1. ArchDaily
  2. Construction Technology

Construction Technology: O mais recente de arquitetura e notícia

Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção

Áudio disponível

Nunca houve um momento tão celebrado para o trabalho artesanal na arquitetura. Em revistas, premiações e exposições internacionais, o tijolo artesanal, o revestimento de cal, a pedra entalhada, o bambu trançado e a taipa de pilão ressurgiram como símbolos de responsabilidade ambiental, continuidade cultural e autenticidade arquitetônica. No entanto, por trás desses projetos cuidadosamente documentados, reside outra realidade. A esmagadora maioria dos edifícios construídos hoje — de blocos de apartamentos e torres de escritórios a habitações de interesse social e empreendimentos comerciais — continua a depender de sistemas industrializados que deixam pouco espaço para artesãos/ãs qualificados/as. O ofício tornou-se cada vez mais visível justamente no momento em que se tornou cada vez mais incomum. Em países como a Índia, o contraste é difícil de ignorar. Tradições construtivas centenárias coexistem com uma das indústrias da construção que mais cresce no mundo. Para reformular a questão de por que o trabalho artesanal está retornando, talvez a verdadeira intriga seja por que ele agora surge principalmente onde os orçamentos de construção, os cronogramas e os/as clientes podem financiá-lo.

Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção - 1 的图像 4Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção - 2 的图像 4Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção - 3 的图像 4Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção - 4 的图像 4Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção - Mais Imagens+ 15

Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã?

Áudio disponível

Em 2021, uma colaboração entre o escritório de arquitetura italiano Mario Cucinella Architects e a WASP, uma empresa italiana de impressão 3D, levou ao desenvolvimento da TECLA: uma casa impressa em 3D inteiramente com terra crua. Cinco anos depois, a tecnologia por trás do projeto evoluiu, espalhando-se discretamente por diversos continentes e práticas de projeto. Ao controlar a velocidade, o ângulo e a trajetória do bocal de extrusão, arquitetos e arquitetas conseguem ir muito além da criação de paredes convencionais. Ao longo dos anos, esses/as profissionais vêm experimentando maneiras de moldar o material impresso em 3D em padrões de superfície detalhados, reintroduzindo relevos, texturas e grafismos complexos diretamente na estrutura. Dessa forma, busca-se estabelecer uma ponte entre as tradições da construção com terra e a computação digital, em uma era em que o código começa a influenciar a forma e a expressão material na arquitetura.

Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã? - Image 1 of 4Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã? - Image 3 of 4Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã? - Image 7 of 4Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã? - Image 2 of 4Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã? - Mais Imagens+ 5

“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

As recém-inauguradas David Geffen Galleries no LACMA são o resultado de mais de uma década de esforços em diversas frentes: a cidade, o condado, o público, a equipe de arquitetura, as equipes de engenharia, a construtora principal e os diversos profissionais envolvidos na tradução de um projeto ambicioso e visionário em forma construída. O projeto também foi alvo de um escrutínio excepcionalmente intenso, com reações que variam da admiração por sua execução meticulosa e ambição arquitetônica a críticas sobre sua escala, custo, volume de concreto e complexidade estrutural em uma Los Angeles propensa a terremotos. Independentemente do posicionamento de cada um, o edifício continua sendo um estudo de caso excepcionalmente sofisticado de como a arquitetura se viabiliza por meio da construção.

Esta conversa aborda as David Geffen Galleries sob a perspectiva da Clark Construction, a construtora principal responsável por ajudar a concretizar o projeto de Peter Zumthor. Carlos Gonzalez, presidente de grupo na Clark Construction, supervisionou a obra e compartilhou com o ArchDaily alguns dos desafios técnicos, materiais e logísticos por trás do edifício. Estes variam de sua estrutura monolítica de concreto e do amplo sistema de pós-tensão aos 56 isoladores sísmicos que permitem que o edifício se mova durante um terremoto; das condições imprevisíveis do solo perto de La Brea Tar Pits à fabricação de montantes de bronze maciço e à integração de sistemas mecânicos dentro da estrutura de laje dupla de concreto do edifício.

“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA - Imagen 25 de 4“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA - Imagen 23 de 4“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA - Imagen 24 de 4“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA - Imagen 20 de 4“Construindo um relógio suíço de concreto”: Clark Construction sobre as Galerias David Geffen do LACMA - Mais Imagens+ 22

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

Áudio disponível

O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 1 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 2 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 3 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 4 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Mais Imagens+ 19