Iniciativa Latino-Americana da Paisagem, lançou uma chamada internacional para reunir o valioso trabalho das arquitetas pioneiras na arquitetura da paisagem na América Latina. Este chamado tem o objetivo não apenas de conservar o legado arquitetônico em termos de paisagismo, mas também aproveita a oportunidade para convidar mulheres ligadas à arquitetura, urbanismo e outras áreas relacionadas a compartilharem suas histórias.
Vale mencionar que o IAWA foi fundado há três décadas com o objetivo de fazer conhecer as contribuições ao entorno urbano realizadas por mulheres arquitetas e reunir todas estas experiências em arquivos abertos ao público. Nesta recente iniciativa, o IAWA tem como alvo principal trabalhos de arquitetas latino-americanas realizados antes e durante o século XX que tenham sido pioneiros de algum modo.