O escritório ODA lançou recentemente sua mais nova iniciativa, que propõe uma visão urbana para o futuro das ruas de Nova York. Intitulado “Beyond the street: Reimagining the flower” (Para além da rua: Reimaginando o Flower District), o projeto busca transformar as quadras urbanas de fora para dentro, revitalizando a experiência dos pedestres na rua por meio do design. A proposta também sugere novas diretrizes de zoneamento de uso do solo, concedendo direitos aéreos ou incentivos fiscais aos titulares dos lotes que, em contrapartida, liberem os pátios internos de cada lote, transformando-os em espaços públicos ou de uso semiprivado a serviço da cidade.
O ArchDaily teve o privilégio de conversar com Eran Chen, à frente da fundação e da direção executiva da ODA, sobre como o escritório busca transformar nosso ambiente urbano por meio de propostas de projeto inovadoras. Confira a entrevista completa a seguir, acompanhada de um vídeo explicativo sobre o projeto.
Fundada no ano de 2017 e nomeada uma das “Empresas Mais Inovadoras do Mundo” em 2020, a ICON está revolucionando a industria da construção civil de cima a baixo, desafiando os limites impostos pelas tecnologias atualmente disponíveis no mercado. Relativamente jovem, a start-up com sede no Texas começou desenvolvendo e construindo projetos de casas impressas em 3D nos Estados Unidos e no México como uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pela atual crise habitacional. Simultaneamente, esta frente de ação está sendo explorada como um campo de testes para o desenvolvimento de novos sistemas construtivos que poderiam ser futuramente utilizados em viagens exploratórias fora do planeta Terra. Nesta empreitada, a ICON tem buscado se aproximar de importantes parceiros como o BIG e também a NASA.
Figurando na lista dos 100 líderes emergentes que estão moldando o futuro da humanidade, a Times’ Next 100, Jason Ballard, CEO e cofundador da ICON conversou diretamente com nossos editores do ArchDaily, contando um pouco mais sobre o início da empresa, os desafios impostos pela crise habitacional no planeta e como a ICON tem investido em novas tecnologia de impressão 3D como uma ferramenta para transformar a industria da construção civil no mundo hoje, além é claro, da recente parceira firmada com o escritório de arquitetura de Bjarke Ingels.
O escritório Snøhetta apresentou seu mais recente projeto: a expansão e o redesenho do terreno do Joslyn Art Museum, em Nebraska. Desenvolvido em parceria com o escritório de arquitetura local Alley Poyner Macchietto Architecture (APMA), o projeto busca adicionar novos espaços de galeria, jardins públicos e áreas ao ar livre, além de restaurar e modernizar as instalações administrativas existentes no edifício Joslyn Memorial.
AARHUS, Imagem de Rasmus Hjortshoj . Cortesia de BIG
"O futuro já está aqui, só não está muito bem distribuído". Partindo dessa célebre frase de William Gibson, a mais recente publicação do BIG, Formgiving, analisa o passado e o presente para projetar o amanhã. Ao tratar de previsões não tão distantes, mas que podem se concretizar em 5, 10 ou 50 anos, o livro busca “dar forma ao futuro”, ou àquilo que ainda não se materializou.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Kai-Uwe Bergmann, sócio/a do BIG-Bjarke Ingels Group, para discutir não apenas o manuscrito mais recente do escritório, mas sua trilogia de publicações: Yes is More, um “Arqui-quadrinho sobre Evolução Arquitetônica”, Hot to Cold uma “Odisseia de Adaptação Arquitetônica”, e Formgiving, uma “História do Futuro da Arquitetura”.
Pavilhão da França. Imagem cortesia de Expo Dubai 2020
A três meses da abertura da Expo 2020 Dubai, em 1º de outubro, o comitê organizador divulgou imagens atualizadas que destacam os pavilhões prontos e concluídos. Com a participação oficial de 191 nações, a exposição busca “explorar o poder das conexões na construção do nosso mundo”. Ao apresentar arquitetura, cultura e inovações inspiradoras, a exposição mundial tem sido, nos últimos 170 anos, a principal plataforma para apresentar grandes invenções e revoluções arquitetônicas, a maioria das quais moldou o mundo em que vivemos hoje.
A cidade neozelandesa de Auckland lidera a classificação geral na pesquisa anual das melhores cidades para se viver da Economist Intelligence Unit (EIU). Listando 140 cidades, as quais foram avaliadas segundo cinco diferentes categorias, incluindo estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a edição da EIU deste ano foi totalmente influenciada pela pandemia de COVID-19. Austrália, Japão e Nova Zelândia assumiram as primeiras posições, disparadas na frente de outras cidades e países que costumam figurar entre as melhores colocadas do ranking.
Madame Architect, a plataforma dedicada ao ambiente construído e ao empoderamento, avanço e visibilidade das mulheres que nele trabalham, acaba de atingir um marco histórico: a publicação de mais de 250 entrevistas com as mulheres que moldam nosso mundo. “Criada para romper com o molde do/a arquiteto/a tradicional”, a plataforma foi fundada há três anos por Julia Gamolina, arquiteta que traçou o seu próprio caminho na área e hoje é Diretora de Estratégia na Trahan Architects, com foco no negócio, seu desenvolvimento, crescimento e evolução.
Christele Harrouk, do ArchDaily, teve a oportunidade de conversar com Julia Gamolina, fundadora e editora-chefe da Madame Architect, além de uma das indicadas na lista "20 Under 40" da Professional Women in Construction, para discutir suas escolhas de carreira, a revista digital, os negócios na arquitetura e a comunicação.
Auckland, na Nova Zelândia, foi eleita a cidade mais habitável do mundo em 2021 pela Economist Intelligence Unit (EIU). A classificação avaliou 140 cidades em cinco critérios: saúde, educação, infraestrutura, cultura e ambiente, e estabilidade. Os resultados deste ano foram fortemente impactados pela pandemia global. Cidades da Austrália, Japão e Nova Zelândia subiram no ranking, enquanto as da Europa e do Canadá perderam posições.
O escritório de arquitetura de Henning Larsen foi escolhido como o grande vencedor do concurso para o projeto de uma nova Igreja em Højvangen, a primeira estrutura religiosa a ser construída em Skanderborg em mais de 500 anos. Com inauguração prevista para dezembro de 2024, a nova igreja foi concebida como um novo elemento de referencia e ponto de encontro para os moradores da pequena vila de Højvangen em Skanderborg, Dinamarca.
O escritório ODA acaba de lançar seu projeto mais recente, uma visão urbana para o futuro das ruas de Nova York. O projeto, intitulado Beyond the street- Reimagining the flower district, propõe transformar a quadra urbana de fora para dentro, alterando a experiência de pedestres e introduzindo novas mudanças de zoneamento que concederiam aos/às proprietários/as de lotes direitos aéreos ou créditos fiscais em troca da cessão de seus pátios internos para serem transformados em espaços público-privados.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Eran Chen, sócio/a-fundador/a e diretor/a executivo/a do ODA, sobre a proposta singular do escritório que busca melhorar o nosso ambiente urbano. Confira a entrevista e assista ao vídeo explicativo do ODA.
O escritório Studio Gang e a organização The Community Builders venceram o concurso C40 Reinventing Cities da cidade de Chicago, uma competição que busca “transformar terrenos ou edifícios subutilizados em faróis de sustentabilidade e resiliência, servindo de modelo para futuros desenvolvimentos urbanos de carbono zero”. A proposta vencedora criará 207 residências para a força de trabalho da região central que recebe a partir de um salário mínimo, revitalizará o Pritzker Park e adicionará espaços comunitários e comodidades ao Chicago Loop.
A 20ª edição do Serpentine Pavilion, projetado pelo escritório sul-africano Counterspace, dirigido pela arquiteta Sumayya Vally, inaugura hoje, 11 de junho de 2021, após ser adiado por um ano. Em exibição até 17 de outubro de 2021 em Kensington Gardens, o projeto foi registrado por Mark Hazeldine. Confira a série de fotografias, a seguir.
Respondendo ao tema, “Como viveremos juntos” de 115 maneiras diferentes, a Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 deu as boas-vindas, fisicamente, ao grande público, em 22 de maio de 2021. Ao se abrir para o mundo, o tema atemporal, porém sensível ao contexto, gerou um coletivo imaginário, destacando um mundo que prefere viver junto a ficar separado. Construindo uma narrativa arquitetônica do presente, que reflete sobre um futuro resiliente, o interrogatório, feito pela primeira vez em 2019, ganhou mais relevância com a pandemia, que paralisou o mundo. Com muito otimismo e amor a arte, a mostra de arquitetura abriu as portas a um público ansioso e revelou qualidades recorrentes nas intervenções apresentadas.
Seguindo nossa busca para redefinir como a arquitetura é percebida hoje, e expondo suas diferentes interpretações, o ArchDaily deu espaço para seus usuários responderem a quatro questões fundamentais: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é a sua posição arquitetônica? Qual a sua metodologia de projeto? ” Com cerca de 200 respostas por questão, recolhidas em todo o mundo, as ideias partilhadas são na sua maioria complementares e não conflituosas, sublinhando uma compreensão geral do papel e da essência da arquitetura.
Oferecendo soluções digitais para, essencialmente, “simplificar” o trabalho de arquitetos/as, Monograph é uma empresa de software de gestão que ajuda profissionais da indústria AEC (arquitetura, engenharia e construção) a supervisionar seus projetos de maneira integrada e intuitiva. Fundada e projetada “por arquitetos/as, para arquitetos/as”, a plataforma de gestão operacional sediada em São Francisco é um conjunto de ferramentas digitais em constante evolução para projetos de todas as escalas.
Criada por arquitetos/as que já haviam enfrentado os desafios e as limitações da área, a Monograph é uma solução sob medida para as necessidades de empresas de arquitetura. Reconhecida como uma das Melhores Novas Práticas do ArchDaily do ano passado, ela é um exemplo claro de como profissionais de arquitetura podem expandir o alcance de sua atuação. De fato, a empresa de tecnologia foi fundada em 2019 por Robert Yuen, Alex Dixon e Moe Amaya, três designers de arquitetura que deram o salto e se aventuraram no universo digital. Esta semana, a Monograph apresentou seu novo endereço oficial na web, Monograph.com.
Kosovo - Implementation during Covid-19. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space Programme
A UN-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo principal foco é encontrar soluções para os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de crescimento e expansão urbana em países de economias emergentes, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas no usuário e nos processos participativos. Pensando nisso, o ArchDaily associou-se a UN-Habitat para trazer notícias, artigos e entrevistas semanais que se destacam neste setor, disponibilizando a nossos leitores conteúdos em primeira mão e direto da fonte.
A medida que a luta contra o coronavírus parece ainda muito distante de um final feliz, as restrições impostas para tentar minimizar o risco de contágios e consequentemente, de hospitalizações e mortes, continua a castigar muitas cidades ao redor do mundo. Neste contexto, a necessidade de se criar instrumentos alternativos que possam ajudar as entidades urbanas e governos locais a sair desta situação parece mais urgente do que nunca. Embora a pandemia tenha provocado uma mudança drástica na maneira como nos relacionamos uns com os outros e principalmente no modo como nos apropriamos dos espaços públicos, a demanda por mais áreas verdes e espaços abertos não diminuiu, muito pelo contrário. As pessoas, mais do que nunca, precisam sair, se exercitar, ter um contato mínimo com a natureza, poder se locomover, trabalhar, estudar e socializar com outras pessoas para manter um estado mental minimamente saudável. Pensando nisso, a UN-Habitat está lançando uma campanha que procura apontar os possíveis caminhos para se estabelecer uma resposta urbana eficaz em combate à Covid-19, delineando ferramentas que podem ajudar os governos locais a prevenir a disseminação e propagação do vírus além de desenvolver estratégias de resiliência urbana para encarar possíveis situações similares no futuro.
Visto que seres humanos passam a maior parte de suas vidas em ambientes fechados, não nos surpreende o fato de que determinadas características do espaço construído têm um impacto significativo em nosso comportamento psíquico. A psicologia ambiental é, de fato, a disciplina que estuda o comportamento humano em suas interrelações com os espaços onde a vida humana transcorre. Condições de iluminação, de escala e proporção assim como os materiais e suas texturas são características espaciais que emitem informações para nossos sentidos, afetando a maneira como nos relacionamos com o espaço, produzindo um sem fim de sensações e reações.
Determinadas características do espaço construído são capazes de induzir sensações de tranquilidade e segurança, de fazer com que as pessoas se sintam bem e relaxadas ou até aumentar a concentração e a produtividade dos usuários em seu ambiente de trabalho. Independente de qual sejam as sensações que eles nos provocam, não se pode negar que as características dos espaços em que vivemos – ou trabalhamos – desempenham um papel fundamental na maneira como as pessoas se sentem e como elas se relacionam com o espaço; e portanto, a psicologia ambiental pode ser uma importante aliada no desenvolvimento de projetos que proponham soluções para promover uma maior qualidade de vida aos seus usuários.
O Pavilhão do Kuwait na Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 aborda noções de descoberta, interpretação e projeção do hinterland, contextualizando o crescimento iminente do país. A exposição intitulada Space Wars e com curadoria de Asaiel Al Saeed, Aseel AlYaqoub, Saphiya Abu Al-Maati e Yousef Awaad traz o hinterland para o discurso arquitetônico, destacando a zona de apoio funcional da nação.