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Arquitetos: Patricia Martinez Arquitetura
- Área: 632 m²
- Ano: 2024
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Fabricantes: Futon Company, Portobello, REKA


Falar sobre reutilização adaptativa envolve explorar múltiplos campos de atuação e disciplinas, interpretar perspectivas e opiniões contrapostas de diferentes atores, e até mesmo impulsionar a reativação ou revitalização de certos espaços em prol das comunidades. Embora nos últimos anos tenham surgido notáveis projetos de conversão de fábricas e galpões industriais, bem como transformações de estruturas industriais em escritórios modernos, a reutilização adaptativa de edificações existentes continuou a evoluir e a se expandir com cada vez mais intervenções em nível global ao longo de 2024, buscando melhorar a qualidade de vida dos habitantes e, além disso, contribuir para a preservação do meio ambiente.


A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.




Apartamentos urbanos são frequentemente elogiados pelo uso inteligente do espaço, mas como tem sido sua abordagem em relação às cores? Incorporar cores de forma pensada vai além de uma decisão estética; tem o potencial de moldar respostas emocionais, influenciar o humor e criar ilusões espaciais. Pesquisas em psicologia das cores mostram que as cores afetam nossas reações sociais, culturais e psicológicas, tornando-se ferramentas de projeto poderosas. Variações de azul, por exemplo, demonstraram retardar a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais despertas e alertas, enquanto tons de verde aliviam a tensão do sistema nervoso, ajudando-nos a sentir mais calma e equilíbrio. A cor nos espaços arquitetônicos pode inclusive alterar nossa percepção, criando ilusões de profundidade, movimento e textura que influenciam a maneira como vivenciamos o espaço. Tons mais quentes, como laranjas e vermelhos, tendem a tornar o ambiente mais íntimo e acolhedor, ao passo que brancos e azuis frios conferem uma sensação de abertura, fazendo com que os espaços pareçam mais altos e amplos.

Dois métodos principais de construção são comumente identificados na arquitetura e no design: a construção sólida versus a construção oca. Esses métodos variam significativamente entre diferentes culturas e regiões, especificamente no que diz respeito aos sistemas de divisórias internas, mesmo quando parecem intercambiáveis. Cada um possui suas próprias práticas consolidadas, influenciadas por materiais locais, preferências da mão de obra, condições climáticas e tradições culturais. Quando arquitetos/as e designers se concentram apenas em seu contexto local, é fácil ignorar premissas construtivas mais amplas, o que limita a flexibilidade e a metodologia projetual. Isso levanta uma questão importante: como essas duas abordagens construtivas se diferenciam?
Concentrando-se principalmente nos sistemas internos, as distinções entre a construção sólida e a oca decorrem, em grande parte, da disponibilidade de materiais e das preferências da mão de obra. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Japão, paredes estruturadas em montantes (studs), tanto de madeira quanto de metal, são frequentemente utilizadas para divisórias. Por outro lado, o tijolo continua sendo o material predominante para paredes divisórias em regiões como Hong Kong e o sul da China. Por que construímos de maneiras tão distintas, e quais são as vantagens e os desafios de cada metodologia construtiva?



Para além da ampla variedade de particularidades paisagísticas, ambientais, econômicas, sociais e culturais que distinguem cada região da América Latina, a renovação dos espaços internos que compõem a vida doméstica geralmente apresenta uma abordagem focada em alcançar a maior integração possível dos ambientes, somada à busca por flexibilidade, amplitude e melhores condições de ventilação e iluminação natural. Com o objetivo de valorizar os espaços em desuso e/ou dar-lhes uma nova vida, as reformas se propõem a transformar os modos de habitar por meio de estratégias capazes de abranger a restauração de materiais, a preservação de estruturas, a manutenção de instalações, entre outras ações.