Mar del Plata é uma cidade litorânea localizada no sudeste da província de Buenos Aires, na costa do Mar Argentino. É considerada o segundo destino turístico mais importante do país (atrás de Buenos Aires) e, durante a temporada de verão, sua população pode aumentar em cerca de 300%, razão pela qual a cidade conta com uma grande quantidade de imóveis de temporada e infraestrutura hoteleira. Compreendendo o valor da pluralidade de estilos que dão forma a Mar del Plata e celebrando a mistura urbana, a produtora audiovisual Obralinda criou o projeto Arqmardelplata, um diário visual ou compilação fotográfica que nos convida a redescobrir o heterogêneo universo arquitetônico da cidade, buscando detectar as constantes e variáveis que definem o acervo arquitetônico marplatense por meio do registro e da difusão de diversas construções que vão desde o patrimonial e o consagrado até o doméstico, o vernáculo e o anônimo.
“Renaturalizar as cidades e ganhar espaço de qualidade para as pessoas já não é apenas uma ideia interessante, é uma necessidade”, afirma Jordi Fernández, um dos dois sócios-fundadores do ON-A Arquitectura. Este smart office, com sede em Barcelona, especializou-se em renaturalização e bioconstrução, concebendo ao longo de seus 15 anos de experiência diferentes formas de adaptação de espaços verdes em contextos urbanos, como a proposta de remodelação do Parque Llano Amarillo de Algeciras ou o Taichung Gateway Park de Taiwan. Seu projeto atual, chamado Nou Parc, segue a linha desses exemplos internacionais, buscando converter o Camp Nou em um parque de 26 hectares.
As técnicas de visualização evoluíram de forma notável ao longo do tempo e com os adventos tecnológicos, os resultados finais estão cada vez mais próximos de simular de maneira fiel aspectos próprios da realidade. Podemos dizer que, no campo da arquitetura, um projeto de visualização busca principalmente evidenciar as características e qualidades de um espaço tridimensional - ainda não construído ou em processo de construção - através de imagens, renderizações, vídeos ou ferramentas de realidade virtual - projetados, de forma geral, em suportes bidimensionais como as telas ou o papel -, considerados ferramentas essenciais para que os clientes, em geral pouco familiarizados com as representações técnicas, ou para um júri nos casos de concursos, compreendam um projeto de forma integral em uma etapa prévia a sua materialização.
O escritório de arquitetura Hauser (Buenos Aires, Argentina) apresentou, em conjunto com Carlos Ferrater e Lucia Ferrater, do OAB - Office for Arquitecture in Barcelona, seu projeto para Montevidéu intitulado “Alma Duc”. Trata-se de um edifício de uso misto localizado no centro da capital uruguaia que integrará diferentes programas — habitação, espaços comerciais e restaurante —, buscando responder à tendência de consolidação e adensamento do setor. O projeto já está em construção e será a primeira obra de Carlos Ferrater construída na América do Sul.
A série intitulada Água, mineração e êxodo faz parte de uma investigação visual realizada pelo fotógrafo Marcos Zegers que explora as tensões culturais e as alterações territoriais decorrentes das atividades mineradoras e extrativistas no deserto do Atacama. Com foco em conflitos geopolíticos e territoriais e formação prévia em arquitetura, Marcos utiliza a fotografia como ferramenta para manifestar suas inquietações, buscando, por meio do registro, moldar uma narrativa crítica que nos permita conhecer o que acontece nesses territórios um tanto inexplorados. Sua pesquisa não apenas considera os aspectos tangíveis que a presença dessas atividades gerou no setor, como as transformações territoriais e as alterações na paisagem, mas também explora as consequências menos evidentes, associadas às migrações, aos deslocamentos culturais e aos conflitos em torno da disponibilidade de recursos hídricos.
De cabanas isoladas no meio da mata a projetos inteiramente construídos em bambu, a arquitetura residencial no Equador é um prato cheio para quem gosta de casas construídas em madeira. Abundante em todo território nacional, este material construtivo é utilizado de forma versátil, capaz de atender a todos os requisitos estruturais e necessidades arquitetônica com louvor. Como estrutura portante, revestimento ou mobiliário, a madeira esta sendo utilizada tanto quanto o concreto, a pedra, o tijolo ou o metal, oferecendo uma infinidade de aplicações que têm provocado o desenvolvimento de uma nova linguagem e uma expressão única, intimamente integrada à paisagem característica dos trópicos.
O Equador, por seu clima e características territoriais, possui uma imensa diversidade de bambus: são 6 gêneros e 42 espécies identificadas, das quais 11 são endêmicas. Dentre todas elas, a cana Guadua angustifolia é considerada a espécie mais importante em termos de abundância e propriedades físicas e mecânicas. O termo indígena guadua foi empregado pelas comunidades originárias do Equador e da Colômbia para designar esta espécie de "bambu nativo", que mais tarde seria rebatizada como "Guadua angustifolia" — que significa "folha estreita" — e pertence taxonomicamente à família Poaceae e à subfamília Bambusoideae. O uso deste material é tão antigo que, segundo o livro *Nuevas técnicas de construcción en bambú* (1978), foram encontrados no Equador vestígios de construções que se estima terem 9.500 anos de idade.
Icons at Risk (Ícones em risco) é uma iniciativa internacional liderada pela organização Iconic Houses que busca proteger e preservar projetos residenciais –casas particulares, loteamentos e conjuntos habitacionais– considerados de alta relevância arquitetônica por serem exemplos representativos das ideias e princípios do movimento moderno. A iniciativa se baseia na premissa de que, atualmente, muitas casas icônicas em todo o mundo estão desaparecendo –seja por atingirem estados de abandono irreversíveis, sofrerem reformas radicais ou acabarem demolidas– devido à falta de leis de proteção. Isso ocorre porque, por fazerem parte da história recente, muitas delas ainda não são reconhecidas como "patrimônio" (principalmente as residências da segunda metade do século XX), carecendo, assim, de proteção legislativa suficiente. Muitas vezes, essas obras se apresentam como manifestos materializados que permitem compreender as buscas e as aspirações de arquitetos/as e designers do século XX dentro da paisagem urbana específica de cada país, tornando sua relevância histórica evidente.
As construções e estruturas destinadas ao cultivo de plantas - como as estufas e orquidários - são fundamentalmente espaços arquitetônicos que articulam o controle e a manipulação dos fatores ambientais como temperatura e umidade, permitindo adaptar esses parâmetros a demandas específicas das espécies mantidas - seja para seu cultivo, sua preservação ou sua exposição. Os projetos costumam variar segundo o uso e a localização geográfica da estrutura, sob influência de questões como o clima local, a altura das espécies a alojar, as demandas de ventilação, ou considerações como se a construção será temporária ou permanente, podendo por vezes se configurar a partir de sistemas de partes montáveis e desmontáveis. No entanto, existem alguns parâmetros comuns que atravessam esse tipo de construção. De forma geral, tendem a seguir uma linha similar em termos de materialidade e organização: para aproveitar os efeitos da radiação solar, as estufas apresentam com coberturas e fechamentos translúcidos, como vidro ou plástico, e se estruturam através de sistemas leves de peças que permitam grandes vãos, podendo ser de ferro, madeira, bambu, etc.
Rumo a um novo normal com menos desigualdade urbana é uma petição dirigida aos diferentes níveis de governo do Estado peruano – a Presidência do Conselho de Ministros, as Prefeituras Provinciais, os Ministérios, as Prefeituras Distritais e os Governos Regionais – que busca chamar a atenção e denunciar a situação atual enfrentada pelas diferentes cidades do território. Por meio do documento, as pessoas signatárias manifestam sua preocupação e solicitam que sejam tomadas ações prioritárias e estruturais para melhorar as condições de vida de todos os cidadãos e cidadãs do Peru.
Os sistemas mecânicos suportados por dispositivos como polias, engrenagens, bobinas, cabos e contrapesos podem ser muito úteis para impulsionar e transmitir forças, gerando o movimento ou deslocamento de certos elementos de uma maneira relativamente simples, sem a necessidade de envolver energia elétrica. A incorporação desses mecanismos em projetos arquitetônicos gera a possibilidade de alterar manualmente a disposição dos elementos que definem os espaços sob uma perspectiva didática e recreativa.
Os níveis de poluição atmosférica atingidos pelos grandes centros urbanos de todo o mundo nos últimos anos evidenciam a relação problemática que mantivemos – e continuamos mantendo – com o nosso meio ambiente. A gravidade do assunto reside no fato de que esta questão não apenas afeta o equilíbrio geral do planeta, mas também, segundo a Organização Mundial da Saúde, o estado atual da atmosfera provoca, pelo simples ato de respirar, a morte de cerca de sete milhões de pessoas por ano. Pouco tempo depois que os governos de diferentes países anunciaram suas medidas para evitar a propagação do coronavírus – quarentena e isolamento –, diversos estudos começaram a evidenciar um aspecto inesperado e esperançoso: os níveis de poluição atmosférica de muitas cidades começaram a se reduzir notavelmente poucos dias após o anúncio das medidas, devido à menor circulação de veículos e à redução das emissões industriais.
Nos últimos meses, o Legado Lima 2019 tornou-se uma das principais instituições colaboradoras na luta contra a pandemia do Coronavírus no Peru. Graças à realização dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos em 2019, o país pôde aplicar todo o aprendizado em infraestrutura, equipamentos, protocolos e operação para combater a COVID-19, aproveitando e transformando a moderna infraestrutura — originalmente construída para abrigar a maior festa multiesportiva do continente — para enfrentar a pandemia.
Estudantes do terceiro ano do curso de Arquitetura da Universidad del Desarrollo em Concepción, no Chile, viajaram em 2019 para o vilarejo de San Juan, na ilha de Chiloé, para construir o Mirador Piuche. No projeto, os/as estudantes se depararam com as realidades dos processos de construção — enfrentando dificuldades associadas às adversidades climáticas e ao cansaço físico —, trabalhando em comunidade e interpretando o território, os materiais e os ofícios locais para materializar uma obra em escala real. Essa atividade, que começou com uma folha em branco e culminou em uma ideia construída, representa uma primeira aproximação dos/as estudantes com o desenvolvimento de um projeto arquitetônico. O Piuche implanta-se verticalmente em uma encosta costeira ao sul do vilarejo, dialogando com os elementos naturais, os morros, o céu e a água.
Inserido no contexto da atual pandemia — e da trágica experiência que ela tem representado para países de todo o mundo —, o Manifesto pela reorganização de la cidade após a COVID-19 expressa a profunda preocupação de profissionais da área com o futuro das cidades no período pós-pandemia. O texto, um documento crítico focado na cidade de Barcelona — embora aplicável à maioria das cidades ocidentais —, foi escrito por Massimo Paolini, teórico da arquitetura e membro da Political Ecology Network (POLLEN). Nele, são enumerados os problemas que afetam nossos centros urbanos e apresentados dados alarmantes, demandando a adoção de medidas urgentes e drásticas.
Dirigido por Gerardo Panero, o documentário Amancio Williams narra a vida e obra do arquiteto argentino, uma figura representativa do movimento moderno em seu país. Amancio teve um papel inquestionável na renovação dos ideais arquitetônicos do país, sendo reconhecido mundialmente por suas ideias e projetos, dos quais se destaca a famosa Casa sobre el Arroyo, projetada em parceria com sua esposa, Delfina Gálvez, entre os anos de 1943 e 1946 na cidade de Mar del Plata. Embora muitas de suas propostas não tenham se concretizado, seus projetos e experimentações geraram mudanças notáveis na arquitetura argentina, deixando um legado valioso para as gerações seguintes.
No último dia 28 de maio foram divulgados os resultados do concurso nacional de ideias de arquitetura Complexo Educativo Três Faculdades e Campus Universitário, uma convocatória que convidava os/as profissionais da Argentina a desenvolver um Master Plan de caráter educativo no município de Tigre, Buenos Aires. O Campus Universitário deveria incluir uma Faculdade de Direito e Ciências Sociais, uma Faculdade de Medicina com um Centro Universitário de Pesquisa Médica e uma Faculdade de Arquitetura para abrigar disciplinas técnicas e humanísticas. Por outro lado, o Complexo Educativo deveria incluir uma escola de ensino médio, uma escola de ensino fundamental e uma pré-escola, integrados aos claustros universitários para possibilitar a continuidade formativa.
1° Premio (Argentina) Sofia Martinelli, Antonella Rodriguez Robustelli, Nadia Lucía Faccipieri, Sofía Piñel, Camila Laitán. Image Cortesía de TaDU / OPEA / Colectivo Más Ciudad
Foram anunciados os projetos vencedores do concurso de ideias Protótipos de Saúde de Emergência, uma chamada aberta destinada a estudantes da América Latina de arquitetura, paisagismo, urbanismo, design e áreas afins. Organizado em conjunto pelo Taller de Desarrollo Urbano (Venezuela), pela Organización Peruana de Estudiantes de Arquitectura (Peru) e pelo Colectivo Más Ciudad (Peru), e patrocinado pela Revista Envolvente, Revista Entre Rayas, Instituto Científico del Pacífico, Arquitectura Venezuela, Dilab e Imagina 3D,este concurso foi proposto como uma oportunidade para gerar respostas arquitetônicas inovadoras para enfrentar possíveis colapsos nos sistemas de saúde diante da ameaça da COVID-19.