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Entrada: O mais recente de arquitetura e notícia

Quando a segurança se torna parte da arquitetura

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O que transforma um espaço de morar em um lar? Para além da propriedade ou do abrigo, o lar está vinculado a uma sensação mais sutil de certeza: o sentimento de poder se recolher, descansar e se afastar momentaneamente da imprevisibilidade do mundo. Os lares são onde as rotinas se acumulam, as memórias se assentam em espaços e objetos, e onde a identidade pessoal ganha forma física por meio da ocupação e dos rituais cotidianos. No entanto, esse sentimento de pertencimento depende de outra condição que frequentemente passa despercebida até ser interrompida: a segurança. Sentir-se "em casa" implica uma condição de conforto e estabilidade. Quando os ambientes domésticos não conseguem proporcionar isso, espaços projetados para o descanso tornam-se fontes de inquietação, afetando sutilmente as rotinas e o bem-estar.

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Antes da sala de estar: Limiares de entrada em residências urbanas compactas

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Em muitas casas, a entrada é tratada como um espaço residual ou uma faixa estreita de transição antes do início da sala de estar. No entanto, em interiores densos da região Ásia-Pacífico, por vezes apesar das dimensões reduzidas, a entrada frequentemente desempenha um papel muito mais complexo do que seu tamanho sugere. Trata-se do limiar que dita a transição: a rua é filtrada, o corpo se ajusta, os sapatos são retirados, as visitas são recebidas, a privacidade é negociada e a ordem doméstica se inicia. Antes que a sala de estar se tornasse reconhecível como interior, a sequência e o espaço de entrada já haviam encenado o primeiro ato do habitar.

O genkan japonês é talvez a versão mais familiar dessa condição, mas essa lógica se estende muito além do Japão. Em apartamentos, casas geminadas, unidades de habitação social e residências urbanas compactas, o limiar de entrada torna-se um dispositivo arquitetônico pequeno, porém potente. Ele gerencia tanto a higiene quanto o sequenciamento espacial por meio de vários elementos arquitetônicos deliberados. Pode ser um piso rebaixado, uma parede espessada, um corredor comprimido, um painel divisório ou um pequeno hall de entrada entre a circulação pública e a vida privada. Sua importância reside não em seu tamanho, mas na quantidade de transições que comporta.

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18 Projetos de interiores que usam estantes abertas para esconder a bagunça

Espaços domésticos desarrumados e bagunçados podem ser mentalmente exaustivos, tornando-se impossível relaxar nesses ambientes internos. Assim como diz o ditado "espaço arrumado, mente arrumada", ambientes domésticos onde prevalecem linhas limpas (seja com um estilo de vida minimalista, organização ou sistemas de armazenamento retráteis e bem organizados) promovem uma mentalidade mais meditativa. Talvez, no entanto, a demonização dessa desordem crie espaços sem caráter que podem vir a ser um pouco entediantes.

No entanto, a chamada "bagunça" ainda pode despertar alegria quando uma oportunidade é dada. É possível criar elementos decorativos, texturas e, mais importante, superfícies personalizadas, através de espaços de armazenamento abertos como prateleiras, ganchos ou armários sem portas. Podendo guardar memórias preciosas, histórias, conquistas, equipamentos inspiradores ou itens funcionais.

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Espaços intersticiais e vida pública: pequenas intervenções que tecem nosso ambiente construído

Ao longo dos anos, as configurações urbanas foram mudando e assumindo novas formas. Os espaços de trabalho tornaram-se mais flexíveis, os escritórios em casa são comuns e os crescentes custos na construção levaram a mudanças na forma como as edificações são concebidas e construídas, nos direcionando para áreas externas públicas e comunitárias destinadas à atividades de lazer e encontros sociais. Nossos estilos de vida em constante transformação estão, portanto, moldando uma nova paisagem urbana que influencia na maneira como concebemos e usamos esses espaços. Entretanto, algumas tipologias menores e muitas vezes não reconhecidas persistiram e permanecem tão necessárias como sempre foram.

Estes não são lugares de função definida, mas abrigam instâncias valiosas em nosso dia-a-dia. São os espaços intersticiais (ou intermediários) que atuam como amortecedores e conectam nossos espaços privados aos edifícios ou ambientes públicos e funcionais. São os corredores, áreas de espera, elevadores, escadas, entradas e outras zonas de transição que entrelaçam nosso ambiente construído.

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Revitalização Entrada M Woods / Vector Architects

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  • Arquitetos: Vector Architects; Vector Architects
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2016
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Anping County Guangjun Mesh Products, Tianjin Beijing Steel Trade