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Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco

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Este artigo faz parte do "Thresholds", um jornal impresso especial da Cobe Notes x ArchDaily.

San Francisco é uma cidade que sempre se reinventou sob pressão. Suas paisagens urbanas vitorianas sobreviveram a reformas estruturais antissísmicas e a torres de vidro, com bairros definidos tanto pela mudança quanto pela resistência a ela. No entanto, nenhuma força na história da cidade reconfigurou o ambiente construído de forma tão completa — ou tão rápida — quanto a economia da tecnologia. O que começou na expansão suburbana do pós-guerra no Vale do Silício migrou para o norte, inscrevendo sua lógica no horizonte urbano e na vida dos habitantes. O resultado dessa lógica é uma cultura arquitetônica de considerável refinamento técnico e paletas de materiais sofisticadas, mas que permanece, em grande parte, indiferente à população local.

O preço dessa indiferença é mensurável e crescente. San Francisco precisa viabilizar mais de 82 mil unidades habitacionais adicionais até 2031 sob as diretrizes do programa de Alocação de Necessidades Regionais de Habitação da Califórnia (RHNA), em uma cidade onde o valor médio do aluguel já figura entre os mais altos de qualquer área metropolitana dos EUA. Profissionais da educação, da saúde e do setor de serviços são sistematicamente deslocados por um mercado imobiliário calibrado para os níveis de renda de um único setor, em detrimento da maior parte da força de trabalho da cidade.

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O Grande Garuda: A visão inacabada de Jacarta para um litoral à prova de mudanças climáticas

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Houve um momento em que a futura defesa costeira de Jacarta assumiu a forma de um Garuda gigante surgindo do mar. A ave mítica, símbolo nacional da Indonésia, deu forma a uma vasta intervenção costeira destinada a proteger a capital em processo de afundamento contra inundações, ao mesmo tempo em que criava um novo território em mar aberto. Era uma imagem extraordinária: uma muralha costeira transformada em cidade. O projeto Great Garuda é revelador porque mostra o que acontece quando a adaptação climática começa a se sobrepor ao desenvolvimento urbano. A partir do momento em que a infraestrutura de proteção também gera terras valiosas, defender uma cidade e reconstruí-la tornam-se processos difíceis de separar.

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IXCAMPUS / Baumschlager Eberle Architekten

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Como a inteligência de materiais resolve o que o BIM não consegue

 | Em colaboração
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A promessa original do BIM (Modelagem de Informação da Construção) ia muito além da representação tridimensional de um edifício. Sua ambição era transformar o modelo em uma estrutura de informação coordenada, na qual geometria, componentes, sistemas e dados permanecessem conectados à medida que o projeto evoluía. Alterações em um elemento podiam se refletir nas plantas, cortes, elevações e quantitativos correspondentes; interferências entre diferentes disciplinas podiam ser identificadas antes da construção; e as informações associadas aos componentes do edifício podiam acompanhar o projeto ao longo das diferentes etapas de seu ciclo de vida.

As cidades mais habitáveis do mundo em 2026: Copenhague mantém o primeiro lugar com a ascensão da Ásia

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Rankings globais de cidades oferecem uma maneira de analisar como os ambientes urbanos apoiam a vida cotidiana. O Global Liveability Index da Economist Intelligence Unit (EIU) avalia 173 cidades em termos de estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, destacando tanto padrões de longo prazo quanto mudanças de um ano para o outro. Na edição de 2026, Copenhague foi eleita a cidade mais habitável do mundo pelo segundo ano consecutivo, seguida por Viena e Melbourne. A capital dinamarquesa obteve uma pontuação geral de 98 de 100, alcançando a nota máxima em estabilidade, educação e infraestrutura. A média global permanece inalterada em 76,1, com melhorias em saúde, educação e infraestrutura compensando os declínios contínuos na estabilidade.

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Residências Tskneti / MUA

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  • Arquitetos: MUA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1700 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022

Governos municipais transformam edifícios industriais em hubs de construção circular em Nova York, Londres e Bruxelas

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Na última semana de agosto, o governo da cidade de Nova York anunciou um novo projeto para o MADE Bush Terminal, em Sunset Park, Brooklyn. A iniciativa consiste na transformação de um antigo edifício industrial em um centro de recuperação, armazenamento, triagem e redistribuição de materiais de construção durante um programa piloto de um ano. A proposta acompanha uma onda de centros de construção circular semelhantes lançados ou anunciados recentemente na Europa: um galpão adaptado em Bruxelas, a conversão de uma área industrial nas Royal Docks, no leste de Londres, e uma rede transfronteiriça apoiada pela CirCoFin que abrange Munique, Copenhague, Lisboa e Escócia. Cada um desses projetos reaproveita edifícios e infraestruturas industriais para apoiar o reuso de materiais de construção.

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O direito à ingenuidade: como a arquitetura transformou a inocência em um posicionamento

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Desde a crise de 2008, um conjunto disperso de pequenos escritórios (nenhum com mais de quinze anos de existência e nenhum grande o suficiente para precisar de um manifesto no sentido tradicional) chegou, de forma independente, a alguma versão de uma mesma recusa: a de parecer assertivo demais, cedo demais, em uma disciplina que havia passado a década anterior vendendo a autoconfiança como acabamento. É provável que esses escritórios resistam a ser classificados sob um único rótulo, mas a própria coincidência reside no fato de que exercer a arquitetura após 2008 fez com que a inocência parecesse a única postura que valia a pena tentar.

Pelo menos a partir de 2019, o Fala passou a divulgar uma descrição de si mesmo em duas palavras, repetida textualmente em dezenas de veículos de arquitetura: um "escritório de arquitetura ingênuo" (naïve architecture practice). Sem notas de rodapé, sem ironia, apenas um escritório, fundado em 2013, que construiu uma década de casas, casas de passarinho e encomendas institucionais com base em um termo que a arquitetura passara um século tentando superar. A questão que a frase levanta não é se os edifícios são bons (pois geralmente são), mas sim o que significa para um escritório escolher a inocência como posicionamento público. Onde termina a pós-ironia e começa o marketing?

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Casa 6AM / Studio PKA

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•
Lonavala, Índia
  • Arquitetos: Studio PKA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  12000 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

La Balance Clinic / Only Human

La Balance Clinic / Only Human - Fotografia de Interiores, Clínica, CozinhaLa Balance Clinic / Only Human - Fotografia de Interiores, Clínica, VigaLa Balance Clinic / Only Human - Fotografia de Interiores, Clínica, Iluminação, CadeiraLa Balance Clinic / Only Human - ClínicaLa Balance Clinic / Only Human - Mais Imagens+ 34

  • Arquitetos: Only Human
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  370 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Aranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab.

Aranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab. - Restaurantes E BaresAranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab. - Fotografia de Exterior, Restaurantes E BaresAranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab. - Fotografia de Interiores, Restaurantes E Bares, CadeiraAranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab. - Fotografia de Interiores, Restaurantes E BaresAranya Wuling Mountain - Refeitório Sean / llLab. - Mais Imagens+ 40

  • Arquitetos: llLab.
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1586 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026

Passarela Mirante Kay Kay de Monkul / Gonzalo Verdugo + Carlos Seguel Arquitectos

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Reforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura

Reforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura - RenovaçãoReforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura - Fotografia de Interiores, Renovação, AidoReforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura - Fotografia de Interiores, Renovação, Aido, Escada, BalcãoReforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura - Fotografia de Exterior, RenovaçãoReforma Casa de Vila na Lapa / Estudio Piloti Arquitetura - Mais Imagens+ 17

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  170 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Donizete Ferreira, Granitel, Granitorre, Pedras Coimbra, Reka Iluminação, +1

Casa MDL / Estudio Maria Strada

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•
Pilar, Argentina
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  420 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Forti Aberturas

Casa na David Melgueiro / Aurora Arquitectos

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  • Arquitetos: Aurora Arquitectos
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  200 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Branca Lisboa, João Lopes Iluminação

Gradient House and Studio / Observation Studio

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  • Arquitetos: Observation Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  3600 ft²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Curious House / FORVM

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  • Arquitetos: FORVM
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  400 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Marazzi Tiles, PREFA, Schuco

Desenterrando o solo: arquitetura e a política do petróleo

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa do jornal Cobe Notes x ArchDaily.

Sob o solo reside um material que moldou silenciosamente a arquitetura do mundo moderno. O petróleo raramente é debatido no discurso arquitetônico; no entanto, a extração, a circulação e o consumo do óleo reorganizaram profundamente a lógica espacial dos territórios. Oleodutos, refinarias, plataformas de perfuração, portos, rodovias e complexos petroquímicos formam uma vasta paisagem infraestrutural que sustenta a vida contemporânea, compondo uma arquitetura dispersa da energia.

Ao longo dos séculos XX e XXI, o petróleo tornou-se a base material da sociedade industrial. Ele abasteceu os transportes, moveu fábricas e sustentou o crescimento de cidades cuja organização espacial dependia de fluxos contínuos de energia. No entanto, as infraestruturas que viabilizam esses fluxos raramente se tornam objetos de investigação arquitetônica. A atenção permanece voltada majoritariamente para a forma, a tipologia ou a densidade urbana, enquanto os sistemas materiais que sustentam esses ambientes costumam ficar à margem da disciplina.

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