
-
Arquitetos: Taillandier Architectes Associés
- Ano: 2021





Cidades são definidas como áreas geográficas densamente povoadas, caracterizadas pelo desenvolvimento urbano. Elas funcionam como centros econômicos, políticos e culturais, oferecendo diversos serviços, infraestrutura e oportunidades. No entanto, o adensamento urbano frequentemente é associado a aspectos negativos, tais como problemas de saúde, poluição e desigualdades sociais. Países como a Índia e a China, com suas populações massivas que ultrapassam a marca dos bilhões, enfrentam uma demanda significativa por serviços e moradia.
Pesquisas recentes, incluindo estudos de instituições como a Berkeley Cool Climate Network, trouxeram uma mudança de paradigma na percepção do adensamento urbano. Essa mudança visa reduzir a pegada de carbono das cidades e apoiar esforços colaborativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O adensamento é proposto como uma estratégia crucial para promover a prosperidade social, o bem-estar e o combate às mudanças climáticas. Diante disso, surge uma questão relevante: como podemos viabilizar o adensamento de forma eficaz e, ao mesmo tempo, enfrentar o aquecimento global? Empresas como a Holcim têm respondido a esse desafio desenvolvendo soluções construtivas sustentáveis e promovendo discussões produtivas com profissionais de arquitetura, como Shajay Bhooshan, diretor associado na Zaha Hadid Architects. Essas colaborações trazem reflexões valiosas sobre o conceito de adensamento urbano como um catalisador para a ação climática.

Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.

A arquitetura engloba múltiplos processos, a começar pela identificação de necessidades e sua transformação em estruturas habitáveis por meio de um design cuidadoso. Historicamente, processos relacionados à construção, como a extração de recursos e o descarte ao fim da vida útil, costumavam ser negligenciados. No entanto, é fundamental reconhecer que as edificações possuem um ciclo de vida com impactos significativos nas emissões de carbono. Priorizar práticas sustentáveis é vital para minimizar nossa pegada ecológica e gerar um impacto positivo no planeta.







O Design Educates Awards 2024 acaba de anunciar os vencedores desta edição, celebrando projetos que se destacam ao enfrentar desafios sociais e ambientais complexos, ao mesmo tempo em que carregam um valor educacional significativo. Realizada anualmente, a premiação reconhece projetos que respondem a questões sociais e ambientais e promovem a sustentabilidade, mesmo que o impacto educacional seja gradual. O objetivo é destacar projetos que ofereçam valor a longo prazo e respondam às complexidades da vida moderna.

Em Copenhague, durante o Dia Internacional da Luz da UNESCO de 2024, o prêmio The Daylight Award anunciou o arquiteto e professor espanhol Alberto Campo Baeza como o laureado na categoria de arquitetura, e o professor alemão de cronobiologia Till Roenneberg por suas pesquisas científicas sobre o impacto da luz natural. As duas categorias criam uma ponte interdisciplinar entre diferentes áreas, fundamentando o pensamento arquitetônico em investigações científicas de alto nível. Ambos os laureados foram destacados por suas contribuições: no caso do Professor Roenneberg, pelas investigações científicas sobre temas como ritmos circadianos e dependências biológicas; no caso de Alberto Campo Baeza, pelas qualidades poéticas alcançadas através do uso da luz natural nas obras arquitetônicas de Alberto Campo Baeza.

No dia 16 de maio, às 18h (CEST), Juhani Pallasmaa, na presidência do estimado júri composto por Dorte Mandrup, Russell Foster, Iwan Baan, Yvonne de Kort, Michael Balick e Gerd Folkers, apresentará a fundamentação do júri e serão anunciados os laureados de 2024 nas categorias Daylight Research e Daylight in Architecture. Este evento será transmitido ao vivo online.
O evento online é aberto à comunidade global de arquitetos/as, pesquisadores/as, cientistas, profissionais da construção, educadores/as, estudantes e membros da imprensa. É um convite a todos/as os/as interessados/as na luz natural e em sua importância para a vida na Terra. Inscreva-se aqui para receber notificações sobre o evento e participar do anúncio ao vivo.
