Os Guias de Desenho de Espaço Público de Antofagasta, desenvolvidos por Allard & Partners para o CREO Antofagasta, têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade, “de modo a complementar e consolidar uma identidade coerente para a cidade que potencialize a identidade de cada território e suas comunidades”. Os quatro volumes correspondentes às respectivas tipologias de bairro — Comercial (Bairro Centro), Em Transformação (Bairro Estación), Residencial Misto (Bairro Brasil) e Orla Costeira — estão disponíveis no site do CREO Antofagasta para download direto e uso livre.
O Projeto Especial de Investimento Público (PEIP) Escolas Bicentenário do Ministério da Educação do Peru acaba de atingir um marco importante: assinou o primeiro contrato para a execução de quatro projetos de infraestrutura educativa correspondentes ao Pacote Piloto — o primeiro de nove pacotes que agrupam seus 75 projetos, desenvolvido com a assessoria técnica especializada do consórcio britânico-finlandês Koulu, no âmbito do acordo Governo a Governo com o Reino Unido.
A arquitetura sempre desempenhou um papel fundamental em exposições. Museus, exibições e mostras não são apenas ofertas culturais, mas são definidos pelo espaço, por um itinerário expositivo capaz de surpreender e fascinar o/a visitante, que é atraído/a para uma experiência ativa e inspiradora.
Para uma exposição, a arquitetura é tão fundamental quanto as obras de arte, coleções, artefatos e seus conteúdos. O curso “Architecture for Exhibition” foi criado sob essas premissas: seu objetivo é capacitar profissionais de design que sejam capazes de materializar diversas experiências artísticas e museológicas, potencializando a narrativa dinâmica por trás de cada proposta cultural. Os/as estudantes adquirirão novas habilidades em expografia e ingressarão em um ambiente altamente prestigioso — a cultura —, que hoje registra uma demanda crescente por parte dos clientes mais críticos e exclusivos.
O escritório de arquitetura Grimshaw revelou o projeto para o Futures Institute na Dollar Academy (FIDA), na Escócia, Reino Unido. Trata-se de uma plataforma de aprendizagem de acesso aberto desenvolvida pela Dollar Academy, uma das principais escolas independentes da Escócia. O novo edifício do Instituto será o primeiro do país a receber a certificação Living Building.
A FIDA foi lançada em maio de 2021 para enfrentar desafios fundamentais na educação: promover o acesso equitativo e reduzir a disparidade de desempenho escolar relacionada à pobreza; encontrar alternativas consistentes aos sistemas tradicionais de ensino e avaliação; e abordar a sustentabilidade. A iniciativa convida jovens de toda a Escócia a participar de projetos inovadores fundamentados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Esses desafios incluem workshops, cursos focados em habilidades, desafios de projeto e competições, todos oferecidos presencialmente e por meio de uma plataforma online para viabilizar a mais ampla participação possível.
Em um mundo no qual nossa compreensão sobre o que define o luxo passa por uma profunda transformação, o MDF — outrora um humilde material de construção — ganha um novo protagonismo. No campo específico do design e da arquitetura, o que hoje se considera luxuoso não é tanto o recurso raro e brilhante, mas sim aquilo que é produzido de forma consciente e sustentável. Esse luxo não se define por quilates ou brilho, mas por circularidade, durabilidade e adaptabilidade. Nas mãos certas, o que é simples pode se tornar nobre.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135295/mobiliario-e-elementos-fixos-esculturais-a-nova-geracao-de-produtos-em-mdfEmma Moore
A região que conhecemos hoje como a Zona Metropolitana do Vale do México (ZMVM) tem tido uma ocupação contínua e dinâmica há mais de 4.000 anos. Evidências arqueológicas e antropológicas revelam a presença de sociedades humanas complexas nas margens da bacia, começando com Tlatilco e Cuicuilco no período pré-clássico mesoamericano, passando por Teotihuacan no período clássico, e culminando com os diferentes centros urbanos da afiliação Nahua no período pós-clássico, com destaque as cidades do México de Tenochtitlan-Tlatelolco, assim como Texcoco, Azacapotzalco, Iztapalapa e Chalco, entre muitas outras.
https://www.archdaily.com.br/pt/983213/a-estetizacao-da-desigualdade-paisagens-contrastantes-na-periferia-da-cidade-do-mexicoMónica Arellano y León Villegas
Desde o higienismo no início do século 20 ao macroplanejamento da urbanização nos anos 1970, o modelo de urbe visava à abertura de largas avenidas, que faziam a articulação entre bairros (centro e extensão) através dos transportes motorizados: a cidade sobre pneus. Este modelo de urbanização norte-americano, seguido pelas cidades brasileiras, privilegia a verticalização das edificações e os transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos.
Muitos concordam com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem desenhadas" — mas muitos também concordam que o design costuma ser considerado algo para poucos. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design — e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a contribuir com nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos analisar a democratização do design sob diferentes ângulos: debatendo desde como incluir soluções para as necessidades cotidianas até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
Afinal, é possível que o design seja para todas as pessoas? E, se for assim, como alcançamos isso? Perguntamos a vocês, nossos leitores e leitoras, por meio de uma chamada aberta, e, após ler uma quantidade imensa de comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar pontos em comum: não apenas todos nós vivenciamos o design de forma direta ou indireta, mas também precisamos dele para romper estereótipos e paradigmas. Leia alguns dos comentários a seguir.
“No local escolhido para a construção estava plantada uma das casas antigas de BH, que seria grato preservar do esquecimento. Engenhosos, Penna e sua equipe inseriram no conjunto o arco de entrada da velha construção. Criaram assim um elo visível entre o passado e o tempo presente. [...] O excelente trabalho dá à gente a alegria de sentir que nem tudo está perdido em Belo Horizonte. Os moços apontam o caminho”. Em 1982, quase no fim da sua vida, Carlos Drummond de Andrade escreve essa crônica para o Jornal do Brasil, o projeto em questão diz respeito à Sede da Casa do Jornalista de Belo Horizonte, escolhido por meio de concurso que teve como Gustavo Penna o grande vencedor.
Durante a pandemia, em um momento em que muitos dos padrões aceitos de vida na cidade foram alterados, bairros e comunidades ao redor do mundo estão começando a considerar a possibilidade de não voltar a ser como eram.
Várias pessoas precisaram vender seus carros por ficarem mais tempo em casa e isso teve uma consequência nas ocupação das vagas de estacionamento. Ao mesmo tempo, atividades ao ar livre foram estimuladas e até comer e fazer compras no meio da rua com ventilação natural se tornou mais saudável para diminuir os índices de contaminação.
Render de casas acessíveis criadas com resíduos de plástico. Imagem cortesia de Othalo
Muitas pessoas pelo mundo concordam que estamos passando por uma emergência climática. O relatório do IPCC, divulgado no ano passado, dificulta a leitura. Os profissionais do ambiente construído passaram a direcionar as ações climáticas, com organizações como ACAN e Architects Declare promovendo o ensino sobre o carbono e pedindo aos designers que reavaliassem sua prática.
Em 1870, o tempo médio de trabalho semanal nos EUA era de 57 horas, em 2000, já tinha caído para 39 horas, redução de 32%. A França passou de 66 para 34 horas, redução de quase 50%. No mundo, a redução da jornada de trabalho foi em média de 64 para 36 horas, mostrando que a evolução tecnológica pode ter contribuído para a redução do tempo dedicado às atividades laborais.
A crise habitacional dos Estados Unidos não é um problema recente. Mas relatos recentes de hedge funds privados comprando casas isoladas e geminadas, podem deixar uma situação difícil ainda pior. Quando os hedge funds compram essas propriedades, essas casas provavelmente não voltarão ao mercado imobiliário. Elas desaparecem por agora e, provavelmente, para sempre.
https://www.archdaily.com.br/pt/983300/como-o-capital-privado-torna-a-crise-imobiliaria-ainda-piorR. John Anderson
A pandemia da Covid-19 levou muitas cidades a acelerar a implementação de ciclovias pop-up ou temporárias para facilitar viagens seguras durante os períodos mais críticos da crise sanitária. Muitas dessas ciclovias foram inovadoras em seus contextos – vide o caso de Buenos Aires, que implementou, pela primeira vez, ciclovias em grandes avenidas, oferecendo conexões mais diretas para quem pedala.
https://www.archdaily.com.br/pt/983552/5-licoes-latino-americanas-para-a-implementacao-de-infraestruturas-para-a-bicicletaSonia Aguilar, Arie Gurts Novoa , Adriana Jakovcevic, Jessica Kisner Giraldo, Surya Salgado, Paula Santos e Juliana Vega
Quando as cidades crescem, com suas populações em expansão, a habitação torna-se um componente essencial do caráter urbano das metrópoles. Experimentos habitacionais têm sido espalhados por governos em todo o mundo, com diferentes resultados e, sem dúvida, opiniões divergentes. Os conjuntos habitacionais da era soviética da Europa central e oriental são particularmente interessantes a esse respeito.Esses projetos de habitação em massa foram descartados e vistos como gigantes monstruosidades. O legado deles é mais complicado do que isso.
Etimologicamente, a palavra balcón (sacada) vem do italiano balcone: “plataforma saliente de um cômodo superior na fachada de um edifício, cercada por um guarda-corpo”, e a palavra italiana balcone provém do germânico (longobardo) balko, que significa viga. E é assim que são conhecidas, como pequenos recintos que se projetam das fachadas dos edifícios, mas a realidade é que seu significado, seu simbolismo e sua importância para o desenvolvimento de nossas vidas vão muito além.
A caminhada pode ajudar a prevenir e amenizar sintomas de doenças. É uma atividade física de graça e que pode ser feita em qualquer local. Para alguns, é um meio de transporte para se deslocar ao longo do dia. Para outros, um passatempo para explorar um bairro desconhecido no fim de semana. Mas, para que seja uma atividade prazerosa, é preciso estímulo dos governantes: é o que busca a “Cartilha orientativa de desenho urbano para melhoria da caminhabilidade da população idosa”, nova publicação da USP.
À medida que a humanidade toma consciência do seu impacto no meio ambiente, também tem buscado formas para reverter alguns dos malefícios causados à fauna e à flora, sobretudo nas cidades. Nosso padrão de vida, de consumo e de construção tem causado danos severos à natureza. De fato, segundo um estudo no Weizmann Institute of Science, estamos em um ponto de inflexão onde a massa de todos os materiais fabricados pelo homem é igual à biomassa do planeta, e isso deve dobrar até 2040. Mas não necessariamente tudo o que construímos deve ter um impacto negativo. O projeto "The Tidal Dout" é um exemplo, parte de um projeto de revitalização abrangente em Kuk Po Village em Sha Tau Kok em Hong Kong, e que consegue reunir duas ecologias diferentes, o ambiente antropocêntrico e o natural.
Como motores da economia e da produção, as cidades abrigam as maiores massas populacionais e estima-se que, até o ano de 2050, concentrarão 70% da população mundial. Nesse contexto, arquitetos e arquitetas incorporam dia após dia a articulação de usos mistos em suas edificações, buscando favorecer la diversificação e evitar a monofuncionalização.
A Escola da Cidade, por meio do evento XVI Seminário Internacional – Cidades em debate: olhares e práticas contemporâneas, recebeu a arquiteta Ana Falú para discutir a importância de interseccionar temas complexos que trazem luz sobre as desigualdades e permitam falar do feminismo plural. Na conferência, a arquiteta e ativista social argentina propõe apresentar investigações feministas que tratem de projeto e de políticas urbanas a partir das perspectivas de gênero, em especial na América Latina.
City Rail Link de Grimshaw Architects. Imagem cortesia de Grimshaw
Grimshaw apresentou o projeto final do City Rail Link, ou CRL, o maior projeto de infraestrutura em Auckland, Nova Zelândia. O projeto inclui quatro novas estações de trem e trilhos subterrâneos em túnel duplo de 3,45 km, que podem estar até 42 metros abaixo do centro da cidade. Foi desenvolvido em colaboração com a WSP como parte da Link Alliance, um consórcio de sete empresas encarregadas de entregar as principais estações e túneis para o projeto CRL. O projeto das estações também foi desenvolvido em parceria com Mana Whenua, uma autoridade tribal local que visa integrar ao design a narrativa da história da criação maori, Te Ao Marama. A imagem e a identidade de cada estação são o resultado desta colaboração, e respondem às características de cada local conforme definido por Tāmaki Makaurau, o nome maori para a região geográfica da cidade de Auckland.
A arquitetura dos edifícios governamentais está há muito tempo relacionada aos ideais compartilhados pela sociedade que ele representa. Os parlamentos, em especial, são construídos para refletir os objetivos de sua região e representar grupos da comunidade local. Isso resulta em características de projeto singulares, quando se trata de órgãos legislativos. De modo geral, parlamentos incluem vários tipos de assembleias deliberativas, consultivas e judiciais. Ao analisar novos projetos de edifícios governamentais, nota-se que os parlamentos estão se adaptando para refletir a vida contemporânea.
Ambientes saudáveis e visualmente atraentes se tornaram alvo de um interesse renovado quando se trata de projetar casas e espaços residenciais, especialmente no contexto global atual. Um modo de alcançar isso é por meio de um cuidadoso projeto paisagístico que complemente a arquitetura. A arte do paisagismo é o arranjo de elementos da natureza combinados com elementos arquitetônicos, como estruturas externas e pavimentação, a fim de criar soluções específicas que melhorem a qualidade dos espaços.
1. Casa de Estudios para Artistas / Antonio Bonet. 2. Terrace Palace / Antonio Bonet, Roberto Luna, Raúl Fernández e Alejandro Zamudio. 3. La Obra Urbana de Togo Díaz / José Ignacio Díaz. 4. Colegio Manuel Belgrano / Bidinost+Chute+Gasó+Lapacó+Meyer. 5. Biblioteca Nacional Mariano Moreno / Testa, Bullrich e Cazzaniga. 6. Facultad de Arquitectura de Mendoza / Enrico Tedeschi. Imagem
No território sul-americano, foram estabelecidas diferentes datas para homenagear e celebrar a trajetória, vida e obra dos profissionais da arquitetura. Enquanto no Uruguai a data é celebrada a cada 27 de novembro, em referência à criação da primeira Faculdade de Arquitetura; no Brasil, em 15 de dezembro, em homenagem ao nascimento de Oscar Niemeyer; e no Chile, em 4 de agosto, devido à fundação do Colégio de Arquitetos; a Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA) manteve o dia 1° de julho para comemorar o Dia do/a Arquiteto/a Argentino/a, respeitando a instituição do Dia Internacional da Arquitetura, estabelecido pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1985.