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Desenho Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano

A arquitetura costuma ser avaliada a partir daquilo que é construído. Mas, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a maneira como os espaços são usados, adaptados e incorporados ao cotidiano. Para o Región Austral, vencedor do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, é justamente aí que o projeto começa de fato. Atuando em diferentes contextos, o escritório entende o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e sustentado ao longo do tempo. Seus projetos se concentram menos em definir formas e mais em criar condições de uso, tratando o desenho como um ponto de partida.

Essa abordagem pode ser observada em contextos distintos, da Praça do Bairro Olímpico à rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos investigam como o espaço público pode fortalecer a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de seguir um método rígido, o trabalho se adapta às diferentes condições urbanas, utilizando participação e estratégias incrementais para moldar a maneira como os espaços funcionam ao longo do tempo.

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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade

À medida que a inteligência artificial continua transformando setores da economia e reconfigurando indústrias inteiras, instituições e indivíduos se veem obrigados a se preparar — e a se adaptar rapidamente — às mudanças que essas tecnologias parecem impor. No entanto, a pressão mais precisa não está apenas na forma como a IA altera o modo de trabalhar e viver, mas nos modelos de negócio e nas lógicas de investimento das empresas que a desenvolvem: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade computacional, a corrida por talentos altamente especializados e a infraestrutura necessária para sustentar esse ecossistema. Na Grande Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong — essa dinâmica é particularmente evidente. Iniciativas governamentais vêm acelerando o crescimento do setor, com políticas e instrumentos de planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: revisões de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias arquitetônicas voltadas à IA, de laboratórios de pesquisa a grandes centros de dados.

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Como as cidades projetam a vida pública na sombra

As cidades estão aquecendo a um ritmo aproximadamente duas vezes maior que a média global, uma tendência acelerada pela urbanização rápida. Enquanto o aumento das temperaturas está transformando o cotidiano em todo o mundo, algumas cidades e bairros — muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos — estão esquentando mais do que outros. A razão está no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como ruas, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se move pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a forma mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

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Arquitetura do Lazer: 13 Projetos que Promovem a Convivência Entre Gerações

Os espaços de lazer são, muitas vezes, onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis definidos, eles permitem que as pessoas circulem, façam pausas e permaneçam juntas — cada uma se relacionando com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela separação, esses territórios compartilhados tornaram-se mais raros, o que dá à arquitetura do lazer uma relevância renovada.

Os debates sobre o espaço público têm apontado repetidamente o valor da abertura e da flexibilidade para sustentar a vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas leem, habitam e transformam os espaços, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como um campo de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele afirma: “o que deveríamos fazer na arquitetura é algo como competência, possibilidade — algo que as pessoas possam lidar livremente à sua maneira”. Em vez de tentar criar interação, a arquitetura molda as condições que tornam o estar-junto possível.

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Projetando ruas sob a ótica do cuidado

Refletindo sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem destino definido, atento aos detalhes, aos encontros fortuitos e às narrativas que emergem do espaço urbano. Essa forma de estar na cidade, moldada pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo entra em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o urbanismo ao longo do século XX. Ruas desenhadas prioritariamente para a eficiência e o fluxo raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a convivência de diferentes ritmos de vida.

Jane Jacobs também foi uma das vozes que questionaram essa lógica predominantemente racionalista, ao defender que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que esses autores compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são apenas infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas acontecem.

A Tela Cromática: 10 Quadras Vibrantes Ativando o Espaço Comunitário

Ao contrário da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891 nos Estados Unidos pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte indoor para atletas da Springfield College durante o inverno, após o fim da temporada de futebol americano. O esporte rapidamente se expandiu além das fronteiras do país, sendo incluído nos Jogos Olímpicos de 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se tornou mais difundido, ele também deixou o ambiente controlado dos ginásios e começou a ocupar uma ampla variedade de locais: playgrounds, praças públicas, pátios de escolas, calçadas e quintais se tornaram quadras informais para jogar e para a vida comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração dos bairros.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas

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As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.

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Crescimento comunitário através da arquitetura: recursos limitados e impactos positivos

Recursos limitados estão se tornando um desafio cada vez mais comum na arquitetura. Hoje, independentemente da região, os projetos são afetados pela disponibilidade de recursos, que agora são agravados por considerações ambientais. Essa situação, longe de ser restritiva, nos estimula a explorar novas possibilidades na forma como concebemos o ambiente construído. Nesse contexto, é crucial entender que os recursos não se limitam apenas à economia, mas também incluem aspectos tecnológicos, materiais e espaciais. Assim, podemos aumentar nossa criatividade e eficiência ampliando nossas considerações ao abordar o design arquitetônico e seus desafios, fazendo mais com menos.

No nível comunitário, o desafio se torna ainda mais significativo quando consideramos que nossos projetos não só devem ser projetados para superar essas "restrições", mas também para impactar positivamente suas comunidades. Portanto, os projetos contemporâneos devem apresentar diferentes estratégias para superar recursos limitados e materiais, dependendo do contexto, sempre visando alcançar um impacto positivo e se tornar propostas poderosas e engenhosas, enquanto democratizam o acesso à arquitetura.

Enchentes no Rio Grande do Sul: a tragédia das cidades não resilientes

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O mundo mudou e aceitar este fato não é mais uma questão de escolha, e sim, de sobrevivência. Nossos regimes de chuvas, períodos de seca, temperaturas médias, nível do mar, tudo está em constante mudança e o posicionamento negacionista de muitos países, incluindo o Brasil, tem gerado situações calamitosas como esta que estamos enfrentando agora.

As enchentes que devastaram o sul do país nos últimos dias não podem ser consideradas fatos isolados. Por conta do aquecimento global, eventos climáticos como esse serão cada vez mais recorrentes. Ou seja, infelizmente, não poderemos impedir que eles aconteçam, mas podemos – e devemos - tornar nossas cidades mais resilientes a essas situações.

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Como substituir o ar condicionado? Estratégias passivas para lidar com o aquecimento global

Entre agora e 2050, a instalação de aparelhos de resfriamento, como o ar condicionado, triplicará em todo o mundo, resultando no dobro de energia consumida. Como sinônimo do aquecimento global, nossa dependência cada vez maior desses equipamentos apresenta um paradoxo: até quando iremos enfrentar o aquecimento global com soluções que aumentam ainda mais a temperatura das cidades?

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As grades do condomínio são para trazer proteção? O dilema dos prisioneiros urbanos

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Acredito que muitos leitores aqui passam pelo mesmo, digamos, “constrangimento” que eu: basta sairmos da nossa “bolha” e a defesa de questões urbanísticas que, para nós, parecem óbvias (como a necessidade de eliminação de grades e muros, a adoção de fruição pública, de permeabilidade visual, uso misto e fachada ativa, por exemplo), sempre esbarra no mesmo obstáculo — a falta de segurança pública.

Como a Holanda se tornou o país das bicicletas

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Os Países Baixos, chamados coloquialmente de Holanda, são sinônimo de suas bicicletas, elemento icônico do panorama urbano da cidade. A integração dos ciclistas com veículos automotores muitas vezes surpreende os visitantes.

A ligação dos holandeses com as bicicletas é visível nas estatísticas: em 2021, 84% da população da Holanda utilizava bicicletas diariamente. Em Amsterdam, esse número chega a cerca de 63% da população, demonstrando uma forte preferência pelo veículo. Em contrapartida, apenas 7% dos brasileiros optam pela bicicleta como meio de transporte principal.

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Projetando quadras urbanas para crianças

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Alguma vez você já parou para refletir em como o espaço é visto, sentido e usufruído a partir da altura de 95 cm? Pensar um desenho urbano que incorpore a escala da criança é fundamental para criar cidades mais inclusivas, saudáveis e seguras, uma vez que componentes desenhados para acolher essas necessidades tendem a atender melhor a todos que os usam, o que inclui desde adultos às pessoas idosas ou com deficiências. Um dos elementos urbanos que são fundamentais para essa discussão, e para a reflexão dos planejadores, são as quadras, espaços que abrigam diversas possibilidades de uso e apropriação nas cidades, e que podem ser modificadas e pensadas de diversas formas, o que inclui estratégias para que possam ser mais adaptadas ao universo infantil.

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Afinal, para que servem as calçadas?

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Passados 21 anos da aprovação da lei federal do Estatuto da Cidade, que regulamentou o capítulo de “Política Urbana” da Constituição Brasileira, e resultou na elaboração de diversos planos diretores para as cidades do século XXI com mais de 20 mil habitantes e na oportunidade de revisão de uma série deles, parece-me oportuno despertar nossos radares sensoriais para um tema de extrema relevância para todas as cidades e que vimos colecionando enorme dificuldade em lidar: nossas calçadas!

Refiro-me a diversos aspectos relativos a seu uso e finalidade, seus mecanismos regulatórios, sua manutenção e seu desenho... Vamos a eles!

Benefícios de ativar o espaço público ao redor do mundo

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O espaço público urbano é, e deve continuar sendo, um ambiente para manifestação social, cultural e política. Estudos como o da ONU-Habitat reconhecem que espaços públicos acessíveis, seguros e inclusivos são meios reais para a abreviação da desigualdade urbana.

Além disso, idealizando estes espaços como uma “sala de estar”, é esperado que eles sejam funcionais e adaptados a todos, para que os usuários se sintam “convidados” a permanecer, utilizar e cuidar. Ao longo das últimas duas décadas, espaços públicos abertos (ruas, cruzamentos, largos, praças, parques etc.) têm sido alvo de ativações e experiências estratégicas e táticas.

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Desenho urbano em grelha: a arte esquecida de fazer cidades

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A locomoção em algumas cidades pelo mundo é mais simples de compreender, assim como achar um endereço sem o GPS não se torna uma tarefa tão difícil, mesmo para quem visita um lugar pela primeira vez. O desenho dos municípios ajuda a explicar essa sensação que determinadas localidades transmitem. Espaços urbanos projetados em grelha (ou grid, do original em inglês), como Barcelona (Espanha), Nova York, Chicago e Phoenix (EUA) e Toronto (Canadá), por exemplo, no qual as vias se cruzam formando ângulos retos — compondo um mapa parecido com uma grade — facilitam a orientação dos indivíduos e otimizam a utilização dos ambientes.

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