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Anna Heringer: O mais recente de arquitetura e notícia

Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina

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Em 1968, o designer de mobiliário e professor da RCA David Pye publicou The Nature and Art of Workmanship, livro estruturado em torno da distinção entre o "ofício do risco" (workmanship of risk) e o "ofício da certeza" (workmanship of certainty). Pye não estava escrevendo sobre arquitetura e, a despeito de como essa expressão é empregada hoje, tampouco tratava propriamente do embate entre mãos e máquinas. Ele destacava que uma prensa tipográfica, embora inteiramente mecânica, ainda depende de alguém que avalie a tinta e o registro, ao passo que um/a profissional do torno de madeira, trabalhando manualmente, pode seguir um modelo de forma tão rigorosa que quase nada é deixado ao acaso.

O ofício do risco, na definição de Pye, refere-se a qualquer processo em que o resultado final não é previamente determinado, mas depende do julgamento, da destreza e da atenção de quem o executa enquanto o trabalho está em andamento. O ofício da certeza representa a condição oposta, uma vez que o resultado é estabelecido antes mesmo de a produção começar — fixado em um gabarito, molde ou programa —, de modo que todas as etapas seguintes se limitam à execução. Pye teve o cuidado de observar que nenhum dos modos é intrinsecamente superior, e que uma máquina de controle numérico, calibrada para admitir desvios, pode estar mais próxima do risco do que uma ferramenta manual operada sob um modelo rígido.

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Uma linguagem arquitetônica formada pela sustentabilidade

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Uma linguagem arquitetônica formada pela sustentabilidade - Imagem de Destaque
Taisugar Circular Village / Bio-architecture Formosana. Imagem © Studio Millspace

Com seus objetivos quantificáveis e desempenho mensurável, a sustentabilidade muitas vezes se apresenta como um desafio tecnológico. Sua linguagem primária é aquela dos dados, equipamentos, sistemas projetados, muitas vezes traduzidos em uma camada hipertecnológica escondida dentro de um design que apoia normas estéticas pré-existentes. Como a arquitetura é a imagem de uma sociedade em um momento do tempo, como o foco em sustentabilidade se traduz em linguagem, legitimando ainda mais as iniciativas para estabelecer uma relação de equidade com o meio ambiente? A arquitetura serve como uma expressão de atitudes, e já que a sustentabilidade se tornou um valor fundamental, é válido olhar se ela produziu ou não uma transformação estética. 

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Elizabeth de Portzamparc, Anna Heringer e Tatiana Bilbao apresentam seus trabalhos ao público do UIA2021RIO

O Palco Mundo do UIA2021RIO, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, recebeu esta semana três premiadas arquitetas da sua lista de keynote speakers: Elizabeth de Portzamparc, brasileira radicada na França; a alemã Anna Heringer; e Tatiana Bilbao, do México.

Elizabeth de Portzamparc trouxe à discussão o conceito de “Arquitetura Nexus”, que defende a conexão entre diversos elementos na hora de se pensar e fazer arquitetura. Já Anna Heringer defendeu um método de trabalho focado na justiça social e na inclusão de comunidades em projetos que podem transformar suas vidas. Por fim, Tatiana Bilbao promoveu uma poética apresentação da casa como ato social, que abriga rituais para os quais a arquitetura deve sempre olhar.

Grandes nomes da arquitetura mundial se encontram para debater o futuro das cidades no UIA2021RIO

Profissionais e estudantes de vários países estão prestes a participar de maneira inédita do maior evento de arquitetura e urbanismo do mundo. A programação principal do 27º Congresso Mundial de Arquitetos (UIA2021RIO), que estava prevista para acontecer em julho de 2020 no Rio de Janeiro e foi adiada devido à da pandemia do coronavírus, começa no dia 18 de julho (domingo), de forma 100% digital pela primeira vez na história. Até dia 22, os congressistas vão assistir a palestras com vinte dos nomes mais importantes da arquitetura mundial e a mesas-redondas com mais de cem arquitetos premiados internacionalmente, além de apresentações de trabalhos, atividades culturais e premiações. Desde março, quase 90 mil pessoas, de mais de 180 países, vêm acompanhando os painéis preparatórios – um recorde absoluto nos mais de 70 anos do evento realizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) a cada três anos.

"Sustentabilidade é sinônimo de beleza": em conversa com Anna Heringer

Em conversa com o Louisiana Channel, a arquiteta alemã Anna Heringer descreve a forma como trabalha e sua abordagem multidisciplinar à prática arquitetônica. Crescendo em uma pequena cidade na fronteira austro-bávara próxima de Salzburg, Heringer passou um ano morando e trabalhando em Bangladesh aos 19 anos, um lugar que agora abriga a maioria dos projetos de seu escritório. Heringer se descreve como uma mistura de coisas, além de ser arquiteta, afirma ser uma ativista e uma desenvolvedora - usando sua criatividade para explorar ideias em uma variedade de formas e mídias.

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Sete arquitetos renomados compartilham reflexões e opiniões sobre arquitetura, cidades e comunidades

O Louisiana Channel, plataforma digital do Museu de Arte Moderna da Louisiana, tem estimulado, ao longo dos anos, debates sobre arquitetura, arte e o mundo criativo em geral. A série de arquitetura oferece uma visão fascinante do processo de reflexão de arquitetos ilustres e seu trabalho. A seguir, compilamos sete das entrevistas mais inspiradoras publicadas pela plataforma este anos, sobre assuntos tão variados como cidades, filosofia e projeto.

Anna Heringer: Por uma arquitetura artesanal e cooperativa

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Anna Heringer é uma arquiteta de origem alemã que leciona na Áustria e que já realizou obras bioclimáticas e artesanais em Bangladesh, pelas quais foi reconhecida com diversos prêmios internacionais, como o Aga Khan (AKAA) de Arquitetura de 2007.

A arquiteta dedicou grande parte de sua obra a fazer uma arquitetura socialmente sustentável em Bangladesh. Sua escola METI (Modern Education and Training Institute) em Rudrapur (2005-2006), projetada em colaboração com Eike Rosweg - e que havia sido originalmente seu projeto de conclusão de curso - foi reconhecida nacionalmente por ser uma obra especialmente bela e harmônica, construída com materiais e técnicas locais.

AR seleciona 15 finalistas para o Women in Architecture Awards

O Architectural Review (AR) revelou as candidatas para seus prêmios Woman Architect of the Year 2016 e Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture. Tatiana Bilbao, Jeanne Gang, Kazuyo Sejima e Charlotte Skene Catling estão entre as finalistas do Woman of the Year por seus respectivos impactos na profissão e habilidades de inspirar mudanças no campo da arquitetura.

Onze mulheres estão entre as finalistas do Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture, selecionadas pelo "uso de inovações na arquitetura para catalisar mudanças sociais positivas." Veja, a seguir, a lista completa.