Ema Peter

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Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima

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A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.

Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Mais Imagens+ 36

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos EUA e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície do material para criar uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído contemporâneo, moldando uma estética única e singular. Trata-se de um material de contradições: ao mesmo tempo que se impõe de forma marcante por meio de seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno e o complementa, permitindo que as residências se integrem de forma sutil à paisagem.

Nas 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos, o acabamento carbonizado serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens úmidas de lagos a florestas densas, a pele carbonizada funciona como um escudo resistente diante de diversas condições climáticas. Para além da mera proteção, essas casas demonstram como a textura do material se transforma com a exposição à luz, passando de um tom fosco homogêneo na sombra a uma superfície cintilante com nuances prateadas sob o sol direto. Os projetos também evidenciam o potencial da técnica para definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas e precisas ou para destacar os vazios na volumetria da edificação, como recuos de entrada e terraços cobertos.

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Projetar para a Presença: Quando a Arquitetura nos Convida a Permanecer

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Cada vez mais, demanda-se da arquitetura que faça menos, e não mais. Em ambientes moldados pelo movimento constante, pelo ruído e pelas expectativas, os espaços que permitem às pessoas permanecer, pausar e estar presentes tornaram-se simultaneamente mais raros e mais necessários. Muitos espaços públicos e semipúblicos são projetados para manter as pessoas em movimento, consumindo ou reagindo, deixando pouco espaço para a permanência, a observação ou o simples existir sem um propósito.

Diante disso, um conjunto crescente de obras vem desviando o foco da ativação em direção à presença. Em vez de exigir que as pessoas usuárias interajam ou participem, esses espaços criam condições que favorecem a permanência. O conforto, a continuidade e a abertura permitem que as pessoas permaneçam sem pressão ou obrigação, transformando a presença em uma qualidade espacial, e não em uma atividade.

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Conheça os 75 finalistas do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

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Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.

Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

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Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

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Reforma em North Vancouver / Olson Kundig

Reforma em North Vancouver / Olson Kundig - Mais Imagens+ 6

  • Arquitetos: Olson Kundig
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  370
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Como melhorar a iluminação natural e a ventilação no banheiro com uma janela no box

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Por ser um dos menores espaços da casa, a área do box do chuveiro costuma ter dificuldade para receber luz suficiente. Enquanto os dormitórios têm prioridade na escolha das melhores localizações junto às paredes externas — o que lhes garante acesso a ar fresco, luz natural e melhores vistas através das janelas —, os banheiros costumam ser relegados ao espaço restante, dispondo de apenas uma estreita faixa de fachada, quando muito.

Devido a questões de privacidade e possíveis danos causados pela água, contudo, mesmo quando há a oportunidade de incluir uma janela no banheiro, ela raramente é posicionada dentro do próprio box. No entanto, considerando que muitas pessoas recorrem a um banho revigorante para despertar pela manhã, e que o vapor torna o box um ambiente de altíssima umidade, uma janela nessa área pode fazer toda a diferença, trazendo luz natural diretamente para o espaço e mantendo todo o ambiente bem ventilado.

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Investir em bem-estar: como espaços de trabalho saudáveis impulsionam a produtividade e o lucro

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Para além da estética, o design dos nossos locais de trabalho afeta diretamente a nossa saúde. Estudos revelam uma relação direta entre a má qualidade da iluminação e o acesso limitado a vistas externas com o aumento de licenças médicas. Políticas de ambientes livres de fumo têm se mostrado comprovadamente eficazes, reduzindo a prevalência do tabagismo em 3,8% e diminuindo o consumo diário de tabaco em expressivos 3,1 cigarros por fumante ativo/a. Os ambientes de trabalho podem promover o bem-estar ou ser prejudiciais a ele. O design consciente de escritórios é capaz de integrar aspectos de saúde aos espaços para cultivar o bem-estar físico, mental e social.

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Casa Ponte / Vallely Architecture

Casa Ponte / Vallely Architecture - Mais Imagens+ 29

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4680 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Swisspearl

Casa White Rock / Omar Gandhi Architect

Casa White Rock / Omar Gandhi Architect - Mais Imagens+ 21

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1500 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023

The Sandbox / Peter Braithwaite Studio

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Bathurst, Canadá

Camera House / Leckie Studio Architecture + Design

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Centro de Memória South Haven / SHAPE Architecture + Group2 Architecture Interior Design

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Casa Redobrada / Mcleod Bovell Modern Houses

Casa Redobrada / Mcleod Bovell Modern Houses - Mais Imagens+ 30

Vancouver, Canadá

Complexo The Butterfly e First Baptist Church / Revery Architecture

Complexo The Butterfly e First Baptist Church / Revery Architecture - Mais Imagens+ 48

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  605000 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Nella Cutlery, Rockingham Pool Consulting, Target Zero Waste Consulting, Tillicum Agencies

Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos

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A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.

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Edifício Comercial Lonsdale Avenue / Hemsworth Architecture

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North Vancouver, Canadá
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  7600 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Soprema, Vectorworks, Atlas Schindler, Glasbox, Interstate Brick, +5

Ritmos do Solo: Arquitetura como Agroecologia

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Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.

Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.

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