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Elia Zenghelis: O mais recente de arquitetura e notícia

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Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos

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Em tese, participar de um concurso de arquitetura é um dos maiores desafios na trajetória de um/a estudante de arquitetura. O grande atrativo para os/as estudantes é a oportunidade de experimentar, abordando um programa vagamente definido que abre espaço para testar ideias não convencionais e ferramentas desconhecidas fora do ritmo do semestre letivo. Esse distanciamento das avaliações formais é um desdobramento relativamente recente, já que os concursos outrora desempenhavam um papel central no ensino de arquitetura.

Na École des Beaux-Arts, o ensino dividia-se entre o ateliê — onde os/as estudantes desenvolviam projetos sob a orientação de um/a arquiteto/a atuante — e o concurso, no qual um júri de professores/as avaliava o trabalho sem ter acompanhado seu desenvolvimento. Esse modelo foi posteriormente levado a escolas como o MIT, a Penn, e a Cornell por docentes com formação francesa. Com o tempo, a maioria das escolas manteve o ateliê, que se transformou no estúdio de projeto, e relegou os concursos às margens do currículo acadêmico.

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Liberdade e Arquitetura: Anneke Abhelakh sobre "The Albanian Files"

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Nas últimas duas décadas, a Albânia tem sido um dos territórios de construção mais ativos da Europa. Dezenas de arquitetos e arquitetas internacionais têm trabalhado no país em projetos que prometem alterar o desenho, a estrutura e as cidades de uma nação que ainda se recupera dos regimes do século passado. Reconhecer esse crescimento e essas transformações na paisagem significa também admitir que, por trás de cada forma, há uma história, e que existem arquivos capazes de nos dizer mais do que a própria arquitetura.

Editado por Anneke Abhelakh e publicado pela Lars Müller Publishers, com prefácio do primeiro-ministro Edi Rama, The Albanian Files compila duas décadas de trabalho de sessenta escritórios internacionais de arquitetura na Albânia. Trata-se de uma publicação densa cujo formato, cor e presença marcante constituem, por si só, um manifesto sobre a leitura da história recente do país. O livro funciona como um documento expandido, uma cartografia dos vestígios deixados por esses processos. Grande parte do que ganha corpo em suas páginas descreve estruturas de poder, padrões de contratação e posicionamentos cujas consequências se revelaram controversas. Revelar é um gesto de transparência, mas também um sinal de que certas coisas jamais deveriam ter sido ocultadas. A Albânia, hoje mais do que nunca — em meio a suas aspirações de abertura territorial e ao desejo crescente de se integrar ao cenário global (por meio do turismo e da perspectiva de adesão à União Europeia) —, necessita dessa clareza.

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Elia Zenghelis, cofundador do OMA e educador de arquitetura, falece aos 89 anos

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Elia Zenghelis, arquiteto grego, cofundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA) e um dos mais influentes educadores de arquitetura do final do século XX, faleceu ontem, 30 de agosto de 2026, aos 89 anos. Sua morte marca a partida de uma figura cuja influência no pensamento arquitetônico foi muito além dos edifícios que projetou, moldando a formação intelectual de várias gerações de arquitetos/as ao longo de décadas de docência na Europa e nos Estados Unidos.

Nascido em Atenas em 1937, Zenghelis estudou arquitetura na Architectural Association School of Architecture (AA) em Londres, concluindo seus estudos em 1961. Integrou o escritório Douglas Stephen and Partners, onde trabalhou até 1971, ao mesmo tempo em que iniciava sua trajetória docente na AA, em 1963. Na instituição, tornou-se uma voz proeminente em defesa de um discurso arquitetônico mais radical e de vanguarda, contribuindo para transformar a AA em um terreno fértil para ideias radicais.

Clássicos da Arquitetura: Ampliação do Parlamento Holandês / OMA

Projetado pouco antes de Zaha Hadid deixar o Office of Metropolitan Architecture (OMA) - liderado por Rem Koolhaas - para fundar seu escritório Zaha Hadid Architects, a extensão proposta para o Parlamento holandês rejeita firmemente a noção de que a imitação é a forma mais sincera de adulação. Em vez de mimetizar o estilo dos edifícios históricos existentes, OMA escolheu prestar homenagem à construção acretiva do complexo através da inserção de uma coleção de elementos geométricos visivelmente pós-modernos. Estes novos edifícios, produtos do final dos anos 1970, serviriam como indicadores inequívocos da passagem do tempo, criando um lembrete gráfico da longa história do Parlamento.

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Elia Zenghelis e Steven Holl compartilham o que aprenderam ao longo de suas carreiras

No mais recente vídeo de arquitetura e urbanismo produzido pela 32BNY, Steven Holl e sua sócia Dimitra Tsachrelia conversam com Elia Zenghelis, sócio fundador do OMA e ex-professor da AA em Londres. Após quarenta e cinco anos de carreira, Zenghelis chegou a uma série de conclusões, incluindo a crença de que os homens impedem o potencial projetual de suas colegas de profissão, criando um desequilíbrio no panorama da arquitetura. "Mulheres são profissionais muito melhores que os homens", comenta Zenghelis, ex-professor de Steven Holl, Rem Koolhaas e Zaha Hadid (e ex-colaborador destes dois últimos também). Em uma conversa no escritório de Holl em Nova Iorque, Zenghelis argumenta que mulheres tem uma intuição que se mostra essencial para o processo de criação dos projetos. "São os homens que dominam a cena - algo tem que mudar", comenta ele.

Saiba mais a seguir.