Na virada do século XIX, uma editora britânica lançaria um livro escrito por um urbanista inglês – um livro com um título otimista. O título deste livro era To-morrow: A Peaceful Path to Real Reform, mais tarde reimpresso como Garden Cities of To-morrow. O urbanista inglês em questão era Ebenezer Howard – e este livro lançaria as bases para o que mais tarde ficaria conhecido como o Movimento Cidade Jardim. Esse movimento continuaria produzindo subúrbios verdes enaltecidos por seus objetivos nobres, mas também produziria comunidades satélites que atenderiam apenas alguns privilegiados.
O projeto e a funcionalidade dos espaços públicos nas cidades estão sempre sob análise. Seja a acessibilidade aos parques públicos e espaços verdes, a distância que as pessoas vivem do transporte público ou as formas como os espaços podem ser projetados para tornar a vida na cidade mais segura e equitativa. Mas agora uma nova questão em uma escala menor está surgindo — para onde foram todos os assentos públicos?
O Senado e a Assembleia da cidade de Nova York aprovaram a lei SIGH, proibindo a construção de novas escolas perto de rodovias. A lei, chamada The Schools Impact by Gross Highways Act (SIGH), visa proteger as crianças em idade escolar da poluição do ar. De acordo com esta lei, o comissário de educação da cidade não poderá aprovar os planos para a construção de qualquer nova escola a menos de 150 metros de uma rodovia de acesso controlado, a menos que o comissário determine que as limitações de espaço são tão severas que não haja outro local para uma nova escola.
Com as cidades cada vez mais verticalizadas, os edifícios têm encontrado formas de aproveitar as vantagens que as coberturas podem trazer em meio à vida urbana. Por meio de salões para festas, restaurantes, piscinas, e outros programas, a arquitetura contemporânea têm conseguido acesso à luz do sol, à ventilação natural e também à um horizonte a partir da ocupação das coberturas, tornando-as um atrativo comercial para empreendimentos residenciais e comerciais. Mas, o interesse em apreciar a cidade desse ponto de vista não é fruto apenas da verticalização, tampouco uma alternativa meramente técnica.
A equipe de projeto europeia integrada pelos escritórios JDS Architects, Coldefy & Associates, Carlo Ratti Associati, NL Architects e Ensamble Studio foi a vencedora do concurso internacional de projeto para a renovação do Edifício Paul-Henri SPAAK, o plenário do Parlamento Europeu em Bruxelas, Bélgica.
A Vantem é uma empresa startup de construção, que fabrica casas de alta eficiência, neutras em carbono, a custos competitivos e baixo carbono incorporado. Recentemente participou de uma rodada de investimentos da Série A da empresa Breakthrough Energy Ventures, fundada por Bill Gates. As casas neutras em carbono, edifícios que produzem tanta energia quanto consomem, são tipicamente mais baratas do que as casas padrão. Ainda assim, eles geralmente envolvem altos custos de construção, pois exigem tecnologia e engenharia de construção avançadas. A Vantem pretende mudar esta dinâmica através do emprego de tecnologia de construção modular.
A história da fotografia mexicana contribuiu para a construção da presença do México no mundo. Fotógrafos e fotógrafas como Elsa Medina, Lola Álvarez Bravo, Graciela Iturbide, Maya Goded e Juan Rulfo retrataram magistralmente a vida dos edifícios, casas e ruas de um México do século XIX que se construía rapidamente. Como resultado, a cena contemporânea da fotografia mexicana tornou-se uma ferramenta fundamental para a arquitetura, contribuindo para uma melhor compreensão visual das obras que são erguidas dia após dia.
As experiências oferecem a um projeto de arquitetura a oportunidade de se elevar além das entidades bidimensionais, permitindo articular personalidade e emoção de diferentes maneiras – uma estratégia bastante útil principalmente em projetos comerciais e de serviços. Por meio das experiências, as marcas podem levar seus visitantes a uma experiência imersiva que reflete seus valores, missão, história e assim por diante.
Ana Falú, apresentada como vencedora do Prêmio Ibero-Americano de Arquitetura e Urbanismo 2022. Imagem via BIAU
A cada edição da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, é concedido o Prêmio Ibero-Americano de Arquitetura e Urbanismo a trajetórias profissionais de referência no campo da arquitetura e do urbanismo na Ibero-América. Alinhada ao lema “Habitar à Margem”, a XII BIAU destaca personalidades que trazem contribuições importantes no âmbito da habitação e da habitabilidade urbana, atuando como agentes ativos de mudança por meio de seu vínculo com associações, coletivos, comunidades ou grupos de ação política, acadêmica ou social, além de seu trabalho de divulgação, teoria e/ou crítica arquitetônica que apoie práticas à margem, entre outros requisitos.
O acesso à moradia adequada é um direito humano. Contudo, diante do aumento drástico dos preços, de rendimentos que não crescem proporcionalmente e de políticas públicas ineficazes, a falta de lares seguros e acessíveis alimenta uma constante crise habitacional global. Na realidade, constatou-se que 90% de 200 cidades pesquisadas foram consideradas inacessíveis para se viver, com o impacto da COVID-19 apenas agravando a situação e forçando grande parte da população mundial a se submeter a condições de vida precárias. Espera-se que esse cenário se agrave ainda mais em um futuro próximo; até 2025, o Banco Mundial estima que 1,6 bilhão de pessoas serão afetadas pela escassez de moradias.
O escritório UNStudio foi o vencedor do concurso internacional "Un Iași pentru Viitor" para projetar um novo bairro residencial no centro histórico de Iași, na Romênia. Para este concurso, organizado pela Iulius, quatro escritórios foram convidados a participar, Foster + Partners, MVRDV, UNStudio e Zaha Hadid Architects. O principal desafio do concurso foi projetar um edifício bem integrado a um ambiente urbano complexo marcado por monumentos históricos de diferentes épocas, descobertas arqueológicas, espaços públicos e jardins abertos. A proposta vencedora, intitulada “Tempos de Fazer Pontes, Comunidades Pontes” (tradução livre), visa oferecer uma resposta coerente às particularidades do local.
“Criar uma cidade equitativa implica em que cada cidadão tenha suas necessidades atendidas”, diz a arquiteta Wanda Dalla Costa em um momento em que as metrópoles passam por muitas mudanças. Arquitetos e o público começaram a reconhecer o design de espaços públicos orientado para o gênero. Em todo o mundo, historicamente, as áreas urbanas têm sido um local de discriminação e perigo para a comunidade LGBTQ+. Por outro lado, a questão de gênero pode ser evidenciada em zonas públicas que promovam a visibilidade e interação entre as pessoas. Um árduo desafio recai sobre arquitetos e planejadores: projetar ambientes justos e espaços equitativos.
Vero Beach Museum of Art. Imagem cortesia de Vero Beach Museum of Art
O Vero Beach Museum of Art (VBMA), na Flórida, anunciou a escolha do escritório Allied Works Architecture para liderar seu projeto de expansão e reforma. O processo de seleção durou mais de nove meses e contou com a participação de 13 escritórios de arquitetura de destaque nacional, culminando na definição de uma lista de finalistas. A equipe de projeto vencedora será liderada pelo fundador do Allied Works, Brad Cloepfil, e pelos diretores Chelsea Grassinger e Gabe Smith. A previsão é que as obras de expansão e reforma sejam concluídas até 2026.
Os fungos estão em quase todos os lugares — no ar que respiramos, no solo em que pisamos, na nossa alimentação e, sim, eles também vivem dentro de nós.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) está trabalhando com o governo nigeriano para desenvolver o Rebuilding Ngarannam, um programa de estabilização no nordeste da Nigéria que oferece uma nova vila a uma comunidade desabrigada pelo grupo radicai islâmico Boko Haram. O novo plano urbano e infraestrutura foram projetados pela arquiteta nigeriana Tosin Oshninowo, que consultou a comunidade para criar um assentamento que reflita e dialogue com sua cultura. A primeira fase, que inclui habitação e serviços essenciais, como educação e saúde, deve ser concluída no verão de 2022.
Ao mesmo tempo que a obra é uma etapa ansiosamente aguardada pelos clientes, ela é igualmente trabalhosa para os arquitetos e engenheiros envolvidos em sua gestão, pois reserva uma série de dificuldades e desafios envolvendo projeto, orçamento e mão de obra. Com alguns acontecimentos imprevisíveis e outros tantos conhecidos, é possível se preparar para essa etapa buscando direcionar o andamento da obra para que ela seja o mais tranquila possível.
Ennead Architects e Kahler Slater revelaram o projeto de um novo edifício de museu com cerca de 18.500 metros quadrados em Milwaukee, no estado de Wisconsin. Situado em um terreno de aproximadamente 1 hectare no bairro de Haymarket, o projeto baseia-se em quatro princípios fundamentais: comunidade, natureza, educação e a preservação do vasto acervo do museu. O início das obras está previsto para o final de 2023, com abertura ao público em 2026.
Poucos outros materiais podem transmitir a atmosfera arquitetônica tão bem quanto o vidro. Uma escolha obrigatória para os modernistas, devido à sua natureza transparente, o vidro, ainda hoje. ocupa um lugar sólido na paleta de materiais para arquitetos de todo o mundo. Esse elemento único é o tema de Archiving Flux / Stasis, uma exposição fotográfica de Erieta Attali organizada pelo Ministério da Cultura da Grécia na Casa Romana, Ilha de Kos, Grécia, que abrirá suas portas no dia 21 de julho.
O artista e ativista chinês Ai Weiwei revelou o Arch, uma escultura em forma de gaiola em frente ao Museu Nacional de Estocolmo. A estrutura de aço inoxidável de 12 metros de altura apresenta em seu centro silhuetas de duas pessoas segurando uma à outra, parecendo romper as barras de aço da gaiola. A obra de arte foi criada para simbolizar histórias de refugiados e é vista como uma ode à liberdade. A escultura está instalada fora da galeria nacional do Nationalmuseum, na península de Blasienholmen, no arquipélago de Estocolmo, onde permanecerá por um ano e depois será transferida para um outro local da cidade ainda não divulgado.
A arquitetura escolar tem uma grande importância na criação de ambientes de ensino mais efetivos, principalmente na relação da pedagogia proposta pela escola e espaços mais equitativos. A partir deste pressuposto foi realizada uma pesquisa abarcando quatro escolas nas quais a arquitetura dialoga e contribui com a pedagogia adotada por cada uma delas.
Aproximadamente metade das crianças e jovens entre cinco e 14 anos mortas no trânsito no planeta são pedestres e quase um terço são passageiras de veículos motorizados. No Brasil, o trânsito é a principal causa de morte não-natural de crianças nessa faixa etária. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, somente entre janeiro e agosto de 2021, o SUS totalizou mais de seis mil crianças e jovens hospitalizados em estado grave devido a atropelamentos no país.
Reverter esse cenário passa por tornar as nossas ruas mais seguras e confortáveis para a caminhada, pensando principalmente nas necessidades das crianças. A cidade que atende bem a uma criança é uma cidade mais próspera e agradável para toda sua população.
Powerhouse Company, em colaboração com o escritório de paisagismo DELVA, revelou o projeto de um novo centro de visitantes para Koekamp, que desempenhará um papel fundamental como porta de entrada para o novo parque nacional Hollandse Duinen. A intervenção abrirá ao público parte de Koekamp, uma área verde próxima à Estação Central de Haia. O centro de visitantes, encomendado pela comissão florestal holandesa, tem conclusão prevista para 2024.
Os tijolos exibindo uma variedade de minerais de argila e cores. Imagem cortesia de Lola Ben-Alon
O uso de materiais à base de terra manifesta-se em duas práticas ao longo da história: na construção de edifícios e – de forma muito menos conhecida ou compreendida conclusivamente – em certos padrões de consumo alimentar. Simplificando, a terra, o coletor de nutrientes mais importante do planeta, pode ser utilizada tanto para construir quanto para comer.
Quando você caminha pela cidade, você tem medo de ser você mesmo? Por mais estranha que a pergunta possa soar para alguns, ela é realidade para grande parte de pessoas LGBTQIA+, que em algum momento já foram vítimas de hostilidades ao serem notadas performando fora do padrão heteronormativo no espaço público. Se a violência parte de camadas sociais que vão além do espaço desenhado, isso não exime a importância de pensar projetos que podem extrapolar a esfera física e inserir um elementar fator simbólico e de representatividade para incluir e educar seus cidadãos. Esse é o caso do Homomonument, que há mais de três décadas se tornou uma plataforma de celebração e manifestação queer no coração de Amsterdã.