A Triennale Milano e a Fondation Cartier pour l'art contemporain apresentam a exposição Siamo Foresta, inaugurada no final de junho e aberta até 29 de outubro de 2023. Sob a curadoria de Bruce Albert e Hervé Chandés, a exposição traz obras de 27 artistas de diferentes países e culturas, principalmente da América Latina e de comunidades indígenas.
A exposição é o resultado da parceria entre as duas instituições — que já rendeu seis projetos ao longo de oito anos — e busca alcançar diversos públicos e promover artistas de diferentes contextos geográficos. O projeto expográfico, desenvolvido pelo artista brasileiro Luiz Zerbini, proporciona uma conexão emocional entre as obras e ressalta a importância da floresta como tema central.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003209/exposicao-siamo-foresta-na-trienal-de-milao-aborda-futuro-do-planeta-atraves-de-perspectivas-indigenasArchDaily Team
1º Prêmio: Coreia do Sul – "Green Wave" / Estudantes: Se kwang Kim, Hyemin Na, Iana Kim. Imagem cortesia de 2023 Architecture Student Contest, Saint-Gobain
Diante de desafios cada vez mais intensos em escala global, fica claro que o setor da construção civil precisa migrar de forma rápida e abrangente em direção à construção sustentável. O objetivo dessa mobilização deve ser reduzir drasticamente e de forma permanente as emissões de gases de efeito estufa associadas à construção, preservar os recursos naturais não renováveis, diminuir o consumo de energia e proporcionar moradias dignas e confortáveis para todas as pessoas.
No Barômetro da Construção Sustentável de 2023, arquitetos/as são apontados/as como os/as profissionais mais bem posicionados/as para impulsionar a construção sustentável (40%, logo atrás das instituições públicas, com 44%). Para atingir esse objetivo, é fundamental que contem com o conhecimento e as ferramentas necessárias para liderar essa transição.
A Royal Academy premiou Shane de Blacam nos Royal Academy Architecture Awards de 2023 e, com isso, os finalistas do Prêmio Royal Academy Dorfman, uma distinção que premia a arquitetura de todo o mundo com os olhos voltados para o futuro da disciplina e da prática arquitetônica. Os finalistas são COMUNAL (México), Taller Gabriela Carrillo (México), H Arquitectes (Espanha) e Tropical Space (Vietnã).
Do ponto de vista projetual, a integração e a conexão dos diferentes espaços das moradias vêm protagonizando a cena arquitetônica contemporânea, impulsionadas pela necessidade de obter o máximo aproveitamento possível em ambientes cada vez mais reduzidos. Sem paredes divisórias ou fechamentos e aplicando diferentes materiais em pisos, equipamentos e instalações, os banheiros costumam se integrar aos dormitórios, proporcionando uma sensação de amplitude em harmonia com o design de interiores definido para esses espaços.
O Pavilhão de Israel apresenta Cloud-to-ground, uma instalação imersiva que explora a natureza das redes de comunicação modernas na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A exposição, que tem curadoria do arquiteto Oren Eldar e das arquitetas Edith Kofsky e Hadas Maor, tem como objetivo iniciar uma discussão ampla sobre os aspectos físicos das redes virtuais: os centros de dados (data centers) e as centrais telefônicas comumente referidas como "caixas-pretas". O tema escolhido é relevante para Israel devido à sua localização estratégica no cruzamento de continentes e culturas. O pavilhão nos Giardini permanecerá aberto para visitantes até 26 de novembro de 2023.
Standard, esboços de projeto. Francesco Binfaré, 2012. Imagem cortesia de Edra
Os primeiros vestígios de mobiliário na sociedade remontam à Quarta Dinastia do Egito, com a descoberta da poltrona da rainha Hetepheres I (cerca de 2600 a.C.). Esta peça representou um marco significativo na história do mobiliário. Não por acaso, portanto, a cronologia do mobiliário se entrelaça com as expressões arquitetônicas, pictóricas e escultóricas de cada época, nas quais esses elementos frequentemente atuam como testemunhas e, em casos excepcionais, como protagonistas na história da arte e do design.
O mobiliário é composto por objetos cotidianos projetados para atender a necessidades específicas do nosso dia a dia. No entanto, por vezes, essas peças transcendem sua função prática e assumem uma presença autônoma. Um móvel não tem propósito mais nobre do que sua interação com o ser humano; portanto, separar esses objetos de sua dimensão utilitária torna-se um ato de ruptura. Diante disso, designers como Francesco Binfaré descrevem os sofás como “o objeto mais misterioso entre os móveis que povoam o universo do design de interiores”. Nesse contexto, a Edra cria objetos únicos que fundem arte e produção industrial, refletindo paisagens domésticas contemporâneas e experimentando novas formas e materiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138382/o-renascimento-do-sofa-inovacoes-formas-atipicas-e-antropometriaEnrique Tovar
O arquiteto irlandês Shane de Blacam recebeu o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy de 2023 em reconhecimento ao seu compromisso com a criação de espaços comunitários e ao esmero artesanal e detalhamento de seus projetos. Em 1976, De Blacam cofundou o escritório de arquitetura de Blacam and Meagher ao lado de John Meagher, estabelecendo uma prática coletiva focada na integração cuidadosa de materiais locais e na criação de espaços confortáveis para as pessoas. Todos os anos, a Royal Academy de Londres premia indivíduos ou práticas coletivas cujo conjunto da obra tenha gerado um impacto significativo e positivo na sociedade.
Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, a NEOM apresentou a exposição Zero Gravity Urbanism - Princípios para uma Nova Habitabilidade para apresentar o conceito e os padrões que orientam o projeto The Line, sua proposta de cidade linear de 170 quilômetros de extensão no noroeste da Arábia Saudita. O evento tem como objetivo apresentar ao público uma visão alternativa para o planejamento urbano, cuja configuração compacta busca se tornar um modelo para o desenvolvimento de cidades mais eficientes e sustentáveis. Antes da abertura da exposição, mais de 20 arquitetos e designers internacionalmente reconhecidos se juntaram à equipe de design, incluindo Sir Peter Cook, Massimiliano Fuksas, Jean Nouvel e Ben van Berkel. A exposição permanece aberta até 24 de setembro de 2023 na Abbazia di San Gregorio, em Veneza.
Courtesy of David Butler | Marmalade Lane Cohousing development
O Dia Internacional das Cooperativas é uma celebração do movimento cooperativista, que ocorre anualmente no primeiro sábado de julho. Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu a data que celebra o movimento cooperativista em todo o mundo com temas anuais. O movimento cooperativista é uma associação focada em alcançar objetivos comuns e atender às necessidades coletivas das comunidades. As cooperativas acreditam no desenvolvimento comunitário em sua essência, priorizando as pessoas e apoiando as comunidades locais para melhorar seu bem-estar. Além disso, os modelos de coabitação adaptados a partir dele têm sido um enorme sucesso nas últimas décadas, oferecendo uma forma de habitação social econômica. A estrutura cooperativa redefine a forma como as pessoas vivem, trabalham, se divertem e colaboram. O tema deste ano é "Cooperativas: parceiras para o desenvolvimento sustentável acelerado".
À medida que os princípios cooperativos continuam a ser aplicados no ambiente construído hoje em dia, o conceito tem criado diferentes modelos de habitação cooperativa, levando à coabitação. Nos últimos anos, prêmios internacionais prestigiados têm celebrado a coabitação, e escritórios de arquitetura de todo o mundo têm projetado diferentes modelos dessa tipologia.
Desde o lançamento da Norman Foster Foundation, sua missão tem sido promover o pensamento e a pesquisa interdisciplinares para ajudar as novas gerações a antecipar o futuro. Diante da crescente importância da urbanização e de seus desafios, a Fundação embarca agora em uma nova iniciativa voltada para quem deseja melhorar a qualidade de vida nas cidades de todo o mundo: o Norman Foster Institute.
Seu primeiro programa, On Sustainable Cities, combinará experiência prática em campo com a contribuição acadêmica da rede de especialistas internacionais da fundação, utilizando as ferramentas digitais mais modernas. A cada ano, os e as participantes do programa visitarão três cidades-piloto para interagir diretamente com suas equipes de planejamento e gestão local.
As portas e janelas passaram por poucas mudanças desde sua concepção original. São elementos destinados a satisfazer a necessidade básica do ser humano de desfrutar da luz solar, permitir a circulação de ar em espaços fechados e facilitar a circulação interna, proporcionando um habitar confortável. Por isso, seu papel no cotidiano é tão constante quanto crucial. Embora sua função principal permaneça inalterada, as portas e janelas como componentes arquitetônicos continuam desempenhando a função de separar espaços, possibilitando la entrada de luz, objetos e paisagens, mantendo em grande parte sua estrutura original. No entanto, houve avanços significativos nos materiais utilizados em sua fabricação e nos atributos técnicos que oferecem.
No contexto atual, o minimalismo tornou-se uma tendência que busca a simplificação rumo ao essencial, deixando sua marca na arquitetura contemporânea, incluindo as portas e janelas. Essa abordagem estilizada, caracterizada pela eliminação de elementos desnecessários para o funcionamento correto, tornou-se proeminente em diversos países. Alinhados a essa premissa, os sistemas de esquadrias Strugal alcançaram avanços significativos na construção de elementos arquitetônicos por meio do desenvolvimento tecnológico nos processos de fabricação e no design de novos produtos. Esses avanços se refletem em diversas aplicações em fachadas e pátios internos, utilizando portas e janelas de correr.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138292/minimalismo-dinamico-janelas-e-portas-de-correr-em-6-edificios-na-espanhaEnrique Tovar
Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da segunda galeria, chamada Lugares de origem, arqueologias do futuro. A primeira galeria, De-colonizando o cânone, pode ser revista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1002026/lugares-de-origem-arquelogias-do-futuro-pavilhao-terra-do-brasil-na-bienal-de-venezaGabriela de Matos e Paulo Tavares
Designado pela Organização das Nações Unidas (ONU), 17 de junho foi definido como Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, uma data que serve para sensibilizar as pessoas em relação a esses fenômenos, bem como promover ações de enfrentamento. Em linhas gerais, a desertificação refere-se ao processo de degradação da terra em regiões mais áridas, causado principalmente por atividades humanas e variações climáticas. Esse fenômeno leva à perda de cobertura vegetal, erosão do solo e redução da produtividade agrícola, entre outras consequências negativas. A seca, por outro lado, é um período prolongado de chuvas anormalmente baixas, resultando em escassez de água, que pode ter impactos severos nos ecossistemas, na agricultura e na subsistência humana.
A neuroarquitetura pode ser valiosa para ajudar pessoas com demência a manter sua autonomia. Criar ambientes estimulantes, de apoio e seguros os ajudará a permanecer engajados e independentes por mais tempo. É importante projetar uma casa prática e de suporte que promova a função cognitiva, o bem-estar emocional e a interação social.
Dado o rápido crescimento da população idosa mundialmente, estudos mostram que mais de um terço dos idosos vivem em suas casas, apesar do declínio de suas habilidades cognitivas e físicas. No entanto, nem todos podem ser considerados totalmente autônomos, pois precisam da ajuda de terceiros para realizar suas algumas de suas atividades diárias.
Em um mundo de texturas, cores e sabores extravagantes, quem diria que uma substância incolor, insípida e inodora é justamente a mais essencial para a existência humana. Antagônica por si só, a água carrega uma ambiguidade de valores e significados os quais lhe conferem um alto grau de complexidade sustentado pelo seu perfil versátil e dissolúvel que a singulariza em uma complexa simplicidade. Nesse sentido, a água, como fonte de vida, ao longo do tempo se tornou tanto um objeto de devoção quanto de estudo, fomentando um esforço contínuo focado em entender, transportar e controlar este elemento.
Integrar a água no paisagismo de modos ímpares e sustentáveis tornou-se uma abordagem cada vez mais relevante nos projetos contemporâneos. A utilização adequada desse recurso natural agrega valor estético aos espaços verdes e também pode promover respostas ecologicamente positivas para a obra. Em busca de diferentes perspectivas e soluções inovadoras, apresentamos projetos que apresentam diferentes abordagens que integram a água e a paisagem.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com a designer Ana Aragão sobre suas ilustrações dedicadas aos temas da arquitetura e cidades. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Cobertura Retrátil, Dallas. Imagem Cortesia de ShadeFX
O sombreamento refere-se a uma região ou estado em que a luz solar é parcialmente obstruída por objetos ou estruturas. Este conceito desempenha um papel crucial no projeto arquitetônico, pois impacta significativamente o conforto e a funcionalidade. Oferece alívio da luz solar direta, ajuda a regular a temperatura e reduz o ofuscamento. Por essas razões, arquitetos/as incorporam estrategicamente elementos de sombreamento para aprimorar a qualidade e a utilidade dos espaços, especialmente em áreas residenciais externas. Nesse contexto, a ShadeFX fabrica soluções inovadoras de proteção solar, chuva e privacidade, personalizadas para cada projeto, independentemente do tamanho ou da complexidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138662/quatro-solucoes-de-sombreamento-retratil-para-areas-externas-residenciaisEnrique Tovar
No dia 5 de junho, a Apple lançou o Apple Vision Pro, um novo tipo de computador espacial que utiliza óculos de realidade aumentada para permitir aos usuários experimentar uma mistura entre os mundos digital e físico. O dispositivo promete oferecer aos usuários uma tela infinita para aplicativos, maior e mais imersiva do que as telas tradicionais, permitindo que permaneçam presentes e conectados com outras pessoas. Ele conta com o visionOS, o primeiro sistema operacional espacial para criar esta nova forma de interagir com o conteúdo digital. Conceitos anteriores como o metaverso já prometeram transformar a forma como experimentamos os mundos digitais, e os arquitetos aproveitaram a oportunidade para mergulhar no design de espaços virtuais sem restrições. A pergunta agora é se este novo dispositivo poderá trazer novas formas de vivenciar espaços tridimensionais, para melhor integrar a arquitetura com ambientes digitais.
Para transmitir o poder e prestígio de seu império, os romanos construíram uma arquitetura duradoura como símbolo de seu reinado longevo. Os imperadores empregaram grandes obras públicas como afirmações de seu status e reputação. Por outro lado, a arquitetura japonesa há muito abraça ideias de mudança e renovação, evidente na reconstrução ritualística de santuários Xintoístas. Uma prática conhecida como shikinen sengu é observada em Ise Jingu, onde o santuário é propositadamente desmontado e reconstruído a cada vinte anos. Em todo o mundo, filosofias sobre permanência e impermanência permearam as tradições arquitetônicas. Em meio à crise climática, como esses princípios se aplicam ao design arquitetônico moderno?
No contexto contemporâneo e de cidades com uma grande densidade, os lares possuem novas configurações em áreas cada vez menores. A cozinha, que hoje não serve apenas para preparar refeições, mas também como um espaço de encontro, no qual recebemos visitas, é um dos lugares que mais se transformaram nas últimas décadas. Seja ao se integrar com outros ambientes de estar ou no desenho extremamente funcional de uma bancada única, busca-se cada vez mais inovar no projeto desta área fundamental para uma casa.
Dentro da chamada arquitetura canônica, um dos primeiros tratados a se conhecer é aquele de Vitrúvio. Para além de discorrer sobre a formação intelectual e cultural, interesses e sensibilidade do arquiteto, ou sobre a tríade “sagrada” da arquitetura – venustas, firmitas e utilitas (beleza, solidez e funcionalidade) –, o tratado descreve um método projetual, uma espécie de manual para a construção romana à época. Sabidamente complexa e sofisticada, a arquitetura romana apresentava uma variedade de edifícios com funções diversas. Entre eles, as termas, que não escaparam às prescrições vitruvianas.
À medida que cresce a conscientização sobre escassez, estresse hídrico e a sustentabilidade ambiental no mundo, o conceito de pegada de água se torna cada vez mais relevante. Diferentemente do seu primo mais popular “pegada de carbono”, que se concentra nas emissões de gases de efeito estufa, a pegada hídrica fornece uma visão holística da água usada durante todo o ciclo de vida de um produto, processo ou atividade. Mensura a quantidade de água consumida (direta e indiretamente) e poluída, levando em consideração diferentes tipos de recursos hídricos, além de servir como uma ferramenta valiosa para empresas, formuladores de políticas e indivíduos para entender e abordar seus impactos relacionados à água. Inclusive, há calculadoras online que mensuram as nossas pegadas individuais através de perguntas simples sobre nossas casas, eletrodomésticos e mesmo hábitos alimentares.
No Brasil, mais de 80% da população vive em ambientes urbanos e o modo de locomoção principal nas cidades é o caminhar, que representa 39% dos deslocamentos diários, segundo a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos). Se considerarmos que os deslocamentos por transporte público terminam e começam a pé, o caminhar está presente em cerca de 67% dos deslocamentos diários. Já sendo a mobilidade à pé a realidade dos brasileiros, o que falta? Melhorar as estruturas das cidades para que elas sejam mais “caminháveis”.