Martin Pedersen

Escritor, Editor e Diretor Executivo da Common Edge.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Edward Mazria traz boas notícias sobre o combate às mudanças climáticas

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

As notícias sobre ações efetivas contra as mudanças climáticas tendem ao pessimismo. Diante da gravidade do problema e do pouco tempo restante para enfrentá-lo adequadamente, é fácil se desesperar. No entanto, há avanços no ambiente construído — embora longe do ritmo necessário para compensar as emissões de outros setores. Nos últimos anos, o setor incorporou bilhões de metros quadrados em novas construções, mas viu seu consumo total de energia de fato diminuir. Grande parte do mérito por essa conquista cabe ao arquiteto Edward Mazria e sua incansável organização de mobilização, a Architecture2030. Mazria e sua equipe, junto a colaboradores de todo o mundo, continuam realizando o trabalho árduo e pouco glamoroso de revisar códigos de obras, colaborar com prefeitos/as, governadores/as e parlamentares eleitos/as em Washington (além de autoridades na China) e forjar novas alianças — tudo isso contornando com destreza os obstrucionistas climáticos que atualmente ocupam a Casa Branca. Recentemente, conversei com Mazria, que falou de sua casa no Novo México, sobre sua perspectiva de onde nos encontramos hoje. Para nossa surpresa, parte das notícias é bastante promissora.

Peter Calthorpe tem um plano para mais habitação na Califórnia

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

O arquiteto e urbanista Peter Calthorpe está lançando um novo livro, Ending Global Sprawl: Urban Standards for Sustainable Resilient Development. No entanto, ao ligar para Calthorpe na semana passada para entrevistá-lo sobre a publicação, ele se mostrou mais interessado em falar sobre outro assunto: a aprovação, no ano passado, do projeto de lei AB 2011 na Califórnia, a chamada “Lei de Habitação de Interesse Social e Empregos de Qualidade de 2022” (Affordable Housing and High Road Jobs Act of 2022). Trata-se de uma legislação que visa aumentar significativamente a oferta de moradias ao permitir a construção residencial em zonas comerciais. Calthorpe participou ativamente da elaboração de diversos aspectos do projeto, que entrará em vigor no dia 1º de julho.

Por que o transporte público desapareceu nos Estados Unidos

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Como o título completo sugere, o novo livro de Nicholas Dagen Bloom, The Great American Transit Disaster: A Century of Austerity, Auto-Centric Planning, and White Flight (University of Chicago Press), narra a sombria história de como, em menos de um século, os EUA se transformaram de uma nação de cidades e vilas conectadas por ferrovias em uma rede dispersa de vias cada vez mais congestionadas. Com atuação em história e docência de política e planejamento urbano no Hunter College, Bloom rejeita narrativas conspiratórias sobre o fim do transporte público e chega a uma conclusão incômoda: os EUA essencialmente escolheram o carro por uma série de razões, sendo a colusão das montadoras apenas uma delas. Conversei com Bloom sobre os motivos do colapso do transporte público nos EUA, por que o desfecho foi diferente nas cidades europeias e as perspectivas de um renascimento desse setor.

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Como o urbanismo tático ajudou a conquistar as ruas de Jersey City

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

A Covid-19 foi particularmente difícil para as cidades: os distritos comerciais centrais ainda enfrentam dificuldades devido à transição para o trabalho remoto; algumas cidades registraram declínio populacional; e a criminalidade disparou em praticamente todos os lugares. Além disso, a pandemia impulsionou mais pessoas para os carros, representando um retrocesso para o movimento por ruas seguras. Após anos de avanços, cidades como Nova York registraram aumentos expressivos no número de mortes de pedestres. Trata-se de um problema de escala nacional — com uma exceção notável: Jersey City anunciou recentemente que nenhuma morte foi registrada em suas ruas municipais em 2022, cumprindo as metas de seu plano de Visão Zero. O marco histórico foi resultado de anos de trabalho da prefeitura e de sua colaboradora, Street Plans, uma empresa de planejamento urbano fundada por Mike Lydon e Anthony Garcia. Lydon, ex-integrante da DPZ e coautor do livro de 2015 Tactical Urbanism (atualmente em processo de atualização), começou a trabalhar com Jersey City em uma série de iniciativas há seis anos. Conversei com Lydon na semana passada e perguntei a ele, especificamente, como a cidade e sua equipe alcançaram esse resultado.

O que torna uma cidade resiliente?

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Há cerca de uma década, o termo "planejamento de resiliência" tornou-se onipresente nos círculos de debate sobre o clima. Essa mudança, impulsionada por eventos cada vez mais imprevisíveis, foi moldada em parte pelo programa 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, um esforço de seis anos e 160 milhões de dólares para estabelecer diretores de resiliência em cidades de todo o mundo. Desse programa, encerrado em 2019, surgiu seu sucessor, o Resilient Cities Catalyst (RCC), uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova York e dedicada a projetos de "desenvolvimento de capacidades". Por ocasião da Climate Week, conversei com Sam Carter, um dos diretores fundadores do RCC, sobre sua definição de resiliência, os métodos filantrópicos e de planejamento da organização e o desafio de escalar as ações climáticas.

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Philip Johnson: Uma história complicada e repreensível

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Esta entrevista foi publicada originalmente no Common Edge como "Mark Lamster sobre sua nova biografia de Philip Johnson."

Philip Johnson viveu uma vida longa e extraordinariamente movimentada. Ele foi arquiteto, curador de museu, lançador de tendências, articulador de poder, conspirador e uma presença cultural excepcionalmente marcante. Mark Lamster, crítico de arquitetura do Dallas Morning News e bolsista do Harvard Loeb Fellowship, escreveu uma biografia profundamente envolvente sobre ele, intitulada Philip Johnson, Architect of the Modern Century: The Man in the Glass House. Conversei com Lamster há duas semanas sobre o livro e o emaranhado de contradições que foi Philip Johnson.

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Juiz da Suprema Corte Stephen Breyer: "Para entender um edifício, vá até lá, abra os olhos e olhe!"

Há seis anos, Susan Szenasy e eu tivemos a honra de entrevistar o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Stephen Breyer, para a revista Metropolis . Durante sua atuação como juiz federal de apelações em Boston, Breyer desempenhou um papel fundamental na condução do projeto e da construção do John Joseph Moakley United States Courthouse, projetado pelo escritório Pei Cobb Freed & Partners. Em 2011, o juiz Breyer passou a integrar o júri do Prêmio Pritzker. Diante de seu longo envolvimento com a arquitetura, achei que seria interessante conversar com ele novamente. Assim, no último dia de sessão do tribunal antes do recesso de verão, conversei com o juiz Breyer sobre sua experiência como cliente de projeto, como criar bons edifícios governamentais e por que a arquitetura pública é importante.

"Minhas fotografias são uma celebração da criação das coisas": uma conversa com Christopher Payne

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Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

A fascinação de Christopher Payne por fábricas vem de décadas. Como estudante de arquitetura na Universidade da Pensilvânia na década de 1990, Payne teve a sorte de conseguir um emprego de verão na Inspeção de Edifícios Americanos Históricos, dentro do Serviço Nacional de Parques. "Eles enviavam equipes de estudantes de arquitetura, historiadores e fotógrafos para documentar todo tipo de projeto", diz ele. "Documentamos silos de grãos em Buffalo, pontes de ferro fundido em Ohio, uma usina elétrica no Alabama e parques nacionais em Utah. Essa experiência incutiu um profundo apreço pela arquitetura industrial". Após a formatura, trabalhou por vários anos como arquiteto na cidade de Nova York antes de fazer a transição em tempo integral para a fotografia. Seus livros publicados incluem New York’s Forgotten Substations: The Power Behind the Subway (Subestações Esquecidas de Nova York: A Energia por Trás do Metrô); Asylum: Inside the Closed World of State Mental Hospitals (Asilo: Dentro do Mundo Fechado dos Hospitais Psiquiátricos Estaduais); North Brother Island: The Last Unknown Place in New York City (Ilha North Brother: O Último Lugar Desconhecido em Nova York); e Making Steinway: An American Workplace (Fazendo Steinway: Um Local de Trabalho Americano). No mês passado, Payne ministrou a Palestra Memorial Ralph Caplan, da School of Visual Art, e pouco depois, entrei em contato com ele para falar sobre seu livro mais recente, Made in America, seu longo caso de amor com fábricas e o processo fotográfico.

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Economia da biofilia: o sentido de projetar com a natureza

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Um simples passeio no parque tranquilizará até mesmo o indivíduo mais tenso. Mas e quanto aos lugares onde as pessoas passam muito mais tempo, como escolas, escritórios e hospitais? Qual papel a arquitetura pode desempenhar na incorporação da natureza nesses ambientes? E qual o custo adicional disso? Bill Browning publicou um livro - The Economics of Biophilia: Why Designing With Nature in Mind Makes Financial Sense, 2nd Edition (escrito com Catie Ryan e Dakota Walker) - argumentando que o custo de trazer a natureza para ambientes construídos não é proibitivo, mas aditivo. Um estrategista ambiental com uma longa história em construção sustentável, Browning é um dos sócios (com os arquitetos Bob Fox e Rick Cook) da consultoria de design sustentável Terrapin Bright Green. Recentemente conversei com Browning sobre arquitetura biofílica – e, como ele foi membro fundador do conselho de administração do Green Building Council dos EUA, também sobre os pontos fortes e fracos do sistema de classificação LEED.

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Um parque costeiro como equipamento público e atenuador do clima

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Esta semana, o Museu de Arte Moderna lança oficialmente uma nova série de exposições intitulada Architecture Now. De acordo com o MoMA, “a primeira iteração da série, New York, New Publics, irá explorar as maneiras pelas quais os escritórios com sede na cidade de Nova York têm expandido a relação da arquitetura metropolitana com diferentes públicos através de 12 projetos concluídos recentemente.”

A exposição mostrará trabalhos voltados para o público, como parques, jardins e piscinas comunitárias, feitos por Adjaye Associates, Agency—Agency e Chris Woebken, CO Adaptive, James Corner Field Operations, Kinfolk Foundation, nArchitects, New Affiliates e Samuel Stewart-Halevy, Olalekan Jeyifous, Only If, PetersonRich Office, SO – IL e SWA/Balsley e Weiss/Manfredi.

O que podemos (e não podemos) aprender com Copenhague

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Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge

Quando tive a oportunidade de visitar a cidade de Copenhague por primeira vez, alguns anos atrás, saí de lá deslumbrado e com um caso crônico de inveja urbana. (Eu pensei comigo mesmo: é como a melhor das cidades que eu sou capaz de imaginar, só que melhor). Por que não fazemos cidades como esta nos Estados Unidos? Esse é o tipo de pergunta que um arquiteto e urbanista norteamericano se faz enquanto passeia pelas encantadoras ruas às margens dos belos canais de Copenhague—ao mesmo tempo que tenta evitar de ser atropelados pela horda de ciclistas dinamarqueses que passa a toda velocidade ao seu lado o tempo todo.

Edgar Jerins registra o confinamento na cidade de Nova Iorque

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge.

Nova York: fechada, vazia. Foi comovente, é claro, mas também foi lindo. Para o artista Edgar Jerins, essa revelação foi uma surpresa. Quem imaginaria que essa cidade movimentada, caótica, suja, vibrante, profana e incrível poderia parecer tão ... linda mesmo sem as pessoas e atividades? Durante anos, Jerins andou de metrô até seu estúdio perto da Times Square. Quando as notícias da pandemia se espalharam pela primeira vez - mais como uma ameaça vaga e indefinida, inicialmente - ele fugiu, com medo para o ônibus e, depois que a gravidade do evento se tornou aparente e o isolamento começou, ele pegou emprestada a bicicleta da filha.

Como a arquitetura afeta seu cérebro: A ligação entre a neurociência e o ambiente construído

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Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Sarah Williams Goldhagen on How the Brain Works and What It Means for Architecture."

Sarah Williams Goldhagen deu um grande passo. Seu novo livro, Bem-vindo ao seu mundo: como o ambiente construído tem moldado nossa vida, é nada menos que um argumento meticulosamente construído para repensar completamente nossa maneira de ver a arquitetura. Crítica de longa data da The New Republic e ex-professora da Harvard Graduate School of Design, Goldhagen mergulhou profundamente no campo da ciência cognitiva em rápida evolução, na tentativa de vinculá-la a uma nova abordagem centrada no ser humano da ciência construída no mundo. O livro é tanto um exame da ciência por trás da cognição (e sua relevância para a arquitetura) quanto uma polêmica contra o status estupidificante. Recentemente conversei com a autora, que estava ocupada preparando uma viagem de um ano pelo mundo, sobre o livro, a ciência e o estado da educação arquitetônica.

De habitações sociais às mudanças climáticas, San Francisco é um microcosmo dos desafios urbanos globais

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Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "John King on San Francisco, Oakland, and the Challenge of Affordable Housing."

John King tem coberto o ritmo do desenho urbano para o jornal San Francisco Chronicle há 17 anos. O que é tempo suficiente, em outras palavras, ter escrito sobre um punhado de booms econômicos e fracassos subsequentes.  Mas a Bay Area tem um ritmo único. Nenhuma outra região do país foi tão transformada pela revolução digital. E é uma transformação que continua até hoje. Pouco antes do Ano Novo, falei com King sobre o destino de San Francisco, o renascimento de Oakland e sua bolsade 4 meses em Washington, DC.

Por que Jan Gehl não necessariamente odeia os arranha-céus

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Esse artigo foi originalmente publicado em Common Edge como "Jan Gehl on Why Tall Buildings Aren’t Necessarily Bad for Street Life."

Jan Gehl, o grande urbanista dinamarquês, tem muito em comum com Jane Jacobs. Durante a maior parte do último meio século, seu foco tem sido o desenvolvimento de cidades orientadas para as pessoas. O autor de uma série de livros, incluindo Life Between Buildings, Cities for People, Public Spaces—Public Life e, mais recentemente, How to Study Public Life, Gehl e seus colegas também serviram como consultores para as cidades de Copenhague, Londres, Melbourne, Sidney, Nova York e Moscou. Gehl Architects atualmente tem escritórios em Copenhague, Nova York e San Francisco. Conversei com Gehl sobre Jacobs, a loucura do planejamento urbano modernista e a forma urbana duradora da cidade de Nova York.

Relendo Jane Jacobs: 10 lições para o século XXI de "Morte e Vida de Grandes Cidades"

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Este artigo foi originalmente publicado por Common Edge como 10 Lessons Learned by Rereading Jane Jacobs.

Na semana passada, eu estava fazendo as malas e encontrei uma cópia de Morte e Vida de Grandes Cidades. Não lembro quando eu li o livro, mas foi há mais de vinte anos (numa fase anterior ao meu envolvimento profissional com as cidades). Como um tributo muito tardio ao seu aniversário de 100 anos, eu decidi mergulhar de volta nesse notável livro. Apresento aqui dez observações sobre a madrinha da cidade americana.

A única coisa que os defensores do urbanismo "estilo Copenhague" frequentemente negligenciam

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A única coisa que os defensores do urbanismo "estilo Copenhague" frequentemente negligenciam - Image 3 of 4
© Flickr user diversey licensed under CC BY 2.0

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge como "What We Can (and Can’t) Learn from Copenhagen. [O que podemos (e o que não podemos) aprender com Copenhague] "

Passei quatro dias gloriosos em Copenhague recentemente e deixei-a com um agudo caso de inveja urbana. (Eu ficava pensando: é como... uma Portland, exceto que é melhor.) Por que não podemos fazer cidades assim no resto do mundo EUA? Essa é a pergunta que um nerd urbano como eu faz ao passear pelas famosas ruas amigáveis para os pedestres, enquanto hordas de ciclistas tremendamente loiros e magros passam.

Copenhague é uma das cidades mais civilizadas do planeta. A "mais habitável" do mundo, muitas vezes batizada, com alguma justificativa. (Embora um parente dinamarquês me tenha cautelado, "Gaste algumas semanas aqui em janeiro antes de fazer essa afirmação".) Mas a civilidade aparentemente sem esforço, o incrível nível de bondade de Copenhague, não é um acidente do lugar ou uma casualidade. É o produto de uma crença compartilhada que transcende o desenho urbano, embora a cidade seja um verdadeiro laboratório para praticamente todas as melhores práticas no campo.

Será a urbanização chinesa a desgraça ou a salvação? Entrevista com Peter Calthorpe

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Este artigo foi publicado originalmente no blog Point of View, da revista Metropolis, como "Q&A: Peter Calthorpe."

Os títulos dos livros de Peter Calthorpe traçam a história recente do desenho urbano em suas mais importantes e premonitórias manifestações, começando em 1986 com Comunidades Sustentáveis (Sustainable Communities) (com Sim Van der Ryn), seguido por A Cidade Regional: Planejamento para o Fim do Espraiamento (The Regional City: Planning for the End of Sprawl) (com Bill Fulton), A Próxima Metrópole Americana: Ecologia, Comunidade e o Sonho Americano (The Next American Metropolis: Ecology, Community and the American Dream), e Urbanismo na Idade das Mudanças Climáticas (Urbanism in the Age of Climate Change).

Um dos membros fundadores do Congresso para o Novo Urbanismo e vencedor do Prêmio J.C. Nichols para Visionários em Desenvolvimento Urbano, o arquiteto e planejador tem estado na vanguarda do planejamento urbano há mais de três décadas. Nos últimos anos, além de continuar o trabalho de sua empresa nos Estados Unidos, Calthorpe Associates, ele tem cada vez mais voltado sua atenção para um país que se urbaniza em um ritmo sem precedentes na história do mundo: a China.

Aqui Calthorpe fala sobre processo único do planejamento chinês, o futuro do transporte ferroviário de alta velocidade na Califórnia, da Architecture 2030, a seguir: