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Paris, França. Foto de Lespinas Xavier, via Unsplash
Até alguns anos atrás, a margem direita do Rio Sena, em Paris, era uma via de trânsito rápido por onde passavam mais de 40 mil veículos todos os dias. Apesar de ter sido nomeada Patrimônio Mundial da Unesco, a via costumava estar totalmente engarrafada nos horários de pico ou funcionar como um corredor para os carros em alta velocidade. Por isso, colaborava para as taxas de poluição atmosférica da cidade, que com frequência costumavam ultrapassar os limites da União Europeia, e para milhares de mortes na capital francesa todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/996966/cidade-de-15-minutos-a-visao-de-paris-que-tem-inspirado-um-movimento-globalSalome Gongadze e Anne Maassen
A verdadeira beleza da arquitetura reside em sua capacidade de servir e melhorar a experiência humana, mas esse princípio fundamental nem sempre é respeitado. Muitas vezes, vemos edifícios “públicos” que não se integram ao tecido urbano, são desconectados de seu entorno e não contribuem para a vitalidade e qualidade de vida de uma cidade. Alguns podem até ser muito bonitos, mas se não forem funcionais, confortáveis e acolhedores para as pessoas, seu valor como espaços públicos torna-se bastante questionável. Ícones arquitetônicos como a Ópera de Sydney e o Museu Guggenheim de Bilbao, por exemplo, são celebrados não apenas por suas silhuetas impressionantes ou interiores de tirar o fôlego, mas porque aprimoram a cultura e a vida na cidade, enriquecem a comunidade e oferecem diversas oportunidades de interação e envolvimento do público. É essa abordagem holística de projeto, centrada no ser humano, que permite que esses marcos se tornem partes integrantes da identidade de uma cidade.
Fotografias de Marcel Gautherot presentes no acervo do Instituto Moreira Salles (IMS) editadas pela autora
O Museu de Arte Popular de Recife (MAP), inaugurado em 1955, foi um dos primeiros museus dedicados ao gênero no país. Foi organizado e idealizado pelo advogado e colecionador recifense Abelardo Rodrigues (1908 - 1971) e projetado pelo arquiteto carioca Acácio Gil Borsoi (1924 - 2009). Embora extinto, o projeto do museu foi uma adaptação de uma antiga escola infantil em um espaço com características modernas para a exposição de arte popular, localizado na entrada do Parque Zoobotânico de Dois Irmãos. Os únicos registros deste espaço foram realizados pelo fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910 - 1996) no ano de inauguração do museu. Apesar das suas singularidades, estes três personagens estavam especialmente interessados no aspecto popular das narrativas modernas, e por esse motivo, é importante analisar as perspectivas que contribuíram no interesse dos usos dessa noção.
Paulo Mendes da Rocha. Fotografia de Maria Isabel Villac
Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas grandes exposições realizadas este ano pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, norte de Portugal. Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospectiva tem curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman e projeto expositivo de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, enquanto que Paulo conta com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira e projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon. Ambas inauguram em 26 de maio.
https://www.archdaily.com.br/pt/996690/paulo-mendes-da-rocha-sera-homenageado-com-duas-exposicoes-na-casa-da-arquitectura-em-2023ArchDaily Team
"Nosso planeta está sufocando com plástico", afirma as Nações Unidas. Embora o material feito pelo homem tenha muitos usos valiosos, nosso vício em produtos plásticos de uso único levou a severas questões econômicas, de saúde e ambientais. Aproximadamente um milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto e cinco trilhões de sacos plásticos são usados todos os anos em todo o mundo - usados apenas uma vez e depois jogados fora. Plásticos e microplásticos chegaram a todos os cantos de nosso ambiente natural, desde os picos das montanhas mais altas até as profundezas dos oceanos. Tanto que eles se tornaram parte do registro fóssil da Terra e criaram um habitat microbiano marinho totalmente novo conhecido como "Plastisfera".
Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.
Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134873/guia-de-arquitetura-de-munique-dos-arranha-ceus-aos-pequenos-pavilhoes-do-brutalismo-ao-art-nouveauVirginia Duran
De 20 a 30 de abril, Barcelona será novamente palco do Festival Model. Um evento que busca transformar a cidade em uma plataforma para o talento emergente da arquitetura e do design, bem como para líderes de pensamento de todo o mundo. Fundado em 2022 pelo Ajuntament de Barcelona e gerido este ano pela Fundació Mies van der Rohe, o festival tem como objetivo criar um espaço de exploração e inspiração para toda a cidadania, transformando as ruas da cidade em um laboratório de experimentação e divulgação arquitetônica e urbana. O evento contará novamente com a direção artística de Eva Franch i Gilabert, ao lado de uma ampla equipe de arquitetos/as, curadores/as e mais de 50 instituições e organizações da cidade selecionadas por meio de uma convocatória aberta.
O Arquicast conversa com Gustavo Utrabo, arquiteto brasileiro cujo trabalho se destaca por sua capacidade de experimentação e pesquisa contínua, além de ser formado no Paraná, ele tem experiências em Harvard, MIT, Hong Kong e Escola da Cidade. Foram abordados no episódio sua experiência em comunicação no podcast "Entre Mundos", as dificuldades iniciais da carreira autoral, a dinâmica e estrutura de seu trabalho atual, seus projetos notáveis, como as Moradias Infantis Canuanã, além de sua visão sobre o futuro da profissão e ainda um debate sobre as redes sociais.
O Nieuwe Instituut nomeou Jan Jongert, do Superuse Studios de Roterdã, como curador do Pavilhão dos Países Baixos na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Em resposta ao tema abrangente de Lesley Lokko para esta edição da Bienal, Laboratório do Futuro, a equipe curatorial holandesa pretende explorar os complexos sistemas que sustentam as estruturas de nossa sociedade. A exposição estará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Como parte do programa de exposições do Museu Experimental El Eco, foi lançada a convocatória para o Pavilhão Eco 2023, onde profissionais que atuam na prática arquitetônica no México possam dialogar com o espaço do museu. Esta edição marca os 13 anos do Pavilhão Eco, concurso iniciado em parceria com o Buró-Buró com a missão de oferecer uma plataforma para a produção arquitetônica com ênfase na experimentação e na reflexão espacial.
A história da visualização na arquitetura passou por diversas transformações ao longo dos séculos. Sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas que, além de servirem como ferramenta para representar o mundo habitado, influenciam diretamente a percepção deste e a produção dos objetos construídos. No ArchDaily, exploramos, por meio de diversos artigos, as histórias que compõem a representação pós-digital e, especificamente no México, este é um tema que tem sido profundamente explorado.
Escritório LANO FRUITS / Laura Ortín. Imagem cortesia de Laura Ortín
Dos cubículos predefinidos aos escritórios compartilhados em plano aberto, os espaços de trabalho têm transformado suas estratégias de projeto para acompanhar as mudanças no estilo de vida da sociedade. Se, por um lado, os layouts tradicionais estimulavam o trabalho mais isolado (evitando distrações sociais), a adaptação às novas tecnologias e dinâmicas de pensamento impulsionou a produtividade, respeitando a comunicação, a consciência sobre o bem-estar e os benefícios de se sentir confortável no ambiente profissional.
A comunidade de arquitetura tem acompanhado essas tendências de mudança, propondo diversas tipologias de espaços de trabalho, adaptando-se a múltiplos estilos profissionais e organizando-os de modo a criar ambientes de produtividade ideal. Entre eles, escritórios de arquitetura liderados por mulheres espanholas, de diferentes origens e estilos, destacam-se por apresentar layouts que redefinem o conceito tradicional de espaço de trabalho. Abaixo, apresentamos uma seleção de projetos inovadores de reforma, que exemplificam o design de espaços de trabalho flexíveis e dinâmicos.
A. Eugene (Gene) Kohn, cofundador do escritório de arquitetura de renome internacional Kohn Pedersen Fox Associates, faleceu aos 92 anos, após uma batalha de um ano contra o câncer. Gene Kohn cofundou o Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) em 1976, juntamente com os sócios William Pedersen e Sheldon Fox, ajudando a transformá-lo em um dos escritórios de arquitetura de maior impacto no mundo. Ele era reconhecido por sua capacidade de encontrar soluções criativas e construir consensos entre equipes de projeto e de incorporação por meio de sua compreensão sobre a relação entre arquitetura e comércio. Ele também lecionou em Harvard, Columbia e em sua alma mater, a Universidade da Pensilvânia.
MAD Architects, sob a liderança de Ma Yansong, acaba de revelar seu projeto para a Danshuis (termo em holandês para "Casa da Dança"). O projeto transformará o antigo armazém Provimi, localizado na orla, em um destino cultural em Roterdã. A iniciativa da Danshuis busca converter o antigo galpão em um estúdio multiuso dinâmico voltado ao movimento e às artes performáticas, criando um espaço vibrante para o intercâmbio da cultura da dança mundial. A Droom en Daad Foundation, principal cliente do projeto, espera posicionar Roterdã no mapa como uma das referências mundiais em arte e cultura.
A luz é um elemento essencial para perceber a arquitetura e para habitar e trabalhar em edifícios. Por isso, profissionais de arquitetura, designers de iluminação, docentes e pesquisadores/as têm escrito livros inspiradores sobre o tema. Essas pessoas compartilharam suas valiosas teorias e transformaram suas experiências em diretrizes para aprimorar o projeto de iluminação natural e a arte da iluminação.
Esta seleção oferece uma valiosa fonte com os melhores livros de design de iluminação para estudantes, profissionais e acadêmicos/as. A lista está agrupada por categorias: iluminação natural, iluminação, iluminação urbana, fachadas de mídia, iluminação paisagística, coleções de luz, cultura, monografias, história, iluminação cênica e arte da luz. Em cada seção, os volumes aparecem em ordem alfabética, com as publicações recentes no início, seguidas pelas clássicas. Descubra obras fascinantes que vão iluminar sua percepção e compreensão da luz e do espaço.
O que é a Cidade de 15 Minutos? É toda cidade construída pela humanidade neste planeta até um século atrás, rebatizada com um nome atraente. Se os centros históricos de uma cidade não foram destruídos no último século, são essas as áreas que mais atraem turistas — pessoas que viajam por continentes e oceanos para vivenciar o melhor que elas têm a oferecer.
Há quarenta anos, um grupo de pioneiros decidiu voltar a projetar Cidades de 15 Minutos. Na verdade, planejaram cidades de 5 minutos, pois não acreditavam que as pessoas caminhariam por 15 minutos — e, no início dos anos 1980, estavam certos, dado o forte condicionamento da época em usar o carro para qualquer deslocamento. Seaside, na Flórida, foi o marco inicial. A revista Time a chamou de “a pequena cidade que mudou o mundo”. Pela primeira vez na história moderna da dispersão urbana, era possível guardar as chaves do carro na gaveta ou pendurá-las na parede e esquecê-las por dias. Ao retornar das férias em Seaside, os visitantes se perguntavam: “Por que não podemos construir assim onde moramos?”. Não demorou para que o Novo Urbanismo nascesse.
Domesticidade, palavra-chave curatorial do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. Imagem Cortesia do Museu Nacional de Belas Artes de Taiwan
A 18ª Exposição Anual de ArquiteturaLa Biennale Di Venezia acontece de maio a novembro sob o temaO Laboratório do Futuro. Este ano, o Pavilhão de Taiwan, organizado pelo Museu de Belas Artes de Taiwan, analisará a inteligência imbuída nas paisagens. Aparelhos diacrônicos de Taiwan mostra como os habitantes locais ao longo da história de Taiwan usaram sua intuição para moldar o ambiente. Além disso, o projeto também abre um diálogo sobre terreno artificial e natural para redescobrir o que podemos aprender com a natureza.
Em países tropicais como o Brasil muito se valoriza as áreas externas nos projetos residenciais. Nas casas brasileiras os quintais são utilizados de diferentes maneiras e se configuram também de acordo com o projeto arquitetônico. Sendo grandes ou pequenos, ajardinados, com piscina, ou equipados com outras funcionalidades, quando possível as famílias brasileiras buscam aproveitar ao máximo suas áreas externas.
No dia 9 de março, comemora-se o nascimento de um dos arquitetos mexicanos mais importantes do mundo, pioneiro do Movimento Moderno no México e cuja obra transcendeu as fronteiras geográficas para ser estudada por diversas gerações de arquitetos e arquitetas, que reescreveram seus ensinamentos para torná-los próprios. Todos os anos, essa data representa o pretexto perfeito para repensar o legado de Barragán para a arquitetura não apenas do México, mas de todo o mundo, e vários têm sido os projetos que, com esse propósito, despertaram o interesse das novas gerações. No entanto, até alguns anos atrás, o registro da obra do arquiteto era pouco acessível, uma vez que mais de 50% dos projetos que ele construiu permaneciam no anonimato devido à falta de um arquivo unificado de sua obra.
“Construyendo y rompiendo techos” / Laia Ollé Ramos - Instituto Gabriel Ferrater i Soler de Reus. Image Cortesía de Fundación Mies van der Rohe
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, foram apresentados os trabalhos de pesquisa de ensino médio que receberam a Bolsa Lilly Reich para a igualdade na arquitetura no histórico Pavilhão Alemão de Barcelona, projetado por Mies van der Rohe e Lilly Reich para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Além disso, foram abertas as convocatórias para a nova edição 2023/2024.
Após a interrupção da edição de 2019 devido à crise social no Chile, a Bienal de Arquitetura do Chile retornou a Santiago em janeiro de 2023 sob o tema “Hábitats Vulneráveis”, abordando questões como “o déficit habitacional agravado pelo recente aumento de favelas e ocupações informais e irregulares de terras” e “a vulnerabilidade e a deterioração do espaço público, além da fragilidade ambiental no contexto da crise climática”.
Com o lançamento bem-sucedido do nosso 14º Prêmio Building of the Year no início deste ano, gostaríamos de agradecer por sua participação em nossa comunidade há mais de 10 anos. Juntos, crescemos e contribuímos para o cenário arquitetônico, buscando um mundo melhor. Agora, temos o orgulho de anunciar a 7ª edição do ArchDaily Building of the Year China, celebrando o melhor da arquitetura na China, conforme escolhido por você, leitor(a).
Ao indicar e votar, você faz parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados(as) e pares que nos ajuda constantemente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, bem como profissionais de arquitetura de todos os perfis. Nas próximas semanas, seus votos farão com que 700 projetos chineses sejam filtrados para apenas os 10 melhores projetos na China.
“Juntas somos mais fortes”, dizem os cartazes das massivas marchas latino-americanas no Dia Internacional da Mulher. Elas tecem redes em todas as suas esferas de atuação: suas famílias, comunidades e ambientes de trabalho. E o mundo da arquitetura não fica de fora. Entre as arquitetas, esses laços permitem que se mantenham conectadas — como demonstra o caso destas quase 30 redes de mulheres arquitetas na região que apresentamos a seguir.