Ema Peter

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Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

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Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Mais Imagens+ 18

Reforma em North Vancouver / Olson Kundig

Reforma em North Vancouver / Olson Kundig - Mais Imagens+ 6

  • Arquitetos: Olson Kundig
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  370 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima

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A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.

Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima - Mais Imagens+ 36

Casa 91.0 / Omer Arbel

Casa 91.0 / Omer Arbel - Mais Imagens+ 11

  • Arquitetos: Omer Arbel
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  300 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Bocci

Conheça os 75 finalistas do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

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Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.

Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Mais Imagens+ 20

Projetar para a Presença: Quando a Arquitetura nos Convida a Permanecer

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Cada vez mais, demanda-se da arquitetura que faça menos, e não mais. Em ambientes moldados pelo movimento constante, pelo ruído e pelas expectativas, os espaços que permitem às pessoas permanecer, pausar e estar presentes tornaram-se simultaneamente mais raros e mais necessários. Muitos espaços públicos e semipúblicos são projetados para manter as pessoas em movimento, consumindo ou reagindo, deixando pouco espaço para a permanência, a observação ou o simples existir sem um propósito.

Diante disso, um conjunto crescente de obras vem desviando o foco da ativação em direção à presença. Em vez de exigir que as pessoas usuárias interajam ou participem, esses espaços criam condições que favorecem a permanência. O conforto, a continuidade e a abertura permitem que as pessoas permaneçam sem pressão ou obrigação, transformando a presença em uma qualidade espacial, e não em uma atividade.

Projetar para a Presença: Quando a Arquitetura nos Convida a Permanecer - Mais Imagens+ 25

Complexo The Butterfly e First Baptist Church / Revery Architecture

Complexo The Butterfly e First Baptist Church / Revery Architecture - Mais Imagens+ 48

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  605000 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Nella Cutlery, Rockingham Pool Consulting, Target Zero Waste Consulting, Tillicum Agencies

Camera House / Leckie Studio Architecture + Design

Camera House / Leckie Studio Architecture + Design - Mais Imagens+ 11

Ritmos do Solo: Arquitetura como Agroecologia

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Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.

Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.

Ritmos do Solo: Arquitetura como Agroecologia - Mais Imagens+ 47

Casa Redobrada / Mcleod Bovell Modern Houses

Casa Redobrada / Mcleod Bovell Modern Houses - Mais Imagens+ 30

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Vancouver, Canadá

Da floresta à estrutura: LEVER Architecture sobre design regenerativo e fornecimento de materiais

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Há um interesse renovado em como o alimento é produzido e em como sua criação afeta o bem-estar tanto da terra quanto das comunidades que ela sustenta. Uma mudança semelhante está ocorrendo na arquitetura, onde a cultura material surge como a espinha dorsal da inovação em design. A LEVER Architecture exemplifica esse movimento com seu modelo pioneiro "forest-to-frame" (da floresta à estrutura), uma abordagem que reimagina a arquitetura não como um processo extrativista, mas como uma força regenerativa com impactos positivos que se estendem muito além dos limites de qualquer canteiro de obras individual.

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Casa Desert Fairway / Kendle Design Collaborative

Casa Desert Fairway / Kendle Design Collaborative - Mais Imagens+ 19

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Paradise Valley, Estados Unidos
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Bulthaup, Fleetwood

Investir em bem-estar: como espaços de trabalho saudáveis impulsionam a produtividade e o lucro

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Para além da estética, o design dos nossos locais de trabalho afeta diretamente a nossa saúde. Estudos revelam uma relação direta entre a má qualidade da iluminação e o acesso limitado a vistas externas com o aumento de licenças médicas. Políticas de ambientes livres de fumo têm se mostrado comprovadamente eficazes, reduzindo a prevalência do tabagismo em 3,8% e diminuindo o consumo diário de tabaco em expressivos 3,1 cigarros por fumante ativo/a. Os ambientes de trabalho podem promover o bem-estar ou ser prejudiciais a ele. O design consciente de escritórios é capaz de integrar aspectos de saúde aos espaços para cultivar o bem-estar físico, mental e social.

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Centro de Recreação Rosemary Brown / hcma architecture + design

Centro de Recreação Rosemary Brown / hcma architecture + design - Mais Imagens+ 13

Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos

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A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.

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Da pátina ao propósito: 15 projetos que exploram o aço Corten como elemento de design

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No projeto arquitetônico, os materiais transmitem narrativas, moldando a forma como os espaços são percebidos e vivenciados. O aço patinável, frequentemente conhecido por sua marca registrada que se tornou genérica, o aço Corten, destaca-se por sua capacidade de evoluir, transformando-se em um meio que conta sua própria história. Trata-se de um grupo de ligas de aço que desenvolvem uma camada externa estável de ferrugem, a qual dispensa a necessidade de pintura para proteção do metal, ao mesmo tempo que lhe permite transformar-se ao longo do tempo. Sua pátina envelhecida funciona como mais do que um escudo funcional; torna-se uma linguagem estética, um testemunho da interação entre arquitetura e natureza. Essa superfície em constante mutação conecta o efêmero e o duradouro, oferecendo a arquitetos e arquitetas um material que se torna mais rico com o passar do tempo.

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Como emoldurar uma vista que vale a pena emoldurar? Princípios vitruvianos e a janela ideal

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As janelas são um elemento arquitetônico essencial cuja função básica, embora simples, continua vital. Projetadas primordialmente para permitir a entrada de luz natural e facilitar a circulação do ar, elas desempenham um papel constante no cotidiano, apresentando uma dualidade interessante. Sob a perspectiva artística, pintores como Johannes Vermeer e Henri Matisse as utilizaram como ferramentas expressivas, explorando sua capacidade de emoldurar vistas e contar histórias. Em contrapartida, em sua dimensão arquitetônica contemporânea e minimalista, as janelas transcenderam as escalas e os desenhos tradicionais, criando conexões espaciais fluidas entre o interior e o exterior. Para além da inovação formal e estilística, essa evolução encontra eco nos conceitos e tratados fundamentais que orientam a arquitetura desde o passado.