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A alquimia da massa: Peter Zumthor e a percepção de leveza

A arquitetura começa como um encontro com a gravidade. Trata-se do antigo ato de assentar o peso sobre a terra, de persuadir a matéria a se erguer, sustentar e abrigar. Sob essa condição fundamental de peso, no entanto, reside uma possibilidade mais silenciosa: a de que a própria densidade pode gerar uma sensação de leveza — uma condição perceptual na qual o corpo, plenamente convencido da gravidade da matéria, passa a vivenciar o espaço como suspensão.

Grande parte da arquitetura contemporânea tem buscado a leveza por meio da redução: estruturas mais esbeltas, superfícies mais lisas e transições cada vez mais fluidas entre interior e exterior. Aqui, a leveza é equiparada ao desaparecimento, como se a gravidade pudesse ser superada ao se retirar a presença material. Contudo, existe outro registro no qual a leveza não resulta da ausência, mas sim da intensificação. Ela emerge quando a presença material se torna tão precisa, tão plenamente afirmada, que passa a alterar a própria percepção — quando a massa permanece pesada, mas deixa de se comportar de forma meramente inerte.

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Dia Mundial da Arquitetura 2025: Como Projetamos para a Resistência em uma Era de Crise

Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?

Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.

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Transformando o patrimônio industrial: estratégias de projeto para criar uma nova atmosfera em espaços culturais

Criar uma atmosfera que valorize as exposições e enriqueça a experiência de quem visita e frequenta o espaço exige um equilíbrio cuidadoso entre preservar o caráter único de um local e adaptá-lo para atender às demandas da produção artística e cultural. O desafio reside em manter a atmosfera industrial da edificação ao mesmo tempo em que se acomodam as exigências específicas do design de exposições ou os diversos usos que o novo edifício exigirá. Essa delicada tarefa envolve uma reflexão minuciosa sobre a organização espacial, a escolha dos materiais e as soluções de iluminação, fatores que desempenham um papel fundamental na configuração do novo ambiente.

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Prêmio Aga Khan de Arquitetura anuncia o Grande Júri para a edição de 2025

O Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou o Grande Júri para o seu 16º ciclo de premiação. O painel independente inclui a arquiteta laureada com o Prêmio Pritzker Yvonne Farrell, o fundador do ArchDaily, David Basulto, e Lucia Allais, diretora do Buell Center. Criado em 1977 por Aga Khan IV, o prêmio busca destacar projetos de arquitetura que gerem um impacto positivo significativo em comunidades islâmicas de todo o mundo. A premiação é realizada em ciclos trienais e conta com uma dotação total de US$ 1 milhão.

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A nova vida da arquitetura industrial nas cidades: 20 reconversões de antigas fábricas e galpões industriais

Da mesma maneira que as sociedades se transformam, os tempos mudam e as cidades evoluem, a arquitetura industrial se moderniza e se tecnifica, chegando, em alguns casos, a um estado de abandono ou ruína. Compreendendo seu valor como legado construído e como vestígio de mudanças tecnológicas, sociais e culturais, a renovação e/ou reconversão de numerosas fábricas e galpões industriais pode dar lugar à revitalização, recuperação ou crescimento de diversas áreas nas grandes metrópoles, incorporando novos usos e espaços para o usufruto de sua população.

Conectando limites: uma entrevista com Ahmadreza Schricker da ASA North

Com base em Teerã, e Nova York, a ASA North surge como exemplo de uma prática arquitetônica focada na maleabilidade e adaptabilidade. Selecionada na iniciativa Novas Práticas ArchDaily 2023, a ASA North está na vanguarda da fusão entre arquitetura e arte. O ArchDaily teve a oportunidade de entrevistar Ahmadreza Schricker, seu fundador, e conversar sobre sua carreira e prática.

Ahmadreza Schricker é um arquiteto cuja jornada foi moldada por seu trabalho com Herzog & de Meuron e seu tempo com o renomado OMA. Seu estúdio ASA North, é conhecido pela premiada reutilização adaptativa do Museu de Arte Contemporânea e Centro Cultural Argo, uma antiga destilaria que foi premiada no ciclo Aga Khan 2020-2022. O projeto é um testemunho do trabalho que a ASA North realiza, aproximando lacunas entre passado e futuro, tradição e contemporaneidade. A entrevista também vai além da ASA North, explorando sua empresa irmã, ASA South. Baseada no mundo virtual, a ASA South desafia limites convencionais e reimagina a prática arquitetônica na era digital.

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ASA North apresenta a exposição "Remembrance of Things Present" em Teerã, Irã

Em 2020, Ahmadreza Schricker (ASA North) concluiu o projeto do Museu de Arte Contemporânea e Centro Cultural Argo. Antiga fábrica de cerveja da década de 1920 no coração de Teerã, o espaço foi convertido em um centro de arte contemporânea e hoje abriga a nova sede da Fundação Pejman. O ASA North é um estúdio sediado em Teerã que foi selecionado pelo ArchDaily como parte das Novas Práticas de 2023. O ArchDaily seleciona profissionais que atuam sob a definição mais ampla da arquitetura e de sua prática para compartilhar suas propostas inovadoras, frescas e prospectivas com a comunidade. No verão de 2023, a fundação sediou uma exposição que apresentou trabalhos selecionados do ASA North, ao mesmo tempo em que documentava a transformação da Fábrica Argo. A mostra explorou a prática do escritório, desenvolvendo uma reflexão sobre seus projetos e sua autoconsciência.

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Museu de Arte Contemporânea e Centro Cultural Argo / Ahmadreza Schricker Architecture North - ASA North

Museu de Arte Contemporânea e Centro Cultural Argo / Ahmadreza Schricker Architecture North - ASA North - Fotografia de Exterior, Reabilitação, Fachada, Balcão, Urbano
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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1890 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Absokoun, Amir-Kabir, Arman-Sazeh, Barad Painting, Frame Group, +5