Bacharel e Mestre em Arquitetura pela Escola Knowlton do Estado de Ohio. Mestrado em Desenvolvimento Imobiliário pela Universidade de Columbia. Contribuinte Sênior da ArchDaily. Interessado no desenvolvimento estratégico de cidades em uma escala intangível. Reside em Nova York.
Nossas vidas nos centros urbanos foram completamente transformadas ao longo dos últimos 16 meses. Ao olharmos para o futuro próximo e começarmos a vivenciar o retorno aos locais de trabalho e o despertar das cidades após um longo sono, não há dúvida de que a vida como a conhecíamos nunca mais será a mesma. Embora alguns mais extremistas venham se perguntando “será que ainda precisaremos de cidades?” (pergunta para a qual a resposta é um sim categórico), de que maneira as cidades mudarão se continuarmos a avançar nesta era digital de trabalho e vida que foi acelerada pela pandemia?
Em todo o mundo, a pandemia de COVID-19 expôs o fato de que as populações mais vulneráveis foram as mais atingidas não apenas pelos impactos do vírus na saúde pública, mas também pelas ondas de choque sociais e econômicas decorrentes dele. Agora, à medida que superamos esse cenário, mas também enfrentamos novas restrições globalmente, profissionais de planejamento urbano e autoridades governamentais começam a perceber que a pandemia revelou outra faceta desigual das cidades: a proximidade de parques e espaços públicos.
Ao longo dos últimos 18 meses da pandemia de COVID-19, proprietários e proprietárias de restaurantes em todo o mundo sofreram perdas contínuas — especialmente os estabelecimentos de pequeno porte e independentes. Se há um vislumbre de esperança para muitos desses negócios, à medida que as diretrizes de saúde pública continuam a evoluir, é o fato de que muitas cidades flexibilizaram suas políticas e permitiram a construção de estruturas temporárias em calçadas e vias públicas para mantê-los em funcionamento. No entanto, no cenário pós-pandemia, como devemos lidar com essas instalações? Deveríamos transformá-las em algo permanente e permitir que as refeições ao ar livre permaneçam?
Há apenas 18 meses, a população global teve sua vida virada de cabeça para baixo pela pandemia de COVID-19. Quase imediatamente, arquitetos/as e designers começaram a especular sobre como projetar um mundo melhor, que fosse flexível, funcional e saudável. Embora a pandemia esteja longe de acabar — com muitos avanços científicos e políticas de saúde pública ainda necessários para de fato nos permitir vivenciar o nosso “novo normal” —, talvez seja o momento de refletir sobre nossas previsões e analisar quais aspectos da pandemia foram reações de curto prazo e quais aspectos da vida podem se refletir permanentemente na forma como pensamos o ambiente construído.
O que é preciso para construir uma cidade inteligente do zero? Ou, talvez, a verdadeira questão seja: o que é preciso para construir uma cidade inteligente do zero e torná-la bem-sucedida? Por mais de uma década, arquitetos/as e urbanistas trabalharam lado a lado para criar Songdo, um distrito de negócios totalmente novo que buscava representar os avanços sul-coreanos em tecnologia e infraestrutura. Songdo já foi um modelo de como viveríamos nas cidades do futuro — mas, hoje, a realidade do que essa cidade inteligente rapidamente se tornou nos faz repensar como a combinação entre tecnologia e comunidade pode ter falhado.
Projeta-se que, até 2025, a população mundial ultrapasse 8,1 bilhões de pessoas — e a grande maioria estará concentrada em áreas urbanas. Embora grande parte do foco esteja em preparar e reconfigurar nossos centros urbanos já hiperdensos para absorver ainda mais habitantes, na periferia, cidades e vilas menores ao redor do mundo têm apresentado uma expansão significativa, definindo-se como locais “em ascensão”. Lugares que antes talvez passassem despercebidos agora ganham destaque por seu rápido crescimento, vitalidade econômica e custo de vida acessível, entre outras características.
Projeto Final de Khalya. Imagem cortesia de PennPraxis x Fresh Air Fund
No último verão, o escritório de design sem fins lucrativos PennPraxis, em parceria com o The Fresh Air Fund, realizou o projeto-piloto de um novo programa, o Virtual Design Studio, que despertou a imaginação de quase 150 estudantes ao mostrar como o design tem o poder de transformar o ambiente construído. Ministrados por estudantes de pós-graduação da Stuart Weitzman School of Design da Universidade da Pensilvânia, os cursos geraram diversos projetos para um centro de ecologia gerido pelo The Fresh Air Fund e para espaços públicos na cidade de Nova York. Além disso, o programa ofereceu a crianças e jovens uma introdução para explorar futuras carreiras no campo do design, com potencial para gerar um impacto duradouro em suas comunidades e nas próprias profissões de projeto nos próximos anos. Ao longo de sete semanas, o grupo de estudantes dedicou mais de 150 horas ao programa, recebendo também uma bolsa de auxílio financeiro.
Profissionais da arquitetura em todo o mundo buscam constantemente explorar novas formas de utilizar materiais que sejam mais sustentáveis e que, ao mesmo tempo, proporcionem projetos de grande impacto, evidenciando novas capacidades criativas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, da Grafton Architects e laureadas com o Prêmio Pritzker de 2020, essas ideias estão na vanguarda de cada projeto que realizam, mas ganharam um significado ainda mais especial quando visitaram pela primeira vez a obra concluída do campus universitário da UTEC, em Lima, no Peru — projeto por elas descrito como uma “montanha esculpida”.
Profissionais da arquitetura em todo o mundo vêm buscando constantemente novas maneiras de utilizar materiais para criar obras de grande impacto e mais ecológicas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects — laureadas com o Prêmio Pritzker em 2020 —, a pesquisa e a aplicação de materiais estão na vanguarda de cada projeto que desenvolvem, a exemplo de sua primeira obra em Lima, no Peru, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC).
Vista aérea do acampamento de obras de Hanford. Imagem cortesia de National Archives and Records Administration
In 1942, menos de um ano após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA começou a adquirir, de forma rápida e silenciosa, grandes extensões de terra em áreas remotas de três estados. Pouco tempo depois, milhares de jovens designers, engenheiros/as, planejadores/as, cientistas e suas famílias começaram a chegar a esses locais, que eram rigidamente protegidos dos olhos do público. Ali, os/as trabalhadores/as construíram centenas de edifícios — incluindo habitações, estruturas industriais, laboratórios de pesquisa e instalações de teste — em uma velocidade e escala sem precedentes.
Em um mundo outrora dominado pela tendência de postar fotos de "arquitetura instagramável" nas redes sociais, a ascensão do TikTok está transformando a maneira como vivenciamos e consumimos a arquitetura. E não se trata de uma tendência passageira: quase 950 milhões de vídeos no TikTok utilizam a hashtag #arquitetura, apresentando construções de diferentes cidades ou estilos arquitetônicos específicos compartilhados por criadores de conteúdo. Isso significa que a era da "arquitetura instagramável" chegou ao fim? Seria o TikTok uma forma revolucionária de conectar e explorar possibilidades arquitetônicas para além das barreiras geográficas?
A Europa dos anos 1960 funcionou como uma incubadora para radicais emergentes e provocativos da arquitetura, que desafiavam o dogma tradicional em prol de uma contracultura que transcendia o tempo e o espaço. O Coop Himmelb(l)au, uma facção desse movimento sediada em Viena, questionava as linhas limpas, a rigidez e o caráter literal dos/as arquitetos/as modernistas da época. Embora o escritório seja conhecido por seu espírito rebelde e suas formas agressivas geradas por softwares e tecnologias 3D de última geração, é fundamental reconhecer o trabalho realizado pelo grupo logo após sua fundação, em 1968, e como sua produção inicial ainda desafia incansavelmente o status quo da prática contemporânea e do discurso acadêmico.
Nossas vidas como arquitetos/as e designers giram em torno de inventar novas maneiras de transformar tanto a profissão que exercemos quanto o mundo para o qual construímos. Dos edifícios individuais às estratégias de planejamento urbano que propomos, a forma como consideramos a longevidade e o impacto de um projeto no mundo desempenha um papel fundamental em nossa maneira de pensar o design.
Para explorar ainda mais como podemos projetar cidades, ambientes e edifícios, temos o prazer de anunciar a programação do ArchDaily x LifeCycles: O Futuro de Nossas Cidades; uma série de debates de três dias (26 a 28 de maio) com a participação de arquitetos/as de todo o mundo que compartilharão suas ideias e experiências sobre como construir um futuro melhor.
A cidade de Nova York representa a expressão máxima da fusão entre os bairros vibrantes e de escala granular que Jane Jacobs outrora idealizou e as transformadoras inovações urbanas de Robert Moses. No entanto, sua população diversa enfrentou graves adversidades nos últimos vinte anos, o que forçou a cidade a mergulhar em uma onda contínua de autorreflexão para reavaliar as estratégias urbanas, as tendências de design e os sistemas de transporte global aos quais havia se acostumado. Após as tragédias do 11 de setembro e do furacão Sandy, o equilíbrio delicado entre promover uma identidade cultural individual e a força da união — marca registrada dos nova-iorquinos — foi o motor essencial de sua revitalização. A cidade de Nova York tem lidado constantemente com a adversidade, sempre repensando, redesenhando e reconstruindo o ambiente urbano para um futuro melhor.
Historicamente, sempre houve praticamente uma única maneira de unir pessoas de todas as esferas da vida: o esporte. Em parques comunitários ou estádios, as pessoas deixam de lado suas divergências para desfrutar, juntas, de suas modalidades favoritas. O esporte — assim como seus fãs — é um vetor de união global; talvez nenhum outro evento no mundo seja capaz de gerar uma oscilação emocional tão ampla quanto uma transmissão ao vivo.
Ao longo da história, pessoas de todas as origens com pouco em comum têm encontrado maneiras de se unir em parques de bairro e estádios lotados para deixar de lado essas diferenças em prol do amor ao esporte. O esporte e seus entusiastas são uma fonte de unidade global, e talvez existam poucos outros eventos no mundo capazes de gerar uma gama tão ampla de emoções quanto uma partida ao vivo.
A arquitetura tem o poder de transformar as cidades. Seja através do uso inovador de materiais, da colaboração com outros escritórios para a concepção de planos diretores de bairros, ou da requalificação do transporte público para toda uma população, o design pode influenciar e impactar significativamente a forma como interagimos com os lugares onde vivemos. Em uma entrevista exclusiva ao ArchDaily, Alan Pullman, do Studio One Eleven, fala sobre a visão de seu escritório para o futuro de Los Angeles e sua abordagem voltada à arquitetura e ao planejamento urbano.
Um shopping center espelhado recebeu o primeiro prêmio por sua materialidade inovadora e forte conexão com a cidade no concurso de projeto de arquitetura “2017 Unbelievable Challenge”. A proposta “Unwrapped”, enviada por Ben Feicht, que se graduou recentemente na Universidade do Oregon, foi escolhida como vencedora entre projetos de 22 países. Outros três trabalhos foram premiados como finalistas.
Veja mais detalhes sobre o projeto vencedor a seguir.