A Naomi Milgrom Foundation revelou a programação do MPavilion 2021, que oferecerá mais de 250 eventos gratuitos ao longo de 152 dias — a sua edição mais longa até hoje. Atualmente em sua oitava temporada, o evento acolhe entusiastas do design da Austrália e de todo o mundo para celebrar as importantes contribuições da comunidade criativa para as paisagens culturais. O pavilhão deste ano, intitulado "The LightCatcher", foi projetado pelo escritório veneziano MAP studio e será instalado nos Queen Victoria Gardens, em Melbourne, de 2 de dezembro a 24 de abril de 2022.
Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.
Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.
Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.
Embora o trabalho híbrido e a flexibilidade de horários sejam as formas mais evidentes de melhorar esse equilíbrio para muitos, a perda de interações sociais e a falta de espaço ou funcionalidade em ambientes de home office pouco produtivos fazem com que a maioria dos jovens de 16 a 24 anos constitua a única faixa etária que prefere trabalhar presencialmente no escritório.
O conceito de arquitetura inclusiva tem ganhado destaque à medida que o ambiente construído evolui para refletir e atender às diversas necessidades da humanidade. Essa abordagem prioriza a empatia, a acessibilidade e a equidade, buscando criar espaços que ressoem com indivíduos de diferentes perfis demográficos, habilidades e contextos culturais. O conceito vai além do mero cumprimento de normas de acessibilidade ou da incorporação de elementos de desenho universal; em vez disso, representa uma mudança de paradigma que humaniza a arquitetura e a alinha a valores sociais fundamentais. Sob essa ótica, a arquitetura inclusiva estimula conexões, acolhe a diversidade e garante que os espaços físicos contribuam para o bem-estar coletivo.
Este artigo explora quatro temas interligados — Empatia, Arquitetura Inclusiva, Equidade Espacial e Acessibilidade — por meio de artigos selecionados publicados em 2024. Juntos, esses temas revelam como a arquitetura pode responder aos desafios e aspirações da sociedade, ilustrando seu potencial como catalisadora de transformação social. Desde projetar para a conexão emocional até enfrentar as desigualdades espaciais, as lições de 2024 enfatizam a responsabilidade de profissionais de arquitetura em criar espaços que transcendam a funcionalidade, promovam a inclusão em todas as escalas e fomentem ambientes onde todas as pessoas se sintam vistas, valorizadas e integradas.
Na primeira segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Arquitetura oferece uma oportunidade para refletir sobre o papel que a arquitetura desempenha na formação do nosso mundo e de nossas comunidades. Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1986, este dia foi instituído como uma base para discussões contínuas sobre inovações na prática arquitetônica, novas abordagens para o papel em constante evolução de profissionais de arquitetura e design, e as variadas respostas a preocupações emergentes.
Como nas edições anteriores, a UIA define um tema central anual para orientar essas conversas. Este ano, o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2024, "Empoderar a próxima geração para participar do desenho urbano", abre margem para múltiplas interpretações, contemplando o impacto do desenho urbano nas futuras gerações, além de destacar a contribuição de jovens arquitetos e arquitetas na construção das cidades do amanhã. O evento deste ano busca abordar desafios cruciais enfrentados pelos ambientes urbanos e seu impacto nas próximas gerações. O foco está na criação de cidades que não sejam apenas mais verdes e ecologicamente corretas, mas também inclusivas, atendendo às diversas necessidades de diferentes grupos da sociedade.
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.
As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.