
Galeria Marian Goodman Nova York / studioMDA
Projetar para plantas: a arquitetura das estufas e sua relação com o entorno

Ao investigar a envoltória da edificação e como o interior se relaciona com o exterior, a figura das estufas surge como uma oportunidade de gerar vida em um espaço interno a partir de fatores externos (ou não). Conhecida como o espaço revestido por vidro ou qualquer outro material plástico transparente, a estufa permite cultivar hortaliças e plantas ornamentais em épocas cujas condições climáticas externas não permitiriam o cultivo ao ar livre. No entanto, o que envolve projetar para plantas? O clima, as espécies, o projeto estrutural e o tipo de cobertura são apenas algumas das considerações a serem levadas em conta.
Guia de arquitetura de Praga: 25 atrações históricas e contemporâneas para explorar na "Cidade das Cem Torres" da República Tcheca

Praga, a capital da República Tcheca, é uma das cidades mais bem preservadas da Europa, tendo sobrevivido milagrosamente aos bombardeios generalizados da Segunda Guerra Mundial. Como capital do país, Praga abriga mais de 1,3 milhão de habitantes e apresenta um patrimônio arquitetônico que se estende por séculos, abrangendo diversos estilos, do românico, gótico, renascentista, barroco e rococó ao modernismo, desconstrutivismo e tendências contemporâneas. A Praça da Cidade Velha, onde coexistem diferentes estilos, é um testemunho dessa diversidade. Conhecida como a "Mãe de todas as cidades", a "Cidade de Ouro" e a "Cidade das Cem Torres", Praga integra perfeitamente história e cultura contemporânea. Suas origens, repletas de lendas, somam-se ao charme da cidade.
Nos últimos anos, a cidade também tem atraído o interesse de escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional. Após um concurso internacional, o BIG assumiu o projeto da Sala de Filarmônica de Vltava, às margens do rio Vltava; o escritório Zaha Hadid Architects concluiu recentemente um edifício comercial e corporativo no centro da cidade, enquanto o Henning Larsen foi anunciado como vencedor do concurso para reformular a Estação Central de Praga, Nový Hlavák.
Open House Málaga 2022: Conheça as obras de arquitetura que você pode visitar

De 18 a 20 de novembro de 2022, acontece um dos festivais de arquitetura e cidade mais importantes do mundo, o Open House Málaga. Em sua segunda edição na cidade, o evento oferecerá mais de 40 atividades gratuitas, incluindo visitas a edifícios, roteiros urbanos e experiências que buscam aproximar a cidade de seus habitantes e visitantes, permitindo que a conheçam sob uma perspectiva arquitetônica junto a arquitetos/as e profissionais da área.
Guia de Arquitetura de Munique: Dos arranha-céus aos pequenos pavilhões, do brutalismo ao Art Nouveau

Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.
Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.
Prix Versailles anuncia 24 obras vencedoras da seleção mundial 2022

Em sua oitava edição, o Prix Versailles 2022 premiou mais uma vez os grandes destaques da arquitetura contemporânea. Ao todo, 24 projetos de diferentes partes do mundo foram reconhecidos por sua inovação, criatividade, valorização do patrimônio local, eficiência ecológica e pelos valores de interação social e participação promovidos pelas Nações Unidas, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade inteligente ao considerar os impactos ecológicos, sociais e culturais de cada obra.
Conheça as 9 obras vencedoras dos Prêmios ARQUITECTURA do CSCAE: Reconhecendo o compromisso social, cultural e ambiental na Espanha

Foram anunciadas as 9 obras vencedoras da segunda edição dos Prêmios ARQUITECTURA do Conselho Superior de Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE). Evidenciando valores fundamentais da arquitetura e do urbanismo, como a responsabilidade social, a preservação cultural e a sustentabilidade ambiental, foram apresentados 429 projetos no total, dos quais 177 propostas foram selecionadas pelos Colégios Oficiais de Arquitetos e Conselhos Autônomos em uma primeira fase, restando apenas 21 obras finalistas.
Centro de Uso Misto Boksto Skveras / Studio Seilern Architects

-
Arquitetos: Studio Seilern Architects
- Área: 13265 m²
- Ano: 2022
-
Fabricantes: Dinesen, KIKUKAWA
La Cité Internationale Université de Toulouse / Taillandier Architectes Associés

-
Arquitetos: Taillandier Architectes Associés
- Área: 12863 m²
- Ano: 2023
Ginásio Los Nogales / taller de arquitectura de bogotá
Design como Impacto: ADF 2026 homenageia a arquitetura que impulsiona a mudança

NPO Aoyama Design Forum (ADF), uma organização sem fins lucrativos, anunciou o ADF Design Award 2026, uma premiação que celebra a arquitetura que vai além do apelo estético — seu objetivo é gerar um impacto significativo na sociedade, na cultura e no meio ambiente. O prêmio busca reconhecer obras excepcionais que desafiam as convenções estabelecidas, demonstram pensamento inovador e enriquecem a vida das pessoas por meio de um design visionário e responsável. Profissionais de arquitetura e design de todo o mundo estão convidados/as a enviar suas propostas em uma plataforma exclusiva que fomenta conexões, promove a troca de ideias e incentiva uma colaboração intercultural significativa.
Compreendendo a arquitetura suave: a transição do monumento ao momento

Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.
Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

Sob a curadoria de Carlo Ratti, a 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza aprofunda-se no tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", com o objetivo explícito de transformar a cidade de Veneza em um "Laboratório Vivo". Além das 65 participações nacionais e de uma ampla gama de eventos educacionais e colaterais, a exposição apresenta projetos independentes que respondem diretamente ao tema central. Com a maior parte das obras exposta no histórico edifício Corderie, que se estende ao longo do lado sul do Arsenale, o evento oferece uma exploração dinâmica de ideias arquitetônicas emergentes e estratégias urbanas.
A Bienal Intelligens reúne os dados, mas falha em sintetizá-los

Este artigo apresenta nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.
A Bienal de Arquitetura de Veneza sempre foi maior do que si mesma. Nunca satisfeita em ser meramente uma exposição, ela sempre carregou ambições que se expandem para além dos limites do Arsenale e do Giardini. Fundamentals, de Rem Koolhaas, buscou desconstruir a arquitetura em uma gramática universal; Reporting from the Front, de Alejandro Aravena, a reposicionou como uma ferramenta de justiça social no território; The Laboratory of the Future, de Lesley Lokko, propôs-se a descolonizar e descarbonizar o cânone arquitetônico.
Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.
Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.
Arquitetos(as) Globais, Contextos Locais: Navegando pela Identidade nos Marcos Culturais do Golfo

Nos últimos anos, a região do Golfo emergiu como um polo global de desenvolvimento cultural e arquitetônico, contratando arquitetos/as de renome internacional para projetar seus museus e instituições de maior visibilidade. Esses projetos, que vão do Louvre Abu Dhabi, de Jean Nouvel, ao Museu de Arte Islâmica em Doha, de I. M. Pei, são frequentemente concebidos por arquitetos/as estrangeiros/as, mas buscam se inserir em seu contexto por meio de estratégias que fazem referência à paisagem, ao clima e às tradições arquitetônicas da região. Isso levanta uma questão fundamental: o que define a arquitetura local no século XXI?
Inovar a partir da argila: tradição cerâmica que evolui transcendendo décadas de história

Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.
No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.
Tocar o passado: quando a arquitetura se torna um gesto de continuidade

Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.
A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.


































































