Martin Pedersen

Escritor, Editor e Diretor Executivo da Common Edge.

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Funhouse Situacionista: O complexo papel da arte na revitalização das cidades

Funhouse Situacionista: O complexo papel da arte na revitalização das cidades - Imagem de Destaque
Cortesia de Stephen Zacks. ImageHovagimyan colaborou com Gordon Matta-Clark em Day’s End, obra na qual Matta-Clark fez um corte ilegal em formato de meia-lua no Navy Pier, ao final da Gansevoort Street, em 1975

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.

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Lee Bey está de volta à cobertura de arquitetura em Chicago

Lee Bey está de volta à cobertura de arquitetura em Chicago - Imagem de Destaque
via WTTW

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Quando o estimado Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune no início de 2021, a cidade ficou sem profissionais na cobertura diária de crítica em seus veículos de imprensa locais. Essa triste situação foi parcialmente corrigida recentemente, quando o Chicago Sun-Times anunciou que Lee Bey iniciaria uma coluna mensal de arquitetura. O escritor, historiador, fotógrafo e crítico traz uma vasta experiência para a nova função: ele foi crítico de arquitetura do Sun-Times por cinco anos no final da década de 1990, atuou como chefe de gabinete adjunto de planejamento e desenho urbano na gestão do prefeito Richard M. Daley, foi diretor de relações governamentais na SOM e lecionou no IIT. Seu livro mais recente é Southern Exposure: The Overlooked Architecture of Chicago’s South Side. Na semana passada, conversei com Bey sobre sua nova função, sobre como a cidade mudou desde sua última passagem como crítico e sobre a importância singular da arquitetura para Chicago.

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Corrigindo o Registro: As Mulheres que Mudaram a Arquitetura

Corrigindo o Registro: As Mulheres que Mudaram a Arquitetura - Imagem de Destaque
Foto de Kate Joyce. Cortesia de Ross Barney Architects e Princeton Architectural Press. Imagem Chicago Riverwalk, Ross Barney Architects, 2016

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Existe uma frase famosa — geralmente atribuída a Winston Churchill — que diz: “A história é escrita pelos vencedores”. Essa crença cínica e amplamente errônea só poderia ser verdadeira se a história fosse fixa, consolidada, estática. Mas ela nunca é, e é precisamente por isso que existem historiadores/as. Talvez seja mais preciso dizer que o primeiro rascunho da história é escrito pelos vencedores. No entanto, como qualquer escritor/a dirá, primeiros rascunhos são sabidamente pouco confiáveis. O mesmo acontece com a história da arquitetura. As mulheres desempenham papéis significativos na área desde o início da profissão, mas não é assim que a história registrou. Um novo livro, The Women Who Changed Architecture (Princeton Architectural Press), uma coletânea de mais de 100 minibiografias de importantes arquitetas, abrangendo mais de um século, espera dar um passo em direção à correção dessa omissão. Recentemente, conversei com Jan Cigliano Hartman, editora do volume, sobre a criação do livro, figuras importantes e negligenciadas, e por que esta não é uma lista definitiva.

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Por que os desenhos de Louis Kahn ainda importam

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Em uma era de e-books e publicações prioritariamente digitais, Louis Kahn: The Importance of a Drawing (Lars Müller Publishers) é um resgate audacioso: um livro suntuoso de mais de 500 páginas, um objeto perfeitamente condizente com seu tema, cujos edifícios possuíam um peso, tanto literal quanto figurativo, que constituía parte de seu poder e apelo. Concebido e editado por Michael Merrill, o livro constitui tanto um exame profundo do processo criativo de Kahn — narrado por meio do desenho à mão — quanto um retrato revelador do homem por trás dessas obras e ilustrações. Merrill é arquiteto e educador, atuando atualmente como diretor de pesquisa no Institute for Building Typology no Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha. Também é autor de dois livros anteriores sobre o mestre da arquitetura, Louis Kahn: Drawing to Find Out e Louis Kahn: On the Thoughtful Making of Spaces.

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Edward Mazria, da Architecture 2030, sobre o que vem a seguir após a COP26

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

A maior parte das notícias vindas da recém-concluída cúpula do clima em Glasgow foi decepcionante. Cúpulas anteriores haviam terminado de maneira igualmente desanimadora, e a COP26 não foi exceção. O encontro reconheceu a gravidade do problema e a urgência do momento — a necessidade de limitar o aquecimento global a menos de 1,5 grau Celsius (alguns cientistas acreditam que já seja tarde demais para evitar isso) —, mas adiou os compromissos firmes necessários para de fato resolver a questão. Ao mesmo tempo, esta cúpula pareceu diferente. Havia um senso de urgência nas ruas de Glasgow, e a atenção do mundo estava inegavelmente voltada para as mudanças climáticas. Como esse foco se traduzirá em ações no campo político, contudo, continua sendo uma questão em aberto.

No entanto, o arquiteto Edward Mazria, diretor executivo do Architecture 2030, acredita que, apesar dos imensos obstáculos enfrentados por ativistas do clima, o setor da construção está prestes a ajudar a mudar os rumos do planeta. Ele vê motivos reais para otimismo e para um esforço renovado. Diante das notícias aparentemente sombrias vindas de Glasgow, conversei com ele na semana passada sobre o caminho a seguir, sobre como alcançamos um ponto de inflexão importante, por que o uso de energia atrelado a edifícios começou a diminuir globalmente e os passos necessários para descarbonizar totalmente o ambiente construído.

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Precisamos começar a planejar agora para a inevitável elevação do nível do mar

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Nesta reedição, Martin C. Pedersen conversa com John Englander, autor de Moving to Higher Ground: Rising Sea Level and the Path Forward, sobre o aumento “irrefreável” do nível do mar. O artigo explora a importância de se planejar para esse desafio imediatamente. De fato, "temos algum tempo, mas não todo o tempo do mundo", afirma John Englander.

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Uma história visual de Nova York contada por meio de seus diagramas, mapas e gráficos

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Martin Pederson entrevistou esta semana Antonis Antoniou e Steven Heller, autores de Decoding Manhattan, um novo livro que reúne mais de 250 mapas, diagramas e gráficos arquitetônicos da ilha de Manhattan, em Nova York, conversando sobre a origem da obra, o processo de pesquisa e a colaboração.

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Uma visão otimista sobre a IA e o futuro da arquitetura

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Martin C. Pedersen conversa com Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, sobre sua visão em relação à IA e ao futuro da profissão. O autor explica que, há seis anos, ele "entrevistou Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, uma consultoria de gestão especializada em empresas de arquitetura, engenharia e construção. Além de assessorar empresas em planejamento estratégico e de crescimento, planos de liderança e sucessão, fusões e aquisições, além de uma série de outras questões, Stasiowski dedica grande parte de seu tempo a analisar como o setor deve evoluir no futuro, especialmente à medida que a tecnologia assume um papel cada vez mais importante". Considerando-o um dos observadores mais perspicazes do setor, Pedersen conversou com Stasiowski para obter sua opinião sobre a IA e o futuro da arquitetura.

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Nathaniel Rich sobre refazer a natureza e viver com a incerteza

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge

Há dois anos, Nathaniel Rich publicou Losing Earth, seu relato sobre a década decisiva de 1979 a 1989, período em que o consenso político em torno das mudanças climáticas formou-se de maneira quase milagrosa, para logo em seguida colapsar, consolidando-se em um impasse que já dura mais de três décadas. Embora não seja explicitamente uma sequência, o novo livro de Rich, Second Nature: Scenes From a World Remade, funciona como uma espécie de continuação.

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Richard Saul Wurman: “Existe um culto a Louis Kahn, e eu sou membro!”

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Dan Klyn, que leciona arquitetura de informação na Universidade de Michigan, está atualmente pesquisando e escrevendo uma biografia intitulada Richard Saul Wurman’s 5 Lives. É um título apropriado, já que o intelectualmente peripatético Wurman teve várias encarnações profissionais: arquiteto, autor, editor, designer, pintor, escultor, empresário (ele criou e fez a curadoria minuciosa das primeiras palestras do TED). “De certa forma, sou um amador, um diletante, não faço nada excepcionalmente bem, mas vejo padrões entre as coisas”, ele me disse em uma entrevista recente, embora sua modéstia aqui pareça um tanto infundada: Wurman é membro do Art Directors Club Hall of Fame; Membro Honorário (Fellow) do AIA; escreveu, projetou e publicou mais de 100 livros; ganhou um prêmio pelo conjunto de sua obra do Cooper Hewitt; e recebeu a Medalha de Ouro do AIGA.

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Roberta Brandes Gratz: "Joan Davidson mostrou o quão pouco às vezes era preciso para dar início a grandes coisas"

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Joan K. Davidson and the Fight for New York".

Com o aumento da desigualdade de renda nos últimos anos, o papel da filantropia tem sido questionado. As doações beneficentes de indivíduos ricos e corporações poderosas seriam sempre uma força positiva, ou essa ligação com a riqueza e o poder é uma concessão inevitável? A quem interessa, de fato, o investimento filantrópico: aos beneficiários ou aos doadores? Estas são questões complexas. No entanto, a filantropia genuinamente esclarecida é uma força transformadora. Ela pode não apenas financiar causas nobres, mas, se realizada no momento certo, semear as sementes da mudança social.

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Kate Wagner: "A era do/a crítico/a de arquitetura como força mobilizadora acabou. Chegou ao fim."

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Kate Wagner sobre o McMansion Hell, a crítica e seu amor pelo ciclismo".

Ao contrário do mito do cinema, o sucesso instantâneo não existe. O momento em que uma presença cultural surge na cena, aparentemente pronta, é quase sempre precedido por anos silenciosos de formação autônoma e obsessão obstinada. Esse é o caso de Kate Wagner, que abalou a internet da arquitetura em 2016 com o lançamento do McMansion Hell, uma sátira afiada e hilária sobre as hipertrofiadas residências suburbanas estadunidenses, em toda a sua cafonice e pretensão desesperada. Um ano depois, o site de anúncios imobiliários Zillow enviou a Wagner, então com 23 anos, uma notificação extrajudicial de abstenção de uso (cease-and-desist), alegando que o uso de fotografias por ela violava direitos autorais (embora eles próprios também não fossem donos das imagens!). Foi um passo em falso, que resultou em um recuo corporativo e em uma avalanche de publicidade gratuita para o McMansion Hell.

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Harriet Pattison sobre o processo criativo de Louis Kahn e fazer história

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

O documentário de 2003 de Nathaniel Kahn, My Architect, tinha em seu cerne a busca de um filho por seu pai. O filme, que foi indicado ao Oscar e será relançado ainda este ano, explorava a complexa vida familiar de Louis Kahn: três filhos, de três parceiras diferentes, que cresceram quase sem saber da existência uns dos outros. No entanto, o longa-metragem tratava tanto da obra de Louis Kahn quanto de sua vida pessoal. Com isso, reacendeu o interesse por seus edifícios, tanto na cultura geral quanto no meio acadêmico da arquitetura.

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Quando se trata de crise climática, a prática tradicional está falida

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "When It Comes to Climate Change, Traditional Practice Is Broken."

O projeto sustentável nos Estados Unidos é, para muitos, uma espécie de teste de Rorschach. Ou o setor da construção civil está avançando firmemente rumo à meta final de descarbonização, ou está se movendo de forma excessivamente lenta, perdendo prazos cruciais enquanto o relógio ecológico continua correndo. A verdade desconcertante por trás de tudo isso é que ambas as visões são, ostensivamente, verdadeiras. Nas últimas décadas, o setor de fato se tornou significativamente mais eficiente em termos energéticos. Aumentamos o estoque edificado, mas achatamos a curva de consumo de energia. O custo das energias renováveis continua caindo. No entanto, é preciso muito mais, e de forma muito mais rápida. Paralelamente, grandes obstáculos persistem. Sem uma rede elétrica baseada em fontes renováveis e códigos de edificação rigorosos, é difícil prever como descarbonizaremos totalmente o setor da construção nos próximos 20 anos, muito menos dentro do cronograma sugerido por cientistas do clima cada vez mais alarmados. Trata-se do clássico cenário de "boas e más notícias" (ou vice-versa, dependendo do seu estado de espírito).

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Blair Kamin: "Você julga a arquitetura, não o/a arquiteto/a"

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Blair Kamin Ends His Run as Architecture Critic of the Chicago Tribune"

Na última sexta-feira, 15 de janeiro, Blair Kamin encerrou sua trajetória de 28 anos como crítico de arquitetura do Chicago Tribune. Conheço e admiro Kamin há quase duas décadas. Seus textos sobre arquitetura e ambiente construído eram afiados e lúcidos; ele não temia melindrar as suscetibilidades pouco delicadas dos que estavam no poder.

Vencedor do Prêmio Pulitzer de Crítica em 1999, Kamin era um crítico ativista, bem na tradição de Ada Louise Huxtable e Allan Temko. No final da semana passada, entrei em contato com Kamin para conversar sobre o papel da crítica e o fim de sua trajetória singular.

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Christopher Hawthorne sobre Low-Rise: Ideias de habitação para Los Angeles

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Low-Rise: Housing Ideas for Los Angeles é a mais recente iniciativa liderada por Christopher Hawthorne, Diretor de Design (Chief Design Officer) da cidade de Los Angeles. Desde que deixou seu cargo de crítico de arquitetura do Los Angeles Times em março de 2018, Hawthorne construiu uma atuação única e surpreendentemente ampla na prefeitura. Recentemente, entrei em contato com ele para conversar sobre seus mais de dois anos no governo, o mais recente desafio de “ideias” (como ele descreve o Low-Rise) e outras questões enfrentadas por Los Angeles.

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O que podemos (e não podemos) aprender com Copenhague

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge

Quando tive a oportunidade de visitar a cidade de Copenhague por primeira vez, alguns anos atrás, saí de lá deslumbrado e com um caso crônico de inveja urbana. (Eu pensei comigo mesmo: é como a melhor das cidades que eu sou capaz de imaginar, só que melhor). Por que não fazemos cidades como esta nos Estados Unidos? Esse é o tipo de pergunta que um arquiteto e urbanista norteamericano se faz enquanto passeia pelas encantadoras ruas às margens dos belos canais de Copenhague—ao mesmo tempo que tenta evitar de ser atropelados pela horda de ciclistas dinamarqueses que passa a toda velocidade ao seu lado o tempo todo.

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Refletindo sobre a experiência afro-americana na Harvard GSD

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Na esteira do assassinato de George Floyd pelas mãos da polícia de Minneapolis, os Estados Unidos eclodiram em protestos e manifestações. O fervor gerado por esse acontecimento alcançou o ensino de arquitetura algumas semanas depois, quando dois grupos da Harvard Graduate School of Design (GSD) — a African American Student Union (AASU) e o AfricaGSD — publicaram um manifesto público, Notes on Credibility, exigindo reformas na instituição. Quatro dias depois, a diretora Sarah M. Whiting publicou uma resposta, Towards a New GSD. Pouco tempo depois, entrei em contato com os grupos, que me aproximaram de dois de seus membros: Caleb Negash, estudante do segundo ano do programa de Mestrado em Arquitetura (MArch), e Andrew Mbuthia Ngure, estudante do terceiro ano do mesmo curso.