Como a maior cidade dos Estados Unidos, Nova York é uma das metrópoles mais diversas e vibrantes do mundo, reconhecida globalmente como um polo de mídia, cultura, moda, arte e finanças. Fundada em 1624 por colonos da República Holandesa, a cidade cresceu e se transformou na famosa “cidade que nunca dorme”.
Embora abrigue exemplares de quase todos os estilos arquitetônicos, a metrópole destaca-se principalmente por seus arranha-céus, tanto os históricos em estilos como Neoclássico e Art Deco quanto suas diversas expressões contemporâneas. O primeiro edifício a trazer o título de mais alto do mundo para Nova York foi o New York World Building, em 1890. Mais tarde, a cidade manteve o título de edifício mais alto do mundo por 75 anos consecutivos, a começar pelo Park Row Building em 1899.
Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.
Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.
Retrato de Ricardo Scofidio. Imagem cortesia de Diller Scofidio + Renfro
Ricardo Scofidio, figura de destaque no mundo da arquitetura, faleceu em 6 de março de 2025, aos 89 anos. Nascido em Nova York em 1935, Scofidio cofundou o influente escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro (DS+R) com sua parceira Elizabeth Diller em 1979. Juntos, eles trouxeram para a profissão uma sensibilidade da arte conceitual, influenciando o desenho de marcos culturais e espaços públicos reconhecidos mundialmente. Entre seus projetos mais notáveis estão o High Line em Manhattan e a transformação do Lincoln Center, ambos refletindo a ambição do estúdio de desafiar premissas arquitetônicas convencionais.
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um programa sobre design, arquitetura e vida cotidiana apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet. O show se destaca por trazer conversas espontâneas com profissionais de diversas indústrias criativas, gerando debates e reflexões instigantes.
Com um tom franco e bem-humorado, o programa apresenta diversos formatos, incluindo entrevistas, análises de projetos de arquitetura e explorações sobre a vida cotidiana e conceitos de design. O podcast The Second Studio está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, os apresentadores David e Marina recebem Charles Renfro, sócio do renomado escritório Diller Scofidio + Renfro. A conversa aborda diversos temas, desde o despertar do interesse de Charles pela arquitetura na infância e sua trajetória acadêmica, até sua visão sobre a conexão entre sexualidade, liberdade e arquitetura. Eles também discutem sua entrada no escritório de Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, como se tornou sócio da firma, sua filosofia de design e reflexões sobre como Nova York mudou ao longo dos anos.
O Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa apresenta diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas de design, análises de edifícios e projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Charles Renfro, sócio do Diller Scofidio + Renfro, para conversar sobre a infância de Charles e seus primeiros interesses em arquitetura, sua formação acadêmica e a relação entre conceitos de liberdade sexual e arquitetura, sua parceria com Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, como se tornou sócio do escritório, sua filosofia de projeto, as transformações de Nova York e muito mais.