De 14 de setembro a 8 de outubro de 2023, estará em cartaz Psicoarquitectura no Pavilhão Alemão de Mies Van der Rohe e Lilly Reich em Barcelona. A Fundação Mies van der Rohe em colaboração com a LAB 36 e a Galeria Senda apresentam esta intervenção artística temporária do artista e arquiteto Oscar Abraham Pabón que aborda a materialidade desta obra icônica do movimento moderno a partir de sua dimensão interpretativa e psicológica.
Resgatar o invisível, mergulhar em uma memória apagada da cidade e caminhar sobre as águas. Por mais surpreendente que seja, o mundo ainda não acabou. Mas quem transita por Belo Horizonte, passando pelo movimentado cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Brasil, poderá precisar o local onde ele acaba. O “Acaba-Mundo” é um córrego que cruzava o arraial do Curral del Rei, este sítio para onde, em 1897, transferiu-se a capital de Minas Gerais.
Os projetos de reforma são, muitas vezes, lidos como uma atividade com um escopo mais limitado e portanto, menos instigantes. Apresentaremos, aqui, projetos de reformas com soluções inesperadas que mostram que é possível ser criativo na reabilitação de espaços pré-existentes.
Uma área promissora na arquitetura, os projetos de reforma, que às vezes recebem o nome de retrofit, readequação, remodelação, entre outros, mostram um constante crescimento nos últimos anos, principalmente depois da pandemia de COVID-19, cada dia mais ganhando protagonismo no mercado e na prática da arquitetura.
Exposição Riverbed do artista Olafur Eliasson. Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
Quando pensamos em galerias, museus e espaços expositivos em geral é comum que nos venha à mente a imagem de um lugar fechado, iluminado, com paredes brancas e piso neutro, provavelmente em madeira. A ideia de pensar espaços expositivos como espaços “puros”, seja para dar foco à obra de arte em si, seja para permitir que exista a rotatividade das exposições, talvez seja a maior diretriz na produção de espaços expositivos nas últimas décadas. No entanto, da mesma forma em que a arte transforma o espaço, o espaço também pode ser um agente transformador da arte. É com essa reflexão que emergem produções artísticas pensadas para um espaço específico, mais conhecidas como instalações site specific.
Nem sempre um projeto arquitetônico é precedido de um terreno livre de construções. O desafio de intervir em uma arquitetura preexistente para adaptá-la a novas necessidades requer um olhar diferente daquele orientado aos lotes vazios e abertos às mais diversas possibilidades de ocupação.
Reformas, ampliações e reabilitações são algumas das maneiras de intervir na arquitetura para satisfazer as exigências em constante transformação, sejam elas dos mesmos habitantes para os quais o projeto originalmente foi destinado ou de recém-chegados.
A ação do tempo é inevitável para qualquer obra arquitetônica: todos os edifícios estão sujeitos, em maior ou menor grau, às consequências das condições atmosféricas e dos diferentes usos que lhes são atribuídos ao longo do tempo. Como alternativa para “dar vida” a edifícios sem uso, o reuso adaptativo tem ganhado força nas últimas décadas. Mas apesar de sua grande difusão, a aplicação prática deste conceito não é simples.
A região de Alto Minho, no norte de Portugal, teve sua paisagem alterada por uma série de intervenções artísticas site-specific que fizeram parte do programa DESENCAMINHARTE. O evento visava promover a criação artística na região através de uma dinâmica em rede que estimulasse o reconhecimento da sua identidade.
Da revitalização de áreas verdes degradadas à realização de jogos colaborativos, eventos e oficinas, existem diversas ações que são possíveis de realizar voluntariamente para mudar a paisagem de uma cidade e as pessoas que vivem nela.
Além de serem formas importantes de participação social, a organização de pessoas por meio de coletivos e a adesão a iniciativas que se apoiam em trabalho voluntário, facilitam a interação entre o poder público e as comunidades, trazendo muitos resultados positivos, inclusive na maneira como interagimos com as cidades.
Em celebração aos 50 anos da Revolta de Stonewall, o Copan terá sua fachada transformada na bandeira LGBT. A campanha de financiamento coletivo A Bandeirapretende levantar fundos para a instalação de luzes coloridas nos emblemáticos brises do maior edifício habitacional do Brasil.
Formado por cinco profissionais das áreas de arquitetura e artes visuais, o coletivo Barragem propõe reflexões sobre temas urbanos como território, limites, barreiras, memória, arqueologia, patrimônio, deslocamentos, mudanças climáticas e manejo inconsequente dos recursos naturais.
Para a exposição BARRAGEM///SP, foram produzidas representações ficcionais de uma São Paulo submersa e cercada por um monumental muro de concreto. Combinando dados da grande enchente de 1929, do rompimento da barragem em Mariana (MG) e de análises visuais do modelo 3D de São Paulo no Google Earth, o projeto modifica o território e reorganiza sua geografia e sociedade. A cartografia da urbe se deteriora em ilhas isoladas.
Este projeto é o resultado do quinto Laboratório de Intervenção em Arquitetura in situ/, um projeto de investigação coordenado, desde 2012, pelo CEACT/UAL (Centro de Estudos de Arquitetura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa) que se propõe investigar temas da cidade em transição. Através de projeto e construção, os Laboratórios in situ/ intervêm, de forma exploratória e temporária, como formas de ação/investigação.
O Laboratório foi realizado em formato de workshop com alunos de arquitetura e propôs o desafio de desenhar, projetar e construir em apenas duas semanas. O objetivo é que os estudantes elaborem uma reflexão sobre a realidade construída e experimentem construir, com as próprias mãos, aquilo que desenharam.
Um programa de formação de coletivos temporários para experimentação de projetos de inovação social a partir de ferramentas tecnológicas, tecnologias sociais e conexão com arte e ativismo.
Um programa de formação de coletivos temporários para experimentação de projetos de inovação social a partir de ferramentas tecnológicas, tecnologias sociais e conexão com arte e ativismo.
No primeiro ateliê de projeto da faculdade de arquitetura da Universidad de Chiclayo, no Peru, sob direção dos professores Wilmer Ramirez e Arturo Loro, estudantes projetaram e reinstalaram latas de lixo que haviam sido danificadas ou roubadas das ruas da cidades.
Tacho Ausente é o nome deste projeto que busca ser a primeira imersão dos estudantes de arquitetura no mundo do projeto, passando desde a fase de concepção até a aplicação no entorno urbano.