Kris Provoost

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Tectônica em madeira: 10 projetos que repensam a construção em madeira na China contemporânea

Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.

Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?

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Yidan Center, do Zaha Hadid Architects em Shenzhen, atinge altura máxima como um novo polo global de educação

A construção do Yidan Center, projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects em Shenzhen, na China, atingiu sua altura máxima. O novo marco urbano servirá como sede da Fundação Chen Yidan e do Prêmio Yidan, organizações dedicadas a promover a aprendizagem ao longo da vida e a inovação na educação. O centro abrigará instalações para pesquisa acadêmica, eventos culturais e exposições, apoiando a missão da fundação de fazer avançar a educação global. Localizado ao lado do Museu Qianhai, o Yidan Center ajuda a definir um novo distrito cultural na terceira cidade mais populosa da China.

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Arquitetura e Agência: Repensando a Autoria por Meio do Projeto Participativo

Historicamente, a arquitetura produziu muitos edifícios icônicos moldados por visões singulares — muitas vezes projetados de forma unilateral para usuários/as, comunidades e cidades. Se por um lado essa abordagem de cima para baixo (top-down) viabilizou uma forte coerência formal e clareza conceitual, por outro, ela priorizou a autoria em detrimento do engajamento. O resultado: projetos que podem ser celebrados como visionários, mas que frequentemente parecem desconectados das realidades cotidianas de quem os habita.

Projetar para o outro é inerentemente complexo. Na condição de arquitetos/as, frequentemente recebemos a tarefa de criar ambientes para comunidades com as quais podemos não ter nenhuma familiaridade pessoal ou cultural. Esse distanciamento, contudo, pode oferecer uma objetividade valiosa. Ele nos permite abordar perspectivas diversas com um novo olhar, analisando criticamente as necessidades e limitações de múltiplas partes interessadas. Por meio desse processo, a disciplina da arquitetura avançou — expandindo fronteiras no pensamento espacial, na inovação de materiais e na experimentação estrutural.

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Laboratório de Vida Urbana / Su Chang Design Research Office

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Ilha de Dongshan / MORE Architecture

Ilha de Dongshan / MORE Architecture - Mais Imagens+ 11

  • Arquitetos: MORE Architecture
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  25000 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023
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Quão denso é denso demais? O futuro da habitação social nas metrópoles

A densidade nas cidades costuma ser apontada como um modo de vida positivo e desejável. Diversos estudos sugerem repetidamente que uma densidade mais alta pode levar a melhores estilos de vida, a um ambiente mais sustentável e a uma saúde melhor. Em Morte e Vida de Grandes Cidades, a jornalista Jane Jacobs identifica diversas vantagens possíveis da densidade: maior caminhabilidade, comunidades mais unidas e uma concentração de recursos que mantém a diversidade para melhor atender a população.

Naturalmente, uma densidade populacional mais elevada evita a formação de cidades-fantasma e comércios abandonados, que podem se tornar focos de criminalidade. No entanto, essas visões positivas sobre ambientes residenciais densos costumam basear-se em premissas otimistas sobre o urbanismo, como o atrito mínimo entre indivíduos, facilidade de manutenção da higiene e a geração espontânea de diversidade.

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Galeria Ginkgo / MORE Architecture

Galeria Ginkgo / MORE Architecture - Mais Imagens+ 23

  • Arquitetos: MORE Architecture
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023

Hotel Flutuante / MORE Architecture

Hotel Flutuante / MORE Architecture - Mais Imagens+ 19

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Huzhou, China
  • Arquitetos: MORE Architecture
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  6000 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023

AIR – Campus Circular e Clube de Culinária / OMA

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•
Singapore, Singapura
  • Arquitetos: OMA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  700 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024

Edifício 39 King’s Road / BEAU Architects

Edifício 39 King’s Road / BEAU Architects - Mais Imagens+ 16

  • Arquitetos: BEAU Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2560 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022
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Arquitetura e natureza: como a arquitetura pode se inspirar em elementos naturais

A natureza é muitas vezes utilizada como fonte inspiradora para a arquitetura. Seja a partir de suas formas, a extração e utilização de seus materiais, ou até a incorporação de processos físicos e químicos nas tecnologias empregadas, é sempre relevante procurar relações entre o meio construído e o meio natural. Dos muitos ecossistemas presentes no planeta Terra, os oceanos representam a maior parte da superfície e guardam em si histórias, místicas, símbolos e formas que podem ser referenciadas na arquitetura.

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5 Estratégias regenerativas para ativar áreas mortas de nossas cidades após a pandemia

Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...

O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.

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No nível do solo: a importância da tipologia de uso misto

Os edifícios ao redor do mundo estão ficando mais altos. Desde o ano 2000, a construção global de arranha-céus aumentou em 402%. Cidades como Dubai abrigam quase 1000 arranha-céus, e o vibrante mercado imobiliário de luxo de Nova York não mostrou sinais de desaceleração, com mais adições de arranha-céus a serem acrescentadas à sua já imponente linha do horizonte. Isto é bom — os arranha-céus criam um espaço muito necessário em cidades já densas e podem reduzir a expansão urbana nos centros das cidades, permitindo uma melhor preservação das áreas naturais.

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Centro de Arte e Cultura K11 / SO-IL

Centro de Arte e Cultura K11 / SO-IL - Mais Imagens+ 12

  • Arquitetos: SO-IL
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  10000 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2017

Auditório Shaw / Henning Larsen

Auditório Shaw / Henning Larsen - Fotografia de Exterior, Auditório
© Kris Provoost

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  • Arquitetos: Henning Larsen
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  12800 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021
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Aberturas circulares: dos barcos à arquitetura contemporânea

Há duas principais razões para que janelas de embarcações sejam redondas. São mais fáceis de selar e, principalmente, mais resistentes à pressão elevada que a água exerce sobre elas. Isso porque os cantos vivos são locais onde, naturalmente, as tensões se concentram, enfraquecendo a estrutura como um todo. Também é por esse motivo que as janelas dos aviões são pequenas e arredondadas; as elevadas pressões são distribuídas nas formas curvas, reduzindo a probabilidade de rachaduras ou quebras. 

Na arquitetura, as aberturas circulares são bastante antigas. Um Oculus, janela circular, é uma característica da arquitetura clássica desde o século XVI. Também conhecidas pela expressão francesa oeil de boeuf, (olho de boi), as aberturas circulares ou semi-circulares são formadas a partir da construção dos arcos de alvenaria, que permitem a criação de aberturas e a conformação de vãos apenas através do travamento das peças. Com o tempo e a incorporação de novas tecnologias e conhecimentos construtivos, criar aberturas retangulares em edificações comuns tornou-se mais simples, racional e barato do que redondas. Mas ainda assim, elas continuam figurando em uma infinidade de projetos. 

Psicologia da escala: pessoas, edifícios e cidades

Na introdução de seu famoso livro entitulado Cidades para Pessoas, o arquiteto dinamarquês Jan Gehl afirma claramente que a escala humana tem sido historicamente negligenciada pelos processos de planejamento urbano na maioria das grandes cidades ao redor do mundo. A medida que as novas tecnologias foram nos permitindo construir edifícios cada vez mais altos, maiores e mais complexos, deixamos de conceber espaços para as pessoas e passamos a desenvolvendo um novo tipo de arquitetura— uma arquitetura completamente alheia à nossa própria condição humana. Estratégias de planejamento urbano tomadas de cima para baixo desconsideram a necessidade de espaços adequados aos nossos sentidos, priorizando a velocidade, a funcionalidade e obviamente, a lucratividade.

Precisando a forma como experimentamos o espaço construído e consequentemente, como percebemos as relações estabelecidas entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inserido, a noção de escala humana é fundamental para um espaço urbano que se pretende habitável. Neste artigo, falaremos sobre a transfiguração dos processos de planejamento urbano e quais podem ser as consequências imediatas desta mudança de direção em nossas vidas cotidianas. Paralelamente, o fotógrafo de arquitetura Kris Provoost—através de sua série fotográfica Eden of the Orient—nos convida a mergulhar ainda mais fundo neste universo “sem escala”.

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The Quayside / CL3 studio

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  • Arquitetos: CL3 studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  6843 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019