A equipe curatorial do New Standards, Kristo Vesikansa (à esquerda), Laura Berger e Philip Tidwell, em frente a uma casa Puutalo no distrito de Jollas, em Helsinque. Foto: Juuso Westerlund. Imagem cortesia de Archinfo Finland
A Archinfo Finland anunciou o tema e a equipe curatorial para o Pavilhão da Finlândia na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza de 2020. Intitulada New Standards, a exposição idealizada por Laura Berger, Philip Tidwell e Kristo Vesikansa explorará a indústria madeireira da Finlândia.
O Concurso para a Praça Sveta Nedelya em Sófia, Bulgária, anunciou a proposta apresentada pelo Studio Fuksas como o projeto vencedor. Outras seis equipes internacionais chegaram à fase final do concurso, incluindo One Works, Maofficina, Cracknell, Studio Wilmotte, Paola Vigano e AI Architects LLD, CLAB Architettura, Yuri Sheredega, Dina Dridze e Evgeniy Shirinyan.
O escritório AKK Architects, fundado pela arquiteta Annabel Karim Kassar, com sedes em Beirute, Dubai e Londres, está transformando uma residência libanesa histórica do século XIX em uma casa familiar contemporânea. O projeto Bayt K foi finalista dos prêmios WAF future projects na categoria Casa.
O concurso de projeto para a Praça Sveta Nedelya, realizado em Sofia, na Bulgária, anunciou recentemente seus resultados, e a proposta apresentada pelo Studio Fuksas foi selecionada como o projeto vencedor. Outras seis equipes internacionais também chegaram à fase final de seleção do concurso: OneWorks, MAofficina, Cracknell, Studio Wilmotte, Paola Viganò e o consórcio formado por AIArchitects LLD, CLAB Architettura, Yuri Sheredega, Dina Dridze e Evgeniy Shirinyan.
Como parte de uma visão mais ampla e de um masterplan de Peter Zumthor, o novo projeto de 55.000 metros quadrados do Studio Akkerhuis no complexo de moinho de farinha do século XIX em Leiden está em construção. Com paisagismo de Piet Oudolf e Lola, o empreendimento, que recentemente venceu a categoria "Future Project - Commercial Mixed Use" no WAF, contará com lojas, galerias, apartamentos, espaços de trabalho, um hotel e um spa.
O Kjellander Sjöberg, um dos principais escritórios de arquitetura da Escandinávia, em colaboração com GHB Landskabsarkitekter, Mogens A. Morgen, Realise e Tyréns, foi selecionado para elaborar um plano de desenvolvimento estratégico para Faaborg. A cidade costeira no sul da Dinamarca enfrenta diversos desafios, como o alto risco de inundações e uma redução significativa de sua população.
A arquitetura passa por tempos de profunda transformação, assim como as plataformas que moldam a maneira como a compreendemos.
No início deste ano, dirigi-me diretamente a vocês para compartilhar nossa visão para 2025: um compromisso em reafirmar a missão do ArchDaily, elevar nossa voz editorial e fortalecer nosso papel como uma fonte confiável e crítica para arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Aquela mensagem marcou o início de um novo capítulo, fundamentado em relevância, clareza e ação intencional.
SO-IL (Solid Objectives – Idenburg Liu) é um escritório de arquitetura sediado no Brooklyn, Nova York, fundado em 2008 por Florian Idenburg e Jing Liu. Reconhecido por uma arquitetura profundamente engajada com os contextos social, cultural e ambiental, o estúdio concentra-se em explorar materiais inovadores, criar experiências espaciais fluidas e priorizar a sustentabilidade ecológica. O trabalho do SO-IL abrange diversas escalas e programas, refletindo sua abordagem versátil de projeto. Em 2024, seu projeto residencial 450 Warren, no Brooklyn, foi eleito pelo público como a Obra do Ano do ArchDaily na categoria habitação.
Em seu livro mais recente, In Depth: Urban Domesticities Today, o SO-IL explora a evolução do conceito de lar nos contextos urbanos contemporâneos, transformando-o "de uma fonte de vulnerabilidade em uma ferramenta de empoderamento". A publicação redefine a domesticidade como uma experiência ativa e compartilhada, e examina como arquitetos e arquitetas podem enfrentar desafios urbanos urgentes, tais como acessibilidade econômica, densidade e sustentabilidade. O trabalho do SO-IL defende uma habitação flexível e resiliente, que fomente o senso de comunidade ao mesmo tempo em que integra as dimensões ecológica e social. O ArchDaily conversou com a equipe de arquitetura sobre as soluções e ideias inovadoras apresentadas no livro, aprofundando-se em como seus projetos desafiam os sistemas convencionais e vislumbram um futuro no qual a arquitetura é um instrumento de emancipação.
É com imensa gratidão e entusiasmo que compartilho minha primeira carta na editoria-chefe. Dirigir-me diretamente a vocês marca uma mudança significativa em nossa abordagem habitual, e acredito ser a maneira ideal de começar o ano. Ao assumir esta nova função, é uma honra ter a oportunidade de liderar o ArchDaily em um novo capítulo, construindo sobre nossa base sólida para alcançar patamares ainda mais altos.
No ArchDaily, sempre acreditamos que a arquitetura tem o poder de transformar vidas e ambientes. Há 17 anos, somos mais do que uma simples plataforma; nos tornamos uma comunidade e uma voz para a arquitetura — uma rede colaborativa onde profissionais da arquitetura, do design e entusiastas se encontram para moldar o ambiente construído e redefinir a vida urbana. Ao refletir sobre essa jornada, sinto profunda inspiração pelas nossas conquistas compartilhadas, viabilizadas pela dedicação de nossa talentosa equipe global e pelo apoio inabalável do nosso público. Juntos, criamos um espaço onde as ideias prosperam e a inovação floresce.
Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.
Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.
O projeto Feynan Ecolodge. Imagem cortesia de Dongola DAS 01 | Notes on Formation e Ammar Khammash
Ammar Khammash é um/a arquiteto/a, designer e artista jordaniano/a conhecido/a principalmente por sua abordagem focada na preservação do patrimônio cultural e natural, ao mesmo tempo em que desenvolve uma arquitetura que dialoga com seu entorno. Com uma profunda admiração pela natureza e por seus ecossistemas, Khammash defende que “o lugar é o/a arquiteto/a” — afirmação pela qual é célebre e que sublinha a profunda influência do contexto em seu projeto arquitetônico. Com mais de três décadas de experiência que abrangem diversas disciplinas em vários países do Oriente Médio, como Jordânia, Omã, Palestina, Egito, Síria e Emirados Árabes Unidos, Ammar Khammash tem buscado consistentemente preservar e potencializar a simbiose entre as construções humanas e o meio ambiente natural. Suas contribuições incluem a Royal Academy for Nature Conservation, o Wild Jordan Center e a restauração da Igreja dos Apóstolos.
Em 2022, Khammash foi destaque na primeira edição da Dongola Architecture Series, uma publicação semestral que oferece perspectivas singulares sobre a cultura árabe ao destacar arquitetos/as contemporâneos/as de destaque. A edição, intitulada “Notes on Formation: Ammar Khammash,” escrita por Raafat Majzoub, explora “a arquitetura como ferramenta transdisciplinar de expressão e como método de imaginar e reimaginar o futuro”, sintetizando o espírito da publicação. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Ammar Khammash e Sarah Chalabi, fundador/a da Dongola Limited Editions, para aprofundar-se nas perspectivas do/a arquiteto/a sobre lugar, materialidade e cultura, além de sua filosofia, visões sobre a academia e reflexões sobre o futuro da profissão.
Löyly / Avanto Architects / Anu Puustinen. Imagem via Kuvio.com
Ainda no início do século XX, as mulheres na Finlândia já marcavam presença no campo da arquitetura. Inclusive, Signe Hornborg (1862-1916), arquiteta finlandesa, foi a primeira mulher na Europa a se formar em arquitetura, em 1890. Pirkko-Liisa Schulman, em seu ensaio sobre a evolução da carreira de arquitetas (The Changing Careers of Women Architects), observa que Hornborg recebeu uma permissão especial para estudar no Instituto Politécnico de Helsinque. Depois dela, várias outras mulheres — como Inez Holming, Signe Lagerborg, Bertha Enwald, Wivi Lönn e Albertina Östman — também seguiram carreira na área, de modo que dezoito mulheres já haviam se formado arquitetas quando o Instituto Politécnico se tornou universidade, em 1908.
Wivi Lönn (1872-1966) estabeleceu e dirigiu seu próprio escritório de arquitetura na Finlândia, tornando-se a primeira mulher a fazê-lo. Lönn projetou diversos edifícios públicos significativos e recebeu amplo reconhecimento profissional, servindo de modelo para futuras arquitetas. Em maio de 1942, quando um grupo de arquitetas se reuniu para comemorar o 70º aniversário de Wivi Lönn, foi fundada a Architecta, a Associação Finlandesa de Arquitetas. Naquele momento, cerca de cem arquitetas já haviam se formado na Finlândia. Para celebrar o 150º aniversário de nascimento da arquiteta Lönn e os 80 anos da organização, a Architecta encomendou uma série de entrevistas que destacam as diferentes trajetórias de carreira trilhadas por mulheres no setor. Conheça a seguir os perfis de 11 arquitetas finlandesas, com textos de Paula Holmila, jornalista e crítica de arquitetura do jornal Helsingin Sanomat, traduzidos por Pirkko-Liisa Schulman.
Em 2021, propusemos o debate “Por que ainda precisamos falar sobre arquitetas hoje?” e, em 2022, nos dedicamos ao tema “Equilíbrio de poder e mudança de narrativas”. Em nossa terceira cobertura anual do Mês Internacional da Mulher, o ArchDaily focará nas conquistas de arquitetas diante de desafios globais, buscando soluções inovadoras para as questões contemporâneas. Alinhando-se parcialmente ao tema escolhido pela ONU para o Dia Internacional da Mulher de 2023, centrado em Inovação e Tecnologia para a Igualdade de Gênero, o ArchDaily refletirá sobre o que significa inovar diante dos desafios globais.
A Primeira Bienal de Artes Islâmicas, com direção artística de Sumayya Vally, foi inaugurada em janeiro de 2023 e segue em cartaz até 23 de maio de 2023 em Jidá, Arábia Saudita. O evento inaugural foi encomendado e produzido pela Diriyah Biennale Foundation e teve curadoria de Vally ao lado do Dr. Julian Raby, da Dra. Omniya Abdel Barr e do Dr. Saad Al-Rashid. A bienal reimagina o Terminal Hajj Ocidental no Aeroporto King Abdulaziz, projetado por Skidmore, Owings & Merrill e vencedor do Prêmio Aga Khan de 1983, como um espaço cultural para redefinir as artes islâmicas por "dentro, de um modo que conecte algumas dessas formas de arte e de expressão artística à vivência e aos rituais" de quem as vivencia.
Sumayya Vally é uma arquiteta sul-africana, fundadora e diretora do estúdio colaborativo de arquitetura Counterspace, com sede em Joanesburgo. Autora do projeto do Serpentine Pavilion em 2020/2021, ela foi a pessoa mais jovem da arquitetura a receber essa incumbência. Integrante da lista Time 100 Next de líderes emergentes que estão moldando o futuro em 2021 — sendo a única arquiteta a figurar na lista naquele momento —, Sumayya iniciou sua carreira como curadora e docente, e recentemente foi nomeada diretora artística da primeira Bienal de Artes Islâmicas em Jidá. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Vally sobre sua contribuição para esta bienal, sua visão sobre a exposição, o local, a expografia e os profissionais participantes. Sumayya também compartilhou informações exclusivas sobre sua proposta para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, que começa em 20 de maio em Veneza, Itália.
O European Cultural Centre (ECC), uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover intercâmbios culturais em escala internacional, apresentou a sexta edição da exposição de arquitetura Time Space Existence paralelamente à Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano. A edição de 2023 centrou-se no tema da sustentabilidade em suas diversas vertentes, abrangendo tópicos relacionados a migração, tecnologias digitais de construção e pesquisa de materiais, desenvolvimentos urbanos futuros e habitação, reunindo profissionais da arquitetura, design, artes, academia e fotografia de 52 países diferentes.
Por meio de múltiplos suportes e perspectivas, os e as participantes exploraram os conceitos filosóficos de Tempo, Espaço e Existência. Com um total de 217 projetos em exibição, a mostra acontece no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins Marinaressa, em Veneza, ao longo dos seis meses de duração da Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, de 20 de maio a 26 de novembro de 2023. Com foco também em jovens talentos emergentes da arquitetura, do design e da pesquisa, a edição de 2023 da exposição é um esforço proativo para reimaginar estilos de vida alternativos e reconceitualizar a arquitetura no cenário contemporâneo.
O Prêmio DAM de Arquitetura na Alemanha 2023 foi concedido ao escritório Auer Weber pela ampliação da Sede Distrital de Starnberg. Homenageando anualmente edifícios de destaque na Alemanha desde 2007, o Prêmio DAM é concedido pelo Deutsches Architekturmuseum (DAM) pela sétima vez, em parceria estreita com a JUNG. Fritz Auer e Dominik Fahr, da equipe do Auer Weber, juntamente com Stefan Frey, representando a Sede Distrital de Starnberg como cliente, receberam o prêmio em uma cerimônia realizada em 27 de janeiro de 2023. Os projetos finalistas deste ano incluíram obras de Allmann Sattler Wappner, ELEMENT·A Architekten e Hiendl Schineis Architektenpartnerschaft, Hütten & Paläste Architekten, e LRO Lederer Ragnarsdóttir Oei.