O WXCA Architectural Design Studio venceu o concurso internacional para a reconstrução do Palácio Saxão, um patrimônio histórico localizado no centro de Varsóvia, na Polônia, que foi significativamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial. O concurso, organizado pelo Ministério da Cultura e do Patrimônio Nacional da Polônia em cooperação com a Associação de Arquitetos/as Poloneses/as, teve como objetivo criar um conceito para a restauração do monumento, que será reconstruído em sua forma neoclássica externa de 1939.
O sistema de assentos Dylan e a família de assentos Raphael da Minotti possuem identidades distintas, mas se harmonizam elegantemente em uma variedade de espaços diferentes, sejam áreas residenciais ou de hospitalidade. Imagem cortesia de Minotti
O mobiliário estofado está no cerne de qualquer espaço de convivência, proporcionando conforto tanto físico quanto visual. Ele constitui a base para que um ambiente interno cresça e evolua, definindo o tom para um panorama mais amplo em 360 graus. Para criar uma base de fato dinâmica, geralmente são necessários diferentes sofás ou poltronas; no entanto, combiná-los para alcançar a harmonia desejada entre cor, textura, forma e função pode ser um desafio sem experimentá-los lado a lado no espaço.
O arquiteto paisagista de Pequim, Kongjian Yu, foi anunciado pela Cultural Landscape Foundation como o vencedor do Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander 2023 (Prêmio Oberlander). Kongjian Yu ganhou reconhecimento internacional por seu conceito de "cidades esponja", uma medida para lidar e prevenir inundações urbanas no contexto das mudanças climáticas aceleradas. O conceito foi adotado como política nacional na China em 2013, priorizando infraestruturas de grande escala baseadas na natureza, como zonas úmidas, corredores verdes, parques, proteção de árvores e bosques, jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos permeáveis e biovaletas.
Yu foi selecionado pelo júri internacional do Prêmio Oberlander, que o reconheceu como "uma força para mudanças progressivas na arquitetura paisagística ao redor do mundo". Organizado bienalmente, o prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade à arquitetura paisagística e às formas como ela pode abordar questões relacionadas às mudanças climáticas e à sustentabilidade.
Pedreiro, mestre de obras, armador, carpinteiro, encanador, pintor, eletricista, soldador. São diversos os profissionais necessários para erguer um edifício e dar vida ao projeto de arquitetos e engenheiros. De fundamental importância para garantir a qualidade de cada obra, estas funções são homenageadas hoje, dia 26 de outubro, o Dia do Trabalhador da Construção Civil. Para celebrar a data, destacamos a sabedoria que esta classe carrega e como ela tem compartilhado isso com todo o público - especializado ou não - através de vídeos tutoriais que apresentam uma melhor compreensão do universo das obras, os materiais e equipamentos utilizados, as diferentes técnicas que podem ser adotadas e como lidar com a construção.
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Cortesía de Bienal Internacional de Arquitectura de Euskadi Mugak/
Em outubro de 2023, a Bienal Internacional de Arquitetura de Euskadi Mugak inaugurou sua 4ª exposição central na cidade de San Sebastián, na Espanha, fruto do diálogo coletivo entre figuras proeminentes do mundo da arquitetura e das artes. Consolidando-se como um dos principais eventos de arquitetura do arco Atlântico, este ponto de encontro com a cidadania abre-se às tendências e inquietações contemporâneas.
Até fevereiro de 2024, com entrada gratuita no Instituto de Arquitetura de Euskadi, estará aberta ao público a exposição reflexiva "Habitar a Mudança". A mostra baseia-se nos conceitos de "reconstruir, reabilitar e repensar", diante dos tempos de complexidade e crise vividos atualmente nos âmbitos econômico, sanitário, ecológico e social.
A partir de uma reflexão sobre a paisagem, a tipologia e a tecnologia, nasce o projeto do escritório de arquitetura Balsa Crosetto Piazzi, dando origem a um núcleo de banheiros compartilhados voltado aos/às trabalhadores/as da pecuária leiteira que vivem a alguns quilômetros da localidade de Ausonia, na província de Córdoba, Argentina.
Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto-MG. Foto de Lucia Barreiros Silva
No início desde mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu o chamamento público para a seleção de projetos de arquitetura e engenharia voltados para a preservação do Patrimônio Cultural do Brasil. Essa ação faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (Novo PAC) e tem como objetivo escolher até 100 novos projetos destinados ao restauro, conservação e promoção dos bens culturais brasileiros. O prazo para inscrições se estenderá até 10 de novembro de 2023 e deve ser realizado por meio da plataforma TransfereGov.
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O Anel do Porto de Copenhague – “Kronløbsringen” / Third Nature. Imagem cortesia de JJO By Tredje Natur
Através de projetos de renovação urbana, arquitetos/as, urbanistas e designers podem infundir nova vida a paisagens urbanas degradadas, modernizando a infraestrutura, introduzindo novas funções no tecido urbano e reimaginando o caráter dos espaços públicos abertos. Esses projetos despertam interesse por seu caráter duplo: se, por um lado, oferecem uma oportunidade de reimaginar o potencial da cidade, por outro, as áreas afetadas já estão consolidadas no tecido urbano, o que impõe desafios de integração e adaptação contextual.
A seleção desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que aprimoram a funcionalidade, a estética e a sustentabilidade das áreas urbanas, ao mesmo tempo em que respeitam e acolhem o tecido existente da cidade. De um bairro residencial que prioriza a autossuficiência e a circularidade nos Países Baixos a uma rampa de rodovia transformada em espaços produtivos na Califórnia, Estados Unidos, passando por um novo caminho elevado projetado para aliviar o congestionamento urbano no porto de Copenhague, esta seleção apresenta projetos que destacam o caráter em constante mutação de nossas cidades. Contando com propostas tanto de escritórios de arquitetura emergentes quanto de consolidados, como Benthem Crouwel Architects, Space&Matter e Vincent Callebaut Architectures, os projetos demonstram a variedade de abordagens necessárias para adaptar os ambientes urbanos às necessidades de seus habitantes.
As cores das fachadas estão intimamente ligadas à identidade de um lugar, influenciando seu entorno e seus habitantes, além de facilitar a preservação e a adequação do uso da cor em áreas urbanas. Durante o lançamento de sua nova coleção de cores, a STENI colaborou com a principal especialista em cores e arquitetura da Escandinávia, Kine Angelo, professora associada do Departamento de Arquitetura e Tecnologia da NTNU, que trabalha com cores há mais de 12 anos.
As cidades são o alicerce da civilização. Há milênios elas atraem pessoas com a promessa de melhores padrões de vida — desde oportunidades econômicas e educacionais superiores até um acesso mais facilitado a infraestruturas públicas de qualidade, como habitação, saúde e transporte coletivo. Hoje, no entanto, muitas cidades ao redor do mundo enfrentam dificuldades para cumprir essa promessa. Diante de uma migração urbana que se acelera a um ritmo vertiginoso — a Organização das Nações Unidas projeta que mais de dois terços da população mundial viverá em cidades ou centros urbanos até 2050 —, os recursos e serviços urbanos existentes sofrem uma pressão crescente, o que compromete seu funcionamento e gera profundas desigualdades.
Não existe uma forma única de definir ou avaliar a habitabilidade urbana; cada cidade possui um conjunto singular de características, que vão de sua história, cultura, geografia e demografia até seu modelo de governança e os desafios urbanos que enfrenta. Desse modo, melhorar a habitabilidade exige esforços coordenados de múltiplos agentes — incluindo a população, governos e especialistas — para identificar gargalos críticos, vislumbrar oportunidades e propor soluções contextualizadas. A série de TV Tale of Two Cities, na qual o/a arquiteto/a e urbanista indiano/a Dikshu C. Kukreja se reúne com lideranças globais, traz reflexões valiosas sobre o que grandes metrópoles mundiais têm feito para criar ambientes mais habitáveis para sua população. A seguir, apresentamos cinco exemplos: de Bogotá, Kolkata, Hannover, Tirana e Washington, D.C.
Bienal das Amazônias. Foto: Cortesia de Juliana Godoy
As relações entre as águas e as diferentes vidas que habitam a Amazônia. Este é o ponto de partida para a primeira Bienal das Amazônias, que reúne 120 artistas de todos os países que abrigam o território da maior floresta tropical do mundo. Sob o título “Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos” a mostra tem a curadoria de Keyna Eleison e Vânia Leal, com colaboração de Sandra Benites e Flávia Mutran na conceituação do projeto, e está em cartaz em Belém. A exposição ganhou forma num edifício que foi remodelado para recebê-la e traz em sua expografia um diálogo constante com os materiais e culturas da região. Conversamos com a arquiteta Juliana Godoy, responsável pelo projeto expográfico, para saber como as subjetividades amazônicas foram traduzidas e conceitualizadas no âmbito espacial.
Ao longo de sua trajetória como arquiteta, Fernanda Canales tem demonstrado um interesse específico em estudar o fenômeno da habitação no México, o que se reflete em diversas pesquisas e publicações que buscam colocar essa problemática em pauta em nível global. Como ela explica para este projeto: "Com milhões de residências vazias no mundo e milhões de pessoas sem teto, a arquitetura tem o potencial de oferecer alternativas contra a segregação: sem dúvida, pode oferecer mais, para mais pessoas." Alinhada a essa perspectiva, Fernanda apresenta "A HOUSE FOR MORE", um workshop e uma instalação na VDL House voltados a questionar os espaços subutilizados nas residências e incluir diversos programas coletivos nos lugares que habitamos.
A partir de 21 de outubro de 2023 até 3 de março de 2024, o Vitra Design Museum receberá uma exposição retrospectiva apresentando o trabalho de Iwan Baan, reconhecido fotógrafo de arquitetura. A mostra Iwan Baan: Momentos na Arquiteturaoferece uma visão abrangente do extenso portfólio de Baan, apresentando a habilidade do artista em capturar a essência da arquitetura contemporânea, juntamente com os contextos urbanos e sociais associados a ela e as pessoas que habitam esses diversos espaços.
Em Paris, no décimo terceiro arrondissement, o escritório de arquitetura Moreau Kusunoki concluiu o Le Berlier, uma torre de madeira de 50 metros de altura que inclui unidades residenciais e uma série de outros serviços. Localizado na confluência de diversos fluxos urbanos, redes e escalas, o projeto busca equilibrar inovação, monumentalidade e conforto doméstico. O novo complexo residencial conta com uma fachada em grelha feita de madeira carbonizada e pré-temperada.
Um bairro nobre em Dar es Salaam, Tanzânia. Imagem: Scott Beyer
No hipertecnológico século XXI, a América do Norte urbana é, em grande parte, uma economia de serviços. A cidade de Nova York, por exemplo, atualmente é dominada por uma combinação de serviços financeiros de alto nível, tecnologia e outras profissões especializadas, enquanto as profissões de baixa escolaridade se concentram no turismo, na entrega de alimentos e em outros empregos no setor de serviços. Empregos de chão de fábrica, onde existem, ocorrem por um legado de zoneamento exclusivamente industrial. Os usos da terra agrária, como a “agricultura urbana”, são quase inexistentes, um hobby esotérico dos gourmets.
Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.
A água é um recurso fundamental que sustenta a vida, serve de base para a agricultura e impulsiona a indústria em todo o mundo. No entanto, a escassez hídrica vem se tornando uma questão cada vez mais urgente em escala global. Fatores como as mudanças climáticas, a rápida urbanização e a expansão industrial agravam esse cenário. Entre esses fatores agravantes, os vazamentos continuam sendo um aspecto frequentemente subestimado e negligenciado do desperdício de água.
Nesta entrevista do Louisiana Channel com Yasmeen Lari, a renomada arquiteta paquistanesa fala sobre o papel dos arquitetos e as mudanças de perspectiva necessárias na indústria hoje em dia. Premiada com a RIBA Royal Gold Medal 2023 por seus esforços humanitários, Lari enfatiza a necessidade de repensar a indústria da arquitetura para lidar com as disparidades sociais e deficiências de recursos. Na entrevista, Lari reflete sobre sua educação, formação arquitetônica e sua prática atual.
Entre 20 e 22 de outubro de 2023, aconteceu a segunda edição do festival internacional de arquitetura Open House em Sevilha. Com o objetivo de fomentar o conhecimento da cidade e valorizar o espaço urbano, a arquitetura e o design, o evento abriu as portas gratuitamente de mais de 50 espaços, incluindo edifícios e escritórios de arquitetura.
Entre os edifícios mais destacados desta edição estavam a Torre Sevilla de César Pelli, o Palácio de San Telmo e o Palácio de las Dueñas. Além das visitas guiadas oferecidas pela cidade, a programação também contou com demonstrações de trabalhos de olaria da oficina Barrería San Mateo e de técnicas de aplicação de argamassa de cal.
Em outubro deste ano, foi realizada a quarta edição do Prêmio Peña Ganchegui de Jovem Arquitetura Basca, criado em 2017 pelo Arquivo Peña Ganchegui em parceria com o Departamento de Habitação do Governo Basco.O objetivo deste reconhecimento é dar visibilidade a profissionais da arquitetura — graduados/as na Comunidade Autônoma Basca ou que atuem na região — que tenham menos de 10 anos de experiência e que promovam, desenvolvam e consolidem uma cultura arquitetônica de qualidade.
A cerimônia de premiação ocorreu noInstituto de Arquitetura de Euskadi, localizado na Parte Vieja de San Sebastián, com o prêmio entregue por Pablo García Astrain, diretor de Habitação, Solo e Arquitetura do Governo Basco. O júri, composto por María Langarita, Fernando Márquez Cecilia e António Cruz, destacou no trabalho do escritório Ortega Diago o exercício de síntese espacial, a singularidade de suas soluções programáticas, a delicadeza no tratamento dos materiais, a ênfase nas transparências e a preocupação com a fluidez das circulações. Esses atributos ficaram evidentes tanto nos projetos de interiores — que vão de reformas residenciais a adequações de espaços comerciais e de trabalho — quanto em propostas não construídas.
Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.
Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.
No lugar certo, na hora certa: assim se poderia descrever a origem de Future > Factory > Furniture >, um evento especial na Dutch Design Week 2023, que retorna ao icônico Klokgebouw – junto a mais de cem outros locais na cidade de Eindhoven – de 21 a 29 de outubro. Foi no antigo edifício da fábrica da Philips que, no início deste ano, ocorreu outro encontro do setor. O Destination Design reuniu mais de 40 marcas internacionais e holandesas pelo segundo ano consecutivo, em um esforço para lançar luz sobre novos produtos e ideias inovadoras.