Como parte de uma iniciativa da escola de Arquitetura e Design em Chihuahua ISAD, há vários anos vem sendo promovido o Taller del Desierto, iniciativa na qual são concebidos diversos projetos para estimular o aprendizado de estudantes. Para esta edição, foi realizado um pavilhão concebido como um conjunto de peças com uma narrativa teatral. Este pavilhão foi viabilizado como parte de uma colaboração entre o ISAD e o Teatro Bárbaro, um Fórum Cultural Independente local liderado por Luis Bizarro. Dessa forma, o pavilhão deve servir como um espaço itinerante para encenações pensadas ou adaptadas explicitamente para este local formado pelas peças projetadas durante o workshop de 4 semanas no verão de 2023.
Como parte de uma iniciativa de um grupo de jovens mexicanos chamada Patio Efímero, no começo de 2023 foi lançada a chamada para o Concurso Pátio 4: encontro de intervenções efêmeras, aberta a artistas plásticos, gráficos, visuais, multidisciplinares, arquitetas e arquitetos, já estabelecidos ou emergentes.
De suas origens históricas como vila de pescadores e sede de uma fazenda de pimenta até a metrópole movimentada de hoje, Lagos, na Nigéria, evoluiu para se tornar uma complexa aglomeração de pessoas, assentamentos e interesses postos.
Como potência econômica da Nigéria e da África Ocidental, está previsto que Lagos se torne a cidade mais populosa da África nos próximos 50 anos, atingindo uma população de 100 milhões a partir dos 15 milhões de hoje. Se as ondas de migração recentes servirem de exemplo — daqueles que procuram oportunidades econômicas ou fogem da crise climática e dos conflitos em outras partes da Nigéria — as projeções podem estar subestimadas.
Para um setor que responde por 6% do PIB global, a voz enfraquecida da indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) é algo que merece reflexão. O mercado global de AEC foi avaliado em US$ 8,9 bilhões em 2022 e a expectativa é que atinja US$ 16,5 bilhões até 2030. Contudo, o pessimismo é generalizado no setor. Profissionais que desconhecem suas opções e a trajetória do setor se veem presos em um ciclo vicioso no qual a falta de informação e de oportunidades limita seu crescimento. Se, por um lado, as estatísticas projetam um cenário otimista, por outro, há um reverso nessa moeda.
O projeto do escritório heneghan peng architects, de Dublin, em parceria com Ralph Appelbaum Associates, de Berlim, conquistou o primeiro lugar no concurso internacional para o replanejamento e a ampliação da Antiga Torre da Igreja Memorial Kaiser Wilhelm. O objetivo do concurso era redesenhar a Torre Oeste original, parcialmente destruída por um bombardeio das Forças Aliadas em 1943, e devolvê-la ao circuito turístico como um memorial de guerra e espaço de exposição.
A Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023 coloca em debate a necessidade de construir uma cidade, mas sem muros, que inclua espaços públicos onde se forje o sentido de pertencimento, unidade e identidade. O coordenador geral da Bienal, Esteban Borjes Castillo, fala sobre a importância desta edição em uma entrevista.
O escritório Henning Larsen divulgou um projeto de requalificação para a zona industrial de Bolzano. A proposta visa restaurar e reconectar parte da cidade através de estratégias de reuso adaptativo, mineração urbana e construção em madeira. O projeto transformará a área em um novo distrito chamado Ponte Roma Quartier, um bairro convidativo e multigeracional que priorizará o uso misto como uma solução para a crise habitacional da cidade.
Há seis anos, o terremoto de 2017 deixou sequelas em diferentes pontos do país, incluindo a Cidade do México, onde alguns edifícios sofreram graves danos estruturais e, por isso, foram desocupados. Um deles é o Centro SCOP. Este conjunto escultopictórico, desenhado pelos arquitetos Carlos Lazo, Augusto Pérez Palacios e Raúl Cacho, conta com murais de Juan O'Gorman, José Chávez Morado, Francisco Zúñiga e Rodrigo Arenas Betancourt. Atualmente, é um dos monumentos artísticos mais significativos do século XX no México, dispondo de mais de seis mil metros quadrados de área bruta e representando um dos exemplos mais bem-sucedidos do movimento conhecido como Integração Plástica.
Em um terreno que também abriga o Centro Olímpico Esportivo, o complexo dos Jogos Asiáticos de 2023, a UNStudio divulgou o projeto do novo Hiwell Amber Centre, um complexo de quatro torres planejadas para oferecer uma mistura de escritórios, apartamentos, hotéis, espaços de arte e comércio ao centro da cidade de Hangzhou, China. Respondendo ao rápido crescimento econômico e cultural da região, o novo empreendimento tem como objetivo oferecer uma ampla gama de serviços para residentes e visitantes. Para se abrir à cidade, a fachada de vidro lisa das torres revela uma estrutura semelhante a uma tapeçaria que envolve as praças e os espaços cívicos, criando uma "sala de estar urbana".
Na busca pelo desenvolvimento de produtos circulares, a empresa chinesa Yi Design vem criando diferentes tijolos a partir de materiais reciclados. Os produtos são alternativas construtivas para um grande problema do setor: a geração de resíduos cerâmicos.
Cerca de 18 milhões de toneladas de resíduos cerâmicos são produzidos todos os anos na China, segundo a Yi Design. Com sede em Jingdezhen, a capital da cerâmica do país, o grupo desenvolveu o YiBrick, um tijolo permeável composto por mais de 90% de cerâmica reciclada. A produção do material ainda inclui águas residuais e o pó fino da trituração dos resíduos brutos.
A associação filantrópica sediada em Copenhague re:arc institute anunciou o grupo de organizações sem fins lucrativos, pessoas e práticas que apoiará ao longo de 2024. Fundada em 2022, a organização trabalha na interseção entre ação climática e filantropia voltada à arquitetura, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de soluções que abordem as causas fundamentais e as consequências das mudanças climáticas.
O campo da arquitetura frequentemente adere a modelos industriais convencionais, sejam baseados em clientes ou em concursos, o que pode perpetuar motivações problemáticas ou extrativistas. O re:arc institute busca repensar o potencial da disciplina da arquitetura para responder a preocupações sociais e ambientais, oferecendo um modelo para projetos filantrópicos pioneiros. Para isso, a instituição financia organizações sem fins lucrativos, pessoas e projetos liderados por comunidades que exploram abordagens inovadoras com foco no bem-estar planetário. Seu foco está em iniciativas hiperlocais e de base que enfrentam crises climáticas, com forte ênfase nas necessidades singulares de lugares e comunidades específicos.
O escritório WORKac acaba de dar início à construção de um novo centro cultural em Inwood, Nova York. Liderado por pessoas imigrantes e mulheres de cor, o “The People’s Theater: Centro Cultural Inmigrante” dedica-se a apoiar a população imigrante nova-iorquina por meio de diversos programas artísticos. Abrangendo múltiplas línguas e gerações, sua proposta singular de teatro funciona como uma plataforma dinâmica para imigrantes e membros das comunidades latina, negra e queer.
O escritório Henning Larsen divulgou o projeto do maior centro de logística de madeira da Europa, situado em Lelystad, na ilha holandesa de Flevopolder. O novo Centro de Logística da Bestseller, com 155.000 m², destaca-se pelo seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, reduzindo emissões e aplicando princípios de design circular, explicam os arquitetos.
Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.
Imagem criada usando IA a partir do comando: Uma ilustração expressiva de um ambiente urbano com uma paisagem exuberante que exemplifica a descarbonização da arquitetura. Imagem via DALL.E 2
A arquitetura engloba múltiplos processos, a começar pela identificação de necessidades e sua transformação em estruturas habitáveis por meio de um design cuidadoso. Historicamente, processos relacionados à construção, como a extração de recursos e o descarte ao fim da vida útil, costumavam ser negligenciados. No entanto, é fundamental reconhecer que as edificações possuem um ciclo de vida com impactos significativos nas emissões de carbono. Priorizar práticas sustentáveis é vital para minimizar nossa pegada ecológica e gerar um impacto positivo no planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138309/como-reduzir-a-pegada-de-carbono-por-meio-da-arquitetura-tres-abordagens-ao-longo-do-ciclo-de-vida-da-edificacaoEnrique Tovar
Sete escritórios de arquitetura, incluindo o MVRDV, projetaram edifícios independentes no aguardado masterplan para o empreendimento Lake Side em Bruxelas. Para garantir a diversidade, o masterplan busca promover uma vida mais densa e vibrante no distrito de Tour & Taxis, oferecendo diferentes serviços aos moradores, além de espaços de trabalho e um parque de nove hectares. O masterplan foi coordenado pelo MVRDV, que também projetou um dos 17 edifícios que fazem parte do empreendimento.
O tijolo é um material de construção tradicional que confere durabilidade, versatilidade e apelo estético ao projeto de arquitetura. Utilizado na construção civil há milhares de anos, a arquitetura contemporânea explora formas criativas de incorporá-lo ao projeto, combinando-o com diferentes materiais para integrar perfeitamente o antigo e o novo. Tradicionalmente compostos de argila, esses elementos de formato retangular também são materiais de alta resistência, adequados para uso tanto em paredes estruturais quanto em vedações.
Como uma alternativa mais leve, o tijolo fino — com espessura mínima de aproximadamente 1/2 polegada (13 mm) —combina as qualidades técnicas e estéticas do tijolo tradicional com as vantagens de ser leve e eficiente em termos de espaço. Disponível em várias cores, tamanhos e texturas, o tijolo fino pode ser aplicado em diversas superfícies, como paredes e fachadas, sem a necessidade de estruturas adicionais. A Brick Industry Association apresenta projetos de interiores e exteriores, desenvolvendo guias práticos e soluções para alcançar o aspecto clássico e atemporal da alvenaria de tijolos, além de flexibilidade de projeto e facilidade de instalação.
A 23,5 graus ao norte e 23,5 graus ao sul da linha do Equador, respectivamente, situam-se os trópicos de Câncer e Capricórnio. A faixa de cerca de 4.800 quilômetros de largura entre eles, que envolve a Terra, é carinhosamente conhecida como o "cinturão do café". As condições climáticas tropicais e subtropicais dentro desse cinturão, bem como a alta porcentagem de terras localizadas a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, criam as condições perfeitas para o desenvolvimento do cafeeiro.
Nessas regiões das Américas Central e do Sul, África e Ásia, o café é uma das principais exportações nacionais, tornando-se parte fundamental de muitas identidades locais. Assim, os interiores das cafeterias nativas desses países conseguem ser tão ricos e bem equilibrados quanto os grãos ali cultivados. Para quem vive no cinturão do café, a bebida é mais do que apenas um hábito diário: trata-se, literalmente, de uma fonte de sustento e vida. E, nesses estabelecimentos, o café é tratado com essa exata relevância.
Após vencer uma competição internacional, a AMDL CIRCLE foi escolhida para criar o pavilhão que representará a visão e o espírito dos países nórdicos na Expo Osaka 2025. A proposta adota uma abordagem sustentável e circular, projetando a estrutura de forma que possa ser desmontada e reutilizada. Desenvolvido tecnicamente pela Rimond e concebido pela AMDL CIRCLE, o pavilhão visa demonstrar o respeito e a conexão dos nórdicos com o meio ambiente, oferecendo espaço para inovações tecnológicas.
Coorganizada pela Bisman Ediciones e pela Universidad Católica de Santa Fe (sede Santos Mártires, Posadas, Misiones), a mostra “Misiones Moderna” enfatiza a arquitetura pública da província entre 1955 e 1965, impulsionada pela Lei de Provincialização de 1953. Em cartaz até 30 de novembro de 2023 na Casa de Misiones, localizada na Cidade Autônoma de Buenos Aires, a exposição também esteve aberta à visitação na Galeria e Residência de Arquitetura de Bisman Ediciones na “Casa de estudios para artistas” de Antonio Bonet, Horacio Vera Barros e Abel López Chas.
Há algo nas tonalidades saturadas das flores que desabrocham na primavera e nos tons quentes e ardentes de um pôr do sol sobre a paisagem urbana que nos traz alegria. O ser humano anseia por cores. De fato, somos fascinados por elas desde os primórdios da nossa existência. Tanto que tudo, desde a cor de nossas roupas até os pixels brilhantes nesta tela, é uma tentativa de recriar – e intensificar – os tons vibrantes da natureza, encontrando neles uma fonte de inspiração e vitalidade. Nosso cérebro está programado para associar cores a sensações e experiências: o verde exuberante de uma floresta evoca sentimentos de tranquilidade e renovação, enquanto o azul profundo do oceano desperta um senso de mistério e aventura. É essa capacidade de suscitar emoções que torna as cores uma ferramenta inestimável para arquitetos/as e designers — o que também explica por que as tendências estão se afastando do minimalismo neutro que antes reinava, aproximando-se de uma estética mais maximalista que adota toques de cor, dimensão e texturas lúdicas.
Sede da ONU em Nova York. Foto de the blowup, via Unsplash
Era um momento de grande euforia. Com a declaração do final da Segunda Guerra Mundial, um otimismo invadia as ruas e oferecia a certeza de dias melhores. Neste mesmo ano, 1945, embalada pelo contexto, foi fundada a Organização das Nações Unidas (ONU). O lugar escolhido para a sede foi a vibrante cidade de Nova York e o projeto seria concebido por um grupo internacional composto por arquitetos especialmente selecionados e convidados.
Para essa empreitada multicultural e multiarquitetônica, onze gigantes da arquitetura foram chamados de todos os cantos do mundo. Com seus egos inflados, característica da profissão ainda mais ressaltada naquela geração, os arquitetos que, até então eram acostumados a reinar soberanos sobre sua arquitetura e países, se viram compartilhando não apenas uma sala, mas também um projeto. O evento por si só, se executado com sucesso, já seria um tremendo exemplo de que a paz mundial era possível.
Minghu Park / Turenscape. Foto cortesia de Turenscape
Uma área alagada que oferece uma capacidade incrível de armazenar carbono. Essa poderia ser uma excelente síntese para descrever os peatlands (as turfeiras, em português). Esse ecossistema pode ser encontrado praticamente em todas as zonas climáticas do mundo e é muito mais do que essa breve descrição, desempenhando um papel importante na mitigação da crise climática. Mas o que é e como podemos usá-lo de forma responsável?
O movimento de arquitetura "sustentável", como o entendemos hoje, começou a ganhar forma no final do século XX em resposta às crescentes preocupações com a degradação ambiental, o consumo de energia e a escassez de recursos. Dentro desse diálogo global sobre sustentabilidade, a madeira tem sido exaltada como um símbolo de consciência ambiental e descarbonização. Sendo um dos materiais de construção mais versáteis, se tornou ainda mais procurada com a ascensão desse movimento. As árvores absorvem dióxido de carbono durante seu crescimento, que permanece na madeira quando esta é usada na construção — ou seja, menos CO2 na atmosfera.